28 setembro 2015
Vítor Pereira satisfeito com a personalidade da sua equipa
19 setembro 2015
Rui Bragança vence Grande Prémio da Turquia em taekwondo
(Fonte: Mais Futebol)
09 setembro 2015
Sede do partido pró-curdo HDP vandalizada
A sede do Partido Democrático do Povo (HDP), um dos principais partidos da oposição turca que é pró-curdo, foi atacada na noite de terça-feira por nacionalistas turcos em Ancara que deitaram fogo ao edifício.
A agência de notícias turca Anadolu avança que os responsáveis terão sido pelo menos 50 pessoas, que se manifestavam contra os atentados levados a cabo por militares do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Esta é a segunda noite consecutiva em que manifestantes nacionalistas turcos atacam vários edifícios públicos. O HDP acusa o governo do AKP, o partido islamita do presidente Recep Tayyip Erdogan, de orquestrar os ataques alegadamente levados a cabo pela minoria curda, como o que, na terça-feira, vitimou mais de dez agentes da polícia turca.
“Estes ataques são dirigidos por uma só mão, a do Estado”, disse Selahattin Demirtas, vice-presidente do HDP.
O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, pediu calma e condenou os actos de violência. “É inaceitável danificar edifícios de partidos políticos e propriedade de nossos cidadãos civis”, afirmou no Twitter.
Na noite de terça-feira, cerca de sete mil pessoas saíram às ruas para manifestar o seu descontentamento contra o que classificam de actos terroristas levados a cabo pelo PKK.
A polícia local teve de intervir a fim de evitar maiores confrontos e utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.
Desde o final do mês de Julho que o governo turco ordenou vários bombardeamentos aéreos contra bases dos curdos na região do Curdistão do Iraque, em resposta aos ataques do PKK contra as forças de segurança turcas.
Os ataques acontecem um mês depois de o executivo de Davutoglu ter posto fim ao processo de paz que estava a ser conduzido com os curdos da Turquia - cerca de 18% da população - desde 2012, depois de várias décadas de conflito que causaram mais de 40 mil mortos.
(Fonte: Jornal I)
A situação dos refugiados sírios na Turquia
A Turquia acolhe mais de dois milhões de refugiados sírios, mas só duzentos mil vivem em campos como o de Nizip, a meia centena de quilómetros da fronteira síria, onde vivem 10.500 pessoas.
“Por enquanto ficamos por aqui à espera que se resolva a crise síria para regressarmos a casa. Aqui estamos em segurança, não há problemas” – explica um jovem.
O campo é gerido pelo governo turco. Os refugiados estão registados e podem sair entre as 3 da manhã e as 7 da tarde para trabalhar no exterior. Também receberam ajuda financeira e um cartão de débito para fazerem compras nos mercados do campo que conta igualmente com duas escolas e um centro de saúde.
Numa altura em que milhares de sírios buscam refúgio na Europa, Taha Mendu reportou o que pensa deste êxodo. Os candidatos têm de pagar entre 2.500 e 4.000 euros para rumar à Europa. Taha veio de Idlib com a mulher, os três filhos e a mãe:
“A emigração faz-se essencialmente por via marítima, com todos os riscos associados, e nós já vimos bastante infelicidade, muita gente a afogar-se. Não chega o facto de estarmos a ser mortos pelos barris de pólvora de Assad, o sangue dos sírios tornou-se o menos valioso do mundo. Uma parte dos meus amigos deixou o campo quando terminou o Ramadão, há dois meses. Há outros jovens que queriam partir mas perceberam que há uma conspiração para esvaziar a Síria da sua população. Em vez de emigrar para Europa, deviamos regressar à Síria para defender a nossa terra e os nossos lugares sagrados.”
Neste campo veem-se hortas e crianças por todo o lado. Algumas já nasceram aqui na Turquia. Sinais de que este campo de refugiados é cada vez menos provisório.
“Nenhum dos meus amigos se foi embora mas perto de 150 pessoas decidiram partir para a Europa apesar de aqui a vida ser confortável. A Turquia ofereceu aos sírios o que nenhum outro país ofereceu, seja ele árabe ou amigo da Síria” – afirma um refugiado.
O número dos que partem destes campos de refugiados rumo à Europa é bastante pequeno. A maioria das necessidades básicas pode ser aqui satisfeita. Mas a verdade é que só 200 mil pessoas vivem em campos com estas condições. A maioria dos refugiados vive fora dos campos.
(Fonte: Euronews)
21 agosto 2015
Erdoğan anuncia eleições antecipadas para o dia 1 de Novembro
28 julho 2015
Situação da Turquia discutida em reunião extraordinária da NATO
30 junho 2015
Primeiro-ministro turco propõe assistência à Grécia
11 junho 2015
PM turco aberto a coligações mesmo sem gostar delas
Os resultados eleitorais inconclusivos na Turquia deixaram o país num impasse político. Para resolvê-lo, o primeiro-ministro, Ahmet Davutoğlu, diz agora estar disposto a entendimentos com outras forças partidárias, apesar de avisar que as coligações não têm tido finais felizes na história do país.
Além de terminarem sem que AKP conseguisse um resultado que lhe permitisse formar governo sozinho, as eleições fizeram também cair por terra o objetivo do partido alcançar dois terços dos lugares no parlamento, necessários para alterar a constituição e dar mais poderes ao presidente.
(Fonte: TVI24)
07 junho 2015
Partido pró-curdo tira maioria ao AKP
O partido do Presidente e ex-primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan deverá governar sem maioria pela primeira vez desde 2002, caso não consiga formar uma difícil coligação. O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) obteve 41% dos votos e 258 deputados, falhando assim o mínimo de 276 assentos necessários para uma maioria.
Erdoğan pede "uma nova conquista, se Deus quiser"
Erdoğan quer mudar a Constituição para fazer da Turquia um regime presidencialista e só por isso se candidatou ao cargo. É acusado de querer o poder pelo poder, para nele se conseguir eternizar.
A oposição tradicional, os herdeiros de Atatürk e do seu CHP (Partido Republicano do Povo, nacionalistas sociais-democratas), tentaram uma renovação, fizeram primárias para escolher o novo líder, Kemal Kiliçlaroğlu, incluíram mais mulheres nas listas e têm propostas para resolver os problemas do país. Mas numa campanha dominada por Erdoğan – numa só semana de Maio teve 44 horas de directos nas televisões – foi difícil a Kiliçlaroglu fugir às polémicas com o chefe de Estado e explicar o seu programa.
Demirtaş tem razão. A candidatura do seu partido pôs os líderes do AKP a descrevê-lo como um “perigoso militante do PKK”. Por causa do HDP, Erdoğan levou um Corão em curdo para os comícios. É que o principal obstáculo do HDP para chegar aos 10% não são as acusações de laços aos terroristas, mas o seu apoio aos homossexuais e propostas como o fim do ensino obrigatório do islão nas escolas. A maioria do eleitorado curdo é muito religioso e o AKP joga nisso para combater Demirtaş.

