28 setembro 2010

Um dia a Turquia conduzirá a UE


A Turquia ainda nem sequer é membro da UE, mas o vice-primeiro-ministro turco, Ali Babacan, já reivindica um papel de primeiro plano para o seu país. E com o seu crescimento económico e demográfico, arrisca-se mesmo a consegui-lo, escreve Die Presse.
“Se a Turquia se tornar membro da UE, não ficará na segunda fila e é por isso mesmo que a nossa adesão preocupa tanto alguns países como a Alemanha e a França”, declarou orgulhosamente o vice-primeiro-ministro turco, Ali Babacan, à margem da assembleia geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Este desejo de ver a Turquia desempenhar um papel de relevo baseia-se em factos sólidos: com um crescimento económico que, este ano, deverá atingir os 7%, uma influência crescente no sector energético, onde é uma placa giratória, e um potencial praticamente inesgotável de recursos humanos, o país passou recentemente para a via rápida da Europa.
Actualmente, a Turquia é a 17.ª economia do mundo. Na opinião dos especialistas, dentro de 20 anos deverá estar entre as dez primeiras e ultrapassar países como a Espanha e a Itália. Ao mesmo tempo que irá, segundo as previsões da IIASA [Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados] e do Vienna Institute of Demography [Instituto Demográfico de Viena], contar com 85,5 milhões de habitantes e ultrapassar o maior país da Europa, a Alemanha, no que diz respeito à população.
Se a Turquia conseguir entrar na UE, apesar da resistência de países como a Áustria, a Alemanha ou a França, dominará a orientação política das instituições europeias. Actualmente, já seria a segunda maior influência no parlamento europeu e estaria em pé de igualdade com os grandes países no conselho da UE.
Apesar de as estruturas do poder deverem, nos próximos anos, adaptar-se progressivamente às regras do Tratado de Lisboa, nada disso mudaria grande coisa para a Turquia. A sua influência deverá até aumentar por causa do grande crescimento da sua população, porque o número de lugares no parlamento ou as novas maiorias no conselho dependem, antes de mais, do número de habitantes.
Na sua qualidade de grande país, a Turquia poderia não apenas fazer passar as suas decisões, como também bloquear as que não lhe conviessem. O Tratado de Lisboa prevê que, a partir de 2014, os países que representem, em conjunto, 35% da população da UE constituirão uma minoria de bloqueio. Isto significa que Ancara poderia, por exemplo, a par de Londres, Madrid e Varsóvia, levantar obstáculos a todas as medidas apresentadas por Paris e Berlim. O domínio do eixo franco-germânico seria quebrado.
O que é que a entrada da Turquia na UE mudaria politicamente? A política externa e a segurança virar-se-iam ainda mais para os Estados Unidos, dizem os diplomatas europeus. Em matéria de política comercial, Ancara defenderia ainda mais o comércio livre do que os países que estão há mais tempo na UE. Ancara promoveria, muito provavelmente, uma maior cooperação em matéria de segurança interna, mas seria um travão no que diz respeito aos direitos civis, nomeadamente na proteção de dados informáticos.
Babacan disse, em Nova Iorque, que a União Europeia ganharia importância na cena internacional com a entrada da Turquia. “O peso da economia europeia no mundo é pequeno e vai continuar a diminuir. Só com o alargamento a UE será capaz de preservar o seu poder e a sua influência."
Uma opinião também defendida por Gerhard Schröder num artigo para o Welt-Online. “Sem a Turquia, a UE mergulhará na mediocridade”, declarou o antigo chanceler social-democrata, lembrando as altas taxas de crescimento daquele país. Só este ano a economia turca crescerá quatro vezes mais do que a da França e duas vezes mais do que a da Alemanha. Schröder afirma que, dentro de 20 anos, a Turquia será a quarta ou quinta economia europeia. Seremos, então, obrigados a passar por ela.

(Fonte: Presseurop)

24 setembro 2010

Embaixadora de Portugal na Turquia admite encerrar temporariamente a embaixada

A embaixadora de Portugal na Turquia, Luísa Bastos de Almeida, admite propor o encerramento temporário das instalações diplomáticas naquele país se o governo não resolver alguns dos problemas com que se depara, avança a agência Lusa.
A questão tem sido suscitada pela diplomata através de telegramas enviados para o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). "Lamento, mais uma vez, dever voltar à questão da precariedade da prestação serviços desta embaixada", lê-se num dos telegramas a que a Lusa teve acesso. "Face à ausência de reacção das autoridades portuguesas, vejo cada vez mais próximo o momento em que me verei obrigada a propor a V.Exa o encerramento temporário desta secção consular e embaixada por estarmos, afinal, nestas circunstâncias, a contribuir para uma imagem que considero indigna do nosso país", afirma Luísa Bastos de Almeida na mensagem.
A Agência Lusa tentou falar com a diplomata para esclarecer quais os problemas com que se depara e qual a gravidade da situação para colocar em cima da mesa a possibilidade de se encerrar temporariamente a embaixada, mas a embaixadora remeteu quaisquer explicações para o MNE.
Contactada pela Lusa, a assessora do MNE confirmou apenas que "há problemas, cuja resolução está em curso." A mesma fonte disse ainda que "Estão a encontrar-se soluções para resolver os problemas" daquela embaixada, não adiantando, no entanto, quais os problemas.
A assessora não confirmou que o MNE tenha recebido o telegrama em que a embaixadora admite que poderá propor em breve o encerramento temporário da representação diplomática portuguesa em Ancara.

(Fonte TVI24)

13 setembro 2010

Referendo aprovou alterações à constituição

Cerca de 50 milhões de eleitores turcos foram ontem convocados para um referendo sobre emendas à constituição turca. Encarado por muitos como um teste de confiança ao governo conservador pró-islâmico do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), o projecto, que inclui 26 emendas, tem como objectivo central a redefinição das relações de força entre o poder político e a hierarquia judicial e eliminar a herança da constituição de 1980, elaborada durante o regime de ditadura militar. "Uma das grandes mudanças do pacote de reformas passará por romper com o sistema de castas do poder judicial", disse, sob anonimato, um conselheiro do primeiro-ministro turco, à CNN.
Ao fim do dia, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan acabou por confirmar os números que se esperavam: 58% dos turcos aprovaram a revisão constitucional. "O 12 de setembro será um ponto de viragem na história democrática da Turquia", disse, referindo ainda que "o povo escreveu uma etapa histórica".
Defendendo que as alterações à constituição iriam levar uma maior liberdade e democracia ao país, Erdoğan esgotou as últimas horas de campanha, na sexta-feira, a percorrer Istambul para tentar convencer os indecisos: "Existirá algo mais inteligente e significativo do que a passagem de uma constituição de golpe de Estado para uma constituição das pessoas?", questionou Erdoğan, referindo-se ao facto de que o documento em vigor foi introduzido na sequência do golpe militar de 12 de Setembro de 1980 - ou seja 30 anos antes da realização do referendo. Entre as medidas, destacam-se alterações ao sistema judicial, restrições ao poder dos tribunais militares, a abolição da imunidade que protege os líderes do golpe de Estado, igualdade de géneros e uma maior protecção de crianças, idosos e deficientes.
Segundo os analistas, o referendo materializa o último confronto entre o partido islâmico de Erdoğan e a tradição secular turca, que há oito anos (altura em que o AKP assumiu a liderança do país) disputam o poder. "Começou como um referendo sobre uma reforma constitucional, mas rapidamente se tornou num confronto entre governo e oposição", explicou o jornalista, Andrew Finkel, residente em Istambul. Enquanto o Partido Republicano do Povo (CHP, "pró-laico") e o Partido de Acção Nacionalista (direita) apelaram à rejeição das refomas em nome da "separação de poderes", a formação pró-curda Partido da Paz e da Democracia (BDP) exigiu o boicote.
"Independentemente de quem ganhar, a guerra não vai parar", garantiu Mustafa Avci presidente adjunto do BDP.
"Ninguém escuta ninguém. Muitos não sabem o que vão votar. Uma polarização tão profunda, exacerbada pela retórica dos líderes políticos na campanha, constitui uma séria ameaça para a democracia neste país, já tão polarizada sobre assuntos como o laicismo, as tensões com a minoria curda ou outros", afirmou um observador à agência EFE.
Ontem houve vários momentos de tensão no sudeste da Turquia, quando as forças de segurança enfrentaram activistas turcos que tentavam boicotar a ida às urnas. Segundo a agência turca Anadolu, 50 pessoas foram detidas nas províncias de Van e Batman por quererem forçar os eleitores a boicotar o referendo. Já a agência pró-curda Fırat informou que as forças de segurança obrigaram os activistas a votar, uma vez que o voto é exigido pela legislação turca.
A Comissão Europeia definiu a revisão constitucional turca como "um passo na boa direcção" apesar de ter alertado que "será decisiva a forma como for aplicada". Os sectores "laicos" da Turquia encaram a reforma com muita apreensão, ao contrário do governo que assegura que a iniciativa política é um "passaporte" para o país poder aderir à União Europeia e contribuirá para "desmilitarizar" a Turquia e melhorar a democracia no país.

(Fonte: i)

A maioria dos Turcos disse "Evet" às mudanças na constituição

Os eleitores turcos aprovaram domingo um pacote de alterações de fundo à constituição do país, a qual tinha sido elaborada há quase três décadas, durante o regime militar. As mudanças que já tiveram o apoio expresso dos Estados Unidos e da União Europeia, destinam-se a aproximar a legislação turca da que está em vigor na União Europeia, que a Turquia espera, um dia, vir a integrar.

Segundo a televisão estatal TRT, com 99 por cento dos boletins já contados, 58 por cento dos eleitores turcos votaram "Sim" às mudanças constitucionais. Outros 42 por cento escolheram o "Não", dando ouvidos aos argumentos da oposição, de que as reformas propostas iriam limitar a liberdade dos tribunais.
A referendo estavam 26 alterações à lei fundamental, que foi elaborada após o golpe militar de 1980. As modificações propostas tinham-se tornado num cavalo de batalha entre o actual Governo de inspiração islâmica e as elites tradicionais, incluindo os militares, que temem qualquer ameaça aos princípios seculares que regem a Turquia.
A afluência às urnas foi de 78 por cento, e o resultado do referendo pode ser visto como um voto de confiança no Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) no poder, antes das eleições previstas para o próximo ano.
Ao comentar os resultados, o primeiro-ministro Tayyip Erdoğan disse: "Atravessámos um limiar histórico para o avanço da democracia e supremacia da lei. O regime de tutela na Turquia, chega a partir de agora ao fim" disse o chefe do governo, acrescentando que os que na Turquia têm entusiasmo por golpes militares terão, a partir de agora, de o manter refreado.

Suspeitas da oposição
A oposição acusa Erdogğan e o seu partido, que tem as suas raízes no islão político, de tentar tomar o controlo do sistema judiciário, no quadro de uma agenda de islamização do Estado turco, "pela porta de trás".
Opinião diferente tem o líder do Partido de Acção Nacionalista da Turquia, Devlet Bahçeli, um grupo nacionalista da linha dura, que avisou que as mudanças constitucionais iriam enfraquecer o Estado e encorajar os rebeldes curdos que procuram autonomia. Segundo ele, a Turquia entrou "numa era cheia de graves riscos e perigos".
Por outro lado, um partido curdo apelou aos seus apoiantes para que boicotassem o voto, argumentando que as alterações propostas não avançam os interesses desta minoria étnica.

Aprovação internacional
No entanto, a expressiva aprovação que os eleitores turcos deram às mudanças propostas foi saudada internacionalmente.
Uma declaração emitida pela Casa Branca, diz que o Presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu "a pujança da democracia turca", na grande afluência registada no referendo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle, disse que o voto era "crítico" para a ambição da Turquia em integrar a União Europeia. "Esta discussão na sociedade acerca da forma concreta do balanço de poder no Estado é muito bem-vinda" disse o chefe da diplomacia alemã numa declaração.
A Comissão Europeia juntou-se aos que saudaram os resultados do voto. "Como temos vindo a dizer consistentemente nos últimos meses, estas reformas são um passo na direcção certa, uma vez que vêm satisfazer um grande número de prioridades de longa data nos esforços da Turquia para cumprir em pleno com os critérios de acesso", disse numa declaração o comissário europeu do Alargamento Stefan Fuele.

(Fonte: RTP)

10 setembro 2010

Sistrade na Istambul Packaging 2010

A Sistrade, empresa de engenharia e consultoria de sistemas de informação para mercados verticalizados como a indústria de impressão e embalagens, vai estar presente na Istambul Packaging 2010, principal feira de embalagem da Turquia, nos dias 16 a 19 de Setembro.
A Sistrade apresentará nesta feira a nova versão do Sistrade® Print que inclui muitas novidades na área de orçamentação técnica de embalagens, bem como na automação e controlo do processo produtivo deste tipo de produtos. Serão também apresentadas na feira as novas funcionalidades disponíveis no Sistrade® Print na área de gestão da logística, quer em termos de recepção de materiais, quer em termos de expedição e movimentação interna dos mesmos, com recurso a equipamentos móveis. O mercado turco tem milhares de empresas de embalagens cartão e de embalagens flexíveis, que são potenciais utilizadores do ERP Português Sistrade® print, como já sucede com centenas de empresas na Europa e América Latina.
A Sistrade – Software Consulting, S.A. é uma empresa portuguesa de engenharia e consultoria em sistemas de informação, com escritórios em Lisboa, Porto e Madrid. Com soluções informáticas inovadoras para as indústrias de impressão e embalagem, a empresa tem clientes e parceiros em Portugal, Espanha, Eslovénia, Polónia, Equador, Colômbia, Holanda, Lituânia, Turquia e Tunísia.

(Fonte: Revipack)

Internet: Turquia é o país mais perigoso do mundo

Portugal encontra-se no oitavo lugar na lista dos países mais perigosos para navegar na Internet do mundo, elaborada pela empresa de software de segurança, Antivírus Guard (AVG).
Os técnicos da AVG analisaram os registos de incidentes com vírus em mais de 100 milhões de computadores em todo o mundo, durante a última semana de Julho e traçaram um mapa de risco. Portugal é o único país da União Europeia no top dos dez países de risco elevado. A lista é liderada pela Turquia. Os Estados Unidos estão em 9.º lugar.

A lista completa do top 10:

1- Turquia
2- Rússia
3- Arménia
4- Azerbaijão
5- Bangladesh
6- Laos
7- Vietname
8- Portugal
9- EUA
10– Ucrânia e Paquistão

(Fonte: Diário Digital)

09 setembro 2010

Primeiro-ministro turco critica opositores na recta final para o referendo

O chefe do executivo turco, Recep Tayyip Erdoğan, lançou duras críticas às tácticas de campanha da oposição a dias do referendo constitucional, acusando os rivais de fazerem “propaganda suja e desinformação”.
Numa entrevista exclusiva à BBC, Erdoğan sustentou que as forças da oposição estão a “enganar” os eleitores: “[Os opositores] dizem que estas reformas são o meu projecto pessoal ou um projecto do meu partido, uma alegação que não tem fundamento”. A oposição acusa Erdoğan de estar a tentar, com este referendo, dar maior controlo ao governo sobre a nomeação dos juízes.
Erdoğan, que tem feito campanha por todo o país nas últimas três semanas, afirma que as reformas que vão ser referendadas tornarão a constituição – de 1982, e redigida pelos militares – mais democrática.
As propostas que vão ser submetidas à consulta popular caminham no sentido de tornar mais possível julgar os militares em tribunais civis, de dar mais poder ao parlamento para nomear juízes, permitir aos funcionários públicos participarem em negociações de acordos colectivos de trabalho e fazerem greve, além de levantar a imunidade dada aos líderes do sangrento golpe militar de 1980.
Um resultado favorável a este referendo poderá ajudar às ambições da Turquia de adesão à União Europeia, ao dissociar-se dos últimos elementos constitucionais que persistem do regime autocrático militar. As sondagens sugerem até ao momento uma quase paridade do “sim” e do “não”.

(Fonte: Público)

01 setembro 2010

Kayserispor quer regresso de Makukula

Os responsáveis do Kayserispor gostavam de ver regressar ao clube turco o avançado Ariza Makukula, actualmente ao serviço do Benfica.
Em declarações à Antena 1, o actual jogador do Benfica explicou: “Existe essa hipótese. Estamos a ver se é possível chegar a acordo com o Benfica e depois regressava à Turquia”.
O jogador afirma que a possibilidade de permanecer em Portugal parece remota: “De momento penso que não, porque existiu a possibilidade de um empréstimo ao Marítimo e não foi possível”.

(Fonte: O Jogo)

28 agosto 2010

Mundial de Basquetebol arranca hoje na Turquia


A 16.ª edição do campeonato do mundo de basquetebol arranca hoje na Turquia. Com 24 selecções presentes (quatro grupos de seis), a Espanha defende o título conquistado em 2006, no Japão, e surge novamente como uma das formações favoritas ao triunfo, a par dos Estados Unidos, apesar das baixas de vulto.
A Espanha, sem Pau Gasol e José Manuel Calderón, abrem a competição frente à França, outra selecção debilitada pelas ausências de Tony Parker, Mickael Pietrus e Joakim Noah. Já os norte-americanos – com uma equipa de segunda escolha, sem nenhum dos campeões olímpicos de 2008 e sem as principais estrelas da NBA – enfrentam a Croácia.
Referência ainda para Angola e Jordânia, selecções orientadas por Luís Magalhães e Mário Palma, respetivamente, que têm duros testes logo a abrir a competição, frente à Sérvia e Austrália.

(Fonte: Record)

27 agosto 2010

Sub 17: Turquia venceu Portugal

A selecção nacional de sub-17 perdeu esta sexta-feira com a Turquia por 2-3 em jogo do Torneio Internacional de Inglaterra, inserido na preparação para a fase de apuramento para o Europeu de 2011.
Portugal chegou a estar, por duas vezes, na frente do marcador, mas foi surpreendido na parte final da partida com dois golos, o último já nos descontos, que ditaram a derrota. Sancidino Silva abriu o marcador aos 23 minutos, a Turquia empatou por Beikan Şimşek, aos 58, enquanto Iuri Medeiros devolveu a vantagem a Portugal aos 69.

Portugal acabaria derrotado com um golo de Niyaz, no último minuto, e outro de Kadir Ari, já em tempo de descontos. No primeiro jogo do torneio, a Selecção nacional bateu a Austrália por 4-3.

A equipa comandada por Emílio Peixe jogou com a seguinte formação: José Costa (cap.), João Cancelo, Tiago Duque, Fábio Cardoso, Nuno Malheiro, Leandro Silva, João Teixeira (Diogo Mota, 59m), Carlos Chaby (Luís Cortez, 59m), Sancidino Silva (Frederic Maciel, 52m), Gonçalo Paciência (Alexandre Guedes, 52m) e Hélder Costa (Iuri Medeiros, 52m).

(Fonte: Mais Futebol)

FC Porto e Beşiktaş juntos na Liga Europa

O sorteio da Liga Europa colocou o Beşiktaş (Turquia), CSKA Sófia (Bulgária) e Rapid Viena (Áustria) como adversários do FC Porto no Grupo L. Ricardo Quaresma vai regressar ao Dragão.
O Beşiktaş será, teoricamente, o adversário mais difícil para o FC Porto. No play-off, a equipa de Quaresma afastou os finlandeses do HJK Helsínquia por 6-0 no conjunto das duas “mãos”.

(Fonte: A Bola)

26 agosto 2010

Angola e Luís Magalhães no Mundial de Basquetebol na Turquia

A selecção angolana, comandada pelo treinador português Luís Magalhães, parte para o Mundial de 2010, na Turquia, com a ambição de repetir a excelente prestação de 2006, ano em que chegou aos "oitavos", no Japão.
Numa grande competição pela 11.ª vez desde 1986 (só falhou, desde então, os Jogos Olímpicos de 88 e o Mundial de 98), Angola precisa de ficar entre os quatro primeiros do seu agrupamento para lograr os seus objetivos.
Pela frente, no seu sétimo Mundial, Angola tem a Argentina, a Sérvia, a Austrália, a Alemanha e ainda a Jordânia, que será orientada por outro técnico luso (Mário Palma) e é, teoricamente, a formação mais fraca do Grupo A.
Se quiser repetir 2006, a formação vencedora de dez dos últimos 11 campeonatos africanos - só falhou em 1997 (vitória do Senegal) - precisa, no mínimo, de dois triunfos. Ainda assim, Luís Magalhães já afirmou acreditar que "não é impossível" lograr idêntica prestação na Turquia.
Há quatro anos, na primeira fase, Angola ganhou ao Panamá, Japão e Nova Zelândia e só caiu perante a Espanha, que viria a sagrar-se campeã, e a Alemanha, mas com esta última apenas após três prolongamentos (103-108).
Desta vez, os germânicos não têm, no entanto, a sua grande "estrela" (Dirk Nowitzki), pelo que surgirão bem mais frágeis, sendo que os argentinos também não estão no seu máximo, face à ausência de Manu Ginobili.
Para enfrentar o Mundial, Luís Magalhães não fez grandes alterações em relação a competições anteriores, apostando na continuidade, em referências como Miguel Lutonda, Carlos Almeida, Eduardo Mingas ou Joaquim Gomes "Kikas".
estreia dos africanos está marcada para sábado, frente à Sérvia, seguindo-se a Jordânia (domingo), a Argentina (segunda-feira), a Alemanha (quarta-feira) e, a acabar, a Austrália (quinta-feira).
O conjunto angolano estreou-se nos Mundiais em 1986, ano em que caiu na fase preliminar, já em Espanha, palco da fase final do Mundial, com apenas 12 selecções.
Quatro anos depois (1990), na Argentina, os africanos conseguiram três triunfos, face à Coreia do Sul, Egipto e China, e terminaram no 13.º posto, para em 1994, no Canadá, ganharem apenas um e acabarem em 16.º.
Depois de falhar o Mundial de 1998, como consequência do terceiro posto no Afrobasket de 1997, os angolanos bateram o Canadá e a China e ficaram no 11.º lugar em 2002, sob o comando de Mário Palma.
Finalmente, em 2006, a Angola logrou o seu melhor registo na prova ao conseguir o 10.º posto, sob o comando de Alberto Carvalho, após triunfos sobre o Panamá, Japão e Nova Zelândia.
Em competições internacionais, o conjunto africano só havia brilhado mais intensamente nos Jogos Olímpicos de 1992, em Barcelona, onde humilhou a anfitriã Espanha (83-63), liderada pelos ex-benfiquistas Jean Jacques e José Carlos Guimarães, rumo ao 10.º lugar.

(Fonte: Lusa)

19 agosto 2010

Famílias de soldados mortos pelo PKK processam o exército turco


Parentes dos soldados turcos mortos em ataques do grupo armado curdo PKK nos últimos anos, processaram o Estado-Maior do exército da Turquia, que acusam de não ter tomado medidas suficientes para protegê-los.
As acusações de negligência dos comandantes militares surgiram na Turquia nos últimos anos, sobretudo desde o ataque em Dağlıca em 2007, que tirou a vida a 12 soldados, o de Aktütün em 2008, quando 15 efectivos morreram, e o de Hantepe de Junho passado, que matou 11 militares.
O Estado-Maior não respondeu às acusações, apesar da publicação em diversos jornais turcos sobre detalhes dos ataques. Segundo essas reportagens, aviões não-tripulados detectaram rebeldes do PKK pouco antes de atacarem Hantepe, sem que os comandantes militares alertassem os seus subordinados.
Segundo a imprensa turca, como o diário liberal "Taraf", o Estado-Maior acompanhou o ataque de Hantepe ao vivo pelas imagens dos aviões não-tripulados Heron, mas não ordenou o envio de reforços que pudessem resistir à acção.
Nos últimos meses, o PKK aumentou os seus ataques contra o exército turco. Somente neste ano, cerca de 100 soldados turcos morreram em combate contra o grupo curdo.

(Fonte: Efe)

17 agosto 2010

Palestiniano barricado na embaixada turca de Telavive

Um palestiniano de Ramallah está barricado no interior da embaixada turca em Telavive, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita. Foram ouvidos tiros. O homem barricou-se e ameaça matar “qualquer judeu” que tente entrar.
O advogado árabe israelita Shafik Abuani disse à "Rádio Israel" ter falado três vezes ao telefone com este homem, que identificou como Nadim Injaz, de 28 anos, um palestiniano de Ramallah, que lhe disse que deitaria fogo à embaixada se não lhe fosse concedido asilo político, adianta o "Ha'aretz". “Diz-se perseguido pelo Shin Bet [serviço de segurança interna israelita] e pelos serviços de segurança israelitas. Tentei acalmá-lo por telefone, e o cônsul turco e a sua mulher tiveram tempo para escapar”, disse ainda, citado pela AFP. Diz tratar-se de um homem mentalmente desequilibrado. “Este homem exigiu que o primeiro-ministro turco [Recep Tayyip Erdoğan] lhe conceda asilo político”. Há quatro anos tentou fazer o mesmo na embaixada britânica. Foi preso e libertado há duas semanas.
"Uma pessoa terá sido alvejada”, adianta o jornal “Ha’aretz”, citando um comunicado oficial. Polícia e ambulâncias dirigiram-se para o local e ouvem-se helicópteros a sobrevoar a embaixada, que fica na Rua Yarkon, em frente ao mar, que foi encerrada ao tráfego. O pessoal da embaixada terá barrado a entrada da polícia e dos paramédicos.
"Temos uma situação de reféns", confirmou à agência Associated Press o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Yigal Palmor.
Israel e a Turquia eram países aliados, mas as suas relações têm sido difíceis no último ano e meio, desde a ofensiva israelita em Gaza iniciada no final de Dezembro de 2008. A tensão foi agravada a 31 de Maio, quando militares israelitas, ao abordarem um dos navios da pequena frota que seguia para Gaza, com a intenção de furar o bloqueio imposto por Israel, encontraram resistência por parte dos activistas turcos a bordo, o que resultou na morte de oito pessoas, todas civis turcos.

(Fonte: Público)

28 julho 2010

Cameron conseguirá levar a Turquia a negociar?


AFP

Num dos seus mais importantes discursos sobre a Europa, o primeiro-ministro britânico deu o maior apoio alguma vez visto à integração turca na UE. Enquanto a imprensa britânica se manifesta geralmente satisfeita, o continente e mesmo alguns elementos da imprensa turca manifestam dúvidas sobre o impacto da sua declaração.
Num discurso em Ancara, a 27 de Julho, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, expressou o seu desagrado pela lentidão das negociações e prometeu lutar pela adesão da Turquia à UE. O anterior ministro para as Questões Europeias, o trabalhista Denis MacShane, começa por felicitar a notícia, nas páginas de The Guardian. “A adoção por David Cameron da diplomacia ‘turcófila’ de Tony Blair, hoje em Ancara, deve ser saudada”, escreve. E recorda os leitores de que o anterior primeiro-ministro britânico “instou sozinho o conselho europeu para que fosse marcada uma data de início para as negociações de adesão da Turquia à UE”.
Contudo, Cameron enfrenta “uma paisagem política europeia diferente”, com a Alemanha e a França, anteriormente a favor da iniciativa de Blair, agora extremamente hostis em relação à entrada da Turquia na União. MacShane salienta que “a decisão de Cameron de se afastar do principal grupo político de centro-direita, onde se inserem Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, bem como a maioria dos outros partidos no poder na UE, significa que a voz da Grã-Bretanha estará ausente do debate político central da UE sobre a Turquia”.

Tratamento desonesto e humilhante
A Turquia está também a deixar arrastar as suas oportunidades, defende ele. “Ainda ontem, o ministro turco do Comércio dizia que a Turquia irá ignorar, ou mesmo torpedear, as sanções da UE contra o Irão. É uma atitude útil da parte de Ancara para o processo de aproximação à UE?” E mantém-se também a eterna questão do Chipre: “A Turquia consegue transformar a pedra de Chipre que tem no sapato num cacto enfiado nas calças, ao recusar-se a considerar com alguma abertura interesses cipriotas legítimos”. Contudo, considera que há “grandes nações ‘turcófobas’ da UE por detrás dos Gregos e dos Cipriotas, a manobrar a questão cipriota”.
O deputado conservador britânico Daniel Hannan cumprimenta, no Daily Telegraph, o discurso de Cameron e fustiga a UE pelo “tratamento desonesto e humilhante” em relação ao populoso vizinho muçulmano. A integração turca, argumenta, é “estrategicamente importante: uma forma de apoiar e de amparar a principal democracia muçulmana, e, com sorte, de diluir o euro federalismo”.

Para quê ligar-se a uma economia em regressão?
As negociações começaram em Outubro de 2005, mas, entretanto, Bruxelas não fez senão “acenar com falsas promessas”. “Obrigou-os a adoptar reformas humilhantes, que foram desde o estatuto das minorias à história dos massacres arménios de 1915. Acusa-os de autoritarismo, quando cerceiam os símbolos da devoção islâmica, e repreende-os como fundamentalistas quando não o fazem.”
Mas “se eu fosse Turco”, escreve o deputado euro céptico, “seria contra a integração na UE. A Turquia é um país dinâmico com uma população jovem – em contraste marcado com a UE. A última coisa de que precisa é da semana de 48 horas, da Política Agrícola Comum, do euro e dos restantes instrumentos do corporativismo de Bruxelas. Para quê ligar-se a uma parte da economia mundial que está em regressão, quando se tem novos mercados promissores a leste?”

"Caminho bucólico" para Bruxelas
Um Frankfurter Allgemeine Zeitung cético pega na afirmação de Cameron de que a um país membro da aliança da NATO em luta no Afeganistão não deve ser pedido que "guarde o acampamento, sem que se possa sentar na tenda." Se a pertença à NATO é critério para a adesão à União, “a UE deve admitir também o Canadá – e os Estados Unidos, já agora. Ambos têm mais em comum com a Europa, e de um ponto de vista geográfico, a Turquia tem uma parte ínfima que é 'europeia’. Mas agora a sério: porque pensa Cameron – e com que verve – que consegue fazer esticar indefinidamente a UE sem perigo? A dissidência entre os Ingleses e Paris e Berlim é enorme – e esse elemento-chave não pode ser contornado”.
Escrevendo no diário de Istambul, o Zaman, Amanda Paul salienta que “a estrada tem estado até agora cheia de buracos”, significando que a Turquia está a percorrer o “caminho bucólico” em vez da “auto-estrada” para Bruxelas. ”Os principais Estados-membros até podem considerar a Turquia um parceiro de grande importância estratégica, mas, ao mesmo tempo, acham-na demasiado diferente. Aparentemente, a palavra de ordem da UE ‘força na diversidade’ não se aplica à Turquia”, graceja.

UE e Turquia numa montanha-russa
O discurso de Cameron terá algum efeito? “A Turquia pode pedir-lhe que prove que as suas palavras são mais do que um manifesto de intenções. Isto pode ser feito, por exemplo, pressionando-o na questão de Chipre.” Mas o problema está em que, mesmo com a melhor das boas vontades do mundo, num processo de “transformação maciça”, as percepções negativas da Turquia tenderão a prevalecer. “A percepção dominante da Turquia é de um lugar agradável para se ir de férias, mas nunca o tipo de país que quereríamos a participar no nosso clube.”
“A UE e a Turquia”, escreve ainda Amanda Paul, “andam numa montanha-russa. Tem havido muitos altos e baixos, e estão muitos mais para vir. Infelizmente, as montanhas-russas nunca saem do lugar, estão destinadas a continuar às voltas, com umas paragens aflitivas pelo meio. Pode ser esse o caso das relações Turquia-UE”.

(Fonte: Presseurop)

19 julho 2010

Justiça indicia 196 pessoas sob acusação de conspiração para derrubar governo

A justiça turca indiciou hoje 196 pessoas, incluindo militares no activo e aposentados, sob acusação de terem participado numa conspiração para derrubar o governo em 2003, noticiou hoje a imprensa turca.
Os suspeitos foram indiciados no âmbito de uma investigação iniciada há vários meses pela justiça turca que visa levar perante a justiça as pessoas envolvidas numa conspiração para derrubar o governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) em 2003.
De acordo com a acusação, o objectivo da conspiração era promover uma série de acções violentas para criar o caos no país e assim abrir caminho para derrubar o governo, actualmente ocupado por um partido de raízes islâmicas moderadas.
Entre os 196 indiciados estão 30 militares no activo e na reserva. De acordo com a agência estatal de notícias Anatólia, ainda não foi fixada qualquer data para o início do julgamento.
Mais de duas dezenas de membros da poderosa hierarquia militar turca, dos quais 15 no activo, já tinham sido detidos em Fevereiro, em Istambul, depois de terem sido formalmente acusados de conspiração. A maioria foi, entretanto, libertada.
As detenções de militares, num país onde o exército se considera guardião da laicidade do regime, reacenderam as tensões entre os apoiantes do governo e os partidários da laicidade.
As primeiras informações sobre a alegada conspiração foram publicadas em Janeiro por um jornal turco. Altos responsáveis do exército turco negaram todas as informações e consideram estar a ser alvo de uma campanha de difamação.

(Fonte: Lusa)