google.com, pub-7650629177340525, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Notícias da Turquia

06 maio 2007

Coligação centro-direita entre DYP e ANAVATAN = Partido Democrata

O presidente do Partido da Justa Via (DYP), Mehmet Ağar, e o presidente do Partido Terra Mãe (ANAVATAN), Erkan Mumcu, assinaram no Sábado um protocolo de coligação.
O nome do novo partido será Partido Democrata e o logotipo um cavalo branco sobre a silhueta vermelha do mapa da Turquia.

O protocolo assinado por ambos refere: "a nossa vontade é a de começar de novo sem repetir os erros, deixar de lado conflitos do passado e promover um espírito vivo para o futuro das nossas crianças."

Abdullah Gül retirou candidatura


Realizou-se hoje, às 11 horas locais, a repetição da primeira volta das presidenciais.
O acto, transmitido em directo pela televisão, contou com a pesença de 358 deputados na primeira chamada e com 359 deputados numa segunda chamada, que ocorreu com um intervalo de 10 minutos relativamente à primeira. Cumpriu-se a decisão do tribunal, ou seja, não se procedeu à votação, uma vez que o Parlamento não reuniu o quórum mínimo de 367 deputados. No entanto, o presidente do Parlamento e também membro do partido do governo (AKP), Bulent Arınç, anunciou nova votação para o dia 9 de Maio.
Depois de uma vez mais não ter conseguido ser eleito, Abdullah Gül, o único candidato à presidência da Turquia, anunciou que vai retirar a sua candidatura."Não estou triste. Vou retirar-me. Depois disto, a minha candidatura está fora de lugar," revelou aos jornalistas, embora ainda seja aguardada uma decisão oficial do seu partido, que reuniu de emergência após a votação.

Presidência a caminho do sufrágio universal

Milhares de pessoas saíram ontem novamente para a rua em várias cidades turcas para se manifestarem a favor do laicismo e contra o que consideram ser o risco de islamização da sociedade turca.
A maior manifestação aconteceu em Manisa, na parte ocidental da Turquia, onde, segundo a polícia, cerca de 80 mil manifestantes participaram no protesto, gritando palavras de ordem como "a Turquia é laica e continuará a sê-lo."
Manisa não foi escolhida por acaso. É a cidade do presidente do Parlamento, Bulent Arinç, membro do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamita moderado), no poder, e que provocou recentemente uma polémica ao dizer que o próximo presidente da Turquia será "um crente".
Na origem dos protestos que agitam o país - no fim-de-semana passado cerca de um milhão de pessoas saiu à rua em Istambul contra os islamitas - está a tentativa do AKP de fazer eleger um dos seus membros, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, presidente da República. O voto no Parlamento para a escolha do Presidente, no passado dia 27, falhou, e na sexta-feira o AKP avançou com uma proposta de reforma constitucional que prevê a eleição do Presidente por sufrágio universal, em vez de numa votação parlamentar como acontece actualmente. Outra alteração proposta pelos islamitas é a de que o mandato presidencial deixe de ser um único de sete anos e passe a ser de cinco anos e renovável. Uma comissão parlamentar aprovou já ontem algumas das disposições do projecto, que deverá ser aprovado nos próximos dias.

Oposição une-se

Numa entrevista do diário britânico Financial Times, o candidato Abdullah Gül declarou-se confiante de que, se o sistema for alterado, ele vencerá as eleições. "Tenho o apoio de 70 por cento [dos eleitores]. Foi por isso que decidimos dirigir-nos ao povo. Terei a maioria logo à primeira volta," declarou.
Para hoje está prevista uma segunda volta da votação parlamentar para a escolha do Presidente, mas é dado como certo que não haverá quórum, tal como no dia 27 (o que levou o Tribunal Constitucional a anular essa votação).
A tensão tem vindo a subir nas últimas semanas, e a crise levou já o AKP a convocar eleições legislativas antecipadas, marcadas para 22 de Julho.
Os analistas consideram que a alteração da forma de eleição do Presidente vai complicar ainda mais a situação e alterar drasticamente a paisagem política turca.
Sinal dos receios das forças seculares (até porque as sondagens apontam para a vitória do AKP nas eleições de Julho) é a fusão, anunciada ontem, de dois partidos do centro-direita, o ANAVATAN (Partido Terra Mãe) e o Partido da Justa Via (DYP), que esperam, juntos, oferecer uma oposição mais forte ao AKP nas legislativas.
O que os sectores laicos temem é que os islamitas, que já controlam o governo e a presidência do Parlamento, fiquem também com a presidência da República, o que lhes daria o controlo das principais instituições do país.
O Exército, que se vê como o defensor do carácter laico do Estado turco, ameaçou intervir se este estivesse em risco.
Na sexta-feira, pela primeira vez desde essa ameaça (feita dia 27), o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, recebeu o chefe do Estado-Maior, general Yaşar Büyükanıt. O encontro durou duas horas, mas no final não foi emitido qualquer comunicado.

(Fonte: Público)

05 maio 2007

Solana apoia candidatura de Abdullah Gül

O alto representante de Política Externa e Segurança da União Europeia, Javier Solana, defende a candidatura do actual ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Abdullah Gül, à Presidência da Turquia.
"Estou convencido de que o ministro dos Negócios Estrangeiros Gül continuará o seu bom trabalho também como presidente da Turquia," afirmou Solana.
Disse também que "a Turquia tem papel estratégico na região. Precisamos de uma Turquia estável. Uma Turquia que continue a ajudar quando se trata de cooperação com os países vizinhos Iraque e Irão ou numa solução para o conflito no Oriente Médio."
O candidato à Presidência turca do islâmico moderado Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), Abdullah Gül, "cumpriu com muito sucesso o seu papel como ministro dos Negócios Estrangeiros," disse Solana.

Reforma do sistema eleitoral em curso

O governo entregou ontem à Comissão Constitucional do Parlamento, com o apoio do Partido Terra Mãe (ANAVATAN), um pacote de reformas do sistema eleitoral. Essas reformas incluem, nomeadamente, a eleição do presidente por sufrágio universal por um mandato de cinco anos renovável em vez do actual mandato único de sete anos, e a realização de eleições legislativas com quatro anos de intervalo em vez dos actuais cinco. Sezer, o actual presidente, que já declarou que pretende manter-se em funções até que o novo presidente seja eleito, anunciou a intenção de veto e de levar o pacote a referendo. Se tal acontecer, dificilmente poderão haver eleições gerais a 22 de Julho.
Entretanto, a Comissão Constitucional do Parlamento aprovou hoje esse pacote de reformas.
Amanhã às 11 horas locais vai ser repetida a primeira volta das eleições presidenciais, não se esperando que Abdullah Gül consiga o apoio mínimo de 367 deputados.

Manifestações secularistas em Manisa e Çanakkale


Depois das gigantescas manifestações em Ancara e em Istambul, milhares de Turcos secularistas estão reunidos hoje em Manisa e em Çanakkale, em duas manifestações organizadas pela Associação do Pensamento Kemalista (ADD).
Manisa e Çanakkale têm um simbolismo especial, uma vez que a primeira é a cidade de Bülent Arınç, o presidente do Parlamento, e Çanakkale foi o local de uma importante batalha da primeira guerra mundial, decisiva para a criação da República Turca laica por Atatürk, em 1923.
As manifestações secularistas sucedem-se, perante a ameaça da presidência ficar nas mãos do partido do governo, de tendência islamita.

Líder do Partido Terra Mãe (ANAVATAN) criticou Durão Barroso

O líder do Partido Terra Mãe (ANAVATAN), Erkan Mumcu, teceu ontem duras críticas ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
As críticas reportam-se aos comentários que este fez às diferenças entre o Oeste e o Sudeste do país, relativamente ao poder local.
Foi assim que Ercan Mumcu reagiu às palavras de Durão Barroso: "Barroso disse que a Turquia precisa de criar as mesmas condições ao poder local quer este esteja no Oeste do país ou quer esteja no Sudeste, para que possa resolver os seus problemas internos. Podem olhar para o ridículo desta frase? Onde é que este homem vai buscar tamanho atrevimento?"

Novo Fiat Dobló poderá ser construído na Turquia

O CEO da Fiat, Sérgio Marchionne, afirmou que existe uma possibilidade, superior a 50 por cento, do Fiat Dobló ser produzido na Turquia. O anúncio foi feito por ocasião do lançamento do Fiat Linea na Turquia. Marchionne argumentou que as boas relações que a marca mantém com a Tofaş, a joint-venture estabelecida com o conglomerado turco Koç Holding, poderão ser determinantes para esta escolha. Recorde-se que, no início do ano, a Tofaş anunciou um investimento de mil milhões de dólares, com o objectivo de, em 2008, estar em condições de duplicar a produção.
O Linea é um três volumes fabricado pela Tofaş, uma joint-venture estabelecida entre a Fiat e a Koç Holding.
O Fiat Linea foi apresentado em Istambul em Outubro passado e está pronto para ser comercializado. Trata-se de uma berlina de quatro portas com 4,56m de comprimento, 1,73m de largura, 1,5m de altura, uma distância entre eixos de 2,6m e uma capacidade da bagageira de 500 litros. Na fase de lançamento a oferta de motores do Linea compreenderá uma opção a gasolina (1.4 8v de 77 cv) e outra diesel (1.3 multijet 16v de 90 cv), ambos associados a uma caixa manual de cinco velocidades. Mais tarde, chegará o 1.4 16v turbo de 120 cv de potência, da nova família T-Jet. O novo automóvel, desenvolvido pela Tofaş, uma joint-venture 50/50 entre a Fiat e a Koç Holding é produzido na fábrica de Bursa (Turquia) e será comercializado em países como a Espanha, a Alemanha, Marrocos e Finlândia. Posteriormente, será fabricado também no Brasil, Índia, China e Rússia.

(Fonte: Autohoje)

04 maio 2007

Frase polémica de Erdoğan sob investigação criminal


Foi aberta hoje, por decisão do Ministério Público, uma investigação criminal contra o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, pela frase que proferiu na quarta-feira quando se referia à decisão do Tribunal Constitucional classificando-a de "um tiro contra a democracia."
O procurador de Ancara, Hikmet Önen, deu início à investigação criminal após exame da denúncia de um advogado. A denúncia acusa o primeiro-ministro de insultar a Justiça turca e instigar no povo sentimentos de ódio e vingança. A presidente do Tribunal Constitucional, Tülay Tuğcu, tinha definido a frase de Erdoğan como "irresponsável e capaz de indicar alvos" a grupos inclinados à violência.
O jurista queixoso considera que Erdogan, no discurso que proferiu, "intimidou e criou o pânico na população", "incitou abertamente ao crime" e à "desobediência civil", "abusou do poder" e "desrespeitou a justiça", segundo a cadeia televisiva CNN-Turk.
O Ministério Público, no âmbito do inquérito preliminar, deverá apurar se há matéria para instruir um processo, com o que teria de pedir ao parlamento o levantamento da imunidade do primeiro-ministro.
Depois de pronunciar a frase polémica, Erdoğan tentou amenizá-la dizendo que não se referia à decisão do tribunal, mas à acção do presidente do maior partido da oposição, Deniz Baykal.
Entretanto, Erdoğan esteve reunido hoje no palácio Dolmabahçe, em Istambul, com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas para esclarecer o secularismo do governo.
Mehmet Akif Beki, porta-voz de Erdoğan, revelou que o encontro, do qual não foi distribuído qualquer comunicado final, durou duas horas.

Governo propõe quórum de 184 deputados


O partido do Governo (AKP), sugeriu ontem a redução do quórum para 184 deputados, contra os actuais 367. Esta proposta faz parte de um pacote de reformas que o governo pretende operar no sistema eleitoral.
Após a decisão, por parte do Tribunal Constitucional, de anulação da primeira volta das presidenciais, o governo contra-atacou com um pacote de reformas ao sistema eleitoral na passada quarta-feira. Estas incluem a eleição do presidente da República por sufrágio universal com mandato de cinco anos renovável por mais cinco anos, e realização de eleições legislativas de quatro em quatro anos em vez dos actuais cinco. Actualmente o presidente é eleito pelo Parlamento e por um mandato único de sete anos. Relativamente às eleições legidlativas, são realizadas de cinco em cinco anos.
Ontem, quinta-feira, o AKP decidiu adicionar novos elementos ao seu pacote de reformas. O mais importante refere-se à redução do quórum do Parlamento para 184 deputados em vez dos 367 actualmente necessários.
O CHP (Partido Republicano do Povo) e o ANAVATAN (Partido Terra Mãe) rejeitaram esta proposta. No entanto, o Partido ANAVATAN continua a apoiar a proposta do AKP de sufrágio universal para a eleição do presidente.
Como as eleições são a 22 de Julho, as hipóteses deste pacote passar aumentaram. No entanto, será difícil ao AKP completar todo o processo constitucional, de forma a poder levar a cabo eleições gerais a 22 de Julho.
Ahmet Necdet Sezer, o presidente da República em funções, anunciou ontem que irá vetar o pacote, e, caso o AKP persista, avançará para um referendo. "Precisamos primeiro de proceder aos arranjos necessários para regulamentar o nosso sistema parlamentar antes de alterar a Constituição," disse Sezer. Revelou ainda não ser contra a redução do mandato do presidente para cinco anos, mas rejeita a renovação do mandato. Apoiou no entanto a realização de eleições legislativas de quatro em quatro anos em vez de cinco.
O AKP parece estar determinado a levar o pacote de reformas a referendo. Contudo, a lei só pode ser aplicada passados quatro meses de ter sido publicada em Diário da República. Sadullah Ergin, o líder do grupo parlamentar do AKP, disse que podiam mudar a lei para poderem levar a cabo eleições gerais no dia 22 de Julho.
Do lado da oposição, o CHP considera o pacote de reformas do governo uma "táctica". Atilla Kart, membro da Comissão Constitucional do Parlamento pelo CHP, disse não ser adequado alterar o sistema presidencial, avançando que a lei eleitoral também teria de ser alterada à luz da alteração da Constituição. Por essa razão, os deputados do CHP defendem que as mudanças propostas pelo governo não deverão ser concluídas antes das eleições. "O AKP sabe que isso não será feito antes das eleições, mas o partido não propôs estas mudanças por as querer. O AKP está a adoptar uma táctica e a tentar pressionar a oposição. Está a tentar dar a impressão de que a oposição está a rejeitar tais mudanças. O mesmo será dizer que estão a utilizar o assunto para ganharem votos nas eleições," dizem os membros do CHP.
O partido ANAVATAN continua a "apoiar incondicionalmente" a proposta mas tem algumas objeções e dúvidas. Süleyman Sarıbaş, líder parlamentar do ANAVATAN, disse que o seu partido apoia incondicionalmente a proposta do governo relativamente à eleição do presidente por sufrágio universal, mas disse não considerar os esforços do AKP sinceros.