22 outubro 2007
As emendas à Constituição foram aprovadas com 69.1% dos votos
Já foram apurados na totalidade os resultados do referendo à revisão constitucional. O sim venceu com 69.1% e o não obteve 30.9% dos votos.
Em causa esteve o fim da votação do presidente da República pelo Parlamento para um único mandato de sete anos, que passa a ser escolhido por sufrágio universal, directo e secreto, para dois possíveis mandatos consecutivos de cinco anos cada.
O Presidente Abdullah Gül, com um mandato de sete anos conferido pelo Parlamento em Agosto, poderá ser reeleito para outro de mais cinco já por sufrágio universal.
As legislaturas do Parlamento, que eram de cinco anos, passam a ser de quatro. O quórum parlamentar baixou de dois terços para um terço, bastando que um candidato presidencial seja indicado por 20 deputados de qualquer partido com mais de 10 por cento de votos.
Dos mais de 42 milhões de recenseados, só exerceram o seu direito cívico 52 por cento nas assembleias de voto que estiveram abertas 10 horas.
O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder), o pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP) e o centro-direita do Partido da Mãe Pátria (ANAVATAN, sem representação no hemiciclo), pediram o "sim".
A principal força política da oposição, o laico Partido Republicano do Povo (CHP), apelou à abstenção, enquanto o Partido da Acção Nacionalista (MHP) e o de centro-esquerda Partido da Esquerda Democrática (DSP) apostaram no "não".
O Presidente Abdullah Gül, com um mandato de sete anos conferido pelo Parlamento em Agosto, poderá ser reeleito para outro de mais cinco já por sufrágio universal.
As legislaturas do Parlamento, que eram de cinco anos, passam a ser de quatro. O quórum parlamentar baixou de dois terços para um terço, bastando que um candidato presidencial seja indicado por 20 deputados de qualquer partido com mais de 10 por cento de votos.
Dos mais de 42 milhões de recenseados, só exerceram o seu direito cívico 52 por cento nas assembleias de voto que estiveram abertas 10 horas.
O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder), o pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP) e o centro-direita do Partido da Mãe Pátria (ANAVATAN, sem representação no hemiciclo), pediram o "sim".
A principal força política da oposição, o laico Partido Republicano do Povo (CHP), apelou à abstenção, enquanto o Partido da Acção Nacionalista (MHP) e o de centro-esquerda Partido da Esquerda Democrática (DSP) apostaram no "não".
21 outubro 2007
Exército turco diz que matou 32 rebeldes do PKK em resposta a ataque
Terão morrido 32 militantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), para além de 12 soldados turcos, desde a noite de Sábado, em combates que continuaram hoje perto da fronteira iraquiana, segundo fontes militares.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia anunciou em comunicado que os combates em curso fazem parte de uma ampla operação militar por terra e ar em resposta ao ataque cometido por separatistas curdos nas imediações de Yuksekova, povoado da província de Hakkari (sudeste), fronteiriça com o Iraque. O comunicado do Exército cifra os soldados turcos mortos em 12 e os feridos em 16. Os líderes militares turcos afirmaram que, na noite de ontem, um batalhão de Infantaria de Yuksekova foi atacado de três posições diferentes por cerca de 200 militantes do PKK armados com artilharia pesada e rifles automáticos. O Estado-Maior turco afirmou hoje que já tinha bombardeado até 63 alvos no norte do Iraque. Além disso, deu a entender que os combates com o PKK continuavam hoje no norte do país vizinho. A agência "Firat", que é pró-curda, também disse que o Exército turco começou ontem a atravessar a fronteira com o Iraque a partir da localidade de Oremar, também na província de Hakkari. Ao mesmo tempo, em Bagdad, foi anunciado que o Exército turco bombardeou hoje povoados curdos na província de Dahuk, no norte do Iraque. Segundo fontes iraquianas, que pediram para não serem identificadas, 85 projéteis da artilharia turca atingiram povoados nas regiões de Zakho e Emadiyah. Além disso, a explosão de uma mina durante a passagem de um pequeno autocarro na província turca de Hakkari feriu dez civis neste Domingo.
(Fonte: EFE)
O Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia anunciou em comunicado que os combates em curso fazem parte de uma ampla operação militar por terra e ar em resposta ao ataque cometido por separatistas curdos nas imediações de Yuksekova, povoado da província de Hakkari (sudeste), fronteiriça com o Iraque. O comunicado do Exército cifra os soldados turcos mortos em 12 e os feridos em 16. Os líderes militares turcos afirmaram que, na noite de ontem, um batalhão de Infantaria de Yuksekova foi atacado de três posições diferentes por cerca de 200 militantes do PKK armados com artilharia pesada e rifles automáticos. O Estado-Maior turco afirmou hoje que já tinha bombardeado até 63 alvos no norte do Iraque. Além disso, deu a entender que os combates com o PKK continuavam hoje no norte do país vizinho. A agência "Firat", que é pró-curda, também disse que o Exército turco começou ontem a atravessar a fronteira com o Iraque a partir da localidade de Oremar, também na província de Hakkari. Ao mesmo tempo, em Bagdad, foi anunciado que o Exército turco bombardeou hoje povoados curdos na província de Dahuk, no norte do Iraque. Segundo fontes iraquianas, que pediram para não serem identificadas, 85 projéteis da artilharia turca atingiram povoados nas regiões de Zakho e Emadiyah. Além disso, a explosão de uma mina durante a passagem de um pequeno autocarro na província turca de Hakkari feriu dez civis neste Domingo.
(Fonte: EFE)
Rebeldes curdos mataram 12 soldados turcos e feriram 16
Doze soldados turcos foram mortos por rebeldes curdos, durante a noite, junto à fronteira iraquiana. Dezasseis foram feridos e cerca de uma dezena estão desaparecidos.
Esta emboscada pode precipitar a iminente incursão militar da Turquia no Curdistão iraquiano, para eliminar bases rebeldes curdas. Bagdad já apelou à contenção e ao diálogo com Ancara. Washington teme também a desestabilização do norte do Iraque. Mas o sinal para avanço das tropas turcas pode ser dado a qualquer momento, uma vez que o primeiro-ministro turco esteve reunido hoje com as chefias militares durante duas horas e meia para discutir esta situação.
A emboscada levada a cabo durante a noite por rebeldes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) contra soldados turcos, nas montanhas junto à fronteira com o Iraque, ameaça desencadear o que se temia: as tropas turcas que há poucos dias receberam autorização para penetrar em território do norte iraquiano podem ter agora a esperada ordem de marcha do primeiro-ministro turco.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, convocou uma reunião de crise com o general das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, e com o presidente da República, Abdullah Gül, que terminou há pouco tempo, para decidir quais os passos seguintes, numa altura em que é enorme a pressão da opinião pública interna com vista a uma vasta operação turca contra os rebeldes curdos no norte do Iraque.
Esta emboscada pode precipitar a iminente incursão militar da Turquia no Curdistão iraquiano, para eliminar bases rebeldes curdas. Bagdad já apelou à contenção e ao diálogo com Ancara. Washington teme também a desestabilização do norte do Iraque. Mas o sinal para avanço das tropas turcas pode ser dado a qualquer momento, uma vez que o primeiro-ministro turco esteve reunido hoje com as chefias militares durante duas horas e meia para discutir esta situação.
A emboscada levada a cabo durante a noite por rebeldes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) contra soldados turcos, nas montanhas junto à fronteira com o Iraque, ameaça desencadear o que se temia: as tropas turcas que há poucos dias receberam autorização para penetrar em território do norte iraquiano podem ter agora a esperada ordem de marcha do primeiro-ministro turco.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, convocou uma reunião de crise com o general das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, e com o presidente da República, Abdullah Gül, que terminou há pouco tempo, para decidir quais os passos seguintes, numa altura em que é enorme a pressão da opinião pública interna com vista a uma vasta operação turca contra os rebeldes curdos no norte do Iraque.
No Sábado, o Parlamento iraquiano rejeitou a ameaça de incursão turca e pediu diálogo às autoridades de Ancara. O líder da região autónoma do Curdistão já fez saber que os curdos iraquianos estão preparados para se defender de um ataque turco e que não querem ser vítimas de uma guerra entre o PKK e a Turquia. O aviso foi feito depois de se ter reunido com o presidente iraquiano Jalal Talabani, também ele um Curdo, e um dia depois de milhares de Curdos terem saído à rua em protesto contra uma incursão da Turquia.
A Turquia decide hoje a eleição do presidente da República por voto universal

Três meses depois das eleições de 22 de Julho, que deram uma vitoria ao partido de orientação islâmica da Justiça e Desenvolvimento (AKP), a Turquia realiza hoje um referendo para a população decidir sobre as alterações controversas que o Governo pretende introduzir na Constituição, que incluem nomeadamente a eleição do presidente da República por voto universal.
As emendas à Constituição incluem a eleição do presidente da República por um mandato de cinco anos, com possibilidade de ser reeleito por mais cinco anos, o Parlamento passa a ter um mandato de quatro anos em vez dos actuais cinco, e o quórum do Parlamento passa de 367 para 184. Incluem ainda um artigo temporário que estipula que o 11º presidente será eleito por voto popular. No entanto, a 28 de Agosto o 11º presidente, Abdullah Gül, foi eleito pelo Parlamento. Apesar do AKP possuir larga maioria no Parlamento, não detém os dois terços necessários. Por diversas razões, outros partidos da oposição, como o nacionalista MHP, o nacionalista Curdo DTP e os Kemalistas nacionalistas do DSP, decidiram não se juntar ao CHP na sua tentativa de boiciotar mais uma vez o voto parlamentar e bloquear a eleição. Como resultado, o quórum exigido pelo Tribunal Constitucional foi atingido nessa altura.
O AKP esperava que o presidente Ahmet Necdet Sezer, que apoiou a campanha militar contra o AKP, levasse a proposta a referendo. Sezer enviou inicialmente a moção de volta para o Parlamento para nova votação, mas o AKP conseguiu que o pacote de emendas fosse aprovado com o apoio do Partido da Mãe Pátria (ANAVATAN) sem nenhumas alterações. O plano inicial do AKP era conduzir eleições nacionais e o referendo no mesmo dia. Para esse efeito, o AKP autorizou também uma lei que visava reduzir o período de tempo de realização do referendo, de 120 dias para 45 dias. Sezer, que declarou que a emenda constitucional é contra o sistema parlamentar turco e que podia causar instabilidade, usou todo o tempo legal para analisar a proposta e no final anunciou a realização de um referendo. De igual modo, também voltou a enviar a lei que consagrava a diminuição do período de tempo para realização de um referendo, de volta para o Parlamento, o que anulou a possibilidade de realização de um referendo antes das eleições de 22 de Julho. Mais de 150 deputados do AKP foram deixados de fora da lista eleitoral de Erdoğan, o que tornou impossível uma nova votação no Parlamento favorável ao AKP.
Na Turquia, o presidente nunca foi eleito por voto popular, mas escolhido pelo Parlamento, tal como o primeiro-ministro. O primeiro-ministro é tradicionalmente visto como o chefe do Governo eleito, enquanto que o presidente tem sido a "cabeça do Estado" e o "guardião da Constituição".
Desde a fundação da República em 1923 e até 1945, a Turquia foi o Estado de um só partido. Com o sistema multipartidário em 1946, o cargo do presidente passou a ser um cargo de representação civil. Depois do terceiro golpe militar, em 1980, os poderes do presidente aumentaram substancialmente. O presidente controlava nomeadamente juízes, procuradores públicos e reitores universitários. O general Kenan Evren, o líder do golpe militar de 1980, foi presidente até 1989. O seu sucessor, Turgut Özal, com um passado islâmico, foi ministro da Economia logo a seguir ao golpe militar e depois foi primeiro-ministro até 1989, altura em que substituiu o general Evren. Özal levou a cabo reformas de mercado ditadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e abriu a economia turca ao mercado mundial. A sua política estava em linha com os interreses militares da altura. Contudo, Özal mostrou-se relutante em apoiar totalmente a "guerra" do exército turco contra o PKK, em 1993, e preferiu alegadamente um compromisso com os Curdos nacionalistas. O exército não aceitou isso e Özal morreu nesse mesmo ano em circunstâncias desconhecidas.
Desde então e até aos nossos dias, o cargo do presidente tem estado firmemente nas mãos dos Kemalistas. A eleição directa do presidente iria aumentar grandemente o peso político civil, em deterimento do militar. O presidente poderia clamar legitimidade democrática e representar "toda a nação", em contraste com um Parlamento dominado por partidos políticos. Sem sombra de dúvida que um presidente eleito por sufrágio universal seria muito mais forte do que os seus antecessores, concentrando um poder considerável nas suas mãos.
A oposição kemalista ao Governo do AKP tem criticado a liderança do partido, e especialmente Erdoğan, por fazer alterações à Constituição, baseadas unicamente nas necessidades tácticas imediatas do AKP e com possíveis riscos futuros incalculáveis para o sistema como um todo.
Ver-se-ão quais as implicações políticas e legais deste referendo.
Dois hotéis turcos entre os dez melhores do mundo
Dois hotéis turcos estão entre os dez melhores do mundo, de acordo com uma sondagem realizada pela TUI, a maior operadora turística do mundo, junto dos seus clientes de todo o mundo.
Esses hotéis localizam-se em Antália, no sul da Turquia, e são: Delphin Deluxe Resort e Barut Hotel Lara Resort Spa & Suites.
Os clientes da TUI também escolheram o "hotel mais amigo do ambiente", e a escolha também recaiu num hotel localizado na Turquia: Iberotel Sarıgerme Park Hotel.
Também faz parte da lista dos dez melhores hotéis do mundo, um hotel português: Albergaria Dias, no Funchal (Madeira).
A Turquia tem ainda mais hotéis listados entre os 100 melhores do mundo: Barut Hotel & Apartments Cennet, Hotel Melas Resort, Hotel Sunrise Queen Amara Beach, Golden Coast, Cornelia Deluxe, Robinson Club Nobilis, Delphin Palace, Sheraton Voyager Antalya, Hillside Beach Club e İberotel Sarıgerme Park.
20 outubro 2007
Curdos do Iraque declaram-se determinados a lutar contra ataques turcos

As autoridades autónomas do Curdistão, no norte do Iraque, declararam-se nesta sexta-feira dispostas a responder a qualquer ataque contra o seu território se a Turquia lançar uma incursão militar para desalojar os rebeldes curdos da região.
"Anunciamos a todos os protagonistas que, se atacarem a região, sob qualquer pretexto, estamos totalmente determinados a defender a nossa experiência democrática, a dignidade do nosso povo e a integridade de nosso território", indicou o gabinete do presidente da região autónoma do Curdistão, Massud Barzani, em comunicado.
A advertência acontece depois do Parlamento turco ter autorizado, na quarta-feira, a realização de incursões militares no norte do Iraque para combater os insurgentes curdos, apesar da forte oposição dos Estados Unidos e de Bagdad, que pediu mais tempo para neutralizar os rebeldes.
A iniciativa do governo, que solicitou uma autorização de um ano para realizar uma ou mais incursões militares no norte do Iraque, foi aprovada com o apoio de 507 dos 550 deputados do Parlamento. Dezanove votaram contra a medida.
A moção deixa sob a responsabilidade do Governo a coordenação e o alcance da operação, assim como o número de soldados enviados.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que a autorização do Parlamento não implica uma acção imediata, e que a diplomacia ainda terá oportunidade de actuar na questão.
Bagdad e Washington tentaram dissuadir Ancara de realizar uma acção militar no norte do Iraque.
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, declarou-se disposto a combater os separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que realizam ataques na Turquia a partir de bases mantidas no norte do Iraque.
Segundo Ancara, cerca de 3.500 combatentes do PKK estão refugiados nesta região e são apoiados pelos Curdos do Iraque.
A reacção da presidência curda, a primeira desde o início da crise, surgiu depois do secretário americano da Defesa, Robert Gates, ter dado a entender nesta quinta-feira que as forças americanas e iraquianas estariam dispostas a actuar contra os rebeldes do PKK.
Na quinta-feira, o governo do Curdistão pediu à Turquia para negociar directamente a questão do PKK, enquanto milhares de manifestantes protestavam em Erbil, a capital do Curdistão, contra os planos de intervenção de Ancara.
A Turquia afirma que a sua única opção é a acção militar contra o PKK porque nem Washington nem Bagdad estão a ajudar a combater os rebeldes.
Desde que foi colocado sob protecção dos Estados Unidos, em 1991, depois da guerra do Golfo, o Curdistão - que tem o seu próprio Governo e Parlamento - afastou-se do Governo central iraquiano. A sua segurança é garantida pelos combatentes curdos iraquianos, os peshmergas.
O ministro da Defesa turco, Vecdi Gönül, informou na véspera que se reunirá, no Domingo, com Gates para analisar as questões que estão a gerar um clima de tensão entre os seus países.
A reunião será realizada à margem de uma cimeira internacional em Kiev. Será abordada a intenção de Ancara de enviar tropas para o norte do Iraque para expulsar os rebeldes curdos entrincheirados nessa zona e também a possível votação no Congresso americano de uma resolução que reconhece a existência de genocídio arménio na Turquia.
"Anunciamos a todos os protagonistas que, se atacarem a região, sob qualquer pretexto, estamos totalmente determinados a defender a nossa experiência democrática, a dignidade do nosso povo e a integridade de nosso território", indicou o gabinete do presidente da região autónoma do Curdistão, Massud Barzani, em comunicado.
A advertência acontece depois do Parlamento turco ter autorizado, na quarta-feira, a realização de incursões militares no norte do Iraque para combater os insurgentes curdos, apesar da forte oposição dos Estados Unidos e de Bagdad, que pediu mais tempo para neutralizar os rebeldes.
A iniciativa do governo, que solicitou uma autorização de um ano para realizar uma ou mais incursões militares no norte do Iraque, foi aprovada com o apoio de 507 dos 550 deputados do Parlamento. Dezanove votaram contra a medida.
A moção deixa sob a responsabilidade do Governo a coordenação e o alcance da operação, assim como o número de soldados enviados.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que a autorização do Parlamento não implica uma acção imediata, e que a diplomacia ainda terá oportunidade de actuar na questão.
Bagdad e Washington tentaram dissuadir Ancara de realizar uma acção militar no norte do Iraque.
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, declarou-se disposto a combater os separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que realizam ataques na Turquia a partir de bases mantidas no norte do Iraque.
Segundo Ancara, cerca de 3.500 combatentes do PKK estão refugiados nesta região e são apoiados pelos Curdos do Iraque.
A reacção da presidência curda, a primeira desde o início da crise, surgiu depois do secretário americano da Defesa, Robert Gates, ter dado a entender nesta quinta-feira que as forças americanas e iraquianas estariam dispostas a actuar contra os rebeldes do PKK.
Na quinta-feira, o governo do Curdistão pediu à Turquia para negociar directamente a questão do PKK, enquanto milhares de manifestantes protestavam em Erbil, a capital do Curdistão, contra os planos de intervenção de Ancara.
A Turquia afirma que a sua única opção é a acção militar contra o PKK porque nem Washington nem Bagdad estão a ajudar a combater os rebeldes.
Desde que foi colocado sob protecção dos Estados Unidos, em 1991, depois da guerra do Golfo, o Curdistão - que tem o seu próprio Governo e Parlamento - afastou-se do Governo central iraquiano. A sua segurança é garantida pelos combatentes curdos iraquianos, os peshmergas.
O ministro da Defesa turco, Vecdi Gönül, informou na véspera que se reunirá, no Domingo, com Gates para analisar as questões que estão a gerar um clima de tensão entre os seus países.
A reunião será realizada à margem de uma cimeira internacional em Kiev. Será abordada a intenção de Ancara de enviar tropas para o norte do Iraque para expulsar os rebeldes curdos entrincheirados nessa zona e também a possível votação no Congresso americano de uma resolução que reconhece a existência de genocídio arménio na Turquia.
(Fonte: AFP)
Manifestação contra o PKK em Ancara
Nesta sexta-feira, cerca de dez mil manifestantes desfilaram em Ancara gritando palavras de ordem contra o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), que fomenta a guerrilha separatista.
Dois dias depois do Parlamento ter autorizado o exército a intervir no Iraque em busca de rebeldes, o primeiro-ministro Recep Tayyp Erdoğan convidou o executivo de Bagdad a agir, nomeadamente a encerrar os campos de treino e de acantonamento no Curdistão iraquiano e de entregar à Turquia os dirigentes independentistas. Entretanto a guerrilha ameaçou rebentar com oleodutos, como forma de represália a ataques do exército turco.
Dois dias depois do Parlamento ter autorizado o exército a intervir no Iraque em busca de rebeldes, o primeiro-ministro Recep Tayyp Erdoğan convidou o executivo de Bagdad a agir, nomeadamente a encerrar os campos de treino e de acantonamento no Curdistão iraquiano e de entregar à Turquia os dirigentes independentistas. Entretanto a guerrilha ameaçou rebentar com oleodutos, como forma de represália a ataques do exército turco.
18 outubro 2007
Ministro turco diz que Bush não pode criticar a Turquia
O ministro turco do Estado e vice-primeiro-ministro, Mehmet Ali Şahin, sugeriu hoje que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, está a ser hipócrita ao exigir que o seu país não invada o Iraque para perseguir os terroristas curdos que usam bases no norte iraquiano para atacar alvos em território turco. "Aqueles que nos criticam pela moção parlamentar deveriam explicar o que estão a fazer no Afeganistão", disse Şahin. "É por isso que ninguém tem o direito de dizer nada." O Parlamento da Turquia autorizou ontem o governo a enviar tropas para o Iraque para destruir bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), grupo separatista considerado terrorista por Ancara, Washington e pela União Europeia.
Bush disse que os EUA têm deixado claro à Turquia para não lançar uma operação militar de larga escala na região curda no norte do Iraque, que tem no geral escapado da violência e da discórdia política comum no resto do país desde a invasão americana de Março de 2003. O ministro respondeu que a Turquia também tem o direito de combater os seus terroristas. "A Turquia está a implementar as mesmas regras internacionais que foram implementadas por aqueles que vincularam os ataques às torres gémeas a algumas organizações no Afeganistão e enviaram tropas ao Afeganistão baseados nesse direito", afirmou.
(Fonte: Agência Estado)
Bush disse que os EUA têm deixado claro à Turquia para não lançar uma operação militar de larga escala na região curda no norte do Iraque, que tem no geral escapado da violência e da discórdia política comum no resto do país desde a invasão americana de Março de 2003. O ministro respondeu que a Turquia também tem o direito de combater os seus terroristas. "A Turquia está a implementar as mesmas regras internacionais que foram implementadas por aqueles que vincularam os ataques às torres gémeas a algumas organizações no Afeganistão e enviaram tropas ao Afeganistão baseados nesse direito", afirmou.
(Fonte: Agência Estado)
17 outubro 2007
Bush sobre o envio de tropas turcas para o Iraque e sobre a questão do alegado "genocídio" arménio
"Dizemos de maneira muito clara à Turquia que não pensamos que seja do seu interesse enviar tropas para o Iraque", declarou Bush durante uma conferência de imprensa na Casa Branca.
"Um estacionamento maciço de tropas turcas no país não é a melhor maneira de enfrentar o problema", acrescentou o presidente norte-americano.
A Turquia ameaçou enviar tropas para o norte do Iraque para atacar os rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que se servem da zona como base para o lançamento de incursões na Turquia.
Entretanto, Bush considerou "contraproducente" a resolução apresentada ao Congresso norte-americano, visando reconhecer um genocídio arménio sob o Império otomano, no início do século XX.
"O Congresso não deveria procurar ocupar-se da história do Império otomano", afirmou. "O Congresso tem coisas melhores para fazer do que voltar as costas a uma democracia aliada no mundo muçulmano, em particular uma democracia que fornece um apoio vital ao nosso exército todos os dias", referiu.
(Fonte: Diário Digital)
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