google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

29 outubro 2007

Sismo em Denizli


Um sismo de magnitude 5.1 na escala de Richter abalou hoje a província de Denizli, no sudoeste da Turquia. Na vila de Çameli cerca de 30 casas sofreram danos e não podem ser novamente habitadas. No total, foram 300 os edifícios afectados. Os habitantes dos 30 edifícos seriamente danificados encontram-se provisoriamente alojados em tendas.

Exército turco matou 15 rebeldes do PKK em território turco

O Exército turco matou 15 militantes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no Domingo, numa operação contra o grupo separatista no sudeste da Turquia, na província de Tunceli, distante da fronteira com o Iraque.
Foi conduzida uma operação de larga escala, com cerca de 5000 tropas, contra os rebeldes do PKK, no Domingo, nas zonas rurais de Dokuzkaya, Sarıyayla, Kızılmescit e Zağge, localizadas nos distritos de Pülümür e Nazimiye. Os confrontos tiveram início no Domingo de manhã e as tropas terrestres turcas foram secundadas por helicópteros. Os confrontos levaram ao corte de uma estrada.
Tunceli dista cerca de 550 quilómetros da província de Şırnak, e cerca de 650 quilómetros da província de Hakkari, os palcos dos mais recentes confrontos. Şırnak e Hakkari fazem fronteira com o Iraque.

A 29ª maratona Eurásia transformou-se num protesto gigantesco contra o PKK


Decorreu ontem em Istambul a 29ª maratona Eurásia, uma corrida de 15 quilómetros ao longo da ponte sobre o Bósforo, que liga a Europa à Ásia. Os cerca de 100 mil participantes exibiram bandeiras da Turquia e gritaram palavras de ordem contra o PKK, tais como: "Abaixo o PKK", "todos os Turcos nascem soldados" e "os mártires nunca morrem, o país nunca será dividido".
Os protestos continuam um pouco por toda a Turquia e também nos países que possuem uma vasta comunidade de emigrantes turcos, como é o caso da Alemanha e da Suiça.

A República da Turquia celebra hoje o seu 84º aniversário


A República turca celebra hoje 84 anos de existência. A festa nacional marca a criação do Estado moderno turco por Mustafa Kemal Atatürk, sob as ruínas do Império otomano. A ocasião foi celebrada oficialmente em Ancara junto ao mausoléu de Atatürk (Anıtkabir), numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan e do presidente Abdullah Gül. Realizaram-se também as habituais paradas militares, um pouco por todo o país, a par de inúmeros outros festejos. O país engalanou-se com a cores nacionais, num momento em que a situação no sul do país tem reforçado os valores nacionais e os apelos às armas contra os separatistas do PKK.
(Fonte: Euronews)

27 outubro 2007

Curdos iraquianos temem ataque e dizem que a Turquia tem muito a perder


Os Curdos iraquianos temem uma ofensiva turca "a qualquer momento", no âmbito do combate aos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), como disse na noite de sexta-feira o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan.
A Turquia é responsável pelo envio de produtos consumidos diariamente pelos Curdos, e as suas empresas constroem estradas, aeroportos e casas na região fronteiriça.
Ao visitar uma loja ou supermercado nas cidades de Erbil e Suleimaniya, no Curdistão do Norte, é possível constatar que sabões, detergentes, diversos tipos de alimentos, pilhas, baterias, ferramentas, remédios e artigos de consumo diário são fabricados na Turquia.
Os produtos turcos são também de qualidade muito superior aos de outros países vizinhos, como Síria e Irão.
O ministro turco do Comércio, Kürşad Tüzmen, disse esta semana que o país vendeu bens por um valor de US$ 2,7 biliões no último ano ao Iraque, e que as empresas de construção têm contratos avaliados em US$ 4 biliões.
Comparado com o sul do Iraque, onde a violência deixa a economia paralisada, o norte curdo conta com vários projectos, novos hotéis, estradas e edifícios residenciais.
Fontes do Governo autónomo curdo disseram que existem 400 empresas turcas de praticamente todas as áreas de actuação com investimentos no Curdistão iraquiano, com contratos que representam um volume de US$ 3 biliões.
Entre os projectos mais importantes, estão o novo aeroporto de Erbil, a ponte elevada de Suleimaniya e construções residenciais.
Por isso, o encerramento da principal passagem fronteiriça entre a Turquia e o Iraque, e o cancelamento de contratos de construção de empresas turcas, medidas propostas para pressionar o país árabe a combater o PKK, são consideradas negativas tanto para a população iraquiana como para as empresas turcas.
Tüzmen reconheceu os enormes lucros que a Turquia obtém no Iraque, mas disse que "(os lucros) perdem todo o significado quando o país (Turquia) está em jogo".
Uma fonte do Gabinete do primeiro-ministro curdo afirmou que o nacionalismo da Turquia supera os interesses de suas empresas, porque o que realmente incomoda o país é o crescimento da Região Autónoma do Curdistão.
A região possui dois grandes partidos curdos, o Partido Democrático do Curdistão (KDP) e a União Patriótica do Curdistão (UPK), que controlam toda a área.
Segundo a fonte, a Turquia teme que o modelo do Curdistão iraquiano seja seguido pelos Curdos que vivem no país.
O jornal curdo "Hawlati" assegurou que o PKK incluiu entre as suas últimas reivindicações, não apenas a melhoria das condições dos curdos da Turquia, mas também que Ancara reconheça o Governo autónomo curdo do Iraque.
No entanto, o Executivo de Erdoğan segue exactamente na direcção contrária e vetou a presença de qualquer representante autónomo curdo nas negociações de sexta-feira e hoje entre Iraque e Turquia.
O Governo iraquiano tem pouco controle da região, onde até as unidades do Exército são curdas e obedecem aos seus respectivos partidos, KDP e UPK, mesmo que nominalmente sejam dependentes do comando central iraquiano.

(Fonte: Efe)

Delegação iraquiana deixa capital turca sem obter resultados


A delegação iraquiana que viajou para Ancara para tentar obter um acordo com o governo da Turquia e impedir avanços militares na fronteira devido ao conflito com os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) deixou a cidade sem obter nenhum resultado.
A informação foi divulgada por fontes diplomáticas na Turquia, que acrescentaram que não estão previstas novas reuniões entre as autoridades dos países vizinhos.
A reunião, à porta fechada, realizada entre as duas partes ontem e na manhã deste Sábado tinha sido classificada previamente pela Turquia como a última oportunidade para o Governo iraquiano impedir uma incursão militar de Ancara em grande escala no norte do seu território.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, reiterou hoje que adoptar uma decisão sobre uma operação além da fronteira com o Iraque só compete à Turquia.
"Não vamos dar passos para a soberania dos outros. Daremos, estamos a dar e demos passos em prol dos nossos interesses e pela paz na região", disse Erdoğan.
Antes de fazer esta declaração a um grupo de mulheres empresárias em Istambul, o primeiro-ministro tinha respondido a uma pergunta sobre as propostas colocadas pela delegação iraquiana para resolver a crise, à qual respondeu que "não há nada novo".
A Turquia expressou insatisfação relativamente às propostas de Bagdad, e a saída completamente silenciosa dos delegados iraquianos da reunião, assim como a falta de uma declaração conjunta após o encontro, evidencia o fracasso das negociações.
Aparentemente, os Turcos desistiram de emitir uma declaração conjunta porque os Iraquianos não atenderam às exigências de Ancara, que incluem medidas contundentes e imediatas para tirar o PKK do território iraquiano e extraditar para a Turquia mais de 150 dos seus dirigentes.
Além disso, Ancara exigiu o desmantelamento das bases dos rebeldes curdos e a desarticulação do apoio logístico que estes supostamente recebem no norte do país vizinho.

(Fonte: Efe)

Erdogan critica países europeus por não entregarem membros do PKK


O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, lamentou hoje, em Istambul, a falta de apoio prestada até agora ao seu país na luta contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e indirectamente apelidou de hipócritas as atitudes de muitos países europeus.
"As suas fontes financeiras (do PKK) estão no exterior. O grupo terrorista está a organizar o narcotráfico na Europa. Não pode representar os nossos cidadãos curdos. Há 50 deputados curdos no meu partido", lembrou o chefe do Governo.
"Não podemos entender aqueles que classificam algo como organização terrorista e não nos entregam os seus membros. Nenhum país europeu fez isso até agora. Isso é uma prova de sinceridade, e os nossos amigos ocidentais estão mal no teste", disse Erdoğan.
O primeiro-ministro fez assim alusão ao facto de o PKK ter sido classificado como organização terrorista não apenas pela Turquia, mas também pela União Européia e Estados Unidos.
Erdoğan fez estas declarações durante uma reunião com mulheres empresárias em Istambul, após a divulgação da notícia de que a delegação iraquiana de alto nível que viajou para Ancara para tentar obter um acordo com o Governo da Turquia e impedir avanços militares na fronteira deixou a cidade sem obter nenhum resultado. A Turquia encarava a reunião como uma última oportunidade para o Iraque impedir uma ofensiva de Ancara.

(Fonte: Efe)

26 outubro 2007

Tribunal deu razão aos media turcos


Embora não exista censura na Turquia, o gabinete do primeiro-ministro pode impedir determinadas coberturas por parte dos media "em situações em que a segurança nacional a isso obrigue ou quando a ordem pública estiver em causa".
Na terça-feira foram proibidas pelo Governo as "notícias relacionadas com o ataque terrorista do passado Domingo por estarem a provocar um impacto negativo na moral e na ordem pública [...] e a dar uma imagem negativa das forças de segurança."
Os media e os partidos da oposição denunciaram a sanção alegando tratar-se de censura.
Ontem, o tribunal anulou a sanção do governo que classificava de "negativa" a cobertura feita pelas rádios e televisões turcas do ataque levado a cabo pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e que matou 12 soldados no Domingo.

População turca e curda está nas ruas em protesto contra o PKK









Durante toda a semana, a população turca invadiu as ruas de praticamente todo o país, em protesto contra o PKK. Os protestos, a revolta e a profunda tristeza, aconteceram também nas cidades do sudeste da Turquia, de maioria curda.

Reunião entre a Turquia e o Iraque tem "resultados positivos"

A reunião desta sexta-feira, em Ancara, entre ministros turcos e iraquianos sobre a crise na fronteira turco-iraquiana devida à acção dos rebeldes do ilegaliazado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) apresentou "resultados positivos", afirmou à imprensa o porta-voz do ministério iraquiano da Defesa, Muhammed Askeri, que anunciou um novo encontro para a tarde.
"Há encontros muito importantes em desenvolvimento. Há resultados positivos. Tudo continua como estava previsto", declarou Askeri.
O porta-voz acrescentou que vai acontecer, durante a tarde um novo encontro no ministério turco dos Negócios Estrangeiros.
A parte turca evitou fazer comentários sobre essas entrevistas, que pretendem dissuadir a Turquia de intervir unilateralmente no norte do Iraque contra os rebeldes do PKK.
(Fonte: AFP)