O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, advertiu hoje que seria um "erro" questionar agora as negociações entre a União Europeia e a Turquia, como propôs o vencedor das eleições presidenciais francesas, Nicolas Sarkozy.
Durão Barroso lembrou que a Comissão Europeia negocia a adesão com a Turquia sob um mandato aprovado por "unanimidade" pelos Estados-membros e afirmou que, "caso um Estado ou vários queiram suspender ou mudar este mandato, deverão assumir a iniciativa e as consequências." "A nossa posição é que devemos prosseguir as negociações. Seria um erro questionar agora as negociações com a Turquia, sobretudo neste momento, em que passa por uma situação difícil," afirmou em resposta a uma pergunta em entrevista colectiva, na qual leu uma mensagem de felicitação pela vitória do conservador Sarkozy.
"Recomendamos aos países-membros que não adoptem uma postura definitiva [relativamente à Turquia], enquanto as negociações não forem concluídas," acrescentou Durão Barroso.
Sarkozy rejeita plenamente a eventual entrada da Turquia na UE e defende uma União Mediterrânea com países das duas margens do mar, dedicada a fomentar o desenvolvimento e o controle da imigração.
(Fonte: EFE)
06 maio 2007
Barroso adverte Sarkozy de que seria um "erro" parar negociações com a Turquia
Coligação centro-direita entre DYP e ANAVATAN = Partido Democrata
O presidente do Partido da Justa Via (DYP), Mehmet Ağar, e o presidente do Partido Terra Mãe (ANAVATAN), Erkan Mumcu, assinaram no Sábado um protocolo de coligação.
O nome do novo partido será Partido Democrata e o logotipo um cavalo branco sobre a silhueta vermelha do mapa da Turquia.
O protocolo assinado por ambos refere: "a nossa vontade é a de começar de novo sem repetir os erros, deixar de lado conflitos do passado e promover um espírito vivo para o futuro das nossas crianças."
Abdullah Gül retirou candidatura
O acto, transmitido em directo pela televisão, contou com a pesença de 358 deputados na primeira chamada e com 359 deputados numa segunda chamada, que ocorreu com um intervalo de 10 minutos relativamente à primeira. Cumpriu-se a decisão do tribunal, ou seja, não se procedeu à votação, uma vez que o Parlamento não reuniu o quórum mínimo de 367 deputados. No entanto, o presidente do Parlamento e também membro do partido do governo (AKP), Bulent Arınç, anunciou nova votação para o dia 9 de Maio.
Depois de uma vez mais não ter conseguido ser eleito, Abdullah Gül, o único candidato à presidência da Turquia, anunciou que vai retirar a sua candidatura."Não estou triste. Vou retirar-me. Depois disto, a minha candidatura está fora de lugar," revelou aos jornalistas, embora ainda seja aguardada uma decisão oficial do seu partido, que reuniu de emergência após a votação.
Presidência a caminho do sufrágio universal
Milhares de pessoas saíram ontem novamente para a rua em várias cidades turcas para se manifestarem a favor do laicismo e contra o que consideram ser o risco de islamização da sociedade turca.
A maior manifestação aconteceu em Manisa, na parte ocidental da Turquia, onde, segundo a polícia, cerca de 80 mil manifestantes participaram no protesto, gritando palavras de ordem como "a Turquia é laica e continuará a sê-lo."
Manisa não foi escolhida por acaso. É a cidade do presidente do Parlamento, Bulent Arinç, membro do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamita moderado), no poder, e que provocou recentemente uma polémica ao dizer que o próximo presidente da Turquia será "um crente".
Na origem dos protestos que agitam o país - no fim-de-semana passado cerca de um milhão de pessoas saiu à rua em Istambul contra os islamitas - está a tentativa do AKP de fazer eleger um dos seus membros, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, presidente da República. O voto no Parlamento para a escolha do Presidente, no passado dia 27, falhou, e na sexta-feira o AKP avançou com uma proposta de reforma constitucional que prevê a eleição do Presidente por sufrágio universal, em vez de numa votação parlamentar como acontece actualmente. Outra alteração proposta pelos islamitas é a de que o mandato presidencial deixe de ser um único de sete anos e passe a ser de cinco anos e renovável. Uma comissão parlamentar aprovou já ontem algumas das disposições do projecto, que deverá ser aprovado nos próximos dias.
Oposição une-se
Numa entrevista do diário britânico Financial Times, o candidato Abdullah Gül declarou-se confiante de que, se o sistema for alterado, ele vencerá as eleições. "Tenho o apoio de 70 por cento [dos eleitores]. Foi por isso que decidimos dirigir-nos ao povo. Terei a maioria logo à primeira volta," declarou.
Para hoje está prevista uma segunda volta da votação parlamentar para a escolha do Presidente, mas é dado como certo que não haverá quórum, tal como no dia 27 (o que levou o Tribunal Constitucional a anular essa votação).
A tensão tem vindo a subir nas últimas semanas, e a crise levou já o AKP a convocar eleições legislativas antecipadas, marcadas para 22 de Julho.
Os analistas consideram que a alteração da forma de eleição do Presidente vai complicar ainda mais a situação e alterar drasticamente a paisagem política turca.
Sinal dos receios das forças seculares (até porque as sondagens apontam para a vitória do AKP nas eleições de Julho) é a fusão, anunciada ontem, de dois partidos do centro-direita, o ANAVATAN (Partido Terra Mãe) e o Partido da Justa Via (DYP), que esperam, juntos, oferecer uma oposição mais forte ao AKP nas legislativas.
O que os sectores laicos temem é que os islamitas, que já controlam o governo e a presidência do Parlamento, fiquem também com a presidência da República, o que lhes daria o controlo das principais instituições do país.
O Exército, que se vê como o defensor do carácter laico do Estado turco, ameaçou intervir se este estivesse em risco.
Na sexta-feira, pela primeira vez desde essa ameaça (feita dia 27), o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, recebeu o chefe do Estado-Maior, general Yaşar Büyükanıt. O encontro durou duas horas, mas no final não foi emitido qualquer comunicado.
(Fonte: Público)
05 maio 2007
Solana apoia candidatura de Abdullah Gül
"Estou convencido de que o ministro dos Negócios Estrangeiros Gül continuará o seu bom trabalho também como presidente da Turquia," afirmou Solana.
Disse também que "a Turquia tem papel estratégico na região. Precisamos de uma Turquia estável. Uma Turquia que continue a ajudar quando se trata de cooperação com os países vizinhos Iraque e Irão ou numa solução para o conflito no Oriente Médio."
O candidato à Presidência turca do islâmico moderado Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), Abdullah Gül, "cumpriu com muito sucesso o seu papel como ministro dos Negócios Estrangeiros," disse Solana.
Reforma do sistema eleitoral em curso
O governo entregou ontem à Comissão Constitucional do Parlamento, com o apoio do Partido Terra Mãe (ANAVATAN), um pacote de reformas do sistema eleitoral. Essas reformas incluem, nomeadamente, a eleição do presidente por sufrágio universal por um mandato de cinco anos renovável em vez do actual mandato único de sete anos, e a realização de eleições legislativas com quatro anos de intervalo em vez dos actuais cinco. Sezer, o actual presidente, que já declarou que pretende manter-se em funções até que o novo presidente seja eleito, anunciou a intenção de veto e de levar o pacote a referendo. Se tal acontecer, dificilmente poderão haver eleições gerais a 22 de Julho.
Entretanto, a Comissão Constitucional do Parlamento aprovou hoje esse pacote de reformas.
Amanhã às 11 horas locais vai ser repetida a primeira volta das eleições presidenciais, não se esperando que Abdullah Gül consiga o apoio mínimo de 367 deputados.
Manifestações secularistas em Manisa e Çanakkale
Manisa e Çanakkale têm um simbolismo especial, uma vez que a primeira é a cidade de Bülent Arınç, o presidente do Parlamento, e Çanakkale foi o local de uma importante batalha da primeira guerra mundial, decisiva para a criação da República Turca laica por Atatürk, em 1923.
As manifestações secularistas sucedem-se, perante a ameaça da presidência ficar nas mãos do partido do governo, de tendência islamita.
Líder do Partido Terra Mãe (ANAVATAN) criticou Durão Barroso
Novo Fiat Dobló poderá ser construído na Turquia
O Linea é um três volumes fabricado pela Tofaş, uma joint-venture estabelecida entre a Fiat e a Koç Holding.
O Fiat Linea foi apresentado em Istambul em Outubro passado e está pronto para ser comercializado. Trata-se de uma berlina de quatro portas com 4,56m de comprimento, 1,73m de largura, 1,5m de altura, uma distância entre eixos de 2,6m e uma capacidade da bagageira de 500 litros. Na fase de lançamento a oferta de motores do Linea compreenderá uma opção a gasolina (1.4 8v de 77 cv) e outra diesel (1.3 multijet 16v de 90 cv), ambos associados a uma caixa manual de cinco velocidades. Mais tarde, chegará o 1.4 16v turbo de 120 cv de potência, da nova família T-Jet. O novo automóvel, desenvolvido pela Tofaş, uma joint-venture 50/50 entre a Fiat e a Koç Holding é produzido na fábrica de Bursa (Turquia) e será comercializado em países como a Espanha, a Alemanha, Marrocos e Finlândia. Posteriormente, será fabricado também no Brasil, Índia, China e Rússia.
(Fonte: Autohoje)
04 maio 2007
Frase polémica de Erdoğan sob investigação criminal
O Ministério Público, no âmbito do inquérito preliminar, deverá apurar se há matéria para instruir um processo, com o que teria de pedir ao parlamento o levantamento da imunidade do primeiro-ministro.
Depois de pronunciar a frase polémica, Erdoğan tentou amenizá-la dizendo que não se referia à decisão do tribunal, mas à acção do presidente do maior partido da oposição, Deniz Baykal.
Mehmet Akif Beki, porta-voz de Erdoğan, revelou que o encontro, do qual não foi distribuído qualquer comunicado final, durou duas horas.

