17 janeiro 2008

Turquia e a sua adesão à UE em destaque na Aliança das Civilizações

O primeiro Fórum da Aliança de Civilizações estreou-se na terça-feira em Madrid, quase quatro anos depois dos atentados de 11 de Março, que impulsionaram o presidente do Governo espanhol, José Luiz Rodrigues Zapatero a propor, juntamente com o seu homólogo turco, Tayyip Erdoğan, a criação da Aliança de Civilizações.
Zapatero e Erdogan acabaram por ser os protagonistas do encontro que terminou ontem.
O primeiro-ministro turco garantiu que, caso a Turquia não entre na União Europeia, haverá mais um obstáculo para a paz no mundo. Zapatero afirmou que não existe nenhum conflito de civilizações entre Ocidente e o mundo Islâmico, e acrescentou: "Queremos a Turquia na União Europeia, é uma das decisões de maior relevância para o futuro da Europa e para a estabilidade internacional".
Na cerimónia de abertura do fórum, Jorge Sampaio - Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança de Civilizações - recordou o que motivara a criação da iniciativa em 2005 - uma necessidade de melhorar o entendimento e a cooperação entre nações e culturas que, garante, tem de ir além do debate intelectual, passando por soluções para temas tão polémicos como o ensino da religião nas escolas.
Nos dois dias do encontro organizaram-se diferentes encontros com políticos de 80 países, entre eles Portugal, que se fez representar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado.
(Fonte: DN)

1 comentário:

Ricardo Alves disse...

A Turquia é um país fantástico, rico em petróleo, como uma extensa e grandiosa história, porém, não concordo com sua adesão a União Europeia, mas sim com uma parceria privilegiada, assim como defendem alguns parceiros europeus. Actualmente a Turquia não compartilha dos valores europeus, como a liberdade, como a união, ou como a paz, ter a Turquia na União Europeia seria como ter o Japão ou os Estados Unidos como paises membros, se estes tivessem parte de seus territorios na Europa. A Turquia deve sim, realizar suas reformas e tornar-se um exemplo para os paises Islámicos, porém como grande parceiro, e não como membro. Entretanto, toda vez que a ideia de uma parceria ao invés de uma adesão é proposta a Turquia ouvem-se comentários de Ancara que dizem: "A Europa só tem a arrepender-se caso a nossa adesão não se verifique" Para mim comentários como este são maus presságios. A UE ja esta bastante dividida, e uma adesão da Turquia iria trazer mais dissabores do que realmente soluções.