google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

19 março 2008

Ténis: Pedro Sousa nos oitavos-de-final do Future de Antália

O vice-campeão nacional, Pedro Sousa, apurou-se para o quadro principal do Future de Antália, na Turquia, tendo ultrapassado quatro adversários ao longo do qualifying.
O jovem português vai agora encontrar na ronda inaugural o Italiano Matteo Volante (nº 467 ATP), sétimo favorito do torneio. De referir que Gonçalo Falcão e Manuel Cavaco também marcaram presença no qualifying, mas foram derrotados à primeira pelo Turco Uğur Atalay e pelo Romeno Cristian Hodel, respectivamente.

(Fonte: A Bola)

18 março 2008

Durão Barroso: "União para o Mediterrâneo não é alternativa à adesão da Turquia à UE"

À saída do Conselho Europeu da Primavera, em Bruxelas, José Sócrates, primeiro-ministro português, disse que a criação da União para o Mediterrâneo (UPM) por sugestão do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, "é uma boa notícia para a Europa e para o Mundo". Portugal "está disponível" para investir na região, rematou. Para o chefe do Governo de Lisboa, a região do Mediterrâneo "é um dos centros de instabilidade global" e compete, portanto, à Europa também investir na cooperação reforçada com aqueles países, no sentido de dar atenção aos problemas da "segurança, estabilidade e cooperação económica". Sócrates clarificou que este é um projecto que vem acrescentar valor político e ambição ao Processo de Barcelona, existente desde 1995, precisamente para fomentar as relações com os estados ribeirinhos. Para o primeiro-ministro português, o plano de Sarkozy inaugura um novo capítulo na política externa da UE e ganhou o nome de Processo de Barcelona: União para o Mediterrâneo.
No final da reunião, Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, recordou que é esperada a integração da Turquia na UPM e que esta "não é uma alternativa à adesão à UE", disse.
Durante a campanha eleitoral, Sarkozy, que se opõe à entrada de Ancara na UE, sugeriu que uma integração regional dos países do Mediterrâneo poderia substituir a candidatura turca à família europeia. Os detalhes respeitantes à organização da UPM ficam agora reservados para a agenda do Conselho Europeu de Junho, no final da presidência eslovena da UE. Para já, diz Sócrates, "há apenas uma proposta franco-alemã ainda não aprovada". De acordo com o documento de apresentação da UPM, é intenção de Sarkozy e de Angela Merkel, a chanceler alemã, atribuir à nova formação de estados uma co-presidência partilhada entre os países ribeirinhos. O problema parece ser agora conseguir consenso político no que toca ao comando da UPM. Apesar de os 27 fazerem todos parte da organização, de acordo com a proposta de Sarkozy, só os estados europeus mediterrâneos poderão assumir a co-presidência. Neste capítulo, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, António Lobo Antunes, assumiu que Portugal "é um país ribeirinho" e que Lisboa teria sido das primeiras capitais a ser sondada pelo chefe do Eliseu sobre a UPM. Do lado contrário do Mediterrâneo a questão é paralela, já que, com Israel a fazer parte da organização, os estados muçulmanos recusam ser representados por Telavive no comando da UPM.
A Cimeira da Primavera encerrou de forma pacífica, resultado de uma agenda consensual e dominada pelo lançamento do novo ciclo da Estratégia de Lisboa para a competitividade e o emprego na Europa.

(Fonte: DN)

17 março 2008

Partido do Governo em risco de ser encerrado


O procurador-geral do Supremo Tribunal turco solicitou na passada sexta-feira a ilegalização do Partido AKP (no poder) e a incapacidade política do presidente e do primeiro-ministro por violarem as leis que consagram o país como estado laico.
A Procuradoria tornou público o anúncio com o argumento de que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamista moderado) do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan "se converteu no centro das actividades contra o secularismo" ainda que sem adiantar mais pormenores.
Os media locais relacionaram esta medida com a autorização do véu islâmico nas universidades concedida pelo Governo.

O porta-voz do AKP, Dengir Mir Mehmet Firat, contestou esta acusação numa conferência de imprensa depois de uma reunião de emergência do Comité Central Executivo do partido e disse que se trata do "maior ataque contra as conquistas democráticas" da Turquia.
Além da ilegalização do partido governante, o procurador-geral do Supremo, Abdurrahman Yalçınkaya, pediu ao Tribunal Constitucional a incapacidade política do presidente da República Abdullah Gül, do primeiro-ministro e de outros 69 políticos do AKP.
Este partido foi fundado em 2001, depois de desaparecer o seu antecessor, o Partido da Virtude, proibido pelas suas actividades anti-laicas. A nova formação adoptou uma linha muito mais moderada em relação a outros partidos islamitas.
Nas últimas eleições gerais de Julho de 2007 obteve 46,7 por cento dos votos, o que lhe garantiu uma ampla maioria parlamentar.
Firat qualificou a denúncia do procurador-geral de "grande vergonha" e afirmou que desta forma sairão prejudicadas as aspirações turcas de adesão à União Europeia.
Por seu lado, o presidente Gül pediu calma aos cidadãos convidando-os a pensar se o país "ganharia algo" caso fosse levada a cabo a ilegalização do partido.
O procurador-geral tinha comentado anteriormente que o levantamento da proibição do véu para as mulheres estudantes nas universidades turcas transformaria as universidades em locais propícios à criação de grupos fundamentalistas.

(Fonte: Lusa/RTP)

12 março 2008

Continuam os esforços para inviabilizar a aprovação do véu islâmico nas universidades


O Supremo Tribunal Administrativo levantou ontem um novo obstáculo aos esforços do Governo para levantar a proibição das estudantes usarem o véu islâmico na universidade, por o considerarem um símbolo político do Islão e uma ameaça à separação do país da religião.
O tribunal garante que o YOK, corpo que supervisiona o ensino universitário turco, ultrapassou a sua autoridade ao dizer que as universidades poderiam deixar as estudantes usar o lenço, depois do Parlamento ter votado em Fevereiro algumas emendas constitucionais com o objectivo de não facilitar a proibição. Os secularistas dizem que a proibição permanece inalterada, até ao Tribunal Constitucional avaliar uma petição do principal partido da oposição na Turquia, o CHP, que rejeita as emendas e garante que elas violam a ordem secular. O Governo defende que o lenço é uma matéria da liberdade religiosa individual, mas os secularistas vêem-no como parte de uma estratégia a longo prazo do executivo para impulsionar o papel da religião na Turquia.No passado dia 9 de Fevereiro os deputados votaram a alteração à lei por 411 votos a favor e 103 contra, mesmo depois do aceso debate levantado num país maioritariamente muçulmano mas que quer cada vez mais dividir as águas entre a religião e a vida social, contando para isso com o apoio das elites militares, da justiça e do ensino e com a herança laica do fundador do Estado turco Kemal Atatürk, que conseguiu fundar a República turca, com base num sistema secularista em 1923.

(Fonte: Público)

"As Mulheres são mais Livres com a República"


"As Mulheres são mais Livres com a República" foi a frase que serviu de mote a um concerto realizado no centro de Ancara no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher.
O concerto foi oferecido às mulheres e à população em geral pela Junta de Freguesia de Çankaya no dia 8 de Março.

11 março 2008

Talabani promete à Turquia que combaterá o PKK no Iraque


O presidente iraquiano, Jalal Talabani, prometeu no Sábado, último dia da sua visita a Ancara, combater os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que actuam a partir do norte do Iraque contra alvos na Turquia.
Durante um encontro com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, Talabani disse que o Governo autónomo do Curdistão iraquiano está a pressionar o PKK para que abandone a zona e as armas. Talabani também propôs a Erdoğan a criação de uma comissão conjunta turco-iraquiana, presidida pelos primeiros-ministros ou os titulares dos Negócios Estrangeiros dos dois países, para coordenar os esforços contra o PKK. Durante uma reunião com o presidente turco, Abdullah Gül, Talabani definiu o PKK como o inimigo, tanto da Turquia quanto do Iraque, e ressaltou que não tolerará que o território iraquiano seja usado contra a Turquia. "A luta contra o terrorismo não é apenas um dever para os Governos escolhidos democraticamente, mas também uma obrigação ética", disse Erdoğan, durante um almoço oferecido a Talabani. O presidente iraquiano, que chegou a Ancara na sexta-feira, também se reuniu com um grupo de executivos turcos, que convidou a investir em todas as regiões do Iraque. Em declarações divulgadas pelo canal de televisão "CNN-Türk", Talabani disse que mesmo os Estados Unidos não conseguiram controlar o quartel-general do PKK nas montanhas de Kandil, no norte do Iraque, vizinho da Turquia. Para acabar com os militantes do PKK nessa região, Talabani propôs dialogar com a Administração autónoma curda e iniciar um mecanismo trilateral entre Turquia, Iraque e EUA.

(Fonte: EFE)

Grécia e Turquia saúdam "nova oportunidade" para reunificar Chipre

As diplomacias grega e turca, mostram-se unidas, no apoio à retoma das discussões sobre a reunificação de Chipre. A dias de um primeiro encontro entre os líderes das duas metades da ilha, a ministra dos Negócios Estrangeiros grega reuniu-se com o seu homólogo turco, em Ancara. Para os dois responsáveis, é importante aproveitar a oportunidade criada pela eleição do novo presidente cipriota grego, que quer pôr fim ao bloqueio das discussões, que dura desde 2004. O comunista Demetris Christofias, que tomou posse na passada semana, anunciou já que uma primeira reunião com o seu homólogo cipriota turco se desenrolará entre 17 e 24 de Março. Uma oportunidade para pôr fim à divisão da ilha que dura desde 1974 e que há quatro anos deixou de fora da União Europeia a metade cipriota turca. A reunião de Sábado, em Ancara, sela a reaproximação entre a Grécia e Turquia, após a deslocação histórica do primeiro-ministro grego à capital turca, no início do ano.
(Fonte: Euronews)

07 março 2008

Conselho da Europa pede à Turquia fim do confinamento de Öcalan


O Comité Contra a Tortura do Conselho da Europa pediu à Turquia para pôr fim ao confinamento solitário do líder insurgente curdo Abdullah Öcalan para preservar a sua saúde mental.
No entanto, os observadores deste comité rejeitaram as afirmações de familiares de Ocalan que alegam que ele terá sido envenenado, depois de visitá-lo na ilha-prisão de Imrali, na Turquia.

(Fonte: AFP)

Turquia condenada por forçar pastor de 71 anos ao serviço militar

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou terça-feira a Turquia por ter obrigado um pastor curdo de 71 anos, que vivia isolado, a cumprir o serviço militar, onde foi alvo de escárnio e de tratamentos que obrigaram à sua hospitalização.
O recrutamento de Hamdi Taştan e a exigência de que participasse em exercícios reservados a soldados muito mais novos foram considerados "particularmente dolorosos e atentatórios da dignidade" do pastor, que não padecia de nenhuma doença mas foi hospitalizado após ter feito o serviço militar entre 15 de Março e 26 de Abril de 2000.
Hamdi Taştan, que é analfabeto e apenas fala Curdo, foi pastor desde a infância e, a troco do seu trabalho, os proprietários do gado davam-lhe comida, roupa e um tecto no Inverno. Porém, quando a mulher morreu ao dar à luz o filho de ambos, teve de deixar de trabalhar para se ocupar da criança e os patrões denunciaram-no como desertor, contou Hamdi Taştan, que agora deverá receber da Turquia cinco mil euros por danos morais e mais mil euros referentes a custas judiciais.
(Fonte: RTP)

06 março 2008

Desfile de moda islâmica em Ancara

Realizou-se no passado dia 3 de Março no hotel Sheraton, em Ancara, um desfile de moda intitulado "Moda Islâmica da Turquia".
O evento foi acompanhado por várias agências noticiosas internacionais e foi presenciado por cerca de 900 convidados. Entre eles, destacou-se o anterior presidente do Parlamento turco Bülent Arınç, militante do Partido AKP que lidera o Governo.
Algumas estudantes desfilaram com perucas, em sinal de protesto contra a não autorização do uso do véu islâmico nas universidades, facto que está a prestes a ser alterado na Constituição.
Actualmente, uma estudante com véu islâmico tem de o retirar antes de entrar na universidade. Por esse facto, muitas optam por colocar uma peruca durante a sua permanência no interior da universidade.