Um tremor de terra de magnitude 6 na escala de Richter matou esta madrugada pelo menos 51 pessoas no leste da Turquia. Há ainda algumas pessoas debaixo dos escombros e pelo menos 34 feridos, incluindo dez com gravidade.
A terra tremeu em seis aldeias na província de Elaziğ, com 320 mil habitantes, atravessada pela falha sísmica da Anatólia Oriental. As casas desta região são na sua maioria construídas em adobe e pouco resistentes aos frequentes abalos.
“Houve muito medo e pânico entre as pessoas. Durou cerca de um minuto. Sentimo-lo com muita força e toda a gente tentou sair para a rua”, disse à CNN Türk Nursel Şengezer, correspondente da agência de notícias Doğan em Elaziğ.
Seguiram-se entre 20 e 30 réplicas. “A situação é terrível, as pessoas estão assustadas. Há chuva e nevoeiro, ninguém pode regressar a casa”, descreveu Yaşar Çagrıbay, director do Crescente Vermelho na região.
Esta organização tem passado a manhã a distribuir cobertores e refeições aos habitantes, que participam também nos trabalhos de socorro apesar do frio intenso. Muitos acenderam fogueiras. Tremores de terra com consequências graves são frequentes na Turquia, país atravessado por várias falhas sísmicas. Em 1999, dois sismos, em Agosto e em Novembro, fizeram 20 mil mortos no nordeste, zona industrial com alta densidade populacional.
08 março 2010
Sismo no leste da Turquia matou pelo menos 51 pessoas
(Fonte: Público/Notícias da Turquia)
06 março 2010
Votação do genocídio arménio causa crise diplomática entre EUA e Turquia
Uma votação no Congresso americano que abre caminho ao reconhecimento do genocídio arménio está a provocar uma crise diplomática entre a Turquia e os Estados Unidos, dois aliados na NATO. O Governo do primeiro-ministro Recep Erdoğan chamou para "consultas" o seu embaixador em Washington e pediu à Casa Branca para travar uma eventual resolução dos legisladores americanos sobre os legados massacres de arménios que ocorreram entre 1915 e 1923. A Turquia recusa-se a reconhecer o acontecimento como sendo genocídio.
O presidente turco, Abdullah Gül, afirmou que o seu país "não será responsável" por qualquer consequência negativa que a votação possa vir a ter. O Governo emitiu uma declaração onde se pode ler que o país é acusado "de um crime que não cometeu" e a oposição republicana acusou Washington de "abandonar" a Turquia. A Arménia elogiou o texto, que considerou um avanço na causa dos "direitos humanos".
A resolução sobre o genocídio arménio é não vinculativa e foi aprovada pela comissão de negócios estrangeiros da Câmara de Representantes, que votou de forma cerrada, 23 votos a favor e 22 contra, com um dos congressistas a recusar o voto. O documento segue para discussão na Câmara dos Representantes, onde a aprovação será difícil, devido à falta de entusiasmo dos líderes democratas.
Antes da comissão se pronunciar, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tentara travar o processo, lembrando aos congressistas o carácter inoportuno da discussão, que pode afectar a normalização de relações entre Turquia e Arménia. O processo de reconciliação entre os dois países vizinhos teve enorme avanço em Outubro, após uma negociação dramática, mediada pelos Americanos, que permitiu assinar um acordo que prevê aproximação diplomática, cooperação económica e análise conjunta do evento histórico que separa estas nações.
De qualquer forma, com a nova resolução, a administração Obama poderá estar em posição complicada, pois o presidente fez uma promessa eleitoral de reconhecer o genocídio, questão muito importante para o forte lobby da diáspora arménia nos EUA.
A votação da resolução motivou uma reacção irritada de Ancara, que acusou os Americanos de "séria falta de visão estratégica". Esta foi uma provável referência às questões onde os Americanos precisam de ajuda turca. A Turquia não é apenas um aliado na NATO, mas está envolvida na guerra do Afeganistão, tem influência nos assuntos iraquianos, apoia a estratégia americana em relação ao Irão e, acima de tudo, constitui um modelo de regime secular e democrático que muitos países muçulmanos procuram imitar. É também o único amigo de Israel na região.
O genocídio arménio é reconhecido oficialmente pela União Europeia e por alguns países europeus, incluindo a França, mas também pelo Canadá e a Argentina, entre outros. As perseguições de Arménios no Império Otomano começaram no século XIX, mas agravaram-se entre 1915 e 1917. A Turquia admite os massacres, que atribui a uma rebelião armada, mas quer evitar a palavra genocídio, que pode ter consequências legais.
O presidente turco, Abdullah Gül, afirmou que o seu país "não será responsável" por qualquer consequência negativa que a votação possa vir a ter. O Governo emitiu uma declaração onde se pode ler que o país é acusado "de um crime que não cometeu" e a oposição republicana acusou Washington de "abandonar" a Turquia. A Arménia elogiou o texto, que considerou um avanço na causa dos "direitos humanos".
A resolução sobre o genocídio arménio é não vinculativa e foi aprovada pela comissão de negócios estrangeiros da Câmara de Representantes, que votou de forma cerrada, 23 votos a favor e 22 contra, com um dos congressistas a recusar o voto. O documento segue para discussão na Câmara dos Representantes, onde a aprovação será difícil, devido à falta de entusiasmo dos líderes democratas.
Antes da comissão se pronunciar, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, tentara travar o processo, lembrando aos congressistas o carácter inoportuno da discussão, que pode afectar a normalização de relações entre Turquia e Arménia. O processo de reconciliação entre os dois países vizinhos teve enorme avanço em Outubro, após uma negociação dramática, mediada pelos Americanos, que permitiu assinar um acordo que prevê aproximação diplomática, cooperação económica e análise conjunta do evento histórico que separa estas nações.
De qualquer forma, com a nova resolução, a administração Obama poderá estar em posição complicada, pois o presidente fez uma promessa eleitoral de reconhecer o genocídio, questão muito importante para o forte lobby da diáspora arménia nos EUA.
A votação da resolução motivou uma reacção irritada de Ancara, que acusou os Americanos de "séria falta de visão estratégica". Esta foi uma provável referência às questões onde os Americanos precisam de ajuda turca. A Turquia não é apenas um aliado na NATO, mas está envolvida na guerra do Afeganistão, tem influência nos assuntos iraquianos, apoia a estratégia americana em relação ao Irão e, acima de tudo, constitui um modelo de regime secular e democrático que muitos países muçulmanos procuram imitar. É também o único amigo de Israel na região.
O genocídio arménio é reconhecido oficialmente pela União Europeia e por alguns países europeus, incluindo a França, mas também pelo Canadá e a Argentina, entre outros. As perseguições de Arménios no Império Otomano começaram no século XIX, mas agravaram-se entre 1915 e 1917. A Turquia admite os massacres, que atribui a uma rebelião armada, mas quer evitar a palavra genocídio, que pode ter consequências legais.
(Fonte: Diário de Notícias)
Erdoğan diz que reconhecimento dos EUA do "genocídio" arménio é uma "paródia"
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, qualificou hoje como uma “paródia” a resolução norte-americana que descreve como um “genocídio” os massacres de Arménios pelo Império Otomano.
Aprovada quinta-feira pelo comité dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, aquela resolução está a causar profunda tensão entre os dois países, com o regime de Ancara a sentir-se profundamente agastado com o crucial aliado por este lhe apontar o dedo por “um crime” que a Turquia considera não ter existido.
“Quero deixar claro que esta resolução não nos afectará. Mas irá prejudicar as relações bilaterais [entre Estados Unidos e Turquia], os seus interesses e as suas visões para o futuro. E não seremos nós quem fica a perder”, afirmou Erdoğan, numa reunião com empresários em Ancara que foi transmitida pela televisão estatal. A Turquia, asseverou ainda, “não será bloqueada por uma comédia destas, uma tão grande paródia.”
Para o primeiro-ministro turco, a aprovação daquela resolução (por 23 contra 22 votos no comité) – que a própria Casa Branca envidou todos os esforços para que não acontecesse – constitui o resultado de “políticas erradas”. A Turquia chamou ontem mesmo o seu embaixador nos Estados Unidos “para consultas”.
O Governo de Ancara instara ontem Washington a impedir que aquela resolução chegasse a votação na assembleia da Câmara dos Representantes, sublinhando desde logo que a qualificação dos massacres de Arménios durante a Primeira Guerra Mundial como um genocídio iria também minar o processo de reconciliação entre a Turquia e a Arménia.
Aprovada quinta-feira pelo comité dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, aquela resolução está a causar profunda tensão entre os dois países, com o regime de Ancara a sentir-se profundamente agastado com o crucial aliado por este lhe apontar o dedo por “um crime” que a Turquia considera não ter existido.
“Quero deixar claro que esta resolução não nos afectará. Mas irá prejudicar as relações bilaterais [entre Estados Unidos e Turquia], os seus interesses e as suas visões para o futuro. E não seremos nós quem fica a perder”, afirmou Erdoğan, numa reunião com empresários em Ancara que foi transmitida pela televisão estatal. A Turquia, asseverou ainda, “não será bloqueada por uma comédia destas, uma tão grande paródia.”
Para o primeiro-ministro turco, a aprovação daquela resolução (por 23 contra 22 votos no comité) – que a própria Casa Branca envidou todos os esforços para que não acontecesse – constitui o resultado de “políticas erradas”. A Turquia chamou ontem mesmo o seu embaixador nos Estados Unidos “para consultas”.
O Governo de Ancara instara ontem Washington a impedir que aquela resolução chegasse a votação na assembleia da Câmara dos Representantes, sublinhando desde logo que a qualificação dos massacres de Arménios durante a Primeira Guerra Mundial como um genocídio iria também minar o processo de reconciliação entre a Turquia e a Arménia.
(Fonte: Público)
04 março 2010
Manobras de alto risco na Turquia
O braço de ferro entre o governo "islamita moderado" e as forças armadas prossegue na Turquia. O número de militares presos por alegado envolvimento em tentativa de golpe de Estado já é de 67. A última operação concretizou mais 18 detenções, 17 das quais de militares no activo. "Os que conspiram contra a nação devem enfrentar agora a justiça", declarou o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan.
A situação interna na Turquia é de tensão, tendo em conta o papel que as forças armadas desempenham no sistema político turco, habitualmente apoiadas pelo sector judicial desde os períodos de ditadura militar, quatro desde 1960.
Erdoğan afirma que um dos objectivos do seu governo é fazer com que o poder militar fique subordinado às instituições políticas, um passo necessário para que o processo de integração da Turquia na União Europeia se possa desenvolver.
Todas as prisões de militares têm sido feitas sob a acusação de alegada participação no chamado Plano Balyoz, uma conspiração cujo suposto objectivo seria derrubar o governo de Erdoğan em 2003. O frente-a-frente entre o actual governo e as forças armadas não significa apenas o tradicional braço de ferro entre políticos e militares.
O carácter islamita do executivo suscita um factor de descontentamento acrescido nos quartéis e nos meandros da justiça, sectores que se consideram a si mesmos os guardiões do carácter laico do moderno Estado turco.
O aparelho judicial, por pressão dos militares, já ilegalizara por duas vezes o partido islamita, que se viu forçado a mudar de nome e a encontrar novos dirigentes, uma vez que os anteriores ficaram com os direitos políticos suspensos. Ainda assim, os religiosos chegaram ao governo sob o comando de Erdoğan e a designação de "Partido da Justiça e Desenvolvimento".
Analistas da situação turca consideram que a tensão é ainda maior porque não existem condições para um duelo entre os militares, por um lado, e a classe política unida, do outro. A política assumida pelos islamitas, sobretudo pelo carácter religioso que tem vindo gradualmente a ser imposto nas escolas e outros aspectos da vida social, provoca grande descontentamento entre os sectores políticos laicos e os que, mesmo não o sendo, defendem uma clara separação entre a Igreja e o Estado. Daí que se diga que o partido de Erdoğan está quase por sua conta contra os militares, o que significa uma jogada de alto risco, principalmente a partir do momento em que começou a defender prisões em massa de oficiais de elevadas patentes, entre eles três chefes recentes dos três ramos das forças armadas.
A situação interna na Turquia é de tensão, tendo em conta o papel que as forças armadas desempenham no sistema político turco, habitualmente apoiadas pelo sector judicial desde os períodos de ditadura militar, quatro desde 1960.
Erdoğan afirma que um dos objectivos do seu governo é fazer com que o poder militar fique subordinado às instituições políticas, um passo necessário para que o processo de integração da Turquia na União Europeia se possa desenvolver.
Todas as prisões de militares têm sido feitas sob a acusação de alegada participação no chamado Plano Balyoz, uma conspiração cujo suposto objectivo seria derrubar o governo de Erdoğan em 2003. O frente-a-frente entre o actual governo e as forças armadas não significa apenas o tradicional braço de ferro entre políticos e militares.
O carácter islamita do executivo suscita um factor de descontentamento acrescido nos quartéis e nos meandros da justiça, sectores que se consideram a si mesmos os guardiões do carácter laico do moderno Estado turco.
O aparelho judicial, por pressão dos militares, já ilegalizara por duas vezes o partido islamita, que se viu forçado a mudar de nome e a encontrar novos dirigentes, uma vez que os anteriores ficaram com os direitos políticos suspensos. Ainda assim, os religiosos chegaram ao governo sob o comando de Erdoğan e a designação de "Partido da Justiça e Desenvolvimento".
Analistas da situação turca consideram que a tensão é ainda maior porque não existem condições para um duelo entre os militares, por um lado, e a classe política unida, do outro. A política assumida pelos islamitas, sobretudo pelo carácter religioso que tem vindo gradualmente a ser imposto nas escolas e outros aspectos da vida social, provoca grande descontentamento entre os sectores políticos laicos e os que, mesmo não o sendo, defendem uma clara separação entre a Igreja e o Estado. Daí que se diga que o partido de Erdoğan está quase por sua conta contra os militares, o que significa uma jogada de alto risco, principalmente a partir do momento em que começou a defender prisões em massa de oficiais de elevadas patentes, entre eles três chefes recentes dos três ramos das forças armadas.
Erdoğan reuniu-se na semana passada com o chefe em exercício das forças armadas para transmitir ao país uma sensação de normalidade institucional mas, segundo a generalidade da comunicação social, o epílogo do encontro foi vago e, por isso, pouco convincente.
Depois da reunião foram libertados o ex-comandante da força aérea, general Ibrahim Fırtına, e o ex-comandante da marinha, almirante Özden Örnek, considerados à partida os principais responsáveis pelo alegado golpe. A Procuradoria de Istambul alegou que a libertação se ficou a dever ao facto de já não ser possível alterar as provas e de não haver hipóteses de fuga dos acusados.
Numa mensagem ao país Erdoğan afirmou que os problemas serão resolvidos "com bom senso" e dentro do "marco legal", pelo que pediu "tranquilidade" à população. O primeiro-ministro acrescentou que, ao contrário do que pedem os partidos da oposição como caminho para clarificar a vida da Turquia, as eleições gerais previstas para 2011 não serão antecipadas.
Na mesma ocasião, o primeiro-ministro abriu uma outra frente de polémica com a comunicação social, acusando colunistas de perturbarem o funcionamento da Bolsa de Istambul com artigos sobre a tensão entre o governo e os militares. "Os colunistas têm o direito de me criticar, mas sou obrigado a avisá-los: todos devem conhecer o seu papel e o seu lugar e não têm o direito de provocar rensão no país." Aos editores pediu que controlem os jornalistas e lhes "paguem o salário".
Os militares detidos na última vaga foram acusados de planear, no âmbito do Plano Balyioz, vários atentados, mediante a colocação de bombas nas mesquitas de Fatih e Beyazıt à hora da saída das orações de sexta-feira.
A conspiração pretendia alegadamente criar um conflito com a Grécia através do derrube de um avião militar turco sobre o Egeu e uma situação de instabilidade interna que levasse à instauração da lei marcial e à prisão em massa de intelectuais e de outros cidadãos que se opõem ao papel dos militares na política turca.
(Fonte: Esquerda.Net)
Depois da reunião foram libertados o ex-comandante da força aérea, general Ibrahim Fırtına, e o ex-comandante da marinha, almirante Özden Örnek, considerados à partida os principais responsáveis pelo alegado golpe. A Procuradoria de Istambul alegou que a libertação se ficou a dever ao facto de já não ser possível alterar as provas e de não haver hipóteses de fuga dos acusados.
Numa mensagem ao país Erdoğan afirmou que os problemas serão resolvidos "com bom senso" e dentro do "marco legal", pelo que pediu "tranquilidade" à população. O primeiro-ministro acrescentou que, ao contrário do que pedem os partidos da oposição como caminho para clarificar a vida da Turquia, as eleições gerais previstas para 2011 não serão antecipadas.
Na mesma ocasião, o primeiro-ministro abriu uma outra frente de polémica com a comunicação social, acusando colunistas de perturbarem o funcionamento da Bolsa de Istambul com artigos sobre a tensão entre o governo e os militares. "Os colunistas têm o direito de me criticar, mas sou obrigado a avisá-los: todos devem conhecer o seu papel e o seu lugar e não têm o direito de provocar rensão no país." Aos editores pediu que controlem os jornalistas e lhes "paguem o salário".
Os militares detidos na última vaga foram acusados de planear, no âmbito do Plano Balyioz, vários atentados, mediante a colocação de bombas nas mesquitas de Fatih e Beyazıt à hora da saída das orações de sexta-feira.
A conspiração pretendia alegadamente criar um conflito com a Grécia através do derrube de um avião militar turco sobre o Egeu e uma situação de instabilidade interna que levasse à instauração da lei marcial e à prisão em massa de intelectuais e de outros cidadãos que se opõem ao papel dos militares na política turca.
(Fonte: Esquerda.Net)
03 março 2010
Dragões querem o 'Messi' turco
Chama-se Serdar Özkan, tem 23 anos, joga preferencialmente a médio-direito e é internacional pela Turquia. É este o perfil do atleta do Beşiktaş que pode ser o próximo reforço do FC Porto.
O empresário do jogador confirmou o interesse do FC Porto no jogador que, pela sua velocidade e espontaneidade, ganhou a alcunha de "Messi". "Não quero ser o Messi, quero deixar a minha própria marca. Essa analogia deve ser feita com uma jovem promessa do Barcelona, não comigo", afirmou, em entrevista, o médio-ala turco que também pode actuar a número 10.
"Há outros clubes interessados, de Espanha, da Alemanha e da Suíça. Ele termina o contrato em Maio e é um jogador livre. Acredito que, ainda em Março, poderemos assinar contrato'", revelou o empresário do jovem que foi já apontado como alvo do Benfica.
O empresário do jogador confirmou o interesse do FC Porto no jogador que, pela sua velocidade e espontaneidade, ganhou a alcunha de "Messi". "Não quero ser o Messi, quero deixar a minha própria marca. Essa analogia deve ser feita com uma jovem promessa do Barcelona, não comigo", afirmou, em entrevista, o médio-ala turco que também pode actuar a número 10.
"Há outros clubes interessados, de Espanha, da Alemanha e da Suíça. Ele termina o contrato em Maio e é um jogador livre. Acredito que, ainda em Março, poderemos assinar contrato'", revelou o empresário do jovem que foi já apontado como alvo do Benfica.
(Fonte: Correio da Manhã)
28 fevereiro 2010
Turcos manifestam-se contra golpes de Estado
Milhares de pessoas manifestaram-se este Domingo em Istambul e outras cidades em defesa da democracia e contra os golpes de Estado.
As manifestações têm lugar num momento de tensões crescentes entre o Governo e os militares.
Após um encontro com o chefe de Estado-Maior, Ilker Başbuğ, este Domingo em Ancara, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan anunciou a intenção de apresentar até ao final de Março uma proposta de revisão constitucional.
O país atravessa uma crise que envolve o Governo e os militares, acusados de terem conspirado para derrubarem o executivo conservador em 2003.
Na semana passada cerca de 70 militares foram detidos e 33 foram acusados de conspiração.
Segundo observadores, Erdoğan poderá propor medidas para reforçar o poder civil.
Na Turquia os militares consideram-se como garante da laicidade do país tendo sido responsáveis pelo derrube de quatro governos em meio século. (Fonte: Euronews)
As manifestações têm lugar num momento de tensões crescentes entre o Governo e os militares.
Após um encontro com o chefe de Estado-Maior, Ilker Başbuğ, este Domingo em Ancara, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan anunciou a intenção de apresentar até ao final de Março uma proposta de revisão constitucional.
O país atravessa uma crise que envolve o Governo e os militares, acusados de terem conspirado para derrubarem o executivo conservador em 2003.
Na semana passada cerca de 70 militares foram detidos e 33 foram acusados de conspiração.
Segundo observadores, Erdoğan poderá propor medidas para reforçar o poder civil.
Na Turquia os militares consideram-se como garante da laicidade do país tendo sido responsáveis pelo derrube de quatro governos em meio século. (Fonte: Euronews)
27 fevereiro 2010
Onda de detenção de militares divide opinião pública
A detenção de antigos ou actuais altos quadros das Forças Armadas turcas está a dividir a opinião pública.
Por um lado, os militares são considerados o garante da laicidade do Estado, por outro, e devido ao longo historial de golpes de Estado, fazem reavivar receios passados.
Nos últimos dias dezenas de oficiais foram detidos e libertados. O poder judicial reage assim a uma alegada tentativa de golpe de Estado planeada em 2003.
Um Turco residente em Ancara afirma: “Estamos a seguir estas detenções de forma ansiosa, enquanto cidadãos. Como não somos informados, estamos todos a pensar no que vai acontecer. Estamos preocupados.”
Um outro residente na capital está mais optimista: “Acredito que as investigações e as acusações devem ser mais transparentes e o público deve ser informado.”
Ontem foram detidos mais 18 militares, entre os quais o chefe da polícia para militarizada de uma província feudo do islamismo político turco. Na segunda-feira passada, pelo menos 40 outros militares foram interpelados. Vários foram, entretanto, libertados.
A situação está a opor o Governo às Forças Armadas e a afectar a estabilidade da bolsa turca. (Fonte: Euronews)
Por um lado, os militares são considerados o garante da laicidade do Estado, por outro, e devido ao longo historial de golpes de Estado, fazem reavivar receios passados.
Nos últimos dias dezenas de oficiais foram detidos e libertados. O poder judicial reage assim a uma alegada tentativa de golpe de Estado planeada em 2003.
Um Turco residente em Ancara afirma: “Estamos a seguir estas detenções de forma ansiosa, enquanto cidadãos. Como não somos informados, estamos todos a pensar no que vai acontecer. Estamos preocupados.”
Um outro residente na capital está mais optimista: “Acredito que as investigações e as acusações devem ser mais transparentes e o público deve ser informado.”
Ontem foram detidos mais 18 militares, entre os quais o chefe da polícia para militarizada de uma província feudo do islamismo político turco. Na segunda-feira passada, pelo menos 40 outros militares foram interpelados. Vários foram, entretanto, libertados.
A situação está a opor o Governo às Forças Armadas e a afectar a estabilidade da bolsa turca. (Fonte: Euronews)
24 fevereiro 2010
Primeiro-ministro turco quase atingido por um sapato
Um homem de 27 anos, com passaporte sírio e de origem curda, foi detido, esta segunda-feira à noite, pela polícia espanhola, após tentar atingir com um sapato o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan. O incidente ocorreu após o chefe do governo turco ter recebido um prémio em Sevilha.
O homem, que gritava "Viva o Curdistão!", atirou o sapato, número 44, quando, Erdoğan se preparava para entrar no carro. Não conseguiu acertar no primeiro-ministro, mas atingiu um dos membros da sua comitiva. O objecto foi recolhido pelos seguranças de Erdoğan.
O homem, aparentemente embriagado, foi detido e será interrogado por tentativa de ataque contra um chefe de Estado.
Esta tentativa de agressão a Erdoğan coincidiu com a detenção de 50 altas patentes das forças armadas turcas que preparavam, alegadamente, um golpe de Estado.
Entre os detidos estão os ex-chefes da Força Aérea, da Marinha, do Exército e outros dez comandantes militares.
O grupo é suspeito de instigar a conspiração com o intuito de derrubar o governo de Ancara.
O homem, que gritava "Viva o Curdistão!", atirou o sapato, número 44, quando, Erdoğan se preparava para entrar no carro. Não conseguiu acertar no primeiro-ministro, mas atingiu um dos membros da sua comitiva. O objecto foi recolhido pelos seguranças de Erdoğan.
O homem, aparentemente embriagado, foi detido e será interrogado por tentativa de ataque contra um chefe de Estado.
Esta tentativa de agressão a Erdoğan coincidiu com a detenção de 50 altas patentes das forças armadas turcas que preparavam, alegadamente, um golpe de Estado.
Entre os detidos estão os ex-chefes da Força Aérea, da Marinha, do Exército e outros dez comandantes militares.
O grupo é suspeito de instigar a conspiração com o intuito de derrubar o governo de Ancara.
(Fonte: Visão)
Europeu de futsal: Portugal goleia Turquia
A selecção portuguesa somou esta terça-feira o 2.º triunfo na 2.ª edição do campeonato da Europa de futsal INAS-FID, que decorre na Guarda até sexta-feira, ao golear a Turquia por 32-3.
Depois de ter superado a França por 7-3, a formação das quinas fecha a sua participação na fase de grupos esta quarta-feira, face à Hungria, que superou o conjunto gaulês por 6-3.
O embate entre Portugal e Hungria está marcado para as 17 horas, seguindo-se, pelas 19 horas, o França-Turquia.
Depois de ter superado a França por 7-3, a formação das quinas fecha a sua participação na fase de grupos esta quarta-feira, face à Hungria, que superou o conjunto gaulês por 6-3.
O embate entre Portugal e Hungria está marcado para as 17 horas, seguindo-se, pelas 19 horas, o França-Turquia.
(Fonte: Record)
Explosão em mina causa 17 mortes
Uma explosão de gás metano numa mina de carvão no noroeste da Turquia, ocorrida esta terça-feira, provocou a morte de 17 mineiros, naquela que foi a segunda explosão mortal nesta mina em quatro anos.
A explosão na mina, situada próxima da cidade de Dursunbey, na província de Balıkesir, ocorreu 250 metros abaixo da superfície, disse o dono, Erhan Ortaköylü.
As operações de socorro foram interrompidas depois de terem sido evacuados 29 trabalhadores, adiantou o governador Yılmaz Arslan.
A explosão provocou a morte imediata de 11 mineiros e um engenheiro, com cinco outras mortes a registarem-se já no hospital.
Uma explosão similar tinha provocado a morte de 17 pessoas na mesma mina em Junho de 2006.
Já em Dezembro, um acidente do mesmo tipo matou 19 mineiros na província de Bursa, também no noroeste turco.
Desrespeito pelas regras de segurança e equipamento obsoleto têm provocado acidentes nas minas do país.
O pior acidente que já aconteceu nas minas turcas foi uma explosão de gás numa mina perto do porto de Zonguldak, no Mar Negro, que provocou a morte a 270 trabalhadores, em 1992.
(Fonte: Sic/Lusa)
A explosão na mina, situada próxima da cidade de Dursunbey, na província de Balıkesir, ocorreu 250 metros abaixo da superfície, disse o dono, Erhan Ortaköylü.
As operações de socorro foram interrompidas depois de terem sido evacuados 29 trabalhadores, adiantou o governador Yılmaz Arslan.
A explosão provocou a morte imediata de 11 mineiros e um engenheiro, com cinco outras mortes a registarem-se já no hospital.
Uma explosão similar tinha provocado a morte de 17 pessoas na mesma mina em Junho de 2006.
Já em Dezembro, um acidente do mesmo tipo matou 19 mineiros na província de Bursa, também no noroeste turco.
Desrespeito pelas regras de segurança e equipamento obsoleto têm provocado acidentes nas minas do país.
O pior acidente que já aconteceu nas minas turcas foi uma explosão de gás numa mina perto do porto de Zonguldak, no Mar Negro, que provocou a morte a 270 trabalhadores, em 1992.
(Fonte: Sic/Lusa)
23 fevereiro 2010
Crise político-militar na Turquia
O exército turco é o segundo maior na NATO, a seguir ao americano, e é o garante da república laica fundada por Atatürk há 86 anos.
Três golpes de Estado depois de 1960 cimentaram este poder. No mais recente, em 1980, redigiram a actual constituição. O motivo oficial do golpe foi instaurar a democracia, como justificou o general Kenan Evren: “Estamos aqui para reconstruir e melhorar a democracia, que não está a funcionar.”
Quando os islamitas moderados do AKP chegaram ao poder, depois de décadas de governo laico, começou o braço de ferro com os militares. A “gota de água” foi o uso do véu islâmico pelas mulheres do presidente e do primeiro-ministro, proibido nas istituições do Estado. Foi uma das razões que impulsionaram os militares a tentar impedir a eleição de Abdullah Gül como presidente da Turquia. O general Yaşar Buyukanıt, então chefe do Estado-Maior, faltou à tomada de posse de Abdullah Gül como presidente da República. Este é um exemplo da opinião crítica do exército em relação à política.
Em 2008, os militares apoiaram tacitamente a tentativa do procurador-geral de banir o AKP. Mas o Tribunal Constitucional decidiu noutro sentido, com um voto de diferença: seis em 11 juízes votaram a interdição.
Mas o governo do AKP respondeu aos ataques. Em 2004 reformou o Conselho de Segurança Nacional, um orgão misto, onde os militares tinham o habito de impôr a opinião aos civis, tornando-o simplesmente consultivo. Mas o que mais afectou o prestígio do exército turco, foi o caso Ergenekon, uma alegada tentativa de golpe de Estado. Foram interpelados 200 estudantes universitários, jornalistas e militares, no âmbito de um processo judicial muito controverso. Nenhuma condenação foi pronunciada.
Em Janeiro passado, o chefe de Estado Maior, Ilker Başbuğ, denunciou uma campanha de desacreditação contra o exército e afirmou que o tempo dos golpes de Estado passou.
O general, que tem sido o fiel da balança em todas as contendas, mostrou-se muito impaciente: “Pergunto-vos como é que um exército que vai para a guerra a gritar por Alá pode colocar bombas nas mesquitas. É mesmo injusto. Amaldiçoo-vos.
Três golpes de Estado depois de 1960 cimentaram este poder. No mais recente, em 1980, redigiram a actual constituição. O motivo oficial do golpe foi instaurar a democracia, como justificou o general Kenan Evren: “Estamos aqui para reconstruir e melhorar a democracia, que não está a funcionar.”
Quando os islamitas moderados do AKP chegaram ao poder, depois de décadas de governo laico, começou o braço de ferro com os militares. A “gota de água” foi o uso do véu islâmico pelas mulheres do presidente e do primeiro-ministro, proibido nas istituições do Estado. Foi uma das razões que impulsionaram os militares a tentar impedir a eleição de Abdullah Gül como presidente da Turquia. O general Yaşar Buyukanıt, então chefe do Estado-Maior, faltou à tomada de posse de Abdullah Gül como presidente da República. Este é um exemplo da opinião crítica do exército em relação à política.
Em 2008, os militares apoiaram tacitamente a tentativa do procurador-geral de banir o AKP. Mas o Tribunal Constitucional decidiu noutro sentido, com um voto de diferença: seis em 11 juízes votaram a interdição.
Mas o governo do AKP respondeu aos ataques. Em 2004 reformou o Conselho de Segurança Nacional, um orgão misto, onde os militares tinham o habito de impôr a opinião aos civis, tornando-o simplesmente consultivo. Mas o que mais afectou o prestígio do exército turco, foi o caso Ergenekon, uma alegada tentativa de golpe de Estado. Foram interpelados 200 estudantes universitários, jornalistas e militares, no âmbito de um processo judicial muito controverso. Nenhuma condenação foi pronunciada.
Em Janeiro passado, o chefe de Estado Maior, Ilker Başbuğ, denunciou uma campanha de desacreditação contra o exército e afirmou que o tempo dos golpes de Estado passou.
O general, que tem sido o fiel da balança em todas as contendas, mostrou-se muito impaciente: “Pergunto-vos como é que um exército que vai para a guerra a gritar por Alá pode colocar bombas nas mesquitas. É mesmo injusto. Amaldiçoo-vos.
(Fonte: Notícias da Turquia com Euronews)
A polémica das detenções e o poder do Exército
in Euronews
As detenções na Turquia podem ser consideradas sem precedentes nos tempos modernos, não apenas pelo número de detidos mas pelas patentes de alguns deles.
Há comentadores que assistem ao que se passa no país há muitos anos e que dizem que até ao ano passado, o poder do Exército era tal que teria sido impossível.
Andrew Finkel, analista sobre os assuntos turcos, fala à Euronews a partir de Istambul onde vive há 21 anos.
Euronews:
Isto é tudo parte de uma luta entre o Governo e os secularistas ou há algo mais?
Andrew Finkel:
Se perguntasse a um procurador público, ele diria que este é um caso legítimo. Um número enorme de documentos foi apresentado nos tribunais. Estes documentos sugerem que estas altas patentes do Exército estão envolvidas nas fases de planeamento de um golpe de Estado horrendo contra o Governo eleito.
Euronews:
E claro que o partido doGgoverno tem que fazer algo sobre este alegado enredo para poder avançar com o seu pedido de adesão à UE.
Andrew Finkel:
É um dos obstáculos à adesão da Turquia e há muitos obstáculos… mas um deles é o facto de o Exército ter usufruído sempre de uma posição privilegiada na vida política turca. O Exército era o “controlo de último recurso.” Estas detenções são uma indicação bastante dramática de que este pode já não ser o caso.
Euronews:
É um passo para castrar o Exército turco, controlá-lo, pelo menos? Houve quatro golpes de Estado desde 1960. Pensa que esta é uma tentativa para lhes cortar as asas?
Andrew Finkel:
Esse é definitivamente o intuito. Não são só os quatro golpes militares da história recente da Turquia, nos últimos anos o Exército foi muito activo na tentativa de debilitar o actual Governo. Emitiram comunicados, até na internet, a criticar o Governo, tentando organizar uma resistência popular. Eles não gostam, claramente, do executivo e este é um Governo que está a dar-lhes luta. O Governo está a dizer “violaram as leis e vão pagar o preço por isso!” O que é invulgar não é que o Exército esteja a planear um golpe militar na Turquia mas que estejam a ser processados por isso.
Há comentadores que assistem ao que se passa no país há muitos anos e que dizem que até ao ano passado, o poder do Exército era tal que teria sido impossível.
Andrew Finkel, analista sobre os assuntos turcos, fala à Euronews a partir de Istambul onde vive há 21 anos.
Euronews:
Isto é tudo parte de uma luta entre o Governo e os secularistas ou há algo mais?
Andrew Finkel:
Se perguntasse a um procurador público, ele diria que este é um caso legítimo. Um número enorme de documentos foi apresentado nos tribunais. Estes documentos sugerem que estas altas patentes do Exército estão envolvidas nas fases de planeamento de um golpe de Estado horrendo contra o Governo eleito.
Euronews:
E claro que o partido doGgoverno tem que fazer algo sobre este alegado enredo para poder avançar com o seu pedido de adesão à UE.
Andrew Finkel:
É um dos obstáculos à adesão da Turquia e há muitos obstáculos… mas um deles é o facto de o Exército ter usufruído sempre de uma posição privilegiada na vida política turca. O Exército era o “controlo de último recurso.” Estas detenções são uma indicação bastante dramática de que este pode já não ser o caso.
Euronews:
É um passo para castrar o Exército turco, controlá-lo, pelo menos? Houve quatro golpes de Estado desde 1960. Pensa que esta é uma tentativa para lhes cortar as asas?
Andrew Finkel:
Esse é definitivamente o intuito. Não são só os quatro golpes militares da história recente da Turquia, nos últimos anos o Exército foi muito activo na tentativa de debilitar o actual Governo. Emitiram comunicados, até na internet, a criticar o Governo, tentando organizar uma resistência popular. Eles não gostam, claramente, do executivo e este é um Governo que está a dar-lhes luta. O Governo está a dizer “violaram as leis e vão pagar o preço por isso!” O que é invulgar não é que o Exército esteja a planear um golpe militar na Turquia mas que estejam a ser processados por isso.
Detenção de militares reabre tensões entre governo e exército
Quarenta militares turcos foram hoje presentes à justiça em Istambul, acusados de estarem implicados num plano para derrubar o actual governo.
No total, mais de 200 pessoas foram detidas nas últimas semanas no quadro do inquérito à alegada conspiração, entre militares, universitários e jornalistas próximos da oposição pró-laica.
Ontem a polícia tinha detido o ex-chefe das forças armadas, o ex-responsável da força aérea turca e o antigo comandante da marinha de guerra, entre mais de 40 membros do exército acusados de cumplicidade na conspiração.
Segundo os documentos revelados pela imprensa, o exército teria preparado um plano para organizar atentados contra várias mesquitas e criar o caos no país como pretexto para derrubar o governo.
O exército nega as acusações acusando o partido islamita no poder de perseguição aos sectores laicos da população.
Os militares que, segundo a constituição, são o garante da laicidade do Estado turco foram responsáveis pela queda de quatro governos nos últimos 50 anos.
No total, mais de 200 pessoas foram detidas nas últimas semanas no quadro do inquérito à alegada conspiração, entre militares, universitários e jornalistas próximos da oposição pró-laica.
Ontem a polícia tinha detido o ex-chefe das forças armadas, o ex-responsável da força aérea turca e o antigo comandante da marinha de guerra, entre mais de 40 membros do exército acusados de cumplicidade na conspiração.
Segundo os documentos revelados pela imprensa, o exército teria preparado um plano para organizar atentados contra várias mesquitas e criar o caos no país como pretexto para derrubar o governo.
O exército nega as acusações acusando o partido islamita no poder de perseguição aos sectores laicos da população.
Os militares que, segundo a constituição, são o garante da laicidade do Estado turco foram responsáveis pela queda de quatro governos nos últimos 50 anos.
(Fonte: Euronews)
Chefes militares consideram prisão de oficiais "situação séria"
As chefias militares turcas consideraram hoje "uma situação séria" a prisão, na segunda feira, de cerca de 40 oficiais de elevadas patentes por alegada implicação numa conspiração para derrubar o governo islamita.
Um comunicado hoje divulgado no sítio do Estado-Maior informou que hoje decorreu uma reunião de "todos os generais e almirantes das forças armadas turcas", no quartel general do Estado-Maior, para "avaliar a situação séria verificada no quadro de um inquérito conduzido pelo procurador da República de Istambul". O documento não dá mais detalhes.
Entre os 49 militares interpelados em toda a Turquia, e conduzidos a Istambul, por ocasião de um ofensiva nos círculos militares turcos, com uma dimensão inédita, estão 17 generais na reforma e quatro almirantes em actividade.
Um comunicado hoje divulgado no sítio do Estado-Maior informou que hoje decorreu uma reunião de "todos os generais e almirantes das forças armadas turcas", no quartel general do Estado-Maior, para "avaliar a situação séria verificada no quadro de um inquérito conduzido pelo procurador da República de Istambul". O documento não dá mais detalhes.
Entre os 49 militares interpelados em toda a Turquia, e conduzidos a Istambul, por ocasião de um ofensiva nos círculos militares turcos, com uma dimensão inédita, estão 17 generais na reforma e quatro almirantes em actividade.
(Fonte: Lusa/Jornal de Notícias)
22 fevereiro 2010
Mais de 40 detenções por alegada conspiração contra o governo
Mais de 40 pessoas foram hoje detidas na Turquia no âmbito de uma investigação sobre uma presumível conspiração para derrubar o governo conservador, anunciou em Madrid o primeiro ministro turco, Recep Tayyip Erdogğan.
"As nossas forças de segurança iniciaram na segunda feira um processo de detenções. Até ao momento, mais de 40 pessoas foram detidas", declarou Erdoğan numa conferência de imprensa, por ocasião de uma visita oficial a Espanha.
De acordo com as cadeias de televisão NTV e CNN-Türk, vários antigos dirigentes do exército turco foram hoje detidos pela polícia no âmbito desta investigação.
Os média turcos noticiaram que entre os detidos se encontram o antigo chefe do Estado Maior da Força Aérea general Ibrahim Fırtına, o ex-número dois do Estado Maior Ergin Saygun, e os antigos comandantes da marinha almirante Ahmet Feyyaz Ögütçü e o almirante Özden Örnek.
Outras altas patentes do Exército na reserva e militares no activo foram detidos e levados para Istambul, onde foram interrogados pela polícia. Em seguida, serão ouvidos por procuradores que poderão apresentar os casos num tribunal para os acusar de "pertencer a uma organização armada".
Estas detenções ocorreram no âmbito do inquérito sobre um plano designado "Balyoz" (martelo de forja), divulgado em Janeiro por um jornal liberal, cujo objetivo seria organizar uma série de atentados bombistas contra mesquitas para incitar os fiéis a sair à rua em manifestações violentas.
Estas atividades de desestabilização seriam seguidas por iniciativas para aumentar o caos, tal como um incidente aéreo entre a Turquia e a Grécia para demonstrar a incompetência do governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita e no poder desde 2002.
Informações sobre várias alegadas conspirações contra o governo, datadas de 2003 e 2004, foram divulgadas pela imprensa, causando uma sucessão de processos judiciários que aumentaram as tensões entre apoiantes do governo, acusado de ter um plano secreto de islamização do país, e os seus opositores.
Fırtına e Örnek foram ouvidos na qualidade de suspeitos em Dezembro, em Istambul, pelos procuradores em diferentes inquéritos por conspiração, no âmbito do caso Ergenekon, uma rede que alegadamente planeava um golpe militar.
Cerca de 200 pessoas de todos os quadrantes (mafiosos, advogados, jornalistas, universitários, militares) estão a ser julgadas desde 2008 no caso Ergenekon.
O Exército, que depôs quatro governos desde 1960 e é considerado a espinha dorsal do regime laico constituído por Atatürk, fundador da Turquia moderna, declarou recentemente que o tempo dos golpes de Estado tinha acabado.
"As nossas forças de segurança iniciaram na segunda feira um processo de detenções. Até ao momento, mais de 40 pessoas foram detidas", declarou Erdoğan numa conferência de imprensa, por ocasião de uma visita oficial a Espanha.
De acordo com as cadeias de televisão NTV e CNN-Türk, vários antigos dirigentes do exército turco foram hoje detidos pela polícia no âmbito desta investigação.
Os média turcos noticiaram que entre os detidos se encontram o antigo chefe do Estado Maior da Força Aérea general Ibrahim Fırtına, o ex-número dois do Estado Maior Ergin Saygun, e os antigos comandantes da marinha almirante Ahmet Feyyaz Ögütçü e o almirante Özden Örnek.
Outras altas patentes do Exército na reserva e militares no activo foram detidos e levados para Istambul, onde foram interrogados pela polícia. Em seguida, serão ouvidos por procuradores que poderão apresentar os casos num tribunal para os acusar de "pertencer a uma organização armada".
Estas detenções ocorreram no âmbito do inquérito sobre um plano designado "Balyoz" (martelo de forja), divulgado em Janeiro por um jornal liberal, cujo objetivo seria organizar uma série de atentados bombistas contra mesquitas para incitar os fiéis a sair à rua em manifestações violentas.
Estas atividades de desestabilização seriam seguidas por iniciativas para aumentar o caos, tal como um incidente aéreo entre a Turquia e a Grécia para demonstrar a incompetência do governo do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita e no poder desde 2002.
Informações sobre várias alegadas conspirações contra o governo, datadas de 2003 e 2004, foram divulgadas pela imprensa, causando uma sucessão de processos judiciários que aumentaram as tensões entre apoiantes do governo, acusado de ter um plano secreto de islamização do país, e os seus opositores.
Fırtına e Örnek foram ouvidos na qualidade de suspeitos em Dezembro, em Istambul, pelos procuradores em diferentes inquéritos por conspiração, no âmbito do caso Ergenekon, uma rede que alegadamente planeava um golpe militar.
Cerca de 200 pessoas de todos os quadrantes (mafiosos, advogados, jornalistas, universitários, militares) estão a ser julgadas desde 2008 no caso Ergenekon.
O Exército, que depôs quatro governos desde 1960 e é considerado a espinha dorsal do regime laico constituído por Atatürk, fundador da Turquia moderna, declarou recentemente que o tempo dos golpes de Estado tinha acabado.
(Fonte: Lusa/DN)
18 fevereiro 2010
Quatro jogadores de Couceiro detidos por apostas ilegais
Quatro jogadores do Gaziantepspor, equipa turca que é treinada por José Couceiro, foram detidos esta quinta-feira por alegado envolvimento em apostas ilegais. Soner Örnek, Muhammet Şentürk, Mehmet Karakeçili e Mehmet Çoskun foram levados pelas autoridades durante a manhã.
O Gaziantep BBK, equipa da mesma cidade, mas que joga no segundo escalão, viu três dos seus jogadores serem detidos.
A operação da polícia turca foi desenvolvida em 11 províncias do país, e no total já terão sido detidas 73 pessoas.
O Gaziantep BBK, equipa da mesma cidade, mas que joga no segundo escalão, viu três dos seus jogadores serem detidos.
A operação da polícia turca foi desenvolvida em 11 províncias do país, e no total já terão sido detidas 73 pessoas.
(Fonte: Mais Futebol)
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