google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

09 novembro 2015

Mais de 400 mil crianças sírias não vão à escola na Turquia

Mais de dois terços das 708 mil crianças sírias que estão na Turquia, como refugiadas, não vão à escola, apesar de a lei turca lhes dar esse direito e de estarem em idade da escolaridade obrigatória, conclui a organização humanitária Human Rights Watch, num estudo publicado nesta segunda-feira. 

É um número que representa cerca de 415 mil crianças e jovens sírios, entre os sete e os 17 anos, refugiadas na Turquia pela guerra e fora do sistema de ensino. Há várias barreiras para a entrada de crianças sírias nas escolas turcas. São sobretudo entraves de ordem social, económica, ou de inclusão social e educativa. O problema atinge predominantemente os sírios que estão fora dos campos de refugiados, 85% dos mais de dois milhões de cidadãos sírios fugidos da guerra no país vizinho – 90% dos jovens em campos na fronteira da Turquia com a Síria vão a escolas especiais com currículos sírios em língua árabe, mas apenas 25% dos que estão nas zonas urbanas o fazem. 

"Horrores indescritíveis" estão a ser feitos às crianças da Síria.Na Síria do pré-guerra, 99% das crianças cumpriam a escola primária e 82% matriculava-se nos primeiros anos do ensino secundário. Na Turquia, o país em que vivem mais refugiados sírios, há quatro anos de escolaridade obrigatória de ensino primário, outros quatro de ensino intermédio e mais quatro de ensino secundário. Ao não haver garantia de ensino para as crianças e jovens sírias deslocadas pela guerra, os países de acolhimento arriscam-se a criar uma população alienada, que corre para a radicalização ou para a morte, como diz Shaza, mulher síria à frente de um centro de educação em Istambul. O seu filho, Omar, regressou à Síria e juntou-se a um grupo rebelde depois de não ter conseguido entrar numa escola na Turquia, para onde fugiu da guerra. Morreu com 16 anos a lutar contra o exército do Presidente Bashar al-Assad. “Se uma criança não for à escola, terá grandes problemas no futuro. Acabará nas ruas, ou regressará à Síria para morrer em combate, ou será radicalizada por extremistas, ou morrerá no oceano a tentar chegar à Europa”, diz Shaza à Human Rights Watch. 

Conflitos impedem 13 milhões de crianças de ir à escola este ano Conflitos impedem 13 milhões de crianças de ir à escola este ano Em teoria, Ancara deu um salto qualitativo nas suas leis de proteção de refugiados sírios em 2014, com alterações para permitir o acesso ao sistema universal de educação. Isto apesar de não os reconhecer formalmente como tal – a Turquia é o único país-membro da convenção internacional de refugiados de 1951 que mantém o seu texto original e que, por isso, pode apenas considerar cidadãos europeus como refugiados. Em Abril, alterou a sua lei de imigração de forma a conceder autorizações formais de residência aos cidadãos sírios em seu território e assim permitir-lhes viver fora dos seus 25 campos de refugiados. Mais tarde, o Executivo turco reconheceu oficialmente o direito a cuidados de saúde, acomodação, educação e outros serviços e apoios do Estado a todos os estrangeiros sob a proteção do país. As reformas na lei de imigração e de residência de estrangeiros na Turquia permitiram que as crianças e jovens sírios pudessem entrar no sistema de ensino público turco com um cartão de “identificação de estrangeiro”, um documento acessível a todos os sírios no país. Estavam criadas as condições para que todas as crianças e jovens sírios na Turquia pudessem entrar no sistema de ensino. Na prática, porém, escreve a Human Rights Watch, há uma série de entraves à ida de crianças sírias à escola. Em primeiro lugar, há várias escolas públicas em que continuam a não ser admitidos cartões de identificação de estrangeiros como documento válido, sobretudo em zonas mais rurais. Para além disto, o sistema de ensino turco tem apenas aulas em turco e não em árabe, a língua oficial e predominantemente falada na Síria. Algumas das 50 famílias sírias entrevistadas pela organização humanitária disseram que os estabelecimentos não conseguiram integrar as crianças ou simplesmente que não sabiam que era permitido enviá-las à escola. 

Mas há um problema de fundo mais grave. A incapacidade económica é um dos entraves mais comuns à ida das crianças sírias na Turquia à escola. Os cidadãos sírios não têm autorização para trabalhar no país – Ancara teme que as centenas de milhares de sírios façam aumentar o desemprego, embora também não seja ilegal terem um emprego. Num limbo legal, o trabalho na Turquia para muitos refugiados é frequentemente mal remunerado. As crianças trabalham para compensar esta falta de dinheiro. Nisreen é uma síria de 28 anos na Turquia, viúva e mãe de quatro crianças. “Não temos dinheiro, por isso os meus três filhos mais novos não estão na escola”, disse à Human Rights Watch. “O centro [temporário de educação] mais próximo é demasiado caro: cada criança paga 22 dólares por mês pelo autocarro. Não temos dinheiro para isso. O meu filho mais velho trabalha como mecânico, mas a nosso rendimento é de 81 dólares por semana.” 

Os centros temporários de educação são os únicos na Turquia com um currículo em árabe especialmente concebido para as crianças sírias. Existem dentro e fora dos campos de refugiados e têm um programa preparado em parceria com o Governo de Ancara e o governo Interino da Síria, a organização-mãe do grupo de oposição a Assad exilado na Turquia e apoiado pelo Ocidente (Coligação Nacional da Síria). É em muito semelhante ao que é ministrado ainda em Damasco, embora lhes sejam retiradas as referências à família Assad e ao Governo sírio. Mas estes centros existem em apenas 19 das 81 províncias turcas e os refugiados estão espalhados por todo o país. Para além do mais, alguns destes centros são geridos por organizações privadas que cobram taxas de transporte e de ensino que podem atingir as dezenas de dólares mensais.

(Fonte: Público)

01 outubro 2015

Sporting empatou em Istambul


Os “leões” criaram várias oportunidades para vencerem o Besiktas confortavelmente, mas acabaram por sair de Istambul com um empate a uma bola e o primeiro ponto na fase de grupos da Liga Europa.

Não foi por falta de oportunidades que o Sporting não saiu esta quinta-feira de Istambul com um triunfo histórico, na segunda jornada da fase de grupos da Liga Europa. Frente ao Besiktas, os lisboetas dominaram grande parte do encontro, marcaram um golo cedo, falharam muitos outros, alguns de forma escandalosa, e acabaram por sofrer o empate já na segunda parte, no primeiro (e praticamente único) lance de perigo do adversário. 

Os “leões” perderam a oportunidade de alcançar o primeiro triunfo em solo turco e acumulam 18 partidas consecutivas sem vencer fora de Alvalade nas competições europeias, distribuídas pelos últimos quatro anos.

Já se sabe que Jorge Jesus tem como prioridade absoluta o campeonato nacional e, como tal, a cabeça do treinador está sintonizada na recepção ao Vitória de Guimarães, no próximo domingo. Neste contexto, não se estranhou tanto as sete alterações que o técnico promoveu na equipa titular que subiu ao relvado do Estádio Ataturk, fazendo alinhar algumas das segundas linhas, com menor ritmo nesta fase da temporada. Mesmo assim, houve espaço para surpresas. A principal, foi a estreia do jovem Matheus Pereira, de 19 anos, mais um produto das escolas “leoninas” e presença habitual, esta temporada, na equipa B dos “leões”.

Apesar das novidades, os lisboetas não acusaram as mexidas em todos os sectores da equipa e conseguiram pôr em sentido um Besiktas que, pelo contrário, aposta forte nesta Liga Europa e não poupou os seus protagonistas. Entre eles, estava Ricardo Quaresma, que defrontou, pela primeira vez, a equipa que o formou numa competição europeia. Mas, tal como a maioria dos seus companheiros, exceptuando o guarda-redes Tolga Zengin, o internacional português não esteve em noite particularmente inspirada.

(Fonte: Público)

30 setembro 2015

Turcos da Yildirim pagam mais de 330 milhões para controlar Tertir

Mota-Engil vendeu a posição por 275 milhões de euros. Novo Banco exerceu ‘tag along’ pelos restantes 36,875%.

Os turcos do grupo Yildirim vão pagar à Mota-Engil e ao Novo Banco mais de 330 milhões de euros para controlar 100% da Tertir, gestora de terminais portuários em Portugal, Espanha e no Peru. Em comunicado ontem distribuído, o grupo construtor revelou que a posição de 63,125% no capital da Tertir foi alienada por 275 milhões de euros. Por seu turno, o banco liderado por Stock da Cunha não especificou o valor da sua transacção, exercendo o direito de ‘tag along', mas o Diário Económico sabe que o encaixe para o Novo Banco foi acima do ‘book value', isto é, acima dos 55 milhões de euros a que a participação está registada nas contas desta instituição bancária. Tudo somado, dá mais de 330 milhões de euros, no mínimo, que os turcos da Yildirim irão pagar pelo controlo da Tertir. 

Além das concessões em quatro terminais de contentores, com capacidade para movimentação anual de 1,650 milhões de TEU (medida-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento), a Tertir gere ainda dois terminais de carga geral e um terminal de granéis alimentares, num total de quatro quilómetros de cais concessionados em Portugal, nos portos de Lisboa, Leixões, Setúbal, Aveiro e Figueira da Foz. A Mota-Engil aproveitou ainda para vender a Transitex, uma empresa de serviços de suporte de logística.

"A transacção efectuada resultou na sequência de várias demonstrações de interesse que foram surgindo ao longo dos últimos anos por parte de diversos operadores internacionais", sublinha Gonçalo Moura Martins, presidente executivo da Mota-Engil, no referido comunicado. "A aceitação da proposta efectuada pela Yildirim permitiu concretizar este acordo que assegura que o novo accionista dará continuidade ao investimento que vinha sendo realizado no sector portuário para conferir o nível de competitividade que se exige ao sector portuário nacional, sendo para esta entidade uma oportunidade de reforçar a consolidação do sector em linha com o que se verifica a nível mundial", acrescentou o CEO da Mota-Engil.

Robert Yuksel Yildirim, presidente da Yilport, que só irá assumir a gestão dos terminais da Tertir após o parecer favorável da Autoridade da Concorrência, destacou que "como resultado dos investimentos que tem vindo a realizar na Turquia e no estrangeiro durante os últimos anos, a Yilport tornou-se a empresa mais importante no negócio de operações de gestão portuária na Turquia e a única empresa turca a constar da lista dos 20 maiores operadores de terminais de contentores a nível mundial".

Este investimento na aquisição da Tertir foi o maior de sempre de um grupo turco em Portugal, seguindo-se a um outro recente, de uma empresa do mesmo país, também no sector marítimo, a Global Liman Isletmeleri, que liderou o consórcio vencedor para concessão do terminal de cruzeiros do porto de Lisboa. Mas será apenas o início do investimento da Yilport na Tertir e em Portugal, estando previsto o reforço do investimento nos terminais portuários nacionais, "de forma a poder aumentar a sua competitividade, sobretudo através do aumento de movimentação de contentores e do fluxo de negócios nesses terminais. 

"A seguir a esta compra da Tertir, está previsto um investimento massivo do grupo Yildirim no sector portuário em Portugal, com modernização e equipamentos renovados, tornando os portos nacionais dos mais competitivos da Europa e trazendo mais investimento para Portugal", assegurou Gonçalo Vaz Botelho, vice-presidente da comissão executiva do Banco Finantia, em declarações ao Diário Económico. O Finantia foi um dos intermediários desta operação de venda da Tertir. 

(Fonte: Económico)

29 setembro 2015

Mota-Engil vende negócios de portos e logística a grupo turco


A Mota-Engil vai vender ao grupo turco Yildirim as concessões portuárias em Portugal, Espanha e Perú e a empresa logística, num negócio de 275 milhões de euros, segundo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

Segundo a comunicação, a Mota-Engil chegou a acordo com o grupo Yildirim para alienar as “suas subsidiárias Mota-Engil Logística e Tertir, Terminais de Portugal”, sendo que antes dessa transação se efetivar haverá “algumas operações de reorganização societária”. 

A empresa disse que a parte que lhe corresponde dos ativos a alienar será negociada por 275 milões de euros e que “inclui as concessões portuárias, detidas pelo GRUPO em Portugal, Espanha e Perú, bem como a empresa de serviços de suporte de logística Transitex”. 

Para a alienação se concretizar, é necessária a ‘luz verde’ da Autoridade da Concorrência. 

A empresa liderada por António Mota disse que esta venda acontece “na sequência da decisão estratégica de saída do segmento portuário em sintonia com o reforço recente que o GRUPO fez no segmento de resíduos”. 

Recentemente o grupo ganhou a corrida à privatização da Empresa Geral do Fomento (EGF). 

“O encaixe financeiro resultante desta transação irá permitir ao GRUPO a otimização e o reforço da sua estrutura de capital, em linha com a estratégia financeira delineada”, diz ainda a Mota-Engil. 
 

Venda é "reconhecimento" da Mota-Engil na gestão portuária


O presidente executivo da Mota-Engil, Gonçalo Moura Martins, considerou que a venda ao grupo turco Yildirim das concessões portuárias em Portugal, Espanha e Perú “concretizam o reconhecimento da qualidade da gestão” do grupo no setor. 

“A transação efetuada resultou na sequência de várias demonstrações de interesse que foram surgindo ao longo dos últimos anos por parte de diversos operadores internacionais, que concretizam o reconhecimento da qualidade da gestão promovida ao longo de quase uma década pela Mota-Engil no setor portuário e que permitiu promover a modernização do setor em Portugal e o crescimento nacional e internacional da Tertir, criando valor num ativo estratégico” para o país, afirmou Gonçalo Moura Martins, em comunicado. 

Para o presidente executivo, “a aceitação da proposta efetuada pela Yildirim permitiu concretizar este acordo que assegura que o novo acionista dará continuidade ao investimento que vinha sendo realizado no setor portuário para conferir o nível de competitividade que se exige ao setor [portuário] nacional, sendo para esta entidade uma oportunidade de reforçar a consolidação do setor em linha com o que se verifica a nível mundial.” 
 
Novo Banco vende posição na empresa de portos Tertir



O Novo Banco vai vender a sua parte na empresa de logística e portos Tertir aos turcos do grupo Yildirim, segundo a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas não indica o valor do negócio. 

O Novo Banco herdou essa posição - equivalente a 36,875% do capital social - do BES e a venda agora anunciada acompanha a alienação da Tertir que está a ser feita pelo grupo Mota-Engil, atual acionista maioritário da empresa de terminais portuários. 

Pouco antes deste comunicado do Novo Banco, a Mota-Engil anunciou precisamente a alienação de vários negócios portuários e de logística à empresa turca Yildirim, entre os quais da Tertir, que controla. 

Para o negócio com a Tertir se concretizar é ainda necessária a ‘luz verde’ da Autoridades da Concorrência, com o Novo Banco a dizer que espera que a operação fique fechada “até ao final do ano corrente”. 

O banco liderado por Stock da Cunha sublinhou os benefícios desta venda para o Novo Banco, referindo que terá “um impacto positivo nos resultados líquidos, rácio de solvabilidade e de liquidez”. 

(Fonte: TVI)

Mota-Engil vende Tertir ao grupo turco Yildirim por € 275 milhões


Nunca os turcos gastaram tanto dinheiro em Portugal: Mota-Engil vende Tertir por €275 milhões

O grupo turco Yildirim compra a operação dos terminais portuários da Tertir à construtora Mota-Engil, sendo o maior negócio feito até hoje em Portugal por uma empresa da Turquia


As concessões portuárias da Tertir, detidas pela construtora Mota-Engil em Portugal, Espanha e no Peru, bem como a empresa de logística Transitex, são vendidas por 275 milhõesde euros ao grupo turco Yildirim, informou a construtora num comunicado enviado ao mercado bolsista. Esta é a maior operação realizada em Portugal por um grupo empresarial da Turquia.
No entanto, esta venda encontra-se pendente da decisão de não oposição da Autoridade da Concorrência, esperando-se a sua concretização até ao final de 2015.
O grupo Mota-Engil tomou a decisão de vender a sua participação na Tertir na sequência da decisão estratégica de saída do segmento portuário.
A Mota-Engil reforçou a sua atividade "no segmento de resíduos com o qual, após a integração recente da EGF, pretende basear a expansão internacional da sua atividade de serviços", refere o comunicado.
Segundo o presidente executivo do grupo Mota-Engil, Gonçalo Moura Martins, “a transação efetuada resultou na sequência de várias demonstrações de interesse que foram surgindo ao longo dos últimos anos por parte de diversos operadores internacionais, que concretizam o reconhecimento da qualidade da gestão promovida ao longo de quase uma década pela Mota-Engil no setor portuário e que permitiu promover a modernização do setor em Portugal e o crescimento nacional e internacional da Tertir, criando valor num ativo estratégico para Portugal".
O comunicado refere ainda que "a aceitação da proposta efetuada pela Yildirim permitiu concretizar este acordo que assegura que o novo acionista dará continuidade ao investimento que vinha sendo realizado no setor portuário para conferir o nível de competitividade que se exige ao setor portuário nacional, sendo para esta entidade uma oportunidade de reforçar a consolidação do sector em linha com o que se verifica a nível mundial.”
O presidente da Yilport, Robert Yuksel Yildirim, explicou que “desde a sua entrada no negócio de operações e gestão portuária, em 2005, a Yilport tornou-se um operador portuário global e continua a fazer progressos neste sector, com investimentos na Turquia e no estrangeiro durante".
A Yilport tornou-se a empresa mais importante no negócio de operações e gestão portuária na Turquia e a única empresa turca a constar da lista dos 20 maiores operadores de terminais de contentores a nível mundial. O grupo Yildirim foi assessorado nesta transação pelo VTB Capital e pelo Banco Finantia.

(Expresso)

28 setembro 2015

Vítor Pereira satisfeito com a personalidade da sua equipa

Mesmo tendo perdido na deslocação ao Olímpico de Istambul, Vítor Pereira era um homem satisfeito. Não com o resultado, claro está, mas com a personalidade de uma equipa que demonstra ter grande influência portuguesa. Sua, de Bruno Alves, Raul Meireles e ainda de Nani.

"Estou orgulhoso com a personalidade da minha equipa. Mandámos no jogo do primeiro ao último minuto. Arbitragem? Cabe-vos analisar, mas não vou retirar o foco dos protagonistas, que são os jogadores. Estou muito satisfeito e o resultado é injusto".

Para além da presença lusa, há outro nome a que não podemos fugir. Markovic, ex-Benfica, foi titular no encontro ante as águias negras, foi um dos tais "protagonistas" que mereceram destaque de Pereira, mas a agilidade que imprimiu no jogo valeu uma falta aos 37’ e... saída por lesão.

PORTUGUESES EM JOGO

VÍTOR PEREIRA. O treinador do Fenerbahçe esteve muito ativo ao longo do jogo. Apresentou a equipa que jogou melhor futebol, saindo muito desagradado com o trabalho do árbitro... e com razão.

BRUNO ALVES. Imperial no jogo aéreo, o melhor da defesa e um dos líderes da equipa. Apesar da boa exibição deste português, o Fenerbahçe sofreu 3 golos de cabeça, dentro da área, ainda que não na zona de Bruno Alves.

RAUL MEIRELES. O médio foi o grande estratega do Fenerbahçe. Com muita classe, mas menor rotação, soube manter nível elevado, gerindo equilíbrios nas transições... Muito bem.

NANI. O antigo avançado do Sporting perdeu mais tempo a discutir com os árbitros do que propriamente a jogar. Assinou algumas iniciativas individuais, mas sem impacto no jogo coletivo da sua equipa.

QUARESMA. O extremo que trocou o FC Porto pelo Besiktas não jogou devido a um problema no pé direito. Mas nem por isso deixou de ser o jogador mais acarinhado pelos adeptos, incluindo... os do Fenerbahçe.

(Fonte: Record)

19 setembro 2015

Rui Bragança vence Grande Prémio da Turquia em taekwondo

Rui Bragança venceu este sábado a categoria de -58 kg do Grande Prémio da Turquia de taekwondo, amealhando importantes pontos na corrida ao apuramento para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro do próximo ano.

O atleta do Vitória de Guimarães impôs-se na final por 8-4 ao alemão Levent Tuncat, numa reedição do combate decisivo que lhe valeu a medalha de ouro nos I Jogos Europeus, em junho em Baku, Azerbaijão.

Júlio Ferreira (bronze nos Jogos Europeus) e Michel Fernandes foram eliminados na primeira ronda de -80 kg. Mário Silva e Nuno Costa (-68 kg) e Joana Cunha (-57 kg), prata nas Universíadas, competem domingo.

Portugal participa com um recorde de seis atletas numa competição acessível apenas aos 32 melhores do Mundo de cada categoria olímpica.


(Fonte: Mais Futebol)

09 setembro 2015

Sede do partido pró-curdo HDP vandalizada

A sede do Partido Democrático do Povo (HDP), um dos principais partidos da oposição turca que é pró-curdo, foi atacada na noite de terça-feira por nacionalistas turcos em Ancara que deitaram fogo ao edifício.

A agência de notícias turca Anadolu avança que os responsáveis terão sido pelo menos 50 pessoas, que se manifestavam contra os atentados levados a cabo por militares do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Esta é a segunda noite consecutiva em que manifestantes nacionalistas turcos atacam vários edifícios públicos. O HDP acusa o governo do AKP, o partido islamita do presidente Recep Tayyip Erdogan, de orquestrar os ataques alegadamente levados a cabo pela minoria curda, como o que, na terça-feira, vitimou mais de dez agentes da polícia turca.

“Estes ataques são dirigidos por uma só mão, a do Estado”, disse Selahattin Demirtas, vice-presidente do HDP.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, pediu calma e condenou os actos de violência. “É inaceitável danificar edifícios de partidos políticos e propriedade de nossos cidadãos civis”, afirmou no Twitter.

Na noite de terça-feira, cerca de sete mil pessoas saíram às ruas para manifestar o seu descontentamento contra o que classificam de actos terroristas levados a cabo pelo PKK.

A polícia local teve de intervir a fim de evitar maiores confrontos e utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

Desde o final do mês de Julho que o governo turco ordenou vários bombardeamentos aéreos contra bases dos curdos na região do Curdistão do Iraque, em resposta aos ataques do PKK contra as forças de segurança turcas.

Os ataques acontecem um mês depois de o executivo de Davutoglu ter posto fim ao processo de paz que estava a ser conduzido com os curdos da Turquia - cerca de 18% da população - desde 2012, depois de várias décadas de conflito que causaram mais de 40 mil mortos.

(Fonte: Jornal I)




A situação dos refugiados sírios na Turquia

 A Turquia acolhe mais de dois milhões de refugiados sírios, mas só duzentos mil vivem em campos como o de Nizip, a meia centena de quilómetros da fronteira síria, onde vivem 10.500 pessoas.

“Por enquanto ficamos por aqui à espera que se resolva a crise síria para regressarmos a casa. Aqui estamos em segurança, não há problemas” – explica um jovem.

O campo é gerido pelo governo turco. Os refugiados estão registados e podem sair entre as 3 da manhã e as 7 da tarde para trabalhar no exterior. Também receberam ajuda financeira e um cartão de débito para fazerem compras nos mercados do campo que conta igualmente com duas escolas e um centro de saúde.

Numa altura em que milhares de sírios buscam refúgio na Europa, Taha Mendu reportou o que pensa deste êxodo. Os candidatos têm de pagar entre 2.500 e 4.000 euros para rumar à Europa. Taha veio de Idlib com a mulher, os três filhos e a mãe:

“A emigração faz-se essencialmente por via marítima, com todos os riscos associados, e nós já vimos bastante infelicidade, muita gente a afogar-se. Não chega o facto de estarmos a ser mortos pelos barris de pólvora de Assad, o sangue dos sírios tornou-se o menos valioso do mundo. Uma parte dos meus amigos deixou o campo quando terminou o Ramadão, há dois meses. Há outros jovens que queriam partir mas perceberam que há uma conspiração para esvaziar a Síria da sua população. Em vez de emigrar para Europa, deviamos regressar à Síria para defender a nossa terra e os nossos lugares sagrados.”

Neste campo veem-se hortas e crianças por todo o lado. Algumas já nasceram aqui na Turquia. Sinais de que este campo de refugiados é cada vez menos provisório.

“Nenhum dos meus amigos se foi embora mas perto de 150 pessoas decidiram partir para a Europa apesar de aqui a vida ser confortável. A Turquia ofereceu aos sírios o que nenhum outro país ofereceu, seja ele árabe ou amigo da Síria” – afirma um refugiado.

O número dos que partem destes campos de refugiados rumo à Europa é bastante pequeno. A maioria das necessidades básicas pode ser aqui satisfeita. Mas a verdade é que só 200 mil pessoas vivem em campos com estas condições. A maioria dos refugiados vive fora dos campos.

(Fonte: Euronews)



21 agosto 2015

Erdoğan anuncia eleições antecipadas para o dia 1 de Novembro

O Presidente turco anunciou o seu desejo de convocar eleições legislativas antecipadas para 1 de Novembro, após o fim do prazo de negociações para formar um governo de coligação, uma vez que o seu partido, o AKP, não conseguiu uma maioria suficiente no escrutínio de Junho.
 
Domingo, 23 de Agosto, é o dia em que terminam os 45 dias de prazo, e é nessa altura que Recep Tayyip Erdoğan pretende convocar eleições. “Vou encontrar-me com o presidente do Parlamento mais uma vez e depois vamos conduzir o país para eleições antecipadas, esperando o melhor”, afirmou Erdoğan.
 
“Se Deus quiser, a Turquia vai ter uma segunda volta – é como eu lhe chamo, uma segunda volta”, comentou, tornando evidente que espera que os turcos dêem desta vez uma vitória clara ao Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), que ele próprio conduziu ao poder, em 2002, e tem governado a Turquia ininterruptamente desde então.
 
Para Erdoğan, a continuação do AKP é fundamental para alterar a Constituição de forma a tornar o regime mais presidencialista, concendo-lhe mais poderes no cargo que hoje desempenha.
 
Até às eleições, o país deverá ficar nas mãos de um governo de transição, composto por representantes de cada um dos partidos com assento parlamentar, incluindo o Partido Democrático do Povo (HDP), pró-curdo, que conseguiu entrar no Parlamento pela primeira vez nas eleições de Junho. Como a nova atitude ofensiva do Governo de Ancara contra o autoproclamado Estado Islâmico se alarga também contra os curdos, este partido é visto com enorme suspeita.
 
Por isso, o ainda primeiro-ministro Ahmet Davutoğlu iniciou um esforço de última hora para fazer uma coligação, ainda que temporária, por apenas dois meses, com o Partido Republicano (CHP) e o Partido do Movimento Nacionalista (MHP), para formar uma coligação temporária, só até às eleições, relata o jornal turco Hürriyet Daily News.
 
Mas ambos os partidos disseram que não só não querem fazer essa coligação, como não querem participar no governo de transição. O único que parece ter intenção de o integrar, é o HDP, mas só se for completamente livre de escolher os seus representantes - mas não é claro que o possa fazer, diz a Reuters. O AKP quer garantir que ao partido pró-curdo não calhará nenhuma das pastas que tenham que ver com questões de segurança, diz o Hürriyet.
 
Se não houver acordo entre os partidos, este governo de transição, que tem de ser formado até 31 de Agosto, será composto por não políticos.
 
(Fonte: Público)