google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

24 março 2008

Novo caso de gripe aviária detectado na Turquia

Autoridades detectaram gripe aviária em galinhas numa vila no noroeste da Turquia e sacrificaram cerca de mil aves, de acordo com informações do Governo.
Não está claro que o vírus encontrado em Esetçe, localidade próxima da fronteira entre a Turquia e a Grécia, foi o mortal H5N1. O presidente da Câmara de Esetçe, Muazzibin Nekes, disse que a área está em quarentena. Em Janeiro, autoridades confirmaram um caso de H5N1 numa vila perto da cidade de Zonguldak, na costa do Mar Negro. Em Janeiro de 2006 12 pessoas foram infectadas com o vírus H5N1 e quatro delas morreram.

(Fonte: Repórter Diário)

Dezenas de feridos e detidos em manifestações pró-curdas


Dezenas de pessoas ficaram feridas e pelo menos três centenas foram detidas em manifestações pró-curdas realizadas em várias cidades turcas, em que a polícia usou bastões, canhões de água e gás lacrimogéneo.
A vaga de violência surgiu um dia após as celebrações da Primavera (Nevruz), que descambaram no apoio aos separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Esta força política, ilegal, é considerada terrorista por Ancara, Washington e pela União Europeia (EU), estando na origem da incursão militar turca de Fevereiro no norte do Iraque, para "limpar" bases da guerrilha curda, uma operação que provocou a morte de 240 rebeldes.
Em Van (leste), 130 pessoas foram detidas e 53 ficaram feridas, das quais 15 polícias, segundo a agência Anatólia. Três dos manifestantes e um agente estão em cuidados intensivos.
A polícia anti-motim usou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar 1.500 manifestantes que gritavam pelo PKK e pelo seu líder Abdullah Ocalan, a cumprir prisão perpétua numa penitenciária turca de alta segurança.
Os manifestantes ergueram barricadas, atearam fogueiras e partiram vidros de lojas e instituições estatais, informaram os media.
Imagens da televisão NTV mostraram jovens encapuzados a apedrejar a polícia.
Em Şanliurfa, 93 pessoas foram detidas, e em Hakkiri, perto da fronteira iraniana, houve mais 17 detenções e 16 feridos, dos quais três polícias.
A violência teve ainda réplicas no oeste, nomeadamente em Mersin - com 30 detidos - e Izmir, onde estão radicadas importantes comunidades curdas.
Os Curdos são cerca de 12 dos 70 milhões de habitantes da Turquia e normalmente aproveitam o Nevruz para mostrar o seu apoio ao PKK, que está em guerra aberta com Ancara desde 1984, com um saldo de mortos acima dos 35.000.

(Fonte: Notícias da Turquia / Lusa / RTP)

19 março 2008

Ténis: Pedro Sousa nos oitavos-de-final do Future de Antália

O vice-campeão nacional, Pedro Sousa, apurou-se para o quadro principal do Future de Antália, na Turquia, tendo ultrapassado quatro adversários ao longo do qualifying.
O jovem português vai agora encontrar na ronda inaugural o Italiano Matteo Volante (nº 467 ATP), sétimo favorito do torneio. De referir que Gonçalo Falcão e Manuel Cavaco também marcaram presença no qualifying, mas foram derrotados à primeira pelo Turco Uğur Atalay e pelo Romeno Cristian Hodel, respectivamente.

(Fonte: A Bola)

18 março 2008

Durão Barroso: "União para o Mediterrâneo não é alternativa à adesão da Turquia à UE"

À saída do Conselho Europeu da Primavera, em Bruxelas, José Sócrates, primeiro-ministro português, disse que a criação da União para o Mediterrâneo (UPM) por sugestão do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, "é uma boa notícia para a Europa e para o Mundo". Portugal "está disponível" para investir na região, rematou. Para o chefe do Governo de Lisboa, a região do Mediterrâneo "é um dos centros de instabilidade global" e compete, portanto, à Europa também investir na cooperação reforçada com aqueles países, no sentido de dar atenção aos problemas da "segurança, estabilidade e cooperação económica". Sócrates clarificou que este é um projecto que vem acrescentar valor político e ambição ao Processo de Barcelona, existente desde 1995, precisamente para fomentar as relações com os estados ribeirinhos. Para o primeiro-ministro português, o plano de Sarkozy inaugura um novo capítulo na política externa da UE e ganhou o nome de Processo de Barcelona: União para o Mediterrâneo.
No final da reunião, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, recordou que é esperada a integração da Turquia na UPM e que esta "não é uma alternativa à adesão à UE", disse.
Durante a campanha eleitoral, Sarkozy, que se opõe à entrada de Ancara na UE, sugeriu que uma integração regional dos países do Mediterrâneo poderia substituir a candidatura turca à família europeia. Os detalhes respeitantes à organização da UPM ficam agora reservados para a agenda do Conselho Europeu de Junho, no final da presidência eslovena da UE. Para já, diz Sócrates, "há apenas uma proposta franco-alemã ainda não aprovada". De acordo com o documento de apresentação da UPM, é intenção de Sarkozy e de Angela Merkel, a chanceler alemã, atribuir à nova formação de estados uma co-presidência partilhada entre os países ribeirinhos. O problema parece ser agora conseguir consenso político no que toca ao comando da UPM. Apesar de os 27 fazerem todos parte da organização, de acordo com a proposta de Sarkozy, só os estados europeus mediterrâneos poderão assumir a co-presidência. Neste capítulo, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, António Lobo Antunes, assumiu que Portugal "é um país ribeirinho" e que Lisboa teria sido das primeiras capitais a ser sondada pelo chefe do Eliseu sobre a UPM. Do lado contrário do Mediterrâneo a questão é paralela, já que, com Israel a fazer parte da organização, os estados muçulmanos recusam ser representados por Telavive no comando da UPM.
A Cimeira da Primavera encerrou de forma pacífica, resultado de uma agenda consensual e dominada pelo lançamento do novo ciclo da Estratégia de Lisboa para a competitividade e o emprego na Europa.

(Fonte: DN)

17 março 2008

Partido do Governo em risco de ser encerrado


O procurador-geral do Supremo Tribunal turco solicitou na passada sexta-feira a ilegalização do Partido AKP (no poder) e a incapacidade política do presidente e do primeiro-ministro por violarem as leis que consagram o país como estado laico.
A Procuradoria tornou público o anúncio com o argumento de que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamista moderado) do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan "se converteu no centro das actividades contra o secularismo" ainda que sem adiantar mais pormenores.
Os media locais relacionaram esta medida com a autorização do véu islâmico nas universidades concedida pelo Governo.

O porta-voz do AKP, Dengir Mir Mehmet Firat, contestou esta acusação numa conferência de imprensa depois de uma reunião de emergência do Comité Central Executivo do partido e disse que se trata do "maior ataque contra as conquistas democráticas" da Turquia.
Além da ilegalização do partido governante, o procurador-geral do Supremo, Abdurrahman Yalçınkaya, pediu ao Tribunal Constitucional a incapacidade política do presidente da República Abdullah Gül, do primeiro-ministro e de outros 69 políticos do AKP.
Este partido foi fundado em 2001, depois de desaparecer o seu antecessor, o Partido da Virtude, proibido pelas suas actividades anti-laicas. A nova formação adoptou uma linha muito mais moderada em relação a outros partidos islamitas.
Nas últimas eleições gerais de Julho de 2007 obteve 46,7 por cento dos votos, o que lhe garantiu uma ampla maioria parlamentar.
Firat qualificou a denúncia do procurador-geral de "grande vergonha" e afirmou que desta forma sairão prejudicadas as aspirações turcas de adesão à União Europeia.
Por seu lado, o presidente Gül pediu calma aos cidadãos convidando-os a pensar se o país "ganharia algo" caso fosse levada a cabo a ilegalização do partido.
O procurador-geral tinha comentado anteriormente que o levantamento da proibição do véu para as mulheres estudantes nas universidades turcas transformaria as universidades em locais propícios à criação de grupos fundamentalistas.

(Fonte: Lusa/RTP)

12 março 2008

Continuam os esforços para inviabilizar a aprovação do véu islâmico nas universidades


O Supremo Tribunal Administrativo levantou ontem um novo obstáculo aos esforços do Governo para levantar a proibição das estudantes usarem o véu islâmico na universidade, por o considerarem um símbolo político do Islão e uma ameaça à separação do país da religião.
O tribunal garante que o YOK, corpo que supervisiona o ensino universitário turco, ultrapassou a sua autoridade ao dizer que as universidades poderiam deixar as estudantes usar o lenço, depois do Parlamento ter votado em Fevereiro algumas emendas constitucionais com o objectivo de não facilitar a proibição. Os secularistas dizem que a proibição permanece inalterada, até ao Tribunal Constitucional avaliar uma petição do principal partido da oposição na Turquia, o CHP, que rejeita as emendas e garante que elas violam a ordem secular. O Governo defende que o lenço é uma matéria da liberdade religiosa individual, mas os secularistas vêem-no como parte de uma estratégia a longo prazo do executivo para impulsionar o papel da religião na Turquia.No passado dia 9 de Fevereiro os deputados votaram a alteração à lei por 411 votos a favor e 103 contra, mesmo depois do aceso debate levantado num país maioritariamente muçulmano mas que quer cada vez mais dividir as águas entre a religião e a vida social, contando para isso com o apoio das elites militares, da justiça e do ensino e com a herança laica do fundador do Estado turco Kemal Atatürk, que conseguiu fundar a República turca, com base num sistema secularista em 1923.

(Fonte: Público)

"As Mulheres são mais Livres com a República"


"As Mulheres são mais Livres com a República" foi a frase que serviu de mote a um concerto realizado no centro de Ancara no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
O concerto foi oferecido às mulheres e à população em geral pela Junta de Freguesia de Çankaya no dia 8 de Março.

11 março 2008

Talabani promete à Turquia que combaterá o PKK no Iraque


O presidente iraquiano, Jalal Talabani, prometeu no Sábado, último dia da sua visita a Ancara, combater os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que actuam a partir do norte do Iraque contra alvos na Turquia.
Durante um encontro com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, Talabani disse que o Governo autónomo do Curdistão iraquiano está a pressionar o PKK para que abandone a zona e as armas. Talabani também propôs a Erdoğan a criação de uma comissão conjunta turco-iraquiana, presidida pelos primeiros-ministros ou os titulares dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para coordenar os esforços contra o PKK. Durante uma reunião com o presidente turco, Abdullah Gül, Talabani definiu o PKK como o inimigo, tanto da Turquia quanto do Iraque, e ressaltou que não tolerará que o território iraquiano seja usado contra a Turquia. "A luta contra o terrorismo não é apenas um dever para os Governos escolhidos democraticamente, mas também uma obrigação ética", disse Erdoğan, durante um almoço oferecido a Talabani. O presidente iraquiano, que chegou a Ancara na sexta-feira, também se reuniu com um grupo de executivos turcos, que convidou a investir em todas as regiões do Iraque. Em declarações divulgadas pelo canal de televisão "CNN-Türk", Talabani disse que mesmo os Estados Unidos não conseguiram controlar o quartel-general do PKK nas montanhas de Kandil, no norte do Iraque, vizinho da Turquia. Para acabar com os militantes do PKK nessa região, Talabani propôs dialogar com a Administração autónoma curda e iniciar um mecanismo trilateral entre Turquia, Iraque e EUA.

(Fonte: EFE)

Grécia e Turquia saúdam "nova oportunidade" para reunificar Chipre

As diplomacias grega e turca, mostram-se unidas, no apoio à retoma das discussões sobre a reunificação de Chipre. A dias de um primeiro encontro entre os líderes das duas metades da ilha, a ministra dos Negócios Estrangeiros grega reuniu-se com o seu homólogo turco, em Ancara. Para os dois responsáveis, é importante aproveitar a oportunidade criada pela eleição do novo presidente cipriota grego, que quer pôr fim ao bloqueio das discussões, que dura desde 2004. O comunista Demetris Christofias, que tomou posse na passada semana, anunciou já que uma primeira reunião com o seu homólogo cipriota turco se desenrolará entre 17 e 24 de Março. Uma oportunidade para pôr fim à divisão da ilha que dura desde 1974 e que há quatro anos deixou de fora da União Europeia a metade cipriota turca. A reunião de Sábado, em Ancara, sela a reaproximação entre a Grécia e Turquia, após a deslocação histórica do primeiro-ministro grego à capital turca, no início do ano.
(Fonte: Euronews)

07 março 2008

Conselho da Europa pede à Turquia fim do confinamento de Öcalan


O Comité Contra a Tortura do Conselho da Europa pediu à Turquia para pôr fim ao confinamento solitário do líder insurgente curdo Abdullah Öcalan para preservar a sua saúde mental.
No entanto, os observadores deste comité rejeitaram as afirmações de familiares de Ocalan que alegam que ele terá sido envenenado, depois de visitá-lo na ilha-prisão de Imrali, na Turquia.

(Fonte: AFP)