google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

12 dezembro 2025

Turquia acolhe novo programa para resíduos têxteis


A Global Fashion Agenda lançou a Circular Fashion Partnership: Türkiye, uma nova iniciativa destinada a acelerar a implementação de um sistema têxtil circular na Turquia, com foco na recolha e reciclagem de resíduos têxteis pós-industriais.

A apresentação do projeto, que é financiado pela H&M Foundation, decorreu durante o Sustainability Talks Istanbul e contou com a participação da parceira nacional Rematters, bem como dos parceiros de implementação Reverse Resources, Closed Loop Fashion e Circle Economy Foundation.

Com arranque previsto para o início de 2026, o programa pretende implementar sistemas de gestão de resíduos nas unidades produtivas, reforçar a rastreabilidade através de ferramentas digitais e estabelecer ligações diretas entre fabricantes e recicladores, promovendo a valorização do desperdício têxtil pós-industrial, revela, em comunicado, a Global Fashion Agenda (GFA). A iniciativa vai igualmente apoiar as empresas na adaptação a novos enquadramentos legislativos e dinamizar a cooperação nacional para uma transformação estrutural.

Segundo a GFA, a Turquia, sendo um dos principais centros de produção de vestuário a nível mundial, apresenta condições privilegiadas para escalar a reciclagem fibra-a-fibra, beneficiando de uma indústria verticalmente integrada, da proximidade ao mercado europeu e da crescente pressão regulatória em torno da redução de resíduos e emissões.

"A Turquia representa uma oportunidade crucial para acelerar a circularidade em larga escala», sublinha Federica Marchionni, CEO da Global Fashion Agenda. "Com a Circular Fashion Partnership: Türkiye, pretendemos promover a colaboração local e desbloquear inovação que possa servir de modelo para a reciclagem têxtil-para-têxtil a nível global. Estas parcerias permitem criar sistemas escaláveis que não só respondem ao desafio dos resíduos têxteis, como também contribuem para as metas climáticas, para o alinhamento regulatório e para a competitividade a longo prazo", acrescenta.

A Circular Fashion Partnership: Türkiye vai apoiar o setor no desenvolvimento de modelos replicáveis de segregação de resíduos, reciclagem têxtil-para-têxtil e rotas nacionais de recuperação, diminuindo a dependência de matérias-primas virgens e o envio para aterro. Este programa vai expandir um modelo já aplicado no Bangladesh, Camboja e Indonésia. Em conjunto, estas iniciativas permitiram rastrear digitalmente mais de 21.000 toneladas de resíduos têxteis e conectar mais de 100 fábricas e 20 marcas internacionais a recicladores locais. Na Turquia, o programa será desenvolvido e gerido por parceiros locais, adaptado às necessidades do país e sustentado pelas melhores práticas recolhidas nas outras regiões.

Ao longo de 2026, a Circular Fashion Partnership: Türkiye irá mobilizar a indústria turca através de várias ações, incluindo avaliações presenciais de gestão de resíduos, formação técnica com recurso ao modelo Train-the-Trainer, sessões de pitching e matchmaking para soluções de reciclagem, além de mesas-redondas e diálogos políticos com os principais intervenientes nacionais.

"Este é um passo vital na nossa missão de apoiar uma transição justa e circular", conclui Federica Marchionni.

(Fonte: Portugal Têxtil)

30 novembro 2025

Associação Cultural Proeza Altruista em formação Erasmus+ na Turquia

A Associação Cultural Proeza Altruista, com sede na Madeira, proporcionou a cinco dos seus colaboradores a oportunidade de realizar uma formação internacional na Pixie Academy, em Dalaman, Turquia. Esta foi uma iniciativa inserida no programa Erasmus+ de Educação de Adultos, financiado pela União Europeia.

A formação decorreu entre os dias 16 a 22 de Novembro, num total de 7 dias de formação intensiva, no âmbito do projecto 'Proeza melhora a saúde mental'.

Segundo nota à imprensa, esta mobilidade teve como principal objectivo "desenvolver competências nos participantes na área da saúde mental e da resiliência, dotando-os de ferramentas práticas para melhor compreender, gerir e promover o bem-estar psicológico, tanto em contexto pessoal como comunitário. Ao longo da formação, foram trabalhados temas como gestão do stress, prevenção do burnout, autoconhecimento, empatia, comunicação positiva e estratégias de apoio emocional, sempre com enfoque na realidade da educação de adultos".

Agora, estes formandos vão colocar em prática os seus conhecimentos, desenvolvendo acções de formação dirigidas à população em geral. O objectivo é "capacitar a comunidade para reconhecer sinais de mal-estar emocional, desenvolver estratégias de auto-cuidado e fortalecer a resiliência individual e colectiva, contribuindo assim para uma sociedade mais informada, solidária e emocionalmente saudável".

O projecto 'Proeza melhora a saúde mental' reforça o compromisso da Associação Cultural Proeza Altruista com a promoção da saúde mental, a inclusão e a aprendizagem ao longo da vida, valorizando o impacto local de experiências de formação internacional.

(Fonte: Diário de Notícias)

20 novembro 2025

COP31 vai realizar-se na Turquia sob presidência da Austrália

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico"

A 31.ª Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP31) vai realizar-se na Turquia, sob presidência da Austrália, anunciou na quarta-feira o ministro das Alterações Climáticas e Energia australiano, Chris Bowen.

Após dias de negociações, os dois países que disputavam a sede da conferência do próximo ano acordaram uma organização conjunta: a Turquia acolherá o evento e a Austrália organizará a agenda e liderará as negociações até à realização da cimeira, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Em conferência de imprensa, Bowen explicou o acordo com a necessidade de não deixar a cimeira do clima “sem liderança durante 12 meses”, o que aconteceria caso as negociações falhassem dado as regras das COP exigirem um consenso para designar os países anfitriões.

"Seria irresponsável para o multilateralismo num contexto tão difícil. E não queríamos que isso acontecesse. Por isso, era importante chegar a um acordo com a Turquia, a nossa concorrente", acrescentou.

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico", em aliança com nações insulares, para destacar a ameaça representada pela subida do nível do mar e dos fenómenos climáticos extremos para estes países.

“Estamos todos descontentes. E desapontados por acabar assim", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua Nova Guiné, Justin Tkachenko, à agência noticiosa France-Presse.

Esta quinta-feira o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o país vai organizar uma reunião pré-COP no Pacífico, um compromisso para manter as vozes daquelas nações insulares na agenda climática, apesar de a cimeira se realizar fora da região, refere a EFE.

"Isto permitir-nos-á convidar os líderes mundiais para abordar as questões que esta região enfrenta, incluindo a [ameaça à] existência de Estados insulares como Tuvalu e Kiribati [que correm o maior risco de desaparecer devido à subida do nível do mar] e a proteção dos nossos oceanos”, disse Albanese, que felicitou Chris Bowen pelo seu papel nas negociações.

"Este é um excelente resultado", acrescentou.

Assim, a COP de novembro de 2026 deve decorrer em Antalya, cidade turística turca na costa do Mediterrâneo.

A decisão terá de ser aprovada por consenso dos quase 200 países reunidos desde o passado dia 10 na cidade amazónica de Belém, no Brasil, na COP30.

A realização das conferências climáticas da ONU segue um sistema de rotatividade entre cinco blocos regionais, que devem selecionar o país anfitrião por consenso dentro do seu grupo.

Este ano, o Brasil foi escolhido em nome dos países da América Latina e das Caraíbas e a Etiópia já foi designada por África para acolher a conferência de 2027.

Até agora persistia o impasse em relação a 2026 no âmbito do grupo "Europa Ocidental e Outros Estados", que inclui países europeus, Turquia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia.

(Fonte: CNN Portugal)

21 outubro 2025

Porto de Leixões acolhe representantes turcos em missão de intercâmbio técnico e empresarial


O Porto de Leixões recebeu, a 16 de outubro, duas delegações turcas numa iniciativa destinada a reforçar a cooperação bilateral no setor das infraestruturas e transportes. A primeira delegação, constituída por representantes do Ministério das Infraestruturas da Turquia das áreas de Planeamento, Estratégia, Infraestruturas e Ferrovia, procurou aprofundar o conhecimento sobre as operações portuárias nacionais e promover o intercâmbio de boas práticas no panorama europeu.

No mesmo dia, o porto acolheu uma delegação de empresários turcos, acompanhados pelo Embaixador da Turquia em Portugal, demonstrando o interesse mútuo em estreitar as relações institucionais e empresariais entre ambos os países.

A visita iniciou-se no Centro de Formação do Porto de Leixões, com uma sessão de boas-vindas e uma apresentação institucional da APDL. Os visitantes foram informados sobre a estratégia de desenvolvimento portuário, as iniciativas de sustentabilidade e os principais projetos em curso na infraestrutura.

O programa incluiu ainda uma visita técnica aos principais terminais e áreas logísticas. A comitiva conheceu a sede da Yilport Leixões, a Plataforma Logística de Leixões e o Terminal Ferroviário de Mercadorias, observando de perto a operação portuária e o modelo de integração multimodal que distingue esta infraestrutura.

Esta iniciativa enquadra-se no fortalecimento da cooperação técnica e institucional entre Portugal e a Turquia no domínio das infraestruturas e dos transportes. O objetivo é promover a partilha de conhecimento, identificar oportunidades de colaboração conjunta e aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, consolidando parcerias estratégicas no setor portuário e logístico.

(Fonte: Leça da Palmeira.com)

10 outubro 2025

STCP do Porto escolhe autocarros turcos a gás

A STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto escolheu autocarros articulados turcos a gás natural para equipar a sua frota, da marca BMC.

A importadora UBSI Europa foi a vencedora do concurso público internacional lançado em julho para a compra de 50 viaturas articuladas  de 18 metros (mais 10 em opção) para transporte de passageiros, anunciou hoje a STCP.

O valor global do contrato adjudicado é de quase 21 milhões de euros para a compra das 50 viaturas.

Se a STCP avançar para a compra de mais 10 viaturas, o valor final sobe para cerca de 25 milhões de euros.

“O valor global do contrato adjudicado é de 20.795.000,00 euros e diz respeito a 50 viaturas movidas a gás natural ou biometano. Caso a STCP decida avançar com a opção para aquisição de mais 10, o valor final de contrato passa a 24.954.000,00 euros)”, lê-se no comunicado.

A entrega das novas viaturas vai ter lugar a partir do final de 2026 e o primeiro trimestre de 2027.

“Estes novos autocarros vêm substituir os atuais 49 articulados (20 a diesel e 29 a Gás Natural Comprimido), prosseguindo a renovação da frota e garantindo uma prestação de serviço público mais eficiente do ponto de vista ambiental e económico”, segundo o comunicado.

(Fonte: Jornal Económico)


27 agosto 2025

O comércio eletrónico na Turquia (perspetiva da empresa DHL)



Em 2022, quase 64% da população turca comprou um produto ou serviço online.

No último trimestre de 2022, as transações de comércio eletrónico aumentaram 37% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Metade de todas as transações de e-commerce na Turquia são realizadas em dispositivos móveis. As aplicações são particularmente populares entre os consumidores locais (mais do que os navegadores móveis) e são utilizadas em 63% das transações de m-commerce.

Principais marketplaces na Turquia (setembro-novembro de 2023), por quota de tráfego:

Trendyol.com: 37.4%
Hepsiburada.com: 22.7%
Amazon.com: 11.4%
Pttavm.com: 2.8%
Aliexpress.com: 2.4%

(Fonte: DHL)



08 abril 2025

Casa São José participa em formação sobre 'cyberbullying' na Turquia


Seis colaboradores da Casa São José - Centro Social e Paroquial do Carmo, participaram numa formação na cidade de Dalaman, na Turquia. Este programa de mobilidade decorreu entre 1 e 7 de Abril, no âmbito do programa Erasmus+ em parceria com a associação Raquel Lombardi.  A formação, promovida pela Pixie Academy, teve como tema central o combate ao 'cyberbullying', um problema crescente a nível global que afecta crianças, jovens e adultos e que exige atenção especial das instituições sociais.

O curso abordou diversos aspetos relacionados com o 'cyberbullying', como agressões 'on-line', os impactos psicológicos e sociais nas vítimas, e os desafios no que diz respeito à proteção de dados e segurança digital. Além disso, os participantes tiveram oportunidade de explorar programas de prevenção e educação, regulamentos legais e políticas institucionais, além de aprender como prestar apoio eficaz às vítimas de 'cyberbullying'. A formação também incluiu módulos sobre habilidades de comunicação e empatia, essenciais para lidar com situações de 'bullying' digital.

No final do curso, todos os participantes receberam os seus certificados, "reafirmando o compromisso da Casa São José em promover a formação contínua de seus colaboradores e a implementação de práticas educativas que agreguem valor e protecção à comunidade", refere em comunicado à imprensa.

(Fonte: DN)

17 março 2025

Texhibition potencia indústria têxtil da Turquia


Com uma nova secção dedicada aos bordados, a feira internacional de tecidos, fios e acessórios têxteis, que tem como objetivo promover a indústria do país, teve um crescimento de 30% no público europeu.

A sétima edição da feira, que teve lugar em Istambul entre 5 e 7 de março, reuniu mais de 500 expositores e recebeu mais de 22 mil visitantes de 106 países da UE, Médio Oriente, Ásia, Norte de África e América do Norte.

Recebeu 6000 visitantes internacionais, e a Europa destaca-se como a região com a maior presença (41,3%), o que corresponde a um aumento de 30% em comparação com a edição anterior. Nike, Asos e Alexander Wang foram algumas das marcas internacionais que passaram pela feira.

Ahmet Öksüz, presidente da Associação de Exportadores de Tecidos de Istambul (İTHİB), destaca a Texhibition não só como uma feira, mas também como "um ator importante na apresentação dos produtos e marcas têxteis turcos". Acrescentou que continuam a trabalhar com o apoio do Ministério do Comércio para que a feira seja incluída nas “feiras de prestígio”, e que "a Texhibition continuará a crescer e a desenvolver-se como uma das mais importantes organizações que moldam o futuro da indústria".

A secção de bordados foi uma novidade nesta edição, que contou com 14 expositores, incluindo a Akspa Tekstil, já repetente na feira. Sezen Buse Ekinci, responsável de marketing e relações internacionais da empresa, para além de especialista em bordados, explicou, em declarações ao Portugal Têxtil, que de ano para ano o número de clientes internacionais que visitam a feira tem crescido: "Há muitos clientes B2B aqui, temos a oportunidade de lhes apresentar os nossos produtos, e é realmente ótimo que tenhamos uma boa organização e repercussão internacional da Texhibition Istanbul. Posso afirmar honestamente que a nossa carteira de clientes está a aumentar graças à Texhibition Istanbul, ano após ano". A Akspa Tekstil exporta 90% do que produz, para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e EUA. Em relação ao mercado português, a responsável clarifica que "estamos a trabalhar com os fabricantes de vestuário que estão a fabricar para as marcas do grupo Inditex".

Por outro lado, para Besim Özek, diretor de estratégia e desenvolvimento comercial da Bossa, empresa turca com 74 anos e especializada em denim, as feiras há 20 anos eram mais focadas na aquisição de novos clientes e na realização de negócios diretos. No entanto, reforça que atualmente "o principal objetivo da feira é socializar", acrescentando que "fazer negócios através da socialização é muito mais importante" e a Bossa tem acompanhado essas mudanças.

O Hefa Group produz, mensalmente, dois milhões de metros de pele artificial nas suas instalações em Ergene, e Erol Peksoy, especialista em exportação da empresa, refere que se sentem sortudos por estarem presentes na Texhibition desde o início, porque "as empresas turcas agora raramente têm oportunidade de entrar, pois a feira está cheia e não há espaço para entrar".

A zona dedicada ao denim, chamada Blue Black Denim, voltou a ter palco para apresentar as novidades das 21 empresas líderes da Turquia, como a Isko e a Kipaş. A organização realça que desde a introdução deste segmento, a Texhibition registou um aumento significativo de visitantes da UE, devido à procura de tecidos de denim turcos.

A feira também evidenciou a integração digital dos têxteis sustentáveis, com a Isik Etiket a apresentar etiquetas têxteis inteligentes, que incluem códigos QR que fornecem informações detalhadas sobre a composição, instruções de cuidados e origem da produção. As etiquetas são feitas de papel reciclado e incorporam sementes, com o objetivo de oferecer uma solução ecológica e sem desperdício, tendo em conta que em vez de descartadas, estas etiquetas de sementes podem ser plantadas no solo.

As vantagens turcas

Sobre as forças da indústria têxtil turca, várias empresas enfatizam a qualidade dos tecidos e a rápida produção e expedição como as grandes vantagens. "Quando os nossos clientes pedem um tecido da China, podem ser produzidos em 12 ou 13 semanas, especificamente em relação a bordados. Mas nós estamos a produzir apenas em 3 semanas, os nossos prazos de entrega são muito rápidos, avançou Sezen Buse Ekinci.

Já Besim Özek indica a qualidade dos designers e a verticalidade do setor como os grandes fatores competitivos em relação aos seus concorrentes que diz ser, na indústria do denim, o Paquistão e o Bangladesh. "Temos tanta sorte por conseguir todos os parceiros da cadeia de valor, desde a semente de algodão à sua produção, o fio, tecido, acessórios, produção de vestuário e marcas. Esta é a nossa maior força nesta altura", remata.

Mustafa Gültepe, presidente da Türkiye Exporters Assembly, sublinha a necessidade das estratégias de longo prazo, enfatizando o investimento em digitalização e produção sustentável para manter a competitividade. "O nosso objetivo é estar entre os três maiores exportadores globais de têxteis. Em 2024, crescemos as exportações têxteis em 20%, atingindo 15 mil milhões de dólares, alcançando 212 países e regiões", afirma o presidente.

A próxima edição da feira turca está agendada para 10 a 12 de setembro.

(Fonte: PortugalTêxtil)

25 fevereiro 2025

Startup turca de viagens Tripnly muda sede para Lisboa


A startup turca de viagens Tripnly mudou a sua sede para Lisboa e prepara conclusão da ronda de financiamento de cerca de meio milhão de euros para escalar a operação e reforçar equipa. A startup, que tem como objetivo ajudar viajantes e negócios turísticos a reduzir a sua pegada de carbono, quer reforçar “o mais breve possível” com cinco novos colaboradores.

“Portugal é um hub de inovação vibrante e o dinâmico ecossistema tech de Lisboa torna-o a base perfeita para escalar. Com um forte setor turístico, conectividade global, e abertura a novas ideias, Portugal é a base de lançamento perfeita para a visão da Tripnly de redefinir as viagens“, explica Alper Aydin, cofundador e CEO da Tripnly, ao ECO.

“Escolhemos estrategicamente Lisboa porque acreditamos que estar aqui irá funcionar como catalisador na nossa jornada de startup a scaleup“, justifica ainda.

A startup já levantou 240 mil euros, metade do valor da ronda de investimento pré-seed, junto a “cinco angel investors, um deles português“, diz o CEO. “Neste momento, estamos ativamente a discutir com grupos de business angels e VC de Portugal para garantir a metade remanescente da ronda”, adianta. A ronda, para um total de 480 mil euros, avalia a startup em seis milhões de euros.

Escolhemos estrategicamente Lisboa porque acreditamos que estar aqui irá funcionar como catalisador na nossa jornada de startup a scaleup.

“Os fundos que já levantamos serão usados principalmente para aumentar as nossas capacidades IA e expandir a nossa equipa através do recrutamento de cinco talentos locais”, revela. React developers, engenheiros de IA, community manager e um especialista em marketing digital são os perfis procurados pela startup.

“A nossa prioridade é recrutar localmente em Lisboa e Portugal. Contudo, na Tripnly, abraçamos uma postura de ‘work-from-anywhere‘, criando uma equipa diversa de entusiastas de viagens de todo o mundo. Acreditamos que as pessoas são o coração da nossa empresa, e que esse coração bate no lugar onde os nossos colaboradores trabalham”, diz o CEO.

O que oferece a plataforma?

“A Tripnly funciona como uma ponte entre os utilizadores B2C e os parceiros B2B promovendo um ecossistema de viagens dinâmico”, diz o cofundador.

A plataforma usa inteligência artificial (IA), machine learning e blockchain para ajudar os viajantes a reduzir a sua pegada ecológica. O objetivo é que cada viagem atinja a neutralidade carbónica até 2030.

A aplicação permite aos “utilizadores planear as suas viagens, fazer reservas, criar conteúdo e até gerar receita com o seu conteúdo“, descreve. Já os parceiros B2B “o marketplace integrado permite aos negócios relacionados com viagens ligarem-se diretamente aos viajantes através da oferta de produtos e serviços com descontos, códigos promocionais e vouchers, assegurando visibilidade, envolvimento e receita adicional“, acrescenta.

E como a sustentabilidade é um “pilar central”, através da iniciativa “2030 Commitment: Carbon-Neutral Trips” a startup lançou, com recurso a tecnologia de IA, uma calculadora que mede a pegada carbónica “permitindo aos viajantes calcular a sua pegada carbónica, converte-la num recurso financeiro e doá-lo a projetos ambientais internacionais, encorajando a viagens neutras do ponto de vista da pegada carbónica”, explica Alper Aydin.

“A nossa visão vai para lá dos viajantes individuais. Tendo recebido uma pré-aprovação do nosso projto de 6 milhões de euros do European Innovation Council (EIC) Accelerator, estamos agora no processo de submissão de um plano de negócio para aprovação final. Quando concluído, iremos desenvolver uma solução SaaS que irá permitir aos clientes B2B medir os âmbitos 1,2 e 3 das emissões de carbono”, isto é, se são emissões diretas, indiretas e da cadeia de valor.

Planos de expansão

Atualmente, a startup tem uma “presença forte” em Portugal e Turquia. “Para 2025, o nosso objetivo é reforçar a nossa presença na Península Ibérica e Europa Ocidental”, diz. E até ao final do ano atingir “mais de 150 parceiros B2B e mais de 500 mil utilizadores mensais únicos”.

(Fonte: Eco Sapo)

09 setembro 2024

Indústria de têxtil e vestuário turca em dificuldades



O aumento dos custos provocado pela inflação está a afetar as encomendas para exportação e a levar ao encerramento de muitas empresas, com a indústria têxtil e vestuário do país a pedir algum tipo de proteção.

Milhares de empresas turcas, incluindo as que produzem têxteis e vestuário para retalhistas e marcas internacionais, estão a ser pressionadas pela inflação no país, que ultrapassou 75% no início deste ano, a sobrevalorização da lira, aumentos nos preços da energia e diminuição de encomendas.

"Os pedidos estão a diminuir diariamente porque estamos a perder competitividade… e acho que vão diminuir ainda mais", afirma, à Reuters, Doğan Duman, proprietário de uma empresa de confeção no centro da Turquia, em Çorum, que produz casacos para a Zara. A empresa, com 27 anos de atividade, teve de reduzir em cerca de um terço o número de trabalhadores, empregando agora 210 pessoas, e está a trabalhar a 60% da sua capacidade. 

A Turquia é um dos cinco maiores produtores de vestuário do mundo, mas, apesar da vantagem da proximidade com a Europa, que representa o seu principal mercado, Doğan Duman indica que o aumento dos custos com a energia e mão de obra e o câmbio está a deixar o país atrás de rivais como o Vietnam e o Bangladesh. "Tendo em conta a taxa de câmbio da lira atualmente e o aumento esperado do salário mínimo no próximo ano, acho que não seremos capazes de concorrer. Estaremos no ponto de fechar", acredita.

Os negócios e as famílias turcas estão a enfrentar as consequências económicas de aumentos de uma taxa acumulada de 41,5% que começou em junho do ano passado e que começam agora a arrefecer a inflação, que caiu 52% no mês passado.

Com o crédito agora fora do alcance de muitos e a depreciação da lira muito aquém dos aumentos mensais dos preços, as empresas, especialmente as que exportam têxteis e vestuário, estão em dificuldade. Fecharam cerca de 15 mil empresas nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 28% em comparação com 2023, de acordo com a União das Câmaras e Bolsas de Mercadorias da Turquia (TOBB na sigla original), citada pela Reuters.

Outros dados sugerem uma subida do número de empresas em stress. A entidade de monitorização do mercado konkordatotakip.com revela que 982 empresas apresentaram pedidos de proteção judicial nos primeiros oito meses de 2024, quase o dobro do ano passado, sendo que as empresas de construção e têxteis foram as que mais recorreram a este mecanismo para suspender os pagamentos de dívida aos bancos e fornecedores para continuarem as operações e também para iniciarem os procedimentos de insolvência.

Em Çorum, cerca de 500 quilómetros a leste de Istambul, algumas fábricas têm janelas partidas e material espalhado pelo chão. Bülent Demirci, coproprietário de uma fiação com 50 trabalhadores, revela à Reuters que, devido a "uma perspetiva económica inesperada", encerrou a empresa há dois meses. "Tivemos cortes na produção de vez em quando no passado. Mas desta vez é tudo negro", justifica.

O último aumento do salário mínimo no país foi para 17.002 liras (cerca de 465 euros a câmbios atuais) em janeiro, um aumento de 100% em relação ao ano anterior e de 500% face ao final de 2021, quando uma queda histórica da lira abalou a Turquia.

Os preços do gás e da eletricidade subiram cerca de sete e três vezes, respetivamente, desde 2021 para pequenas e médias empresas.

Os custos gerais de produção da Turquia são agora quase 40% mais altos do que em países asiáticos concorrentes em termos de dólares, de acordo com entrevistas com exportadores, que também culpam as barreiras ao financiamento.

Os exportadores têm feito pressão para uma maior desvalorização da moeda, tendo em conta que, no acumulado do ano, a inflação é de 32%, enquanto a lira caiu apenas 13% em relação ao dólar.

A produtora de vestuário 3F Tekstil é uma das empresas que pediu proteção judicial contra pagamentos de dívidas, o que, segundo um responsável que pediu anonimato, ajudou a empresa a sobreviver com um total de 600 funcionários e a continuar a fornecer marcas de moda como a Mango e a H&M. "Mas os nossos fornecedores e aqueles que têm faturas a receber vão sofrer mais neste processo", o que abrange cerca de 10.000 trabalhadores de produtores subcontratados em todo o país, indicou o executivo da 3F Tekstil. "Quando as taxas de juro atingiram 60-70%, as empresas não conseguiram suportar. Não conseguem gerir as suas dívidas", evidencia. "As empresas pagaram pela inflação alta na Turquia", conclui.

(Fonte: Portugal Têxtil)