Apesar de perder no 1.º set por 6-1, a tenista do Porto deu a volta, triunfando nos sets seguintes por 6-4 e 7-5, apurando-se para os quartos-de-final, onde agora espera pela vencedora do encontro entre a Russa Elena Kulikova e a Ucraniana Oksana Pavlova.
21 outubro 2009
Futures Antalya: Maria João Koehler nos quartos-de-final
Apesar de perder no 1.º set por 6-1, a tenista do Porto deu a volta, triunfando nos sets seguintes por 6-4 e 7-5, apurando-se para os quartos-de-final, onde agora espera pela vencedora do encontro entre a Russa Elena Kulikova e a Ucraniana Oksana Pavlova.
20 outubro 2009
José Couceiro retirou invencibilidade ao líder Fenerbahçe
"Foi um triunfo importantíssimo para a equipa. Só fechámos o plantel no final de Agosto devido a saídas inesperadas de três jogadores e a lesão de outro, por isso, vivemos uma fase complicada. Entretanto, reconstruímos o plantel, veio o Jorginho e o Linz e nos últimos dois jogos já mostrámos o nosso valor", explicou o técnico, esclarecendo que, apesar de ter ganho nos últimos minutos, "a vitória é justa".
"Arriscámos sempre muito mais que o adversário e tivemos várias oportunidades para marcar antes deles. Corremos o risco e conseguimos vencer. A equipa está mais confiante depois dos últimos dois jogos", admitiu.
Mais ambição
Para uma equipa que perdeu elementos influentes poucos dias antes do início da liga, a reação está dentro dos parâmetros exigidos e Couceiro tem um objetivo daqui em diante: "Com a chegada do Jorginho e do Linz, atingimos o limite de estrangeiros e só podemos contratar Turcos. Mas agora há plantel. Somos uma formação média mas temos capacidade para jogar de igual para igual com equipas da primeira metade da tabela classificativa."
19 outubro 2009
Trinta e quatro elementos do PKK entregaram-se às autoridades turcas
Os 34 curdos, entre eles quatro menores, serão agora interrogados pela Promotoria num processo com a participação de 45 advogados de diferentes regiões.
Segundo a Promotoria, os membros do PKK não deverão ser presos e acredita que estes "grupos da paz" sejam transferidos para Ancara para entregarem as suas reivindicações no sentido de contribuirem para uma solução do conflito e se reunirem com parlamentares turcos.
Em função do tratamento dado, mais elementos do ilegalizado PKK podem chegar à Turquia, inclusive do exílio a partir de países europeus.
Os militantes do PKK foram recebidos na fronteira por milhares de Curdos, um acto organizado pelo Partido da Sociedade Democrática (DTP, pró-curdo). De acordo com o presidente do DTP, Ahmet Türk, os milicianos que se entregaram nesta segunda-feira atenderam ao pedido do fundador do PKK, Abdullah Öcalan, para relançar o processo de paz e conseguir uma solução para o conflito. "Seria um erro considerar o facto como uma rendição. Render-se ou ser obrigado a fazê-lo não resolverá o problema curdo", assegurou Türk. "A chegada dos grupos é uma demonstração do que pode ocorrer se Öcalan for chamado a participar nas conversações de paz. Se o Estado dá um passo, o PKK dará dez", assegurou o dirigente curdo.
Vários analistas turcos assinalaram que o facto de hoje fez parte do plano de Ancara, supostamente negociado com Öcalan, para conseguir o desarmamento do PKK, um grupo classificado como terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.
Por sua vez, o vice-primeiro-ministro turco, Cemil Çiçek, considerou que o episódio desta segunda-feira pode significar o primeiro passo para os rebeldes turcos abandonarem a luta. Apesar do optimismo, Çiçek assegurou: "temos de ser cuidadosos, apesar da rendição destes grupos, continuam a haver milhares de militantes do PKK". O também porta-voz governamental destacou que, "tanto o Governo como o Estado, trabalharam muito para chegar a este ponto".
De notar que o Governo turco está a desenvolver esforços no sentido de uma abertura democrática à etnia curda. A rendição e possível perdão de elementos do PKK é possivel ao abrigo do perdão que Ancara concede aos militantes do PKK que se entregarem de livre vontade e se não for provado que cometeram crimes. (Fonte: EFE/Notícias da Turquia)
18 outubro 2009
O preço da autonomia estratégica
No início do ano, Recep Tayyip Erdoğan, o primeiro-ministro da Turquia, envolveu-se numa acesa discussão com Shimon Peres, o Presidente de Israel, no Fórum Económico Mundial. Na altura, Erdoğan criticou em termos contundentes a operação militar israelita em Gaza. A discussão acabou com o primeiro-ministro turco a abandonar a sala furioso com Peres e com David Ignatius, o moderador do painel. No regresso a Ancara, Erdoğan foi recebido no aeroporto como um herói por cinco mil pessoas com bandeiras turcas e palestinianas. Seis meses depois, o líder turco voltou à carga. Na altura, o seu alvo foi Pequim e a repressão contra a população uigur na província de Xinjiang. Depois de ter acusado o governo chinês de "selvajaria", Erdoğan deu um passo em frente e acusou Pequim de estar a levar a cabo um "genocídio".
As críticas de Ancara a Telavive e a Pequim mostram a ambição do governo turco de conquistar autonomia estratégica na região que vai da Bulgária até à Ásia Central. O problema é que o uso dos direitos humanos como arma retórica e política põe a nu um incómodo paradoxo.
A Turquia que no início do ano acusou Israel de matar deliberadamente palestinianos é o país que se recusa a aceitar que, entre 1915 e 1918, as tropas otomanas levaram a cabo um genocídio contra a população arménia que terá vitimado pelo menos um milhão de pessoas. A Turquia que criticou a acção das forças policiais e militares chinesas em Urumqi é um país onde não é possível ter uma discussão franca sobre os terríveis acontecimentos que em Setembro de 1922 levaram à destruição da cosmopolita cidade de Esmirna. A Turquia que defende e recebe o Hamas é o país que tem levado a cabo nas últimas décadas uma campanha militar, cultural e política contra a sua população curda e que se recusa a reconhecer e a negociar com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.
Em 415 a.C, em plena Guerra do Peloponeso, a peça de Eurípides "As Troianas" foi à cena em Atenas. Esta comovente tragédia é um ataque frontal ao horror da guerra e à acção das forças de Atenas na ilha de Melos poucos meses antes. Aquilo que os Atenienses de há dois mil e quinhentos anos foram capazes de fazer em breves meses é um crime na Turquia dos nossos dias. Escrever ou falar publicamente de uma forma franca, céptica ou crítica sobre as questões arménia e curda é o caminho mais rápido para arranjar sérios problemas com a polícia, os militares e os tribunais turcos. Para uma capital tão ambiciosa como Ancara, isto é um problema.
O fosso entre a retórica externa turca e a realidade doméstica chegou ao ponto de ruptura. Se Ancara quer mesmo ter uma política externa credível, caracterizada por um novo tipo de relacionamento com os seus vizinhos regionais, então as coisas têm de começar a mudar na maneira como a sociedade turca olha para a sua história e discute as questões curda e arménia. Duas iniciativas políticas recentes do Governo de ErdoĞan mostram vontade de acabar com o paradoxo turco.
A primeira, anunciada em Julho, envolve a concessão de mais direitos políticos e culturais à população curda. A segunda gira à volta da normalização das relações com a Arménia. Esta normalização é do interesse de Ancara e mudará muita coisa no Cáucaso. A abertura da fronteira com a Arménia diminuirá o papel da Geórgia no trânsito da energia do mar Cáspio em direcção à Europa. A negociação entre a Arménia e o Azerbaijão de uma solução para o problema de Nagorno-Karabakh poderá aumentar a influência de Moscovo em Baku.
O problema de Erdoğan e do seu governo é que estas duas iniciativas serão extremamente polémicas em termos domésticos. A autonomia estratégica e a influência externa têm o seu preço.
Turco mais alto do mundo esteve em Portugal
Sultan Kösen nasceu em Mardin, no Leste da Turquia, junto à fronteira com o Iraque. Era um bebé normal, nenhuma fada madrinha previu o futuro. Um tumor na glândula pituitária, diagnosticado aos 10 anos, mudou-lhe a vida. Nunca mais parou de crescer e tudo se complicou: deixou de ir à escola, não cabia nas carteiras; não arranjou emprego, passou a trabalhar com a família na agricultura; e nunca conheceu os amores da adolescência. "O que mais quero é casar-me. Tem sido difícil encontrar uma namorada. Nunca tive nenhuma, elas têm medo de mim", lamenta. "Mas sou feliz!", garante.
A aldeia onde vive é pequena, 320 habitantes distribuídos por 20 casas. A notícia de que ali residia "um gigante" demorou a correr mundo e ainda lhe faltavam alguns centímetros para ultrapassar o Chinês Bao Xi Shun, anterior detentor do recorde do mais alto. Mas aos 18 anos já tinha um tamanho incomportável que o dispensou do serviço militar. Não foi acompanhado ao autocarro por toda a família e com o arrufar dos tambores, como é habitual quando se vai para o exército na Turquia, mas houve festa quando partiu para Istambul. Os "olheiros da equipa de basquetebol do Galatasaray pensaram ter encontrado um encestador. Mas era tão desajeitado que voltou à terra natal.
No ano passado sujeitou-se a várias cirurgias que lhe removeram o tumor. O pior são os problemas musculares e nas articulações que o obrigam a andar de muletas. Em Fevereiro de 2009, quando oficializaram a sua altura, abriu-se uma janela: "Esta minha súbita fama permitiu-me viajar e ver o mundo", diz. Embora lhe falte a namorada e um automóvel onde consiga entrar, o segundo desejo.
Sultan viaja para dar a conhecer o Guinness World Records 2010. Esteve em Londres, Los Angeles, Nova Iorque, Madrid, Viena, Roma e, agora, Lisboa. E até já brinca com a sua altura. Diz que troca muito bem lâmpadas e pendura cortinas. Chamam-lhe o "bom gigante".
(Fonte: Diário de Notícias)
16 outubro 2009
Universidade dos Açores tem alunos turcos
A Universidade dos Açores recebe neste ano lectivo, ao abrigo da mobilidade estudantil, 77 alunos estrangeiros, o que representa mais 38% do que no ano anterior, revelou ontem a academia açoriana.
Os 77 alunos recebidos este ano no quadro do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, subprograma Erasmus e de outras iniciativas de cooperação com instituições externas, são originários de estabelecimentos de ensino superior de 12 países: Alemanha, Brasil, Bulgária, Espanha, Eslováquia, Grécia, Itália, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia e Turquia.
No âmbito dos mesmos programas, a Universidade dos Açores tem este ano a estudar no estrangeiro 52 alunos, o que representa mais 44% do que no ano lectivo anterior, de 2008/2009. Estes alunos encontram-se em universidades da Bélgica, Brasil, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Lituânia, Polónia, Reino Unido e Turquia.
No segundo semestre deste ano lectivo, está prevista a deslocação de mais dois estudantes para universidades estrangeiras, no quadro da aposta da Universidade dos Açores na sua internacionalização através da mobilidade estudantil.
(Fonte: Lusa)
15 outubro 2009
Série de ficção agrava tensão entre Israel e Turquia
A polémica estalou quarta-feira, quando televisões israelitas divulgaram excertos da série "Ayrılık" (Separação), que é transmitida pela estação pública turca TRT. Os produtores garantem que se trata de uma história de amor passada durante a ofensiva em Gaza, este ano. Mas as imagens que os Israelitas viram anteontem retratam os soldados do Tsahal [forças militares israelitas] como assassinos a sangue-frio.
Num excerto, um militar encurrala uma menina palestiniana que tem apenas tempo para esboçar um sorriso antes de ser atingida no peito. Noutra, um recém-nascido é morto nos braços do pai. Há também imagens de pelotões de fuzilamento, de tanques a avançar sobre multidões e de velhos espezinhados nas ruas.
“Esta série, que não tem a mais pequena ligação com a realidade e que mostra os soldados como assassinos de crianças inocentes, não é sequer aceitável num estado inimigo e certamente não o é num estado com quem temos plenas relações diplomáticas”, disse Lieberman. A sua divulgação, acrescentou o ministro, constitui “um grave incitamento ao ódio, feito com o patrocínio do governo” .
Nem a TRT nem o governo turco comentaram a indignação de Israel – que hoje convocou o encarregado de negócios turco para apresentar o seu protesto –, mas os produtores explicaram à rádio israelita que a série retrata apenas “um certo grupo de soldados que assassinaram Palestinianos” durante última a ofensiva.
Foi a violência daquela incursão (que causou 1400 mortos) e as críticas desassombradas do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, à actuação do governo israelita que motivaram um afastamento entre os dois países.
E a tensão diplomática ganhou visibilidade depois de, no início da semana, Ancara ter impedido a Força Aérea israelita de participar em exercícios conjuntos da NATO no seu território. As manobras acabaram por ser adiadas depois de os Estados Unidos e Itália terem anunciado que não compareceriam.
Respondendo às críticas, Erdoğan disse hoje que a Turquia “não recebe instruções” externas e justificou a decisão com “as exigências e a opinião do seu povo” sobre as políticas israelitas. Contudo, um jornal turco noticiou ontem que não foi Gaza, mas o incumprimento de um contrato de fornecimento militar que motivou a decisão de Erdoğan. Segundo o Today’s Zaman, em causa estão quatro aviões-espiões israelitas encomendados pela Turquia para lutar contra os rebeldes curdos do PKK.
14 outubro 2009
Relatório anual sobre o alargamento não poupa críticas à Turquia
Em causa está a pesada multa ao grupo Doğan Yayın, como explica Olli Rehn, comissário europeu para o Alargamento: “Há uma preocupação face à multa, pois quando esta equivale ao valor anual de negócios da empresa, não se trata apenas de sanção fiscal, mas assemelha-se mais a uma sanção política”.
O grupo Doğan é proprietário de metade dos media privados turcos e foi multado em 2,2 mil milhões de euros por fraude fiscal. A empresa fala de perseguição devido às críticas que faz ao governo.
Gusen Ozalp, correspondente do jornal Milliyet, do grupo Doğan, defende: “É a pior parte do relatório. Podemos dizê-lo porque é a primeira vez que a Comissão Europeia acusa a Turquia em relação à liberdade de imprensa e isso é uma mancha. Dizem claramente que há uma pressão política sobre a imprensa. Não é bom para a candidatura da Turquia porque, como sabem, a liberdade de imprensa é um dos princípios fundamentais da União Europeia”.
Ancara é criticada também pela ausência de progresso nas reformas políticas e constitucionais, na defesa das minorias, como os Curdos, ou das mulheres face à violência doméstica e aos crimes de honra.
Temas que não são inéditos, como reconhece Bahadir Kaleağası, chefe do patronato turco em Bruxelas: “A maioria das críticas presentes no relatório já são alvo de um intenso debate na imprensa e na sociedade civil turca. Nós como homens de negócios sempre pusemos estes assuntos no topo da agenda turca”.
Mas nem tudo é negro. Bruxelas saudou os acordos históricos de reconciliação assinados entre a Turquia e a Arménia no passado fim-de-semana na Suíça.
Impasse ainda em torno do conflito sobre Chipre. Ancara continua a recusar abrir portos e aeroportos aos Cipriotas-gregos, mas este ano Bruxelas não impôs mais sanções para deixar avançar as difíceis negociações sobre a reunificação de Chipre iniciadas há um ano.
(Fonte: Euronews)
World Travel Awards: cidade de Istambul e dois hotéis turcos entre os nomeados
Vários destinos europeus lutam por ganhar o cobiçado título de Europe’s Leading Destination : Amesterdão, Barcelona, Berlim, Creta, Dublin, Dubrovnik, Istambul, Lisboa, Londres, Pafos, Paris, Praga, Roma, Tallinn, Veneza, Viena e Vilnius.
13 outubro 2009
Israel exorta a Turquia a "voltar à razão"
"A deterioração dos laços com a Turquia nos últimos dias é lamentável", indicou Shalom citado pelo seu gabinete.
"A Turquia é um importante Estado muçulmano que partilha laços estratégicos com Israel. Espero que os Turcos voltem à razão e compreendam que a relação entre os dois países é do seu interesse, tanto quanto do nosso", adiantou.
Os responsáveis israelitas ficaram preocupados esta semana após a decisão de Ancara de anular manobras aéreas previstas para decorrerem desde segunda-feira na Turquia e nas quais Israel deveria participar, vendo no acto uma vontade turca de se distanciar do seu aliado israelita.
As manobras, designadas "Águia da Anatólia", decorrem todos os anos sobre a vasta planície de Konya (centro).
Segundo o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, o exercício "não foi anulado, mas adiado", informou o seu gabinete.
(Fonte: Diário Digital/Lusa)
Chipre e Turquia cancelam manobras militares para facilitar negociações
O Governo do Chipre anunciou hoje a suspensão dos exercícios "Nikiforos" da Guarda Nacional em resposta à anulação por parte da Turquia de manobras conjuntas com a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre.
Ancara anunciou hoje a suspensão dos exercícios, que se realizam todos os anos em Outubro, pretendendo com isto criar um clima mais favorável às negociações entre Gregos e Cipriotas turcos, retomadas em Setembro passado, com a intenção de acabar com os 35 anos de divisão da ilha mediterrânica.
Terim deixa a selecção turca
Fatih Terim vai deixar o cargo de seleccionador da Turquia depois do último jogo da fase de qualificação para o Mundial de 2010, esta quarta-feira, frente à Arménia. A decisão deve-se ao facto de a sua selecção não ter logrado o apuramento para a fase final, na África do Sul.
"Feitos consideráveis"
Depois de aceitar a demissão de Terim, o presidente da Federação Turca de Futebol, Mahmut Özgener, disse: "A nossa selecção alcançou feitos consideráveis no futebol mundial, mas faltou-lhe consistência. Pretendemos ultrapassar esse problema no próximo ciclo. Respeitamos a decisão de Terim e agradecemos os serviços prestados".
Muito sucesso
Actualmente com 56 anos, Terim qualificou a Turquia para o seu primeiro Campeonato da Europa durante a sua primeira passagem pelo cargo, entre 1992 e Junho de 1996. Contudo, demitiu-se depois de a sua equipa sofrer três derrotas consecutivas na fase de grupos do EURO '96. Terim regressou ao comando técnico em 2005 e foi um dos obreiros da bem-sucedida campanha de qualificação da Turquia para o UEFA EURO 2008, onde impressionou ao chegar até às meias-finais.
Ponto final
No entanto, a fase de qualificação para o Mundial de 2010 ficou aquém das expectativas e, com apenas 12 pontos somados em nove jogos, a Turquia está atrás da Espanha, vencedora do grupo, e da Bósnia-Herzegovina, segunda classificada. Sem nada em discussão no desafio de quarta-feira, em Bursa, a derrota por 2-0 fora de casa, frente à Bélgica, no Sábado, revelou-se fatal.
11 outubro 2009
Erdoğan manifesta reservas quanto ao tratado com a Arménia
“Nós, enquanto Governo, abrimos caminho para esta cooperação, mas se vai ou não ser aplicada caberá ao Parlamento decidir”, avisou Erdoğan num congresso partidário, citado pela Reuters. “Se este assunto [da retirada de forças] for resolvido, o nosso povo e o nosso Parlamento terão uma atitude mais positiva em relação a este protocolo e a este processo.”
Na véspera, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países assinaram em Zurique um acordo considerado histórico, que pretende acabar com um século de hostilidades, normalizar as relações diplomáticas e abrir as fronteiras entre os dois vizinhos. O maior entrave à sua aprovação por parte de Ancara era a questão de Nagorno-Karabakh, um enclave no Azerbaijão (país turcófono e muçulmano), cuja ocupação por parte da Arménia levou a Turquia a fechar as fronteiras, em 1993.
“Queremos que todas as fronteiras se abram ao mesmo tempo... Mas enquanto a Arménia não se retirar dos territórios do Azerbaijão que ocupa, a Turquia não pode ter uma atitude positiva em relação a este assunto”, adiantou o primeiro-ministro. Erdoğan garantiu que, apesar das suas renitências, apresentará o acordo para que este seja ratificado pelos deputados.
O passo dado entre os dois vizinhos foi criticado pelo ministério azerbaijano dos Negócios Estrangeiros. O Governo de Baku defendeu que a Turquia não deveria ter assinado o documento sem primeiro ver resolvida a questão do enclave. Pouco depois de assinado o acordo, os Negócios Estrangeiros emitiram um comunicado no qual diziam que a abertura das fronteiras entre a Turquia e a Arménia “colocará em xeque a paz regional e a segurança”.
Uma reacção mais positiva surgiu da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). “Saúdo o acordo histórico de normalização das relações entre a Turquia e a Arménia”, dois países membros da OSCE, declarou o primeiro-ministro e chefe da diplomacia grega, George Papandreou, também actual presidente da Organização. “Aplaudo os esforços e a vontade política demonstrada pelos dois dirigentes para ultrapassar as suas diferenças”, cita a AFP.
Da parte arménia, foi preciso abrir mão da reivindicação de que a Turquia teria de reconhecer como genocídio o massacre e deportação de Arménios no fim do império otomano, entre 1915 e 1917.
10 outubro 2009
UE: Acordos entre Arménia e Turquia são um passo para a paz no Cáucaso
"A Comissão Europeia considerou que este é um passo válido para a paz e a estabilidade na região do sul do Cáucaso, e uma decisão verdadeiramente histórica que mostra que as duas partes estão dispostas a assumir um compromisso", indicou o executivo, em comunicado.
"Esta assinatura abre novas perspectivas para a resolução do conflito, principalmente o de Nagorno Karabakh", declarou a comissária europeia das Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.
A cerimônia de assinatura dos acordos, prevista para as 17 horas na Universidade de Zurique, aconteceu às 20.20 horas depois das intensas discussões sob os olhares das delegações dos Estados Unidos, liderada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e Suíça.
As relações entre os Turcos e os Arménios sofrem há quase um século as consequências da lembrança do alegado genocídio e deportações de Arménios em 1915-1917 (mais de um milhão e meio de mortos segundo a Arménia, e de 300.000 a 500.000 segundo a Turquia, que rejeita o termo genocídio).
Depois de uma guerra de seis anos (de 1988 a 1994), Erevan passou a controlar o enclave povoado de Arménios no Azerbaijão, aliado da Turquia, que em 1993 fechou a sua fronteira à Arménia como represália.
Turquia e Arménia assinam acordo que põe fim a um século de hostilidades
As objecções arménias reflectem a sensibilidade que rodeia esta questão. Nos dois países, as opiniões públicas não olham com indiferença para o que ontem os seus governantes assinaram. Haverá muitos, de um lado e do outro da fronteira, sem vontade de festejar. As resistências são tais que horas antes da cerimónia, o presidente arménio, Serge Sarkissian, justificou de forma solene ao país que “não teve alternativa ao restabelecimento das relações, sem condições prévias, com a Turquia”, cita a AFP. Mas tentou apaziguar os ânimos, explicando também que “ter relações com a Turquia não deve, de forma nenhuma, pôr em dúvida a realidade do genocídio... É um facto bem conhecido e que deve ser reconhecido”. A oposição vem de ambos os lados, e também da diáspora arménia, particularmente influente em França e nos EUA, refere a agência francesa. E por isso, a sua aprovação por parte dos respectivos parlamentos – fundamental para que o texto possa passar à prática – pode não ser tão rápida quanto os governos desejam. O acordo prevê um calendário para a normalização dos laços diplomáticos e a abertura da fronteira entre os dois vizinhos.
O motivo da disputa remonta a 1915-17, quando as tropas otomanas foram responsáveis por massacres e deportações de milhares de arménios – mais de um milhão e meio, segundo Erevan, entre 300 mil e 500 mil, defende Ancara. As populações eram enviadas em massa da Anatólia Oriental para o deserto sírio, entre outros locais, e quando não eram executadas pelas forças otomanas morriam de fome ou doença. A Arménia chama-lhe genocídio (há duas dezenas de países a fazê-lo), a Turquia recusa-se a aceitar o termo. Uma equipa conjunta de investigadores trabalhará para determinar quem tem razão, como prevê o acordo.
O espinho de Nagorno-Karabakh
Para além dos massacres, há um outro espinho, chamado Nagorno-Karabakh. O território dentro das fronteiras do Azerbaijão, de etnia arménia, foi alvo de uma disputa de seis anos (entre 1988 e 1994). Ficou sob controlo da Arménia. Como resposta, o Azerbeijão, aliado da Turquia (já que é um país turcófono e muçulmano), fechou as suas fronteiras com o país vizinho.
A Suíça dedicou-se à mediação do diferendo, mas precisou do auxílio de pesos-pesados. A Rússia, Estados Unidos e União Europeia envolveram-se nas negociações, pressionando os dois lados a avançar com a normalização das suas relações e mostrando o quanto ambos teriam a ganhar se o fizessem. Para a Turquia, isso significaria um avanço no processo de adesão à U. Para a Arménia, país sem recursos energéticos, o fim do seu isolamento económico.
“Estou seguro de que estas decisões serão muito positivas para o conjunto da região”, comentou ontem o chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, em Zurique. “E não há dúvida nenhuma que será importante para os países implicados nas suas relações connosco”. União Europeia e Estados Unidos encontram vantagens importantes, e por isso o próprio presidente norte-americano, Barack Obama, declarara em Abril que o processo de negociações teria de avançar “rapidamente”.
As relações pacíficas entre ambos são vistas como fundamentais para a estabilidade do sul do Cáucaso, um corredor de petróleo e gás para o Ocidente, e uma região na qual a Rússia gosta de exibir a sua força, refere a Reuters. O êxito das negociações conduzidas por Washington e Moscovo levou um diplomata da delegação da secretária de Estado norte-americana, de Hillary Clinton (que foi a Zurique assistir à assinatura do acordo), a comentar à AFP que este era “um exemplo concreto da forma como podemos trabalhar juntos”.
09 outubro 2009
Milhares de Arménios manifestam-se contra acordo com Turquia
Segundo um jornalista da AFP, os manifestantes nas ruas seriam perto de dez mil e muitos exibiam cartazes dizendo "Não às concessões aos Turcos".
A Turquia e a Arménia vão assinar sábado em Zurique dois protocolos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e sobre o desenvolvimento de relações, disse à Lusa o embaixador turco em Portugal, Kaya Türkmen.
As relações entre os dois países têm sido "envenenadas" pelos alegados massacres de Arménios durante o Império Otomano.
Segundo a Arménia, nos últimos anos do Império Otomano mais de um milhão de Arménios foram mortos pelas forças otomanas, no que classifica de genocídio. A Turquia sempre negou tais acusações, falando de matanças de ambas as partes.
Num documento entregue hoje na presidência arménia, os contestatários do acordo pedem ao chefe de Estado, Serge Sarkissian, para não assinar os protocolos. "Estes protocolos têm elementos perigosos para a nossa nação, para o nosso Estado e ameaçam os nossos interesses", refere o texto.
A manifestação foi organizada por vários partidos da oposição, incluindo a Federação Arménia Revolucionária, que deixou a coligação no poder em desacordo com o processo de reconciliação com a Turquia.
Uma vez assinados, os protocolos têm de ser ratificados pelos parlamentos dos dois países.
A Turquia e a Arménia anunciaram em Agosto que chegaram a acordo quanto a dois textos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e a reabertura da fronteira.
"Estes protocolos têm elementos perigosos para a nossa nação, para o nosso Estado e ameaçam os nossos interesses", refere o texto. A manifestação foi organizada por vários partidos da oposição, incluindo a Federação Arménia Revolucionária, que deixou a coligação no poder em desacordo com o processo de reconciliação com a Turquia. Uma vez assinados, os protocolos têm de ser ratificados pelos parlamentos dos dois países. A Turquia e a Arménia anunciaram em Agosto que chegaram a acordo quanto a dois textos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e a reabertura da fronteira.

