google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

17 abril 2026

Turquia estará a avaliar concessão de auto-estradas e pontes a empresa portuguesa

A Turquia tem vindo a intensificar esforços para captar investidores numa ampla operação de privatização de auto-estradas e pontes estatais, incluindo as emblemáticas travessias do Bósforo, em Istambul. Nas últimas semanas, uma delegação governamental manteve conversações com uma empresa portuguesa, segundo avançou a Reuters.  

Representantes do conselho de privatização, acompanhados pela consultora Ernst & Young — contratada para supervisionar o processo — reuniram-se com potenciais investidores, numa altura em que Ancara avalia a possibilidade de conceder direitos de exploração sobre infraestruturas estratégicas de transporte, em vez de proceder a vendas diretas.  

Na quinta-feira, uma delegação turca encontrou-se com dirigentes da Brisa, maior operadora de auto-estradas em Portugal, para discutir o processo previsto, revelou à Reuters uma fonte próxima da reunião. Entre os ativos em análise estão a Ponte dos Mártires de 15 de Julho e a Ponte Fatih Sultan Mehmet, duas travessias fundamentais do Bósforo que condensam parte significativa do tráfego diário entre a Europa e a Ásia.  

O ministro dos Transportes, Abdulkadir Uraloğlu, declarou no mês passado que o governo não pretende realizar vendas diretas, mas sim lançar concursos para concessões, permitindo que empresas privadas operem estas infraestruturas por períodos definidos. Também o ministro das Finanças e do Tesouro, Mehmet Şimşek, rejeitou rumores de uma privatização total das pontes, sublinhando que não foi aprovado qualquer novo passo nesse sentido.  

Dados oficiais da Direção-Geral de Estradas da Turquia indicam que, em 2025, a Ponte Fatih Sultan Mehmet registou cerca de 239 mil veículos por dia, enquanto a Ponte dos Mártires de 15 de Julho contabilizou aproximadamente 185 mil travessias diárias. No conjunto da rede, foram registadas 1,1 mil milhões de passagens de veículos nesse ano. Destas, 586 milhões ocorreram em vias geridas pelo Estado, enquanto as construídas em regime de parceria público-privada representaram 536 milhões.  

As receitas provenientes destas travessias ascenderam a 1,88 mil milhões de liras (43,17 milhões de dólares), segundo dados do Tesouro.  

(Fonte: Türkiye Today)

02 março 2026

Texhibition: Feira Internacional de Têxteis conecta a Turquia ao mundo

A feira internacional de têxteis e acessórios regressa a Istambul entre os dias 4 e 6 de março, com mais de 500 expositores, num encontro que pretende cruzar inovação, sustentabilidade e novas oportunidades de negócio.


Organizada pela İTKİB Fairs, em nome da Associação de Exportadores Têxteis de Istambul (İTHİB), a Texhibition realiza a sua 9.ª edição no Centro de Exposições de Istambul, reunindo a indústria têxtil turca e os mercados internacionais, com um foco orientado para a exportação.

"A Texhibition tornou-se uma ponte que transporta o poder de produção, a visão de sustentabilidade e a mentalidade inovadora da Turquia para o mundo. E essa ponte está a expandir-se", afirma Fatih Bilici, vice-presidente da İTHİB e presidente do comité da feira.

Esta edição junta mais de 500 expositores e conta receber mais de 25.000 visitantes, incluindo produtores de vestuário, representantes de marcas, retalhistas, plataformas de vendas online, importadores, distribuidores e designers provenientes da União Europeia, Reino Unido, EUA, Norte de África e Médio Oriente.

A organização sublinha o papel do evento na criação de parcerias estratégicas e na identificação de tendências emergentes, dando destaque à sustentabilidade e inovação. "De soluções avançadas de impressão digital a fibras recicladas e processos de produção ambientalmente responsáveis, a feira mostra como a indústria têxtil da Turquia está a alinhar-se ativamente com as tendências de transformação digital", refere a organização da Texhibition.

O certame apresenta um ecossistema variado de produtos, incluindo tecidos, malhas, fios, bordados, acessórios, denim e couro artificial. Entre os expositores estão empresas como Altın Yıldız, Arıkan, Btd Tekstil, Can Tekstil, İskur Boya, Kipaş, Marsala, Mem Textile, Yünsa e Zorluteks, que vão apresentar os seus mais recentes desenvolvimentos.

A programação integra áreas temáticas dedicadas à sustentabilidade, inovação e design. A zona Blue Black Texhibition destaca os avanços no denim sustentável e em tecnologias emergentes, enquanto a Área de Tendências e o Centro de Inovação apresentam materiais avançados, fibras biotecnológicas e soluções baseadas em inteligência artificial. O ReValue Stock Hub promove ainda a reutilização de excedentes têxteis como estratégia de economia circular.

Segundo dados divulgados pela organização da feira, a Turquia mantém uma posição relevante no comércio têxtil global, com cerca de 26 mil milhões de dólares (aproximadamente 22 mil milhões de euros) em exportações combinadas de têxteis e vestuário em 2025 e um volume de produção superior a 73 mil milhões de dólares. As exportações de têxteis e matérias-primas mantiveram um ritmo estável, atingindo 11,4 mil milhões de dólares em 2025, representando 4,2% das exportações do país.

"A Texhibition Istanbul evoluiu para se tornar um ponto de encontro estratégico para a comunidade têxtil internacional. Cada edição reforça a ligação entre a excelência da produção turca e a procura global, enquanto destaca o compromisso do setor com a inovação, a sustentabilidade e a criação de valor a longo prazo. A feira desempenha um papel vital no reforço da posição da Turquia na cadeia de aprovisionamento global e na definição da direção futura da indústria", declara Ahmet Öksüz, presidente da İTHİB.

A edição de março de 2025 recebeu mais de 22 mil visitantes de 106 países. Entre os 6.000 visitantes internacionais, 41,3% foram originários da Europa, destacando-se como a região com a maior representação.

(Fonte: Portugal Têxtil)

12 janeiro 2026

PME turca desenvolve dispositivo de comunicação e desafia investidores


A empresa tem uma solução de partilha de localização e de mensagens sem depender da internet ou da infraestrutura GSM. Chama-se Mona, está disponível para demonstração e precisa de investidores.

A empresa da Turquia propôs-se a construir um ecossistema tecnológico de última geração centrado em inovação, design e comunicação independente, uma solução que permite aos utilizadores a partilha de localização e de mensagens sem depender de internet ou de infraestrutura GSM, mesmo no meio da natureza.

O Nona, assim se designa, é um dispositivo de comunicação de alto desempenho, independente da rede elétrica, projetado para ambientes onde a infraestrutura GSM e de internet está indisponível ou comprometida como, por exemplo, em desastres naturais, ou terrenos montanhosos.

O que acontece é que o Mona cria a sua própria rede descentralizada usando a tecnologia LoRa (Long Range) combinada com um algoritmo Mesh proprietário. Desta forma, conecta-se aos smartphones dos utilizadores via BLE (Bluetooth Low Energy), permitindo o envio de mensagens de texto criptografadas, localizações GPS e dados de identificação médica através do aplicativo móvel, sem a necessidade de um cartão SIM.

O sistema alcança até 10 km de comunicação em linha reta por nó e através do algoritmo Mesh multi-hop, e cada dispositivo Mona atua como um repetidor, estendendo teoricamente a cobertura da rede para mais de 100 km sem qualquer infraestrutura central.

Neste momento, o dispositivo, que de acordo com o fabricante oferece uma solução de comunicação permanente a aproximadamente 1/20 do custo de telefones via satélite, sem taxas de assinatura recorrentes, está disponível para demonstração e o pedido de direitos de propriedade intelectual já foi oficialmente protocolado junto ao Escritório Turco de Patentes e Marcas (TURKPATENT) e aguarda o resultado.

Entretanto, a empresa procura um investidor industrial para apoiar o crescimento estruturado e a industrialização desta solução de integração de hardware avançado. Do potencial investidor, espera que este forneça recursos financeiros para expandir a capacidade produtiva, aprimorar a eficiência da manufatura e fortalecer os processos de compras e da cadeia de abastecimento.

O parceiro ideal contribuirá com expertise no setor, conhecimento operacional e orientação estratégica para apoiar a otimização de processos, a garantia da qualidade e a padronização, em linha com as melhores práticas industriais. Além do investimento de capital, espera-se que o parceiro facilite o acesso a redes industriais, apoie o posicionamento de mercado e contribua para o desenvolvimento de modelos sustentáveis ​​de produção e vendas. A parceria visa acelerar a entrada em novos mercados nacionais e internacionais, apoiar a expansão do portefólio de produtos e viabilizar o planeamento de capacidade a longo prazo.

(Fonte: LinktoLeaders)

08 janeiro 2026

Turquia acelera transição verde e digital


A Associação de Exportadores de Vestuário de Istambul lançou um programa anual para equipar os produtores turcos para as exigências globais de rastreabilidade, produção de baixo carbono e transformação digital, a partir de 2026.

A iniciativa de 12 meses, a cargo da Associação de Exportadores de Vestuário de Istambul (İHKİB), visa reforçar a competitividade do setor do vestuário turco no aprovisionamento global, em resposta aos requisitos internacionais em matéria de sustentabilidade, rastreabilidade e digitalização, avança a Modaes.

O projeto, intitulado “Twin Transition in the Apparel Supply Chain”, é apoiado pela Agência de Desenvolvimento de Istambul (ISTKA) no âmbito do Programa de Apoio Financeiro à Transição Dupla 2025.

Segundo Mustafa Paşahan, vice-presidente da İHKİB, "o setor têxtil da Turquia tem sido um pilar estratégico da nossa economia de exportação. Com este projeto, procuramos reforçar as vantagens existentes do setor, acelerando a transformação verde e digital, e construir capacidades sustentáveis a longo prazo na nossa cadeia de aprovisionamento".

O projeto prevê a expansão do atual Centro de Transformação Digital da İHKİB para um modelo integrado de Serviço de Transformação Digital e Verde, que disponibilizará avaliações operacionais e de maturidade sustentável, planos de ação, orientação técnica e aconselhamento aos produtores. Estão igualmente previstos seminários online, bem como apoio no acesso a financiamento e consultoria para empresas interessadas em fundos europeus e nacionais.

Supervisionado pela İHKİB e implementado em colaboração com a Assembleia de Exportadores Turcos, o programa envolve mais de vinte empresas e conta com a participação de instituições e representantes de marcas globais. Entre as ações previstas está a criação de um Conselho de Transição Dupla, com o objetivo de alinhar o setor às expectativas do mercado e promover estratégias de transformação transversal.

De acordo com o Just Style, em setembro do ano passado, a İHKİB garantiu 37 milhões de euros em financiamento da UE para impulsionar a dupla transição no setor da moda turco.

O projeto culminará numa conferência internacional, "Türkiye in the Twin Transition of the Apparel Supply Chain”, na qual será apresentado o progresso da indústria turca nas áreas da sustentabilidade e da digitalização.

(Fonte:Portugal Têxtil)

12 dezembro 2025

Turquia acolhe novo programa para resíduos têxteis


A Global Fashion Agenda lançou a Circular Fashion Partnership: Türkiye, uma nova iniciativa destinada a acelerar a implementação de um sistema têxtil circular na Turquia, com foco na recolha e reciclagem de resíduos têxteis pós-industriais.

A apresentação do projeto, que é financiado pela H&M Foundation, decorreu durante o Sustainability Talks Istanbul e contou com a participação da parceira nacional Rematters, bem como dos parceiros de implementação Reverse Resources, Closed Loop Fashion e Circle Economy Foundation.

Com arranque previsto para o início de 2026, o programa pretende implementar sistemas de gestão de resíduos nas unidades produtivas, reforçar a rastreabilidade através de ferramentas digitais e estabelecer ligações diretas entre fabricantes e recicladores, promovendo a valorização do desperdício têxtil pós-industrial, revela, em comunicado, a Global Fashion Agenda (GFA). A iniciativa vai igualmente apoiar as empresas na adaptação a novos enquadramentos legislativos e dinamizar a cooperação nacional para uma transformação estrutural.

Segundo a GFA, a Turquia, sendo um dos principais centros de produção de vestuário a nível mundial, apresenta condições privilegiadas para escalar a reciclagem fibra-a-fibra, beneficiando de uma indústria verticalmente integrada, da proximidade ao mercado europeu e da crescente pressão regulatória em torno da redução de resíduos e emissões.

"A Turquia representa uma oportunidade crucial para acelerar a circularidade em larga escala», sublinha Federica Marchionni, CEO da Global Fashion Agenda. "Com a Circular Fashion Partnership: Türkiye, pretendemos promover a colaboração local e desbloquear inovação que possa servir de modelo para a reciclagem têxtil-para-têxtil a nível global. Estas parcerias permitem criar sistemas escaláveis que não só respondem ao desafio dos resíduos têxteis, como também contribuem para as metas climáticas, para o alinhamento regulatório e para a competitividade a longo prazo", acrescenta.

A Circular Fashion Partnership: Türkiye vai apoiar o setor no desenvolvimento de modelos replicáveis de segregação de resíduos, reciclagem têxtil-para-têxtil e rotas nacionais de recuperação, diminuindo a dependência de matérias-primas virgens e o envio para aterro. Este programa vai expandir um modelo já aplicado no Bangladesh, Camboja e Indonésia. Em conjunto, estas iniciativas permitiram rastrear digitalmente mais de 21.000 toneladas de resíduos têxteis e conectar mais de 100 fábricas e 20 marcas internacionais a recicladores locais. Na Turquia, o programa será desenvolvido e gerido por parceiros locais, adaptado às necessidades do país e sustentado pelas melhores práticas recolhidas nas outras regiões.

Ao longo de 2026, a Circular Fashion Partnership: Türkiye irá mobilizar a indústria turca através de várias ações, incluindo avaliações presenciais de gestão de resíduos, formação técnica com recurso ao modelo Train-the-Trainer, sessões de pitching e matchmaking para soluções de reciclagem, além de mesas-redondas e diálogos políticos com os principais intervenientes nacionais.

"Este é um passo vital na nossa missão de apoiar uma transição justa e circular", conclui Federica Marchionni.

(Fonte: Portugal Têxtil)

30 novembro 2025

Associação Cultural Proeza Altruista em formação Erasmus+ na Turquia

A Associação Cultural Proeza Altruista, com sede na Madeira, proporcionou a cinco dos seus colaboradores a oportunidade de realizar uma formação internacional na Pixie Academy, em Dalaman, Turquia. Esta foi uma iniciativa inserida no programa Erasmus+ de Educação de Adultos, financiado pela União Europeia.

A formação decorreu entre os dias 16 a 22 de Novembro, num total de 7 dias de formação intensiva, no âmbito do projecto 'Proeza melhora a saúde mental'.

Segundo nota à imprensa, esta mobilidade teve como principal objectivo "desenvolver competências nos participantes na área da saúde mental e da resiliência, dotando-os de ferramentas práticas para melhor compreender, gerir e promover o bem-estar psicológico, tanto em contexto pessoal como comunitário. Ao longo da formação, foram trabalhados temas como gestão do stress, prevenção do burnout, autoconhecimento, empatia, comunicação positiva e estratégias de apoio emocional, sempre com enfoque na realidade da educação de adultos".

Agora, estes formandos vão colocar em prática os seus conhecimentos, desenvolvendo acções de formação dirigidas à população em geral. O objectivo é "capacitar a comunidade para reconhecer sinais de mal-estar emocional, desenvolver estratégias de auto-cuidado e fortalecer a resiliência individual e colectiva, contribuindo assim para uma sociedade mais informada, solidária e emocionalmente saudável".

O projecto 'Proeza melhora a saúde mental' reforça o compromisso da Associação Cultural Proeza Altruista com a promoção da saúde mental, a inclusão e a aprendizagem ao longo da vida, valorizando o impacto local de experiências de formação internacional.

(Fonte: Diário de Notícias)

20 novembro 2025

COP31 vai realizar-se na Turquia sob presidência da Austrália

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico"

A 31.ª Cimeira do Clima das Nações Unidas (COP31) vai realizar-se na Turquia, sob presidência da Austrália, anunciou na quarta-feira o ministro das Alterações Climáticas e Energia australiano, Chris Bowen.

Após dias de negociações, os dois países que disputavam a sede da conferência do próximo ano acordaram uma organização conjunta: a Turquia acolherá o evento e a Austrália organizará a agenda e liderará as negociações até à realização da cimeira, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Em conferência de imprensa, Bowen explicou o acordo com a necessidade de não deixar a cimeira do clima “sem liderança durante 12 meses”, o que aconteceria caso as negociações falhassem dado as regras das COP exigirem um consenso para designar os países anfitriões.

"Seria irresponsável para o multilateralismo num contexto tão difícil. E não queríamos que isso acontecesse. Por isso, era importante chegar a um acordo com a Turquia, a nossa concorrente", acrescentou.

A decisão desagradou às ilhas do Pacífico, depois de a Austrália ter promovido a sua candidatura como uma "COP do Pacífico", em aliança com nações insulares, para destacar a ameaça representada pela subida do nível do mar e dos fenómenos climáticos extremos para estes países.

“Estamos todos descontentes. E desapontados por acabar assim", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Papua Nova Guiné, Justin Tkachenko, à agência noticiosa France-Presse.

Esta quinta-feira o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o país vai organizar uma reunião pré-COP no Pacífico, um compromisso para manter as vozes daquelas nações insulares na agenda climática, apesar de a cimeira se realizar fora da região, refere a EFE.

"Isto permitir-nos-á convidar os líderes mundiais para abordar as questões que esta região enfrenta, incluindo a [ameaça à] existência de Estados insulares como Tuvalu e Kiribati [que correm o maior risco de desaparecer devido à subida do nível do mar] e a proteção dos nossos oceanos”, disse Albanese, que felicitou Chris Bowen pelo seu papel nas negociações.

"Este é um excelente resultado", acrescentou.

Assim, a COP de novembro de 2026 deve decorrer em Antalya, cidade turística turca na costa do Mediterrâneo.

A decisão terá de ser aprovada por consenso dos quase 200 países reunidos desde o passado dia 10 na cidade amazónica de Belém, no Brasil, na COP30.

A realização das conferências climáticas da ONU segue um sistema de rotatividade entre cinco blocos regionais, que devem selecionar o país anfitrião por consenso dentro do seu grupo.

Este ano, o Brasil foi escolhido em nome dos países da América Latina e das Caraíbas e a Etiópia já foi designada por África para acolher a conferência de 2027.

Até agora persistia o impasse em relação a 2026 no âmbito do grupo "Europa Ocidental e Outros Estados", que inclui países europeus, Turquia, Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia.

(Fonte: CNN Portugal)

21 outubro 2025

Porto de Leixões acolhe representantes turcos em missão de intercâmbio técnico e empresarial


O Porto de Leixões recebeu, a 16 de outubro, duas delegações turcas numa iniciativa destinada a reforçar a cooperação bilateral no setor das infraestruturas e transportes. A primeira delegação, constituída por representantes do Ministério das Infraestruturas da Turquia das áreas de Planeamento, Estratégia, Infraestruturas e Ferrovia, procurou aprofundar o conhecimento sobre as operações portuárias nacionais e promover o intercâmbio de boas práticas no panorama europeu.

No mesmo dia, o porto acolheu uma delegação de empresários turcos, acompanhados pelo Embaixador da Turquia em Portugal, demonstrando o interesse mútuo em estreitar as relações institucionais e empresariais entre ambos os países.

A visita iniciou-se no Centro de Formação do Porto de Leixões, com uma sessão de boas-vindas e uma apresentação institucional da APDL. Os visitantes foram informados sobre a estratégia de desenvolvimento portuário, as iniciativas de sustentabilidade e os principais projetos em curso na infraestrutura.

O programa incluiu ainda uma visita técnica aos principais terminais e áreas logísticas. A comitiva conheceu a sede da Yilport Leixões, a Plataforma Logística de Leixões e o Terminal Ferroviário de Mercadorias, observando de perto a operação portuária e o modelo de integração multimodal que distingue esta infraestrutura.

Esta iniciativa enquadra-se no fortalecimento da cooperação técnica e institucional entre Portugal e a Turquia no domínio das infraestruturas e dos transportes. O objetivo é promover a partilha de conhecimento, identificar oportunidades de colaboração conjunta e aprofundar as relações bilaterais entre os dois países, consolidando parcerias estratégicas no setor portuário e logístico.

(Fonte: Leça da Palmeira.com)

10 outubro 2025

STCP do Porto escolhe autocarros turcos a gás

A STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto escolheu autocarros articulados turcos a gás natural para equipar a sua frota, da marca BMC.

A importadora UBSI Europa foi a vencedora do concurso público internacional lançado em julho para a compra de 50 viaturas articuladas  de 18 metros (mais 10 em opção) para transporte de passageiros, anunciou hoje a STCP.

O valor global do contrato adjudicado é de quase 21 milhões de euros para a compra das 50 viaturas.

Se a STCP avançar para a compra de mais 10 viaturas, o valor final sobe para cerca de 25 milhões de euros.

“O valor global do contrato adjudicado é de 20.795.000,00 euros e diz respeito a 50 viaturas movidas a gás natural ou biometano. Caso a STCP decida avançar com a opção para aquisição de mais 10, o valor final de contrato passa a 24.954.000,00 euros)”, lê-se no comunicado.

A entrega das novas viaturas vai ter lugar a partir do final de 2026 e o primeiro trimestre de 2027.

“Estes novos autocarros vêm substituir os atuais 49 articulados (20 a diesel e 29 a Gás Natural Comprimido), prosseguindo a renovação da frota e garantindo uma prestação de serviço público mais eficiente do ponto de vista ambiental e económico”, segundo o comunicado.

(Fonte: Jornal Económico)


27 agosto 2025

O comércio eletrónico na Turquia (perspetiva da empresa DHL)



Em 2022, quase 64% da população turca comprou um produto ou serviço online.

No último trimestre de 2022, as transações de comércio eletrónico aumentaram 37% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Metade de todas as transações de e-commerce na Turquia são realizadas em dispositivos móveis. As aplicações são particularmente populares entre os consumidores locais (mais do que os navegadores móveis) e são utilizadas em 63% das transações de m-commerce.

Principais marketplaces na Turquia (setembro-novembro de 2023), por quota de tráfego:

Trendyol.com: 37.4%
Hepsiburada.com: 22.7%
Amazon.com: 11.4%
Pttavm.com: 2.8%
Aliexpress.com: 2.4%

(Fonte: DHL)



08 abril 2025

Casa São José participa em formação sobre 'cyberbullying' na Turquia


Seis colaboradores da Casa São José - Centro Social e Paroquial do Carmo, participaram numa formação na cidade de Dalaman, na Turquia. Este programa de mobilidade decorreu entre 1 e 7 de Abril, no âmbito do programa Erasmus+ em parceria com a associação Raquel Lombardi.  A formação, promovida pela Pixie Academy, teve como tema central o combate ao 'cyberbullying', um problema crescente a nível global que afecta crianças, jovens e adultos e que exige atenção especial das instituições sociais.

O curso abordou diversos aspetos relacionados com o 'cyberbullying', como agressões 'on-line', os impactos psicológicos e sociais nas vítimas, e os desafios no que diz respeito à proteção de dados e segurança digital. Além disso, os participantes tiveram oportunidade de explorar programas de prevenção e educação, regulamentos legais e políticas institucionais, além de aprender como prestar apoio eficaz às vítimas de 'cyberbullying'. A formação também incluiu módulos sobre habilidades de comunicação e empatia, essenciais para lidar com situações de 'bullying' digital.

No final do curso, todos os participantes receberam os seus certificados, "reafirmando o compromisso da Casa São José em promover a formação contínua de seus colaboradores e a implementação de práticas educativas que agreguem valor e protecção à comunidade", refere em comunicado à imprensa.

(Fonte: DN)

17 março 2025

Texhibition potencia indústria têxtil da Turquia


Com uma nova secção dedicada aos bordados, a feira internacional de tecidos, fios e acessórios têxteis, que tem como objetivo promover a indústria do país, teve um crescimento de 30% no público europeu.

A sétima edição da feira, que teve lugar em Istambul entre 5 e 7 de março, reuniu mais de 500 expositores e recebeu mais de 22 mil visitantes de 106 países da UE, Médio Oriente, Ásia, Norte de África e América do Norte.

Recebeu 6000 visitantes internacionais, e a Europa destaca-se como a região com a maior presença (41,3%), o que corresponde a um aumento de 30% em comparação com a edição anterior. Nike, Asos e Alexander Wang foram algumas das marcas internacionais que passaram pela feira.

Ahmet Öksüz, presidente da Associação de Exportadores de Tecidos de Istambul (İTHİB), destaca a Texhibition não só como uma feira, mas também como "um ator importante na apresentação dos produtos e marcas têxteis turcos". Acrescentou que continuam a trabalhar com o apoio do Ministério do Comércio para que a feira seja incluída nas “feiras de prestígio”, e que "a Texhibition continuará a crescer e a desenvolver-se como uma das mais importantes organizações que moldam o futuro da indústria".

A secção de bordados foi uma novidade nesta edição, que contou com 14 expositores, incluindo a Akspa Tekstil, já repetente na feira. Sezen Buse Ekinci, responsável de marketing e relações internacionais da empresa, para além de especialista em bordados, explicou, em declarações ao Portugal Têxtil, que de ano para ano o número de clientes internacionais que visitam a feira tem crescido: "Há muitos clientes B2B aqui, temos a oportunidade de lhes apresentar os nossos produtos, e é realmente ótimo que tenhamos uma boa organização e repercussão internacional da Texhibition Istanbul. Posso afirmar honestamente que a nossa carteira de clientes está a aumentar graças à Texhibition Istanbul, ano após ano". A Akspa Tekstil exporta 90% do que produz, para países como Portugal, Espanha, França, Alemanha e EUA. Em relação ao mercado português, a responsável clarifica que "estamos a trabalhar com os fabricantes de vestuário que estão a fabricar para as marcas do grupo Inditex".

Por outro lado, para Besim Özek, diretor de estratégia e desenvolvimento comercial da Bossa, empresa turca com 74 anos e especializada em denim, as feiras há 20 anos eram mais focadas na aquisição de novos clientes e na realização de negócios diretos. No entanto, reforça que atualmente "o principal objetivo da feira é socializar", acrescentando que "fazer negócios através da socialização é muito mais importante" e a Bossa tem acompanhado essas mudanças.

O Hefa Group produz, mensalmente, dois milhões de metros de pele artificial nas suas instalações em Ergene, e Erol Peksoy, especialista em exportação da empresa, refere que se sentem sortudos por estarem presentes na Texhibition desde o início, porque "as empresas turcas agora raramente têm oportunidade de entrar, pois a feira está cheia e não há espaço para entrar".

A zona dedicada ao denim, chamada Blue Black Denim, voltou a ter palco para apresentar as novidades das 21 empresas líderes da Turquia, como a Isko e a Kipaş. A organização realça que desde a introdução deste segmento, a Texhibition registou um aumento significativo de visitantes da UE, devido à procura de tecidos de denim turcos.

A feira também evidenciou a integração digital dos têxteis sustentáveis, com a Isik Etiket a apresentar etiquetas têxteis inteligentes, que incluem códigos QR que fornecem informações detalhadas sobre a composição, instruções de cuidados e origem da produção. As etiquetas são feitas de papel reciclado e incorporam sementes, com o objetivo de oferecer uma solução ecológica e sem desperdício, tendo em conta que em vez de descartadas, estas etiquetas de sementes podem ser plantadas no solo.

As vantagens turcas

Sobre as forças da indústria têxtil turca, várias empresas enfatizam a qualidade dos tecidos e a rápida produção e expedição como as grandes vantagens. "Quando os nossos clientes pedem um tecido da China, podem ser produzidos em 12 ou 13 semanas, especificamente em relação a bordados. Mas nós estamos a produzir apenas em 3 semanas, os nossos prazos de entrega são muito rápidos, avançou Sezen Buse Ekinci.

Já Besim Özek indica a qualidade dos designers e a verticalidade do setor como os grandes fatores competitivos em relação aos seus concorrentes que diz ser, na indústria do denim, o Paquistão e o Bangladesh. "Temos tanta sorte por conseguir todos os parceiros da cadeia de valor, desde a semente de algodão à sua produção, o fio, tecido, acessórios, produção de vestuário e marcas. Esta é a nossa maior força nesta altura", remata.

Mustafa Gültepe, presidente da Türkiye Exporters Assembly, sublinha a necessidade das estratégias de longo prazo, enfatizando o investimento em digitalização e produção sustentável para manter a competitividade. "O nosso objetivo é estar entre os três maiores exportadores globais de têxteis. Em 2024, crescemos as exportações têxteis em 20%, atingindo 15 mil milhões de dólares, alcançando 212 países e regiões", afirma o presidente.

A próxima edição da feira turca está agendada para 10 a 12 de setembro.

(Fonte: PortugalTêxtil)

25 fevereiro 2025

Startup turca de viagens Tripnly muda sede para Lisboa


A startup turca de viagens Tripnly mudou a sua sede para Lisboa e prepara conclusão da ronda de financiamento de cerca de meio milhão de euros para escalar a operação e reforçar equipa. A startup, que tem como objetivo ajudar viajantes e negócios turísticos a reduzir a sua pegada de carbono, quer reforçar “o mais breve possível” com cinco novos colaboradores.

“Portugal é um hub de inovação vibrante e o dinâmico ecossistema tech de Lisboa torna-o a base perfeita para escalar. Com um forte setor turístico, conectividade global, e abertura a novas ideias, Portugal é a base de lançamento perfeita para a visão da Tripnly de redefinir as viagens“, explica Alper Aydin, cofundador e CEO da Tripnly, ao ECO.

“Escolhemos estrategicamente Lisboa porque acreditamos que estar aqui irá funcionar como catalisador na nossa jornada de startup a scaleup“, justifica ainda.

A startup já levantou 240 mil euros, metade do valor da ronda de investimento pré-seed, junto a “cinco angel investors, um deles português“, diz o CEO. “Neste momento, estamos ativamente a discutir com grupos de business angels e VC de Portugal para garantir a metade remanescente da ronda”, adianta. A ronda, para um total de 480 mil euros, avalia a startup em seis milhões de euros.

Escolhemos estrategicamente Lisboa porque acreditamos que estar aqui irá funcionar como catalisador na nossa jornada de startup a scaleup.

“Os fundos que já levantamos serão usados principalmente para aumentar as nossas capacidades IA e expandir a nossa equipa através do recrutamento de cinco talentos locais”, revela. React developers, engenheiros de IA, community manager e um especialista em marketing digital são os perfis procurados pela startup.

“A nossa prioridade é recrutar localmente em Lisboa e Portugal. Contudo, na Tripnly, abraçamos uma postura de ‘work-from-anywhere‘, criando uma equipa diversa de entusiastas de viagens de todo o mundo. Acreditamos que as pessoas são o coração da nossa empresa, e que esse coração bate no lugar onde os nossos colaboradores trabalham”, diz o CEO.

O que oferece a plataforma?

“A Tripnly funciona como uma ponte entre os utilizadores B2C e os parceiros B2B promovendo um ecossistema de viagens dinâmico”, diz o cofundador.

A plataforma usa inteligência artificial (IA), machine learning e blockchain para ajudar os viajantes a reduzir a sua pegada ecológica. O objetivo é que cada viagem atinja a neutralidade carbónica até 2030.

A aplicação permite aos “utilizadores planear as suas viagens, fazer reservas, criar conteúdo e até gerar receita com o seu conteúdo“, descreve. Já os parceiros B2B “o marketplace integrado permite aos negócios relacionados com viagens ligarem-se diretamente aos viajantes através da oferta de produtos e serviços com descontos, códigos promocionais e vouchers, assegurando visibilidade, envolvimento e receita adicional“, acrescenta.

E como a sustentabilidade é um “pilar central”, através da iniciativa “2030 Commitment: Carbon-Neutral Trips” a startup lançou, com recurso a tecnologia de IA, uma calculadora que mede a pegada carbónica “permitindo aos viajantes calcular a sua pegada carbónica, converte-la num recurso financeiro e doá-lo a projetos ambientais internacionais, encorajando a viagens neutras do ponto de vista da pegada carbónica”, explica Alper Aydin.

“A nossa visão vai para lá dos viajantes individuais. Tendo recebido uma pré-aprovação do nosso projto de 6 milhões de euros do European Innovation Council (EIC) Accelerator, estamos agora no processo de submissão de um plano de negócio para aprovação final. Quando concluído, iremos desenvolver uma solução SaaS que irá permitir aos clientes B2B medir os âmbitos 1,2 e 3 das emissões de carbono”, isto é, se são emissões diretas, indiretas e da cadeia de valor.

Planos de expansão

Atualmente, a startup tem uma “presença forte” em Portugal e Turquia. “Para 2025, o nosso objetivo é reforçar a nossa presença na Península Ibérica e Europa Ocidental”, diz. E até ao final do ano atingir “mais de 150 parceiros B2B e mais de 500 mil utilizadores mensais únicos”.

(Fonte: Eco Sapo)

09 setembro 2024

Indústria de têxtil e vestuário turca em dificuldades



O aumento dos custos provocado pela inflação está a afetar as encomendas para exportação e a levar ao encerramento de muitas empresas, com a indústria têxtil e vestuário do país a pedir algum tipo de proteção.

Milhares de empresas turcas, incluindo as que produzem têxteis e vestuário para retalhistas e marcas internacionais, estão a ser pressionadas pela inflação no país, que ultrapassou 75% no início deste ano, a sobrevalorização da lira, aumentos nos preços da energia e diminuição de encomendas.

"Os pedidos estão a diminuir diariamente porque estamos a perder competitividade… e acho que vão diminuir ainda mais", afirma, à Reuters, Doğan Duman, proprietário de uma empresa de confeção no centro da Turquia, em Çorum, que produz casacos para a Zara. A empresa, com 27 anos de atividade, teve de reduzir em cerca de um terço o número de trabalhadores, empregando agora 210 pessoas, e está a trabalhar a 60% da sua capacidade. 

A Turquia é um dos cinco maiores produtores de vestuário do mundo, mas, apesar da vantagem da proximidade com a Europa, que representa o seu principal mercado, Doğan Duman indica que o aumento dos custos com a energia e mão de obra e o câmbio está a deixar o país atrás de rivais como o Vietnam e o Bangladesh. "Tendo em conta a taxa de câmbio da lira atualmente e o aumento esperado do salário mínimo no próximo ano, acho que não seremos capazes de concorrer. Estaremos no ponto de fechar", acredita.

Os negócios e as famílias turcas estão a enfrentar as consequências económicas de aumentos de uma taxa acumulada de 41,5% que começou em junho do ano passado e que começam agora a arrefecer a inflação, que caiu 52% no mês passado.

Com o crédito agora fora do alcance de muitos e a depreciação da lira muito aquém dos aumentos mensais dos preços, as empresas, especialmente as que exportam têxteis e vestuário, estão em dificuldade. Fecharam cerca de 15 mil empresas nos primeiros sete meses deste ano, um aumento de 28% em comparação com 2023, de acordo com a União das Câmaras e Bolsas de Mercadorias da Turquia (TOBB na sigla original), citada pela Reuters.

Outros dados sugerem uma subida do número de empresas em stress. A entidade de monitorização do mercado konkordatotakip.com revela que 982 empresas apresentaram pedidos de proteção judicial nos primeiros oito meses de 2024, quase o dobro do ano passado, sendo que as empresas de construção e têxteis foram as que mais recorreram a este mecanismo para suspender os pagamentos de dívida aos bancos e fornecedores para continuarem as operações e também para iniciarem os procedimentos de insolvência.

Em Çorum, cerca de 500 quilómetros a leste de Istambul, algumas fábricas têm janelas partidas e material espalhado pelo chão. Bülent Demirci, coproprietário de uma fiação com 50 trabalhadores, revela à Reuters que, devido a "uma perspetiva económica inesperada", encerrou a empresa há dois meses. "Tivemos cortes na produção de vez em quando no passado. Mas desta vez é tudo negro", justifica.

O último aumento do salário mínimo no país foi para 17.002 liras (cerca de 465 euros a câmbios atuais) em janeiro, um aumento de 100% em relação ao ano anterior e de 500% face ao final de 2021, quando uma queda histórica da lira abalou a Turquia.

Os preços do gás e da eletricidade subiram cerca de sete e três vezes, respetivamente, desde 2021 para pequenas e médias empresas.

Os custos gerais de produção da Turquia são agora quase 40% mais altos do que em países asiáticos concorrentes em termos de dólares, de acordo com entrevistas com exportadores, que também culpam as barreiras ao financiamento.

Os exportadores têm feito pressão para uma maior desvalorização da moeda, tendo em conta que, no acumulado do ano, a inflação é de 32%, enquanto a lira caiu apenas 13% em relação ao dólar.

A produtora de vestuário 3F Tekstil é uma das empresas que pediu proteção judicial contra pagamentos de dívidas, o que, segundo um responsável que pediu anonimato, ajudou a empresa a sobreviver com um total de 600 funcionários e a continuar a fornecer marcas de moda como a Mango e a H&M. "Mas os nossos fornecedores e aqueles que têm faturas a receber vão sofrer mais neste processo", o que abrange cerca de 10.000 trabalhadores de produtores subcontratados em todo o país, indicou o executivo da 3F Tekstil. "Quando as taxas de juro atingiram 60-70%, as empresas não conseguiram suportar. Não conseguem gerir as suas dívidas", evidencia. "As empresas pagaram pela inflação alta na Turquia", conclui.

(Fonte: Portugal Têxtil)

16 fevereiro 2024

Turquia cresce 10% em visitantes internacionais em 2023 e recebe mais de 90 mil portugueses

No ano passado, a Turquia recebeu 56,7 milhões de visitantes internacionais, um crescimento de 10% face a 2022 e que incluiu mais de 90 mil turistas portugueses, avança a Agência de Desenvolvimento e Promoção Turística da Turquia (TGA), em comunicado.

Segundo a informação divulgada, a Turquia recebeu, em 2023, 92.901 turistas portugueses, número que traduz um crescimento de 24,18% face ao apurado em 2022.

Tal como o total de turistas internacionais, também as receitas turísticas cresceram, no ano passado, na Turquia, numa subida de 17%, com o valor total a chegar aos 50,54 mil milhões de euros, enquanto o gasto médio por noite destes visitantes chegou aos 92 euros.

“O número de visitantes internacionais e as receitas turísticas representam números recordes”, realça a TAG, na informação divulgada.

Depois do sucesso de 2023, a Turquia já estabeleceu metas igualmente ambiciosas para 2024 e espera receber 60 milhões de turistas internacionais e alcançar receitas de 55,85 mil milhões de euros.

Para 2024, a Turquia pretende também diversificar os mercados emissores de turistas para o país, com a TGA a garantir que o país “continuará desenvolvendo as suas atividades nos principais mercados estratégicos e expandindo-se para novos mercados-alvo em 2024”.

(Fonte: Plubituris)

28 janeiro 2024

Um morto em ataque a igreja católica em Istambul

Pelo menos uma pessoa morreu, este domingo, na sequência de um ataque a uma igreja católica italiana em Istambul, na Turquia. Eram 11:40 locais (08:40 em Lisboa), quando dois homens armados e que usavam máscaras entraram na igreja de Santa Maria, no bairro de Büyükdere, distrito de Sarıyer, e agrediram os fiéis que assistiam às cerimónias de domingo.

A informação foi avançada pelo ministro do Interior turco, Ali Yerlikaya, numa publicação na rede social X, antigo Twitter.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, apresentou as suas condolências à família da vítima, assegurando que foram tomadas todas as "medidas necessárias" para encontrar os responsáveis.

Erdoğan, que falou por telefone com o padre da igreja e com as autoridades locais, garantiu que tudo estava a ser feito para encontrar os atacantes "o mais rapidamente possível", e, ao início da noite, a polícia turca deteve ao início da noite, duas pessoas suspeitas de autoria do ataque.

“Dois supostos assassinos que mataram Tuncer Cihan durante a missa de domingo na Igreja de Santa Maria em Sariyer foram presos”, escreveu Ali Yerlikaya na sua página na rede social X.

 O Papa Francisco afirmou este domingo a sua "proximidade" à igreja católica italiana de Istambul. 

"Expresso a minha proximidade à comunidade da Igreja de Santa Maria Draperis em Istambul, que durante a missa sofreu um ataque armado que deixou uma pessoa morta e vários feridos", disse o líder da igreja católica após a oração do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Também o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, manifestou a sua "firme condenação" do ataque a uma igreja católica italiana em Istambul, que causou um morto.

"Expresso as minhas condolências e a minha firme condenação do cobarde ataque perpetrado contra a igreja de Santa Maria", escreveu Antonio Tajani no X.

Algumas horas depois, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado.

Em comunicado, a agência Amaq anunciou que “dois combatentes do Estado Islâmico levaram a cabo um ataque armado contra uma igreja cristã em Istambul, quando os fiéis “cumpriam os seus rituais dominicais”. O ataque foi levado a cabo “em resposta ao apelo dos líderes do Estado Islâmico para atacar judeus e cristãos em todo o lado”, acrescenta a Amaq citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu, apresentou as suas condolências e o seu apoio às minorias religiosas da cidade. "Não existem minorias nesta cidade ou neste país. Somos todos verdadeiros cidadãos", afirmou, citado pela AP.

O sobrinho da vítima mortal, em declarações à agência, identificou-o como Tuncer Cihan, referindo que o alvo era a igreja e não o seu tio. "Era um indivíduo com deficiência mental que não tinha qualquer ligação à política ou a organizações [criminosas]. Foi lá a convite e foi vítima do destino", disse Cagin Cihan.

A igreja é gerida por uma ordem italiana de frades franciscanos.

(Fonte: CNN)

23 janeiro 2024

Siemens Portugal exporta 200 carregadores de veículos elétricos para a Turquia

A Siemens anunciou esta terça-feira que vai exportar carregadores de veículos elétricos "made in" Portugal para a Turquia. A empresa diz ter recebido "uma das maiores encomendas de carregadores rápidos para veículos elétricos por parte da Astor Enerji, uma fabricante de transformadores e produtos para quadros elétricos, que planeia construir estações de carregamento em toda a Turquia. Esta empresa pretende instalar carregadores a cada 200 quilómetros ao longo das autoestradas da Turquia e em vários centros comerciais.

Desde 2020, a fábrica da Siemens em Corroios já produziu mais de 1.900 carregadores, sendo que cerca de 95% da produção foi exportada para países como a Alemanha, França, Itália, Suécia, Espanha, Holanda, Hungria, Roménia, Suíça, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Vietname, Israel, Índia, Brasil, Chile e Colômbia, entre outros.

"O conhecimento combinado da Astor Enerji e da Siemens é um fator importante na rápida implementação do projeto", disse Markus Mildner, CEO da eMobility da Siemens Smart Infrastructure, em comunicado, sublinhando o "contributo para a expansão da infraestrutura de carregamento de veículos elétricos na Turquia". 

Os 200 carregadores rápidos que fazem parte da encomenda foram produzidos em Portugal, na fábrica que a Siemens tem em Corroios. Além dos carregadores, a Siemens irá também fornecer serviços digitais à Astor Enerji, entre os quais software de "back-end" para configurar o controlo e a monitorização dos carregadores, garantindo uma operação otimizada.

"O software permitirá à Astor Enerji utilizar aplicações na nuvem para o sistema de gestão do carregamento, com módulos de pagamento, opções de adesão e preços de energia. Com este software, e através da nuvem, estas estações serão monitorizadas e controladas remotamente", explica a Siemens, dando como exemplo que "99% das falhas podem ser resolvidas online, o que permite minimizar fatores como tempo e custos relacionados com o envio de equipas de manutenção para o terreno".

Por seu lado, Feridun Geçgel, presidente do Conselho de Administração da Astor Energi, afirmou: "Espera-se que o número de veículos elétricos no país atinja os 2,5 milhões em 10 anos. Juntamente com a transição para veículos elétricos, a criação de infraestruturas é de enorme importância. Com a nossa marca - AstorCharge -, demos um passo importante para melhorar a infraestrutura das estações de carregamento de veículos elétricos na Turquia, especialmente no que se refere à instalação de estações de carregamento de corrente contínua, ou seja, de carregamento rápido".

Segundo o responsável, a cooperação com a Siemens oferecerá aos proprietários de veículos elétricos um carregamento seguro, rápido e fácil. Além disso, o presente acordo contribuirá para os objetivos da Turquia em matéria de eficiência energética.

De acordo com as projeções atuais, a infraestrutura de estações de carregamento da Turquia aumentará em cerca de 50% até 2030, altura em que se espera que até dois milhões de carros elétricos estejam a circular no país.

Os carregadores exportados pela Siemens (com uma potência nominal de até 300 kW) reduzem os tempos de carregamento para até 15 minutos e permitem carregar até três veículos em paralelo.

(Fonte: Jornal de Negócios)

29 novembro 2023

UE e as condições para reaproximação à Turquia

A União Europeia (UE) quer reavivar as relações políticas e económicas com a Turquia, numa tentativa de promover a estabilidade regional, apesar da profunda divisão na política externa e do impasse nas negociações de adesão.

A Comissão Europeia apresentou recomendações para o reforço da cooperação com a Turquia nos domínios do comércio, da energia, dos transportes e da gestão dos fluxos migratórios,  na quarta-feira, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Olivér Várhelyi, comissário europeu para a Vizinhança e o Alargamento, disse que as duas partes estão em desacordo sobre muitas questões, mas "há mais coisas que nos unem do que aquelas que nos dividem".

"É evidente que houve dificuldades no passado, tais como a dinâmica no Mediterrâneo oriental, as relações bilaterais com alguns dos nossos Estados-membros e os problemas comerciais", afirmou, pro seu lado, Josep Borrell, chefe da diplomacia da UE.

"Mas assistimos a uma atitude mais construtiva em relação a estes pontos", acrescentou Borrell, "embora ainda existam questões em aberto que temos de abordar em conjunto, o que inclui certamente, a revelante questão de Chipre". 

Chipre é um Estado-membro da UE que exerce soberania sobre dois terços da ilha mediterrânica, sendo a outra parte controlada pela Turquia, desde 1974. O governo turco justificou a invasão militar como resposta a um golpe orquestrado para anexar a ilha por parte da junta militar que governava a Grécia.

O que poderá ser melhorado

Entre os novos compromissos para reaproximar a UE da Turquia estão novos investimentos no ambiente e digitais, novos esforços para facilitar os pedidos de visto de viagem, diálogos de alto nível sobre economia, energia, transportes, clima e saúde, bem como um novo diálogo de alto nível destinado a resolver "contendas comerciais".

O bloco retomará, também, as negociações sobre uma união aduaneira modernizada entre a UE e a Turquia, desde que o governo de Ancara apoie os esforços para combater a circunvenção às sanções europeias contra a Rússia.

A colaboração na gestão da migração, central desde um acordo assinado em  2016, também será intensificada para evitar partidas irregulares de migrantes, reforçar o controlo das fronteiras e reprimir o contrabando de seres humanos.

O compromisso será "progressivo, proporcional e reversível", disse Borrell, numa alusão à abordagem cautelosa do bloco.

O que continua congelado

As relações entre Bruxelas e Ancara têm sido difíceis desde o início das conversações oficiais para a adesão da Turquia ao bloco, em outubro de 2005.

Os terramotos devastadores que atingiram o sul e o centro da Turquia, em fevereiro passado, fizeram com que as relações melhorassem, com uma diminuição acentuada das violações do espaço aéreo grego, mas há muitos pontos que continuam congelados.

O principal obstáculo tem sido a incapacidade de encontrar uma solução para a questão cipriota, com a recusa da Turquia em reconhecer a República de Chipre. O diferendo tem impedido qualquer esforço de aprofundamento da cooperação em matéria de defesa, apesar da Turquia ser membro da NATO.

Os diferendos marítimos greco-turcos e as anteriores atividades de perfuração de Ancara em águas contestadas também criaram crispação.

O bloco criticou também, duramente, o retrocesso democrático na Turquia, particularmente desde o final de 2016, quando o presidente Recep Tayyip Erdoğan tomou medidas drásticas de centralização do poder após uma tentativa de golpe contra o seu governo.

Apesar de Erdoğan ter nomeado o que é considerado um "gabinete amigo do Ocidente" após a nova vitória eleitoral, em maio passado, as relações entre Bruxelas e Ancara continuam tensas.

Num relatório sobre os progressos da Turquia na via da adesão à UE, publicado no início deste mês, a Comissão Europeia denunciou "graves deficiências" nas instituições democráticas, bem como um persistente "retrocesso democrático". 

A Comissão Europeia lamenta, igualmente, a falta de progressos na reforma do sistema judicial e na defesa da liberdade de expressão.

Divergências na política externa

O relatório  destacou profundas clivagens nas políticas externas de ambas as partes, com uma taxa de alinhamento de apenas 10%, em 2023, em comparação com 8% em 2022, de acordo com o executivo da UE.

Estas clivagens tornaram-se cada vez mais evidentes no contexto do reacender do conflito no Médio Oriente. No final de outubro, Erdoğan cancelou uma visita a Israel e disse que o Hamas "não é uma organização terrorista, mas um grupo de libertação, um grupo mujahideen que luta para proteger as suas terras e os seus cidadãos".

A Comissão Europeia reagiu, criticando o governo de Erdoğan pelo seu "apoio ao grupo terrorista Hamas na sequência do ataque contra Israel", afirmando que a retórica estava "em total desacordo com a abordagem da UE".

Mas Borrell explicou hoje qual é a posição: "Para nós, o Hamas continua a ser uma organização terrorista. A Turquia tem uma abordagem diferente, algo que é coerente com a posição do mundo muçulmano". 

"É certo que não existe um elevado nível de alinhamento da nossa política externa com a Turquia e queremos organizar os nossos intercâmbios em matéria de política externa para sermos mais eficazes e operacionais", acrescentou Borrell.

Apesar de se alinhar com a condenação da UE à invasão da Ucrânia pela Rússia, a Turquia optou por não aderir às sanções lideradas pelo Ocidente, numa tentativa de manter os seus laços com o governo de Moscovo. 

O governo de Ancara está, também, a enfrentar um escrutínio crescente por, alegadamente, facilitar a circunvenção à sanções, num contexto de aumento das exportações de bens essenciais para a Rússia.

Borrell afirmou que o bloco é "claro" quanto à expetativa de que Turquia continue a colaborar com os parceiros europeus e ocidentais para impedir que as sanções sejam contornadas, a fim de beneficiar de uma cooperação económica mais estreita.

(Fonte: Euronews)

28 novembro 2023

Oyak vende 60% da Cimpor por 480 milhões à Taiwan Cement

O fundo turco Oyak, que em 2018 adquiriu a Cimpor por 700 milhões de euros, vai vender duas participações em empresas de cimento à Taiwan Cement, sendo uma delas a cimenteira portuguesa. 

De acordo com a notícia avançada pela agência Bloomberg e confirmada pelo Negócios junto de fonte oficial da Cimpor, a Oyak chegou a um acordo preliminar para vender as duas participações - 60% da Cimpor e 20% da Oyak Denizli Cement - por um total de cerca de 673 milhões de euros.

A venda da Cimpor será feita por 480 milhões de euros, avaliando assim a cimenteira portuguesa em 800 milhões de euros, de acordo com um comunicado da Taiwan Cement, que refere que o valor está ainda sujeito a eventuais ajustes.

Já a venda de 20% da Oyak Denizli Cement será feita por 193,4 milhões de euros.

Com esta operação a Taiwan Cement ficará com a totalidade do capital da Cimpor. É que a empresa e a Oyak tinham já criado uma empresa conjunta, a Cimpor Global Holdings, na qual a primeira detém 40% e a segunda 60%.

Ao Negócios, fonte oficial da Cimpor refere que, "com o objetivo de continuar a expansão da sua estratégia de sustentabilidade a nível global e de forma a expandir o investimento no cimento de baixo carbono em continentes como a Europa, Ásia e África, a Taiwan Cement (TCC) aumentou a sua participação na Cimpor para 100% e passou a deter 60% da Oyak".

Segundo explicou, "a TCC é uma das únicas empresas que tem uma estrutura integrada e internacional, que aplica os seus investimentos em vários setores da área das energias renováveis" e está atualmente "também a procurar oportunidades de investimento em tecnologias de redução de emissões de carbono, baterias elétricas e armazenamento de energia".

Com este acordo, a Cimpor Portugal Holdings passará a ser detida a 100% pela Taiwan Cement. Já a Oyak permanecerá com 40% das operações de cimento na Turquia.

A cimenteira portuguesa diz ainda que "não existirão alterações na estrutura principal de gestão e todos os colaboradores continuarão a fazer parte do caminho para o futuro de tornar a Cimpor uma empresa de excelência no mercado".

(Fonte: Jornal de Negócios)

26 novembro 2023

O renascimento do vinho turco


A história do vinho na Turquia tem tido muitos altos e baixos. Actualmente, as leis proíbem qualquer publicidade, mas os produtores resistem e o sector dá sinais de uma nova vitalidade.

A história do vinho na Turquia é uma odisseia de persistência e de capacidade de sobrevivência. Tal como as vinhas velhas resistem, espalhadas por diferentes regiões do país, a vontade de fazer vinho revela-se mais forte do que todos os obstáculos. 

Levon Bagis e Umay Çeviker são dois dos maiores conhecedores desta história e, entre outras coisas, com os projectos Yaban e Heritage Vines of Turkey, são também dois dos principais protagonistas do atual renascimento do vinho turco.

(Fonte: Público)