O presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, recebeu ontem as cartas credenciais de novos embaixadores em Portugal, nomeadamente do embaixador da Turquia, Ömer Kaya Türkmen, que assumiu o cargo em Janeiro deste ano.
22 março 2007
21 março 2007
Turquia descontente por não ter sido convidada para o aniversário da União Europeia
O ministério dos Negócios Estrangeiros criticou a presidência alemã da União Europeia por não ter convidado os países candidatos à adesão para o aniversário do Tratado de Roma, dizendo ter-se perdido uma oportunidade para mostrar uma família europeia.
Numa declaração escrita, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Levent Bilman, disse que se a Alemanha tivesse convidado todos os candidatos para participarem nas actividades do aniversário, teria sido um acto "significativo para mostrar a integridade da família Europeia.”
O embaixador da Alemanha na Turquia, Eckart Cuntz, disse que nenhum dos países candidatos foi convidado para a cerimónia, e que só líderes de Estado e de Governo dos países membros da União Europeia iriam participar.
No princípio deste mês, já se tinha sentido o desapontamento na Turquia, quando o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, não foi convidado para a celebração do 50.º aniversário do Tratado de Roma, planeado para o dia 25 de Março em Berlim.
Numa declaração escrita, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Levent Bilman, disse que se a Alemanha tivesse convidado todos os candidatos para participarem nas actividades do aniversário, teria sido um acto "significativo para mostrar a integridade da família Europeia.”
O embaixador da Alemanha na Turquia, Eckart Cuntz, disse que nenhum dos países candidatos foi convidado para a cerimónia, e que só líderes de Estado e de Governo dos países membros da União Europeia iriam participar.
No princípio deste mês, já se tinha sentido o desapontamento na Turquia, quando o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, não foi convidado para a celebração do 50.º aniversário do Tratado de Roma, planeado para o dia 25 de Março em Berlim.
18 março 2007
A plataforma Abant abordou o alevismo
A 13.ª Plataforma Abant, uma conferência onde intelectuais de diferentes áreas se reunem para encontrar um consenso relativamente a assuntos nacionais e internacionais, teve lugar no passado fim-de-semana para abordar vários aspectos do alevismo.
A plataforma, que acredita que os assuntos relativos à identidade na Turquia se encontram estanques devido a falta de informação e confusão, discutiu o alevismo em todas as suas vertentes. O alevismo é um ramo xiita do islamismo, praticado maioritariamente na Turquia.
O tema do encontro, "Dimensões Históricas, Culturais, Etnográficas e Contemporâneas do Alevismo", juntou intelectuais peritos nessas temáticas, representantes da Associação Alevi-Bektaşi (uma sub-seita do alevismo), assim como membros do Governo, tanto da Turquia como da Europa.
Foram abordados aspectos históricos, teológicos e sócio-culturais do alevismo, assim como as suas problemáticas actuais.
A plataforma, deu aos representantes alevitas a possibilidade de ouvir as necessidades e preocupações da comunidade alevita, e espera facilitar a avaliação e o início da abordagem destes temas. De igual modo, deu ênfase à necessidade de recursos informativos, analíticos e intelectuais para o diálogo entre diferentes grupos de fé, em conjunto com iniciativas que promovam empatia e compreensão.
A plataforma, que acredita que os assuntos relativos à identidade na Turquia se encontram estanques devido a falta de informação e confusão, discutiu o alevismo em todas as suas vertentes. O alevismo é um ramo xiita do islamismo, praticado maioritariamente na Turquia.
O tema do encontro, "Dimensões Históricas, Culturais, Etnográficas e Contemporâneas do Alevismo", juntou intelectuais peritos nessas temáticas, representantes da Associação Alevi-Bektaşi (uma sub-seita do alevismo), assim como membros do Governo, tanto da Turquia como da Europa.
Foram abordados aspectos históricos, teológicos e sócio-culturais do alevismo, assim como as suas problemáticas actuais.
A plataforma, deu aos representantes alevitas a possibilidade de ouvir as necessidades e preocupações da comunidade alevita, e espera facilitar a avaliação e o início da abordagem destes temas. De igual modo, deu ênfase à necessidade de recursos informativos, analíticos e intelectuais para o diálogo entre diferentes grupos de fé, em conjunto com iniciativas que promovam empatia e compreensão.
12 março 2007
Sector da saúde em protesto
Cerca de 10 000 profissionais de saúde reuniram-se ontem em Ancara, em protesto contra as políticas do Governo relativas à saúde.
Integraram a manifestação representantes de vários sindicativos ligados à saúde, estudantes de medicina e representantes de clínicas locais. Empunharam cartazes onde se podia ler “saúde é direito”, “criem um orçamento para a saúde e não para o Fundo Monetário Internacional” e “FMI faz mal à saúde”.
A polícia adoptou intensas medidas de segurança durante a marcha de protesto, mas ocorreram pequenos incidentes.
Gençay Gürsoy, presidente do Sindicato dos Médicos Turcos, apelou aos cidadãos para não se deslocarem aos hospitais no dia 14 de Março, dia da Medicina. Disse também que iriam manifestar-se na quarta-feira pelo direito público à saúde e pelos direitos dos profissionais de saúde. No entanto, estará assegurado o atendimento de todos os casos urgentes.
Relativamente à lei dos médicos estrangeiros, teceu críticas às declarações feitas pelo primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, que disse acreditar na necessidade de uma lei para os médicos estrangeiros. Por outro lado, elogiou o veto de alguns artigos por parte do presidente da República, incluindo os relativos à questão dos médicos estrangeiros.
Na semana passada, a Comissão Parlamentar para a Saúde revelou que iria proceder à alteração da lei que permitia aos médicos estrangeiros trabalharem na Turquia, acrescentando que a comissão foi persuadida pelos argumentos avançados pelo presidente Ahmet Necdet Sezer quando vetou essa lei.
A lei relativa aos médicos estrangeiros, entretanto vetada pelo presidente da República, caso fosse promulgada, iria permitir que os médicos estrangeiros pudessem trabalhar livremente na Turquia.
Integraram a manifestação representantes de vários sindicativos ligados à saúde, estudantes de medicina e representantes de clínicas locais. Empunharam cartazes onde se podia ler “saúde é direito”, “criem um orçamento para a saúde e não para o Fundo Monetário Internacional” e “FMI faz mal à saúde”.
A polícia adoptou intensas medidas de segurança durante a marcha de protesto, mas ocorreram pequenos incidentes.
Gençay Gürsoy, presidente do Sindicato dos Médicos Turcos, apelou aos cidadãos para não se deslocarem aos hospitais no dia 14 de Março, dia da Medicina. Disse também que iriam manifestar-se na quarta-feira pelo direito público à saúde e pelos direitos dos profissionais de saúde. No entanto, estará assegurado o atendimento de todos os casos urgentes.
Relativamente à lei dos médicos estrangeiros, teceu críticas às declarações feitas pelo primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, que disse acreditar na necessidade de uma lei para os médicos estrangeiros. Por outro lado, elogiou o veto de alguns artigos por parte do presidente da República, incluindo os relativos à questão dos médicos estrangeiros.
Na semana passada, a Comissão Parlamentar para a Saúde revelou que iria proceder à alteração da lei que permitia aos médicos estrangeiros trabalharem na Turquia, acrescentando que a comissão foi persuadida pelos argumentos avançados pelo presidente Ahmet Necdet Sezer quando vetou essa lei.
A lei relativa aos médicos estrangeiros, entretanto vetada pelo presidente da República, caso fosse promulgada, iria permitir que os médicos estrangeiros pudessem trabalhar livremente na Turquia.
Foi interdito o bloqueio ao site "YouTube"
Na passada quarta-feira foi interdito na Turquia, por decisão do tribunal, o acesso ao site "YouTube", em virtude de estar a circular nesse site um vídeo que alegadamente denegria a imagem de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da Turquia moderna. Na sexta-feira, o tribunal cancelou a decisão, e foi reposto o acesso ao site depois do vídeo ter sido retirado de circulação.
A Türk Telekom, a principal fornecedora de internet na Turquia, bloqueou o acesso ao "YouTube", depois de ter recebido uma ordem do tribunal nesse sentido. Essa decisão surgiu na sequência da publicação de notícias na imprensa nacional, relativas a um vídeo posto a circular no site por um utilizador grego, e que alegadamente insultava o fundador da República turca, Mustafa Kemal Atatürk.
Atatürk, que proclamou a Turquia moderna em 1923, é visto como um herói nacional pelos Turcos seculares, e o seu legado está protegido por uma lei especial.
Nesse mesmo dia, o mesmo tribunal ordenou, depois de uma petição da Türk Telekom, que cancelaria a proibição se o vídeo fosse removido do site "YouTube".
A medida, de cancelamento do acesso ao site "YouTube" na Turquia, foi severamente criticada pela imprensa e pelo público em geral.
O site "YouTube" retirou o vídeo depois de ter recebido milhares de mensagens electrónicas com protestos de cidadãos turcos.
O vídeo causador da polémica surgiu no âmbito de uma "batalha" entre Turcos e Gregos que acontecia desde o início do ano nesse site da internet, com ambas as partes a colocarem vídeos e comentários insultuosos.
A Türk Telekom, a principal fornecedora de internet na Turquia, bloqueou o acesso ao "YouTube", depois de ter recebido uma ordem do tribunal nesse sentido. Essa decisão surgiu na sequência da publicação de notícias na imprensa nacional, relativas a um vídeo posto a circular no site por um utilizador grego, e que alegadamente insultava o fundador da República turca, Mustafa Kemal Atatürk.
Atatürk, que proclamou a Turquia moderna em 1923, é visto como um herói nacional pelos Turcos seculares, e o seu legado está protegido por uma lei especial.
Nesse mesmo dia, o mesmo tribunal ordenou, depois de uma petição da Türk Telekom, que cancelaria a proibição se o vídeo fosse removido do site "YouTube".
A medida, de cancelamento do acesso ao site "YouTube" na Turquia, foi severamente criticada pela imprensa e pelo público em geral.
O site "YouTube" retirou o vídeo depois de ter recebido milhares de mensagens electrónicas com protestos de cidadãos turcos.
O vídeo causador da polémica surgiu no âmbito de uma "batalha" entre Turcos e Gregos que acontecia desde o início do ano nesse site da internet, com ambas as partes a colocarem vídeos e comentários insultuosos.
03 março 2007
Protestos no 10.º aniversário do "golpe pós-moderno"
Esta semana a Turquia lembrou o 10.º aniversário do seu "golpe pós-moderno", quando o Exército forçou o Governo da altura a abandonar o poder por o considerarem demasiado islâmico.
Muitas pessoas concentraram-se na Praça Beyazıt na região de Eminönü, em Istambul, na quarta-feira, para protestarem contra o processo que levou à demissão do 10.º Governo turco, e para pedirem o julgamento dos responsáveis. A concentração foi organizada pela Associação de Direitos Humanos e Solidariedade para Pessoas Oprimidas (MAZLUM-DER). O porta-voz do grupo, ligado à defesa dos direitos religiosos, descreveu o golpe como uma guerra total contra o povo turco, dizendo ter-se tratado de "um ataque contra os direitos e liberdades”.
Em 28 de Fevereiro de 1997, o Exército ocupou o Conselho Nacional de Segurança e remeteu uma lista de pedidos ao primeiro-ministro Necmettin Erbakan, que tinha irritado os secularistas com o convite de sheiks religiosos para a sua residência e com o estreitamento de relações com a Líbia e o Irão. Poucos meses depois Erbakan e o seu Governo abandonaram o poder sob pressão militar e presidencial.
Entre os pedidos remetidos ao Governo, constava a supressão do uso do véu islâmico nas universidades, que já estava em vigor na altura mas raramente imposto, e variadas restrições nas escolas secundárias vocacionadas para a formação de imames.
Sibel Kodakoğlu, que foi demitida da Universidade Boğaziçi depois da supressão do uso do véu islâmico em 1998, revelou que “naquela altura crianças e jovens, que deviam estar a ouvir os professores nas aulas, eram levados para a prisão”.
Muitas pessoas concentraram-se na Praça Beyazıt na região de Eminönü, em Istambul, na quarta-feira, para protestarem contra o processo que levou à demissão do 10.º Governo turco, e para pedirem o julgamento dos responsáveis. A concentração foi organizada pela Associação de Direitos Humanos e Solidariedade para Pessoas Oprimidas (MAZLUM-DER). O porta-voz do grupo, ligado à defesa dos direitos religiosos, descreveu o golpe como uma guerra total contra o povo turco, dizendo ter-se tratado de "um ataque contra os direitos e liberdades”.
Em 28 de Fevereiro de 1997, o Exército ocupou o Conselho Nacional de Segurança e remeteu uma lista de pedidos ao primeiro-ministro Necmettin Erbakan, que tinha irritado os secularistas com o convite de sheiks religiosos para a sua residência e com o estreitamento de relações com a Líbia e o Irão. Poucos meses depois Erbakan e o seu Governo abandonaram o poder sob pressão militar e presidencial.
Entre os pedidos remetidos ao Governo, constava a supressão do uso do véu islâmico nas universidades, que já estava em vigor na altura mas raramente imposto, e variadas restrições nas escolas secundárias vocacionadas para a formação de imames.
Sibel Kodakoğlu, que foi demitida da Universidade Boğaziçi depois da supressão do uso do véu islâmico em 1998, revelou que “naquela altura crianças e jovens, que deviam estar a ouvir os professores nas aulas, eram levados para a prisão”.
24 fevereiro 2007
Foi preso o político curdo Hilmi Aydoğdu
O político curdo Hilmi Aydoğdu foi preso na sexta-feira por ter declarado que os Curdos da Turquia insurgir-se-ão contra o Estado, se a Turquia atacar a população curda que vive em Kirkuk, no norte do Iraque.
A polícia deteve Hilmi Aydoğdu, líder da delegação de Diyarbakır do Partido (pró-curdo) da Sociedade Democrática (DTP), quando este abandonava uma conferência. O gabinete da Procuradoria em Diyarbakır, no sudeste da Turquia, delegou o caso para o tribunal da cidade, onde o juíz decretou a prisão por "incitamento ao ódio e hostilidade", um crime punível com pena de prisão até três anos, de acordo com o Código Penal turco. Os advogados de Aydoğdu apelaram ao tribunal para a sua libertação imediata. Também a Associação dos Direitos Humanos (İHD) disse que esta prisão era "inaceitável" e um ataque à liberdade de expressão.
Em declarações publicadas em vários jornais turcos, Aydoğdu avisou a Turquia relativamente à adopção de qualquer medida contra a cidade de Kirkuk. A Turquia tem combatido a violência separatista do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) há mais de duas décadas e expressou preocupação de que os grupos curdos do Iraque pudessem controlar essa cidade e incorporá-la na região que dominam. Houve até quem sugerisse que Ancara devia organizar uma operação militar para prevenir esse facto. “As duas partes desta guerra seriam a Turquia e os Curdos no Iraque. Existem cerca de 20 milhões de Curdos na Turquia, e os 20 milhões de Curdos iriam olhar para essa guerra como um ataque contra eles.” Os jornais citaram estas declarações de Aydoğdu.
A Turquia está preocupada que os Curdos do Iraque queiram usar os dividendos do petróleo de Kirkuk para sua independência, facto que encorajaria o PKK na Turquia, que luta pela autonomia curda desde 1984, conflito onde já perderam a vida cerca de 37 000 pessoas.
A Turquia não parou as incursões militares no Iraque para deter membros do PKK, apesar dos avisos de Washington que receia que essas acções possam criar tensões com os grupos curdos do Iraque que têm sido aliados importantes dos Estados Unidos.
As autoridades turcas acusam frequentemente o DTP de ter ligações com o PKK, listado como organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
A polícia deteve Hilmi Aydoğdu, líder da delegação de Diyarbakır do Partido (pró-curdo) da Sociedade Democrática (DTP), quando este abandonava uma conferência. O gabinete da Procuradoria em Diyarbakır, no sudeste da Turquia, delegou o caso para o tribunal da cidade, onde o juíz decretou a prisão por "incitamento ao ódio e hostilidade", um crime punível com pena de prisão até três anos, de acordo com o Código Penal turco. Os advogados de Aydoğdu apelaram ao tribunal para a sua libertação imediata. Também a Associação dos Direitos Humanos (İHD) disse que esta prisão era "inaceitável" e um ataque à liberdade de expressão.
Em declarações publicadas em vários jornais turcos, Aydoğdu avisou a Turquia relativamente à adopção de qualquer medida contra a cidade de Kirkuk. A Turquia tem combatido a violência separatista do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) há mais de duas décadas e expressou preocupação de que os grupos curdos do Iraque pudessem controlar essa cidade e incorporá-la na região que dominam. Houve até quem sugerisse que Ancara devia organizar uma operação militar para prevenir esse facto. “As duas partes desta guerra seriam a Turquia e os Curdos no Iraque. Existem cerca de 20 milhões de Curdos na Turquia, e os 20 milhões de Curdos iriam olhar para essa guerra como um ataque contra eles.” Os jornais citaram estas declarações de Aydoğdu.
A Turquia está preocupada que os Curdos do Iraque queiram usar os dividendos do petróleo de Kirkuk para sua independência, facto que encorajaria o PKK na Turquia, que luta pela autonomia curda desde 1984, conflito onde já perderam a vida cerca de 37 000 pessoas.
A Turquia não parou as incursões militares no Iraque para deter membros do PKK, apesar dos avisos de Washington que receia que essas acções possam criar tensões com os grupos curdos do Iraque que têm sido aliados importantes dos Estados Unidos.
As autoridades turcas acusam frequentemente o DTP de ter ligações com o PKK, listado como organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Europeia.
20 fevereiro 2007
Escritor curdo Mehmet Uzun foi homenageado em Istambul

Dezasseis escritores e editores da Suécia, Noruega e Turquia, prestaram tributo ao escritor curdo Mehmet Uzun com uma conferência na Universidade Bilgi, em Istambul.
Mehmet Uzun, que é Curdo mas cidadão turco, passou 15 anos no exílio, na Suécia, onde iniciou a sua longa caminhada para a criação de uma tradição literária curda.
Durante esta conferência, que durou um dia, os oradores apontaram os problemas enfrentados pelos autores que tiveram de deixar as suas culturas e países, e destacaram o estatuto de Mehmet Uzun, como o mais importante escritor da literatura moderna curda.
O escritor Eugene Schoulgin, que foi presidente do comité internacional dos escritores presos entre 2000 e 2004, abordou as dificuldades de se ser escritor no exílio e de se ter memórias de um país natal, ao mesmo tempo que se tenta adaptar a um país novo. Schoulgin concluiu: “Para Mehmet Uzun, eu penso que a sua vida no exílio lhe deu tanto quanto lhe tirou, mas ele é a prova viva de que nada pode impedir um verdadeiro escritor de criar, desde que continue a lutar contra as barricadas, que tanto podem ser criadas por poderes intelectualmente inferiores, ou pela sua própria mente misteriosa.”
Mehmet Uzun falou no final da conferência, dizendo que não estava acostumado a presidir a encontros deste género, porque no passado as suas palavras e obras tinham sido discutidas em esquadras de polícia, gabinetes de advogados e tribunais. Destacou que escreveu sempre sobre “o vencido e o oprimido”.
Durante os 15 anos de exílio na Suécia, Uzun escreveu muitos romances e ensaios em Curdo, Turco e Sueco, mas quando os seus trabalhos começaram a ser publicados na Turquia, as autoridades turcas abriram casos na justiça contra ele. Mehmet Uzun foi absolvido de todas as acusações.
Na passada Primavera foi-lhe diagnosticado cancro, e os médicos que o acompanhavam não lhe deram mais esperanças. Contudo, quando voltou à Turquia de avião e numa maca por estar demasiado fraco, continuou o tratamento em Diyarbakır, no sudeste da Turquia, e começou a melhorar. Ele próprio apelida a sua recuperação de “milagrosa”, e realçou o facto de estar "determinado a continuar a escrever sobre os vencidos e oprimidos”.
Uzun tem estado a trabalhar num romance baseado na vida de Erich Auerbach. Antes de lhe ter sido diagnosticado cancro, revelou que tinha completado a fase preliminar do trabalho e que iria começar a escrever o livro. Auerbach, um filólogo judeu, escapou à Alemanha nazi e passou anos a ensinar na Universidade de Istambul. O seu livro mais conhecido, "Mimesis", analisa a representação da realidade na literatura ocidental. Ao longo da sua jornada tem chamado a atenção múltiplas vezes para a importância de um escritor ser livre de ideologias, governos e pontos de vista oficiais. Nesse contexto, Uzun disse que “para a salvação do homem e da humanidade, têm de existir condições de justiça, perdão, consciência, igualdade e liberdade.” Destacou igualmente que um escritor tem de confiar nesses valores.
No fim da conferência, Uzun recebeu uma grande ovação e depois autografou livros e posou para os fotógrafos.

Da vasta audiência presente nesta conferência, fizeram parte várias figuras ligadas à literatura, como escritores e académicos, de entre os quais o grande escritor turco Yaşar Kemal e a sua esposa Ayşe Semiha. Uzun chama a Kemal, que foi várias vezes nomeado para o prémio Nobel da Literatura, o seu pai espiritual. Ele próprio também já foi nomeado para o prémio Nobel da Literatura.
A conferência foi patrocinada pelo Departamento de Literatura Comparada da Universidade Bilgi e pelo Comité Sueco Mehmet Uzun, com o apoio do Consulado Geral Sueco em Istambul.
O assunto da sessão da manhã foi “escrever numa linguagem pautada por obstáculos”. Também foram analisados exemplos e contributos das obras de Mehmet Uzun, no âmbito da relação entre a linguagem e a literatura. A segunda sessão começou com a questão: “O que aconteceu ao contador de histórias?”. Foi focada a atenção nas tradições da literatura oral e no contador de histórias como o personagem básico nos romances de Uzun. Os oradores da conferência foram Eugene Schoulgin, Thorvald Steen, Necmiye Alpay, Seyhmus Diken, Asli Erdoğan, Muhsin Kizilkaya, Bjorn Linnell, Per Erik Ljung, Azar Mahloujian, Jonas Modig, Maria Modig, Jale Parla, Gellert Tamas, Belim Temo, A. Omer Turkes e Ragip Zarakolu.
17 fevereiro 2007
Está confirmada gripe das aves em três aldeias do sudeste da Turquia
A gripe das aves continua a avançar no sudeste da Turquia, com a confirmação do vírus em três aldeias, perto das cidades de Diyarbakır e Batman. Após a confirmação da presença do vírus foram abatidas 340 aves.
Após a morte suspeita de vários animais em duas aldeias do sudeste da Turquia, Kocalar e Akoba, foram realizadas análises a várias aves, e os habitantes dessas aldeias foram imediatamente colocados em quarentena.
As autoridades dizem que foram tomadas todas as precauções necessárias, e que as aldeias estão a ser desinfectadas por várias equipas.
Uma mulher de 67 anos, suspeita de ter contraído o vírus da gripe das aves, está também a ser acompanhada. Esta mulher, residente na aldeia de Doluca na província de Batman, sentiu-se doente há uma semana e deu entrada no hospital na passada quarta-feira. A aldeia desta mulher fica situada perto da aldeia de Esentepe, uma das três aldeias onde as autoridades confirmaram a presença do vírus H5N1. A área em redor das três aldeias foi colocada em quarentena e foi iniciado o abate de animais, assim como a realização de análises aos habitantes dessas aldeias. Foram hospitalizadas sete outras pessoas que recearam ter contraído o vírus, mas tiveram alta rapidamente, uma vez que os resultados dos seus testes foram negativos. Entretanto, ocorreu na província de Konya outro caso suspeito de gripe das aves, onde um homem que apanhou um pato e o comeu em casa com os seus filhos foi para o hospital com febre alta e sintomas semelhantes aos da gripe das aves. Contudo, os resultados dos testes realizados a este homem ainda não confirmaram tratar-se de um caso de gripe das aves.
Após a morte suspeita de vários animais em duas aldeias do sudeste da Turquia, Kocalar e Akoba, foram realizadas análises a várias aves, e os habitantes dessas aldeias foram imediatamente colocados em quarentena.
As autoridades dizem que foram tomadas todas as precauções necessárias, e que as aldeias estão a ser desinfectadas por várias equipas.
Uma mulher de 67 anos, suspeita de ter contraído o vírus da gripe das aves, está também a ser acompanhada. Esta mulher, residente na aldeia de Doluca na província de Batman, sentiu-se doente há uma semana e deu entrada no hospital na passada quarta-feira. A aldeia desta mulher fica situada perto da aldeia de Esentepe, uma das três aldeias onde as autoridades confirmaram a presença do vírus H5N1. A área em redor das três aldeias foi colocada em quarentena e foi iniciado o abate de animais, assim como a realização de análises aos habitantes dessas aldeias. Foram hospitalizadas sete outras pessoas que recearam ter contraído o vírus, mas tiveram alta rapidamente, uma vez que os resultados dos seus testes foram negativos. Entretanto, ocorreu na província de Konya outro caso suspeito de gripe das aves, onde um homem que apanhou um pato e o comeu em casa com os seus filhos foi para o hospital com febre alta e sintomas semelhantes aos da gripe das aves. Contudo, os resultados dos testes realizados a este homem ainda não confirmaram tratar-se de um caso de gripe das aves.
12 fevereiro 2007
Começou a "Operação Şafak" contra o PKK
As Forças Armadas turcas iniciaram a "Operação Şafak", contra o PKK. Esta operação começou hoje no sudeste do país, mais concretamente na cidade de Tunceli, assim como nas suas imediações.As forças militares estão a usar helicópteros Sikorsky e estão a realizar escutas telefónicas aos elementos do PKK, especialmente entre os elementos que estão fora de Tunceli e os que estão no norte do Iraque.
Os bombardeamentos começaram esta manhã nos vales de Apanos e Kutu, com forças militares especialmente treinadas para as condições especiais de Inverno a lutarem no terreno.
A neve, nesta região, chega a atingir os dois metros de altura.
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