google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

17 fevereiro 2015

A islamização e a violência contra as mulheres na Turquia


As organizações de defesa dos direitos das mulheres da Turquia pediram a todos os cidadãos que iniciem, nas redes sociais, uma campanha com a palavra chave (hashtag) "sendeanlat". Significa "Conta também" e pretende manter vivo o protesto pela violação e assassínio de Özgecan Aslan, ao mesmo tempo que alerta para o papel reservado às mulheres no modelo social que o actual Governo está a criar.

"O nosso Estado é um Estado ‘macho’. Esperamos que o Parlamento trave o que está a acontecer", disse à Reuters Sevda Bayramoğlu, da organização Iniciativa Mulheres pela Paz, acusando os homens de matarem, violarem e torturarem as mulheres e ficarem impunes.

A campanha para chamar a atenção sobre o que se está a passar na Turquia foi motivada por um crime, mais um — os próprios dados oficiais dizem que a violência contra as mulheres aumentou na última década, coincidindo com a governação do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) do Presidente Recep Erdoğan; no ano passado 300 mulheres foram mortas por homens e mais de cem foram violadas.

Özgecan Aslan, que tinha 20 anos, foi assassinada na semana passada. Esta estudante de psicologia ia a caminho de casa quando o condutor de um minibus a tentou violar. Perante a resistência da mulher, o condutor agrediu-a na cabeça com um objecto metálico e apunhalou-a.

Aslan foi dada como desaparecida a 11 de Fevereiro, tendo a polícia encontrado o seu corpo a 13. O condutor, o pai dele e um amigo foram detidos e acusados pelo crime. O primeiro-ministro, Ahmet Davutoğlu, prometeu punir os responsáveis pelo crime. Mas as organizações de defesa dos direitos das mulheres e feministas, assim como a oposição secular, consideram que a morte da estudante é um sintoma de uma mudança que está a ser orquestrada pelo próprio Governo.

"Isto é o resultado da atmosfera de radicalização islâmica que este Governo criou", disse Zeynep, uma das milhares de mulheres que no fim-de-semana se manifestaram em toda a Turquia contra a violência de género e em homenagem a Özgecan Aslan. "Os homens dizem que as mulheres têm de ser mais conservadoras, que merecem este tipo de violência", disse.

"Por um lado, estou furiosa com o que aconteceu. Por outro, tenho medo que uma coisa assim me possa acontecer a mim ou às minhas amigas", disse à Reuters outra manifestante, Bulay Doğan. Nas principais cidades turcas, as manifestantes gritaram uma só palavra de ordem: "Basta! Acabemos com o assassínio de mulheres".

O Partido de Erdoğan, no poder desde 2002, tem raízes no islamismo e o Governo é classificado como islamita-conservador. Em Novembro do ano passado, o Presidente fez um discurso num colóquio sobre Justiça e Mulheres — ao qual assistia uma das suas filhas, Sumeyye Erdoğan — em que clarificou a nova política oficial em relação às mulheres. Disse Erdoğan que há diferenças biológicas entre mulheres e homens e que, por isso, as mulheres não podem realizar certas tarefas ou funções — "Por causa da natureza delicada delas". A igualdade homem-mulher é "anti-natural", disse.
"A nossa religião — prosseguiu — definiu um papel para as mulheres: a maternidade. (...) Algumas pessoas entendem isto, outras não conseguem. Não podemos explicar que é assim às feministas porque elas não percebem o conceito de maternidade".

Já no primeiro dia deste ano, e ao visitar a maternidade onde nasceu o primeiro bebé turco de 2015, o ministro da Saúde, Mehmet Müezzin, reforçou a visão oficial do Governo sobre as mulheres: as mulheres devem ter filhos e a única carreira que as mães devem ter é cuidar dos filhos. "As mães têm a carreira da maternidade. As mulheres que são mães não devem tentar ter outra carreira".

O líder do Partido Republicano do Povo (oposição laica e social-democrata), Kemal Kiliçlaroğlu, disse que o aumento da violência contra as mulheres é o resultado da "moral religiosa" e de género do partido no poder. "O AKP chegou ao poder argumentando que a moralidade estava pelas ruas da amargura, mas a verdade é que tanto a moral como a democracia perderam muito terreno nos últimos anos".

O Governo anunciou que vai realizar uma grande campanha de prevenção da violência contra as mulheres. E alguns dos seus ministros responderam à violação e assassínio da estudante de psicologia dizendo que este crime justifica que se considere o regresso da pena de morte na Turquia. "Não tanto como ministra e mais como mãe penso que este género de crime deve ser punido com a morte", disse a ministra da Família e única mulher no Governo, Ayşenur Islam. Uma petição exigindo uma "punição exemplar" para os autores do crime já tem 700 mil assinaturas.
 
(Fonte: Público)

Özgecan Aslan: O nome que se grita na Turquia

Özgecan Aslan. Desde sexta-feira, este é o nome mais falado na Turquia. Centenas de mulheres invadiram as ruas na Turquia em protesto contra a tentativa de violação e assassinato brutal da estudante de psicologia, de 20 anos, por um condutor de autocarro. Com esta morte, o tema da violência contra as mulheres regressa à praça pública no país.
Os detalhes da morte da estudante de psicologia são brutais. Na passada quarta-feira, após todos os passageiros terem saído do minibus, o condutor saiu do percurso normal e tentou violar Ozgecan. Ela lutou e ripostou ao disparar-lhe spray de gás pimenta para os olhos, para tentar parar a violação. O condutor, porém, não parou. Bateu-lhe e esfaqueou-a até à morte. E, depois, com a ajuda do pai e de um amigo, cortou-lhe as mãos e queimou o corpo. Logo no mesmo dia, os pais de Ozgecan deram-na como desaparecida.
“Esta rapariga inocente estava a ir para casa e foi assassinada”, disse Gül Bebek, uma protestante em Istambul. “Todos os dias, centenas [de mulheres] são expostas a situações de violência, especialmente no leste e sudeste da Turquia, mas ninguém fala sobre isto, Em vez disso, dizem às mulheres para não vestirem mini-saias.”
O condutor confessou o crime após a polícia ter encontrado manchas de sangue no seu minibus. Mais tarde, recuperaram o corpo que tinha sido deitado a um rio. Neste momento, o condutor está preso.
Muitas mulheres turcas estão a utilizar as redes sociais para partilharem as suas experiências de assédio e violação, pedindo, ao mesmo tempo, para o Governo turco ter políticas mais agressivas contra as violações dos direitos das mulheres.
“Nós estamos aqui pelas mulheres, nós estamos aqui para proteger as mulheres”, afirmou Saliha, uma dona de casa turca, que tinha a burca a cobrir a cara, num protesto em Istambul. Dezenas de mulheres envergavam cartazes com a fotografia de Özgecan.
 
(Fonte: Observador)

06 fevereiro 2015

Pólo aquático: Selecção feminina vence a Turquia

A selecção portuguesa feminina de polo aquático venceu a Turquia por 14-7, em jogo da primeira ronda de apuramento para o Europeu de 2016 da modalidade, que decorreu em Longwy, França. Em comunicado, a Federação Portuguesa de Natação (FPN) informou que equipa feminina começou a vencer por 4-1 no primeiro parcial, mantendo a tendência ascendente até ao final da partida.

Os golos portugueses foram apontados por Ana Rita Pereira (1), Mariana Sarmento (1), Inês Nunes (4), Elisabete Matos (2), Aurelie Mariani (1), Inês Braga (4) e Naida Mariani (1).

O seleccionador Miguel Pires admitiu que a equipa "entrou muito focada no objetivo". "Ganhámos o jogo defensivamente e, em termos de ataque, conseguimos, através de contra-ataques, provocar estragos na defesa turca. Parabéns às jogadoras pela entrega e concentração. Mantivemos a intensidade competitiva até ao fim", acrescentou o técnico.

Portugal defronta no sábado a selecção francesa, que goleou a Suíça por 34-3.

Os pontos somados pelas selecções no primeiro torneio de qualificação transitam para o segundo torneio, que se disputa em Outubro.
 
(Fonte: O Jogo)

Turquia ausente da Conferência de Munique

Na capital do estado da Baviera reunem-se políticos, militares e também chefes de Estado e de governo de cerca de 20 países, além de ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros de 60 nações. Este tornou-se um dos mais importantes fóruns sobre segurança mundial. Este ano ao menu está a crise da Ucrânia e a esperança de poderem ser postos frente a frente o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko e o ministro Sergei Lavrov. Sobre a presença do Irão há expectativas de que, paralelamente à conferência, ocorram negociações a respeito do programa nuclear iraniano. A esmorecer a pintura está a recusa da Turquia em participar devido à presença de Israel. Israel e Turquia têm péssimas relações desde que, em 2010, forças israelitas atacaram uma frota turca utilizada por uma ONG para levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Na operação, morreram dez turcos.

(Fonte: Euronews)

05 fevereiro 2015

Delegação de autarcas turcos no Montijo

Montijo recebeu, no dia 3 de fevereiro, a visita de uma comitiva de autarcas da Turquia. Um dia de multiculturalidade, marcado pelo conhecimento de experiências e práticas do Município do Montijo na área da intervenção social e solidariedade.
Os autarcas turcos foram recebidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, que manifestou o seu total apoio a este tipo de intercâmbios.
“São extremamente necessários e resultado de um dever de solidariedade e de concepção do interesse público que valoriza devidamente os benefícios para o Montijo de um projecto de cooperação internacional. Acreditamos que o nosso futuro colectivo passa também pelo estreitamento de relações com outros municípios”, afirmou.
Na sua intervenção o presidente da Câmara Municipal do Montijo abordou, de uma forma generalizada, as políticas sociais da autarquia, realçando a importância de “reinventar os instrumentos da integração e da solidariedade a partir dos problemas concretos das pessoas. A câmara tem, por isso, desenvolvido respostas sociais de proximidade que visam consensos e compromissos para que se consiga actuar e desenvolver projectos em conjugação com os moradores dos bairros”.
A visita da delegação turca ao Montijo estendeu-se durante todo o dia. Na parte da manhã, foi realizada uma apresentação dos projectos sociais do município e, na parte da tarde, os autarcas turcos tiveram oportunidade de contactar in loco com algumas respostas sociais como o Tu Kontas + no Bairro da Caneira, o Roda Livre no Bairro do Esteval, a Loja Social do Montijo e a Cantina Social.
Os autarcas da Turquia colocaram diversas questões relacionadas com as práticas sociais da Câmara, como o funcionamento da habitação social ou a inclusão social de pessoas de diversas etnias.
Esta visita ao Montijo surgiu no âmbito de um projecto da Associação de Municípios da Turquia, apoiado pela União Europeia, que tem como objectivo principal a criação de gabinetes em 12 municípios turcos para apoio à inclusão social de pessoas em situação de pobreza e de exclusão.

04 fevereiro 2015

Paulo Fonseca convidado para a Câmara de Comércio e Indústria Portugal – Turquia

Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, foi convidado pelo presidente da Câmara de Comércio Portugal – Turquia, Rui Paias Couto, para ocupar o cargo de vice presidente desta associação.
O convite foi aceite e anunciado aos membros da Câmara, na última reunião do executivo.
Para o autarca, este convite é muito honroso e simboliza “o reconhecimento de um trabalho de vários anos na senda da internacionalização do Município de Ourém” concretizada com a “implementação de uma consciência global que hoje é fundamental para os Povos, as empresas e as instituições públicas”.
Segundo informação veiculada no site da Aicep Portugal Global, E.P.E., Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, esta Câmara de Comércio congratula-se com o avanço verificado entre os dois países nos aspetos da cooperação e da diplomacia económica, lembrando a criação da JETS (Joint Economics and Trade Comission) pelo atual vice-Primeiro-ministro Paulo Portas e pelo ministro da Economia turco, em maio de 2013,, aquando da visita oficial do Presidente Abdullah Gul ao nosso país.
“Atualmente, o relacionamento é muito bom”, sublinha o presidente da CCIPT, Rui Couto, argumentando com os números da balança comercial, nomeadamente com a trajetória das exportações portuguesas, que, “duplicaram” no espaço de apenas quatro anos. Com efeito, segundo as estatísticas, os produtos vendidos pelas nossas empresas à Turquia passaram de 267 milhões de euros, em 2010, para 381 milhões de euros, em 2013.
Já a evolução no prato das importações portuguesas foi diferente, tendo passado de 321,7 milhões de euros em 2010 para 290 milhões em 2013.
 
(Fonte: O Ribatejo)

03 fevereiro 2015

Luís Leal no Gaziantepspor

Depois de um ano no Médio Oriente, o avançado português Luís Leal está de regresso à Europa, tendo assinado contrato válido até final da época com o Gaziantepspor, da Turquia.

"Estou muito feliz por ter surgido esta oportunidade porque há muito tempo que tinha este objectivo de regressar ao futebol europeu. No início da temporada houve uma possibilidade muito concreta de voltar a Portugal, infelizmente não se concretizou, e agora tinha de aproveitar mais esta oportunidade", afirmou o jogador, citado pela sua assessoria de Imprensa.

Com 27 anos, Luís Leal não esconde o entusiasmo por ter assinado pelo actual sétimo classificado da Liga turca.

"É uma liga muito competitiva e acredito que as coisas me vão sair bem e vou continuar a marcar golos, como fiz na Arábia Saudita e nos Emirados", referiu.
 
(Fonte: A Bola)

31 janeiro 2015

Número de turistas portugueses na Turquia aumentou

A Turquia teve em 2014 um aumento em 15,1%  do número de turistas portugueses, que voltaram a superar a marca dos 50 mil, como já não acontecia desde o ano de 2011, de acordo com os dados do Ministério turco da Cultura e do Turismo.
A informação indica que em 2014 chegaram à Turquia 52.851 turistas portugueses, que é o segundo maior total anual de sempre, depois dos 53.373 em 2010, e representa um aumento de 6.923 em relação ao ano anterior.
As chegadas de portugueses à Turquia vinham de três anos sucessivos de quedas, de 2% em 2011, 10,9% em 2012 e 1,5% em 2013, pelas quais em 2013 tinham ficado 13,9% ou 7.445 abaixo do ano recorde de 2010.
Com a subida no ano de 2014, essa queda reduziu-se para 1% ou 522, o que significa uma recuperação de 93% da quebra ocorrida entre 2010 e 2103.
Dezembro 2014 foi um período que contribuiu para essa recuperação, com o total de turistas portugueses chegados à Turquia a superar pela primeira vez os dois mil, com 2.839.
Esse total reflecte um aumento em 45,7% ou 891 relativamente a Dezembro de 2013 e em 64,9% ou 1.117 em relação ao último mês do ano recorde de 2010.
Dados do Aeroporto de Lisboa indicam que o tráfego total em voos de e para a Turquia tiveram em 2014 um aumento do número de embarques e desembarques em 37,1% ou 37,5 mil, para 138,8 mil.
A Turkish Airlines, única companhia com voos regulares todo o ano entre Portugal e a Turquia, voando entre Lisboa e Istambul, somou 133,5 mil passageiros nos dois sentidos, com um crescimento em 36,6% ou 35,7 mil face a 2013.
Os outros cerca de 5,3 mil passageiros foram em charters sazonais, principalmente para Antalya, que até Outubro somaram 3.491 passageiros, tendo um aumento superior a 200%, e Istambul, que somavam 1.853 passageiros, em queda de 55%.
A comparação entre os dados do Aeroporto de Lisboa sobre o movimento de passageiros entre Portugal e a Turquia e do Ministério turco da Cultura e Turismo sobre as chegadas de portugueses aponta para que aproximadamente 24% dos passageiros que voaram de Lisboa para a Turquia fizeram depois conexão para outros destinos.
Essa opção, de facto, transparece em muitos dos programas de operadores turísticos portugueses com programas para o Médio e Extremo Oriente que os elaboram com base em voos da Turkish Airlines.
 
(Fonte: PressTur)

24 janeiro 2015

Erdoğan diz que a UE deve aceitar a Turquia se estiver contra a islamofobia

"Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia", diz o presidente turco, Erdoğan.

O Presidente da Turquia, Recep Tayip Erdoğan, afirmou hoje que a União Europeia (UE) deve aceitar o seu país como membro se quiser demonstrar que é contra a islamofobia.
Numa conferência de impresa, transmitida em dirceto pela cadeia NTV em Djibouti, onde se encontra em viagem oficial, Erdoğan disse: "Estamos a pôr à prova a Europa. Pode a Europa digerir uma Turquia cujo povo é islâmico? Poderá acolhê-la como membro? Está contra a islamofobia ou não? Se está contra deve aceitar a Turquia. De outro modo, confirmar-se-ia a tese de que a UE é uma união cristã", acrescentou o chefe de Estado turco.
Erdoğan também sublinhou que "não é importante se a UE aceita ou não a Turquia" e que o país "não está a bater à porta a pedir um favor".
O Presidente turco iniciou na quinta-feira uma visita pela África oriental, passando pela Etiópia e Djibouti, mas cancelou a sua viagem à Somália depois da morte do rei Abdullah da Arábia Saudita, em cujo funeral esteve presente na sexta-feira.

(Fonte: DN)

21 janeiro 2015

Dez anos de prisão para polícias turcos que mataram manifestante

Dois polícias turcos foram condenados a dez anos de prisão depois de terem espancado até à morte um estudante em Junho de 2013. Aconteceu durante os protestos contra o Governo do país. Os familiares da vítima afirmam que as penas são demasiado leves.
Ali Ismail Korkmaz, o estudante de 19 anos, entrou em coma e morreu após ter sido violentamente agredido na cabeça com cassetetes por, pelo menos, quatro homens.

Gravações de câmaras de vigilância mostram Ali Ismail a ser agredido na cabeça pelos polícias descaracterizados durante protestos na cidade de Eskişehir.

O Presidente da Turquia, Erdoğan, disse que os confrontos em Junho de 2013 foram uma tentativa de golpe de Estado.

Pelo menos outros cinco manifestantes e um polícia morreram e milhares de pessoas ficaram feridas nesta manifestação. Os protestos foram desencadeados quando se soube da intenção de demolir o parque Gezi, no centro de Istambul, para construir um centro comercial.
As autoridades recorreram a gás lacrimogéneo, depois de a sentença ter sido anunciada, para dispersar os manifestantes que se encontravam à porta do tribunal na cidade de Kayseri, na Turquia, escreve o jornal The Guardian.
Os condenados foram acusados de contribuírem para a morte do jovem estudante com penas que chegavam aos 13 anos de prisão.
 Os familiares de Ali Ismail dizem que as penas são demasiado leves e demonstraram raiva por as penas terem sido reduzidas para os dez anos. Já os defensores da polícia defendem que a sentença, ainda assim, é injusta.
Mevlut Saldoğan, um dos polícias condenados a dez anos e dez meses de prisão, disse ao tribunal que "os verdadeiros assassinos são aqueles que estão por trás dos protestos no parque Gezi, por terem enviado jovens inocentes para as ruas".
Cerca de 5.500 pessoas foram chamadas a depor em tribunal, algumas por acusações de terrorismo.
Três outros réus foram condenados a quase sete anos de prisão. Houve ainda um homem sentenciado a três anos de prisão, mas o tribunal decidiu absolvê-lo, dado o tempo que passou a aguardar sentença.
 
(Fonte: RTP)