google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

26 outubro 2007

Tribunal deu razão aos media turcos


Embora não exista censura na Turquia, o gabinete do primeiro-ministro pode impedir determinadas coberturas por parte dos media "em situações em que a segurança nacional a isso obrigue ou quando a ordem pública estiver em causa".
Na terça-feira foram proibidas pelo Governo as "notícias relacionadas com o ataque terrorista do passado Domingo por estarem a provocar um impacto negativo na moral e na ordem pública [...] e a dar uma imagem negativa das forças de segurança."
Os media e os partidos da oposição denunciaram a sanção alegando tratar-se de censura.
Ontem, o tribunal anulou a sanção do governo que classificava de "negativa" a cobertura feita pelas rádios e televisões turcas do ataque levado a cabo pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e que matou 12 soldados no Domingo.

População turca e curda está nas ruas em protesto contra o PKK









Durante toda a semana, a população turca invadiu as ruas de praticamente todo o país, em protesto contra o PKK. Os protestos, a revolta e a profunda tristeza, aconteceram também nas cidades do sudeste da Turquia, de maioria curda.

Reunião entre a Turquia e o Iraque tem "resultados positivos"

A reunião desta sexta-feira, em Ancara, entre ministros turcos e iraquianos sobre a crise na fronteira turco-iraquiana devida à acção dos rebeldes do ilegaliazado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) apresentou "resultados positivos", afirmou à imprensa o porta-voz do ministério iraquiano da Defesa, Muhammed Askeri, que anunciou um novo encontro para a tarde.
"Há encontros muito importantes em desenvolvimento. Há resultados positivos. Tudo continua como estava previsto", declarou Askeri.
O porta-voz acrescentou que vai acontecer, durante a tarde um novo encontro no ministério turco dos Negócios Estrangeiros.
A parte turca evitou fazer comentários sobre essas entrevistas, que pretendem dissuadir a Turquia de intervir unilateralmente no norte do Iraque contra os rebeldes do PKK.
(Fonte: AFP)

Turquia está a perder a paciência


A Turquia reagiu de forma muito dura às pressões diplomáticas ocidentais no sentido de Ancara limitar as suas acções contra a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em território iraquiano. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan criticou os EUA, e o Presidente Abdullah Gül afirmou que a "nossa paciência está a esgotar-se". Uma delegação iraquiana chegou ontem a Ancara e os Turcos afirmam que esta é a derradeira oportunidade para resolver a crise. Chefiada pelo ministro iraquiano da Defesa, Abdul-Qader Jasim, a equipa negocial iraquiana pediu aos Turcos para aceitarem uma solução, mas sem incluir acções militares. Em Bucareste, onde se encontrava em visita oficial, Erdoğan fez um violento ataque à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice: "Claro que [a senhora Rice] pode desejar que a Turquia não organize uma operação [militar] fora das suas fronteiras, mas a decisão sobre tal intervenção pertence-nos". O primeiro-ministro turco perguntou se as pessoas não se questionavam sobre o que tinham os Americanos procurado no Iraque, "a 10 mil quilómetros da sua casa". E respondeu: "Eu estou incomodado [com o PKK]. E os Americanos, o que os incomodava no Iraque?" Esta retórica, coincidindo com o que parece ser a negociação final com o Iraque, surge uma semana depois do Parlamento turco ter permitido ao seu Governo lançar uma operação de envergadura contra as bases do PKK no norte do Iraque, na região autónoma do Curdistão. Os iraquianos prometeram colaborar com os Turcos na erradicação do PKK. Ontem, em Damasco, o presidente do Parlamento iraquiano, Mahmoud Machhadani, disse que "estamos prontos a adoptar todas as medidas susceptíveis de preservar a segurança turca, pois isso significa preservar a segurança nacional iraquiana". Para Machhadani, esta crise tem origem "na hegemonia americana sobre o território iraquiano e na influência dos Estados Unidos sobre a Turquia". A Turquia mobilizou um quarto do exército (100 mil homens) para uma zona tampão com dezenas de quilómetros de profundidade. O terreno é difícil e as patrulhas e combates decorrem numa vasta área, incluindo em território iraquiano, com bombardeamentos de artilharia e voos de aviação. No Domingo, em Hakkari, um ataque dos rebeldes do PKK a uma unidade turca fez 12 mortos entre os militares. Pelo menos 32 guerrilheiros foram abatidos e oito soldados foram capturados. Diplomatas americanos confidenciaram que estão a tentar assegurar a libertação destes homens, através de contactos com as autoridades do Curdistão iraquiano.Na terça-feira à noite, houve um novo combate, também de grande violência. As tropas turcas detectaram um grupo de rebeldes que preparava um ataque e bombardearam a sua posição. Ancara diz ter "neutralizado" mais de 30 rebeldes .

(Fonte: DN)

25 outubro 2007

Erdoğan: Decisão de intervenção no norte do Iraque é exclusiva da Turquia


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou hoje em Bucareste que a decisão de uma eventual intervenção militar contra os rebeldes curdos no norte do Iraque é exclusivamente da Turquia.
Em resposta ao pedido da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, de contenção, Erdogan disse: "Certamente que ela pode pedir à Turquia para não realizar operações além das suas fronteiras, mas a decisão de uma intervenção como esta pertence-nos".
Nas palavras de Erdoğan, que se reuniu com o seu homólogo romeno, Calin Tariceanu, o governo turco tomará a decisão de executar uma operação quando "a situação o exigir".

Fonte: Diário Digital

Turquia posiciona mais tropas na fronteira com o norte do Iraque


A Turquia posicionou mais soldados na fronteira com o Iraque nesta quarta-feira, mantendo a pressão sobre o governo de Bagdad, que prometeu conter as actividades dos rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), que usam a região como base.
O governo turco colocou cerca de 100 mil soldados, além de tanques, caças F-16, helicópteros de guerra e artilharia pesada na fronteira, tendo em vista a preparação para uma incursão.
Na terça-feira o país alertou o Iraque de que uma incursão na região está "iminente", e exigiu que o governo de Bagdad tome medidas concretas contra a acção dos rebeldes no país.
Os Estados Unidos e o Iraque temem que uma ampla operação militar na região desestabilize a área, considerada a única estável do país.
O governo de Tayyip Erdoğan está sob forte pressão para tomar medidas rígidas contra o PKK, depois do ataque dos rebeldes que provocou a morte de 12 soldados turcos no passado Domingo.
O governo iraquiano prometeu combater a acção rebelde no seu território. No entanto, a Turquia revela-se céptica em relação à capacidade de Bagdad para conter a acção rebelde.
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan, voltou na terça-feira de Bagdad e afirmou: "Aguardamos medidas concretas [do Iraque]". Após a visita, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki ordenou o encerramento de todos os escritórios do PKK no Iraque, dizendo que o grupo está proibido de operar no país. "Precisamos de mais do que palavras", disse Babacan. "É preciso impedir que o PKK use o solo iraquiano e fechar as suas bases. Os líderes do grupo também devem ser detidos e extraditados para a Turquia".
Durante os funerais de 12 soldados turcos mortos por rebeldes no último fim-de-semana, milhares de pessoas gritaram palavras de ordem em defesa de uma incursão militar.
Entretanto, as tropas turcas bombardearam supostas posições de rebeldes curdos na fronteira com o Iraque, nesta quarta-feira, informaram fontes do governo da Turquia. Também os líderes civis e militares do país discutiram detalhes de uma eventual incursão no norte do Iraque.
Unidades da artilharia atacaram as bases rebeldes na noite de terça-feira, segundo fontes do Governo, que no entanto não especificaram as áreas que terão sido bombardeadas. Negaram a ocorrência de ataques aéreos das tropas turcas no norte do Iraque, dizendo que, até ao momento, os bombardeamentos foram efectuados pela artilharia. Autoridades curdas também confirmaram bombardeamentos na área da fronteira nos últimos dias.
Líderes civis e militares turcos reuniram-se ontem com o Conselho de Segurança Nacional, para discutir uma eventual operação militar no norte do Iraque, para deter as actividades dos rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).
O governo e os partidos políticos da região autónoma curda do Iraque pediram ontem para que o PKK renuncie à luta armada e passe a defender as suas reivindicações através do diálogo. "Pedimos ao PKK para que abandone a violência e a luta armada como modo de actuação. Os problemas actuais devem ser resolvidos através de métodos políticos e diplomáticos", disseram os políticos curdos em comunicado. A nota também exige que o PKK mantenha o cessar-fogo declarado na segunda-feira. Além disso, o comunicado divulgado pela Presidência da região autónoma rejeita "o uso do território iraquiano, inclusive a região do Curdistão, como base para ameaçar a segurança dos países vizinhos. Condenamos todas as acções terroristas de qualquer parte, porque o povo do Curdistão é uma vítima do terrorismo. Sempre lutamos em nome da paz, da democracia, do desenvolvimento e da estabilidade de nosso povo e de toda a região", acrescenta o texto.
A Turquia acusa os curdos iraquianos de darem cobertura aos guerrilheiros do PKK.

(Fonte: Folha Online)

Delegação iraquiana de alto nível chega hoje a Ancara


Uma delegação iraquiana de alto nível visita hoje Ancara a fim de encontrar uma solução para a crise desencadeada pelos ataques de rebeldes curdos contra soldados turcos, no Domingo passado, na fronteira entre a Turquia e o Iraque.
Em Ancara, fontes diplomáticas disseram que esta pode ser a última oportunidade para que a parte iraquiana impeça uma incursão militar turca no seu território, com o objectivo de combater os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A delegação iraquiana incluirá dois altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros e representantes do Partido Democrático do Curdistão (KDP), dirigido por Massoud Barzani, e da União Patriótica do Curdistão (PUK), liderada por Jalal Talabani.
A Turquia negou-se a reconhecer Barzani e Talabani e seus respectivos partidos como negociadores, por considerar que dão abrigo a militantes do PKK no norte do Iraque.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan, que se deslocou a Bagdad no início desta semana para discutir a crise curda, disse que a delegação iraquiana será bem-vinda em Ancara se trouxer propostas concretas.

(Fonte: Diário Digital)

Dezasseis homossexuais assassinados desde Janeiro deste ano


A mais respeitada associação defensora dos direitos dos homossexuais da Turquia, a Lambda Istambul, divulgou nesta quarta-feira, 24, que 16 assassínios ocorridos naquele país desde Janeiro de 2007, foram motivados por homofobia. A maior parte dos crimes teve travestis e transexuais como vítimas e terão sido praticamente ignorados pelos media locais. A Lambda costuma denunciar esses actos e, num momento em que a Constituição turca está a ser reformulada, apela à criação de leis que assegurem o respeito pelas minorias homossexuais, travestis e transexuais. Segundo as leis em vigor na Turquia, crimes decorrentes de preconceito sexual podem até garantir redução de pena aos agressores.

(Fonte: Mix Brasil)

24 outubro 2007

Iraque promete à Turquia que vai "restringir as acções terroristas" do PKK

Os rebeldes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) vão ser impedidos de usar o território iraquiano para ameaçar a Turquia, prometeram ontem as autoridades de Bagdad ao emissário de Ancara, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan. 

A promessa é vaga, notaram analistas citados pelas agências, porque nem o chefe do Governo, Nouri al-Maliki, nem o Presidente, Jalal Talabani, nem o responsável pela diplomacia, Hoshiyar Zebari, precisaram como vão enfrentar a guerrilha curda nas montanhas inóspitas do Norte do Iraque, para evitar uma invasão turca. "O PKK é uma organização terrorista", declarou Maliki, depois de conversações com o visitante Babacan. "Tomámos a decisão de encerrar os seus escritórios e de não os autorizar a usar o território iraquiano. Demos ao PKK a opção de retirada ou desarmamento", disse Talabani. "Importa-nos cada gota de sangue turco e cada gota de sangue iraquiano que forem derramados. Chegámos a acordo de que devemos adoptar uma posição comum no combate ao terrorismo", afirmou Zebari, dirigindo-se ao seu homólogo turco. "Não vamos tolerar que nenhum partido, incluindo o PKK, envenene as nossas relações bilaterais. Vamos resolver os problemas fronteiriços pelo diálogo directo."

A Turquia pede mais do que diálogo. Reclama acções concretas, sobretudo da administração autónoma do Curdistão iraquiano, dirigida por Massoud Barzani. Este mostra-se relutante em deixar que a sua milícia de 100 mil peshmerga (combatentes) enfrente a guerrilha. O problema do PKK não pode ser resolvido pela força, salientou, numa entrevista à Al-Jazira. "Esperemos que a Turquia não exporte os seus próprios problemas para a região, mas se, por alguma razão, nos tornarmos o alvo de uma vasta operação, faremos tudo para nos defendermos."

Em Bagdad, Ali Babacan asseverou que a Turquia quer manter abertos os canais diplomáticos, e não está interessada em "sacrificar as relações culturais e económicas com o Iraque por causa de uma organização terrorista", numa alusão ao PKK.

De visita a Londres, ao lado de Gordon Brown, o primeiro-ministro turco, Recep Tayip Erdogan, foi mais incisivo: "Por enquanto estamos em posição de espera, mas o Iraque deve saber que, a qualquer altura, podemos usar o mandato [concedido pelo Parlamento] para uma incursão transfronteiriça." 

Posteriormente, numa conferência com empresários, Erdoğan aumentou a pressão, admitindo que Ancara poderá impor sanções às exportações para o Iraque, avaliadas pela Reuters em 2600 milhões de dólares, em 2006. Erdoğan está ele próprio sob pressão interna. 

As imagens de oito soldados feitos reféns pelo PKK numa emboscada que matou outros 12, no Domingo, foram ontem difundidas por uma agência e uma televisão curdas, deixando a sociedade em estado de choque. Ontem foi também o dia do funeral dos 12 militares, a maioria recrutas na casa dos 20 anos. Os seus caixões cobertos pela bandeira nacional desfilaram perante um país em luto e revolta. Manifestações de louvor aos "mártires" e protestos para "liquidar os terroristas" continuam a realizar-se em várias cidades. 

Os editorialistas dos jornais mais nacionalistas clamam por uma ofensiva total, mas até o poderoso exército tem evitado cair no que alguns alertam ser "uma armadilha do PKK": arrastar a Turquia para a guerra do Iraque.

As promessas dos líderes de Bagdad a Babacan foram recebidas com cepticismo por analistas, que alertam para a ineficácia de qualquer acção sem um envolvimento directo das tropas dos Estados Unidos. Ontem, o jornal Chicago Tribune noticiava que a Administração Bush prometeu ao Presidente turco, Abdullah Gül "avaliar a possibilidade de levar a cabo ataques aéreos" contra as bases do PKK, se isso dissuadir Ancara de avançar com tropas terrestres. 

O Departamento de Estado, através do porta-voz, Sean McCormack, admitiu apenas que está a ser estudado "apoio operacional", insistindo em que todos os esforços vão no sentido de "encontrar uma solução diplomática para um problema muito difícil".A relutância dos EUA em intervir no Curdistão tem sido explicada com o receio de uma intervenção poder fazer alastrar a instabilidade que assola o resto do Iraque à única região que permanece próspera desde a queda de Saddam Hussein em 2003.

(Fonte: Público)

Aviação turca bombardeou alvos do PKK junto à fronteira iraquiana


A aviação turca bombardeou esta tarde alegadas posições dos rebeldes curdos no sudeste do país, junto à fronteira com o Iraque, noticiou a agência Anatólia.
Segundo a mesma fonte, caças e helicópteros de combate descolaram ao início da tarde de Diyarbakir, principal cidade da região de maioria curda no sudeste da Turquia, tendo atacado e destruído “vários esconderijos” dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na região. A agência de notícias turca adianta que os bombardeamentos se estenderam a quatro províncias (duas junto à fronteira com o Iraque e outras duas próximas do Irão) do sudeste de Anatólia e visaram também caminhos de montanha habitualmente usados pelos guerrilheiros. A aviação turca bombardeia com regularidade posições dos rebeldes nas zonas montanhosas do sudeste do país, mas a operação de hoje ocorre numa altura de grande tensão junto à fronteira iraquiana, depois do Governo de Ancara ter ameaçado lançar uma ofensiva contra as bases do PKK na Norte do Iraque. Os militares turcos calculam que 3500 rebeldes estejam refugiados no Iraque e outros dois mil mantenham as suas posições nas montanhas do sudeste do país, atravessando com frequência uma fronteira porosa que lhes é familiar. No Domingo passado, uma emboscada dos rebeldes, alegadamente vindos do Iraque, custou a vida a 12 militares, agravando a pressão da opinião pública turca para o lançamento da ofensiva, ainda que o Executivo esteja a dar prioridade a negociações com o Governo iraquiano e a Administração norte-americana. Esta manhã, duas bombas accionadas à distância explodiram à passagem de patrulhas militares na província de Tunceli, um dos bastiões do PKK, mas o incidente não provocou feridos.

(Fonte: Público)