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14 outubro 2009
World Travel Awards: cidade de Istambul e dois hotéis turcos entre os nomeados
Vários destinos europeus lutam por ganhar o cobiçado título de Europe’s Leading Destination : Amesterdão, Barcelona, Berlim, Creta, Dublin, Dubrovnik, Istambul, Lisboa, Londres, Pafos, Paris, Praga, Roma, Tallinn, Veneza, Viena e Vilnius.
13 outubro 2009
Israel exorta a Turquia a "voltar à razão"
"A deterioração dos laços com a Turquia nos últimos dias é lamentável", indicou Shalom citado pelo seu gabinete.
"A Turquia é um importante Estado muçulmano que partilha laços estratégicos com Israel. Espero que os Turcos voltem à razão e compreendam que a relação entre os dois países é do seu interesse, tanto quanto do nosso", adiantou.
Os responsáveis israelitas ficaram preocupados esta semana após a decisão de Ancara de anular manobras aéreas previstas para decorrerem desde segunda-feira na Turquia e nas quais Israel deveria participar, vendo no acto uma vontade turca de se distanciar do seu aliado israelita.
As manobras, designadas "Águia da Anatólia", decorrem todos os anos sobre a vasta planície de Konya (centro).
Segundo o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, o exercício "não foi anulado, mas adiado", informou o seu gabinete.
(Fonte: Diário Digital/Lusa)
Chipre e Turquia cancelam manobras militares para facilitar negociações
O Governo do Chipre anunciou hoje a suspensão dos exercícios "Nikiforos" da Guarda Nacional em resposta à anulação por parte da Turquia de manobras conjuntas com a autoproclamada República Turca do Norte do Chipre.
Ancara anunciou hoje a suspensão dos exercícios, que se realizam todos os anos em Outubro, pretendendo com isto criar um clima mais favorável às negociações entre Gregos e Cipriotas turcos, retomadas em Setembro passado, com a intenção de acabar com os 35 anos de divisão da ilha mediterrânica.
Terim deixa a selecção turca
Fatih Terim vai deixar o cargo de seleccionador da Turquia depois do último jogo da fase de qualificação para o Mundial de 2010, esta quarta-feira, frente à Arménia. A decisão deve-se ao facto de a sua selecção não ter logrado o apuramento para a fase final, na África do Sul.
"Feitos consideráveis"
Depois de aceitar a demissão de Terim, o presidente da Federação Turca de Futebol, Mahmut Özgener, disse: "A nossa selecção alcançou feitos consideráveis no futebol mundial, mas faltou-lhe consistência. Pretendemos ultrapassar esse problema no próximo ciclo. Respeitamos a decisão de Terim e agradecemos os serviços prestados".
Muito sucesso
Actualmente com 56 anos, Terim qualificou a Turquia para o seu primeiro Campeonato da Europa durante a sua primeira passagem pelo cargo, entre 1992 e Junho de 1996. Contudo, demitiu-se depois de a sua equipa sofrer três derrotas consecutivas na fase de grupos do EURO '96. Terim regressou ao comando técnico em 2005 e foi um dos obreiros da bem-sucedida campanha de qualificação da Turquia para o UEFA EURO 2008, onde impressionou ao chegar até às meias-finais.
Ponto final
No entanto, a fase de qualificação para o Mundial de 2010 ficou aquém das expectativas e, com apenas 12 pontos somados em nove jogos, a Turquia está atrás da Espanha, vencedora do grupo, e da Bósnia-Herzegovina, segunda classificada. Sem nada em discussão no desafio de quarta-feira, em Bursa, a derrota por 2-0 fora de casa, frente à Bélgica, no Sábado, revelou-se fatal.
11 outubro 2009
Erdoğan manifesta reservas quanto ao tratado com a Arménia
“Nós, enquanto Governo, abrimos caminho para esta cooperação, mas se vai ou não ser aplicada caberá ao Parlamento decidir”, avisou Erdoğan num congresso partidário, citado pela Reuters. “Se este assunto [da retirada de forças] for resolvido, o nosso povo e o nosso Parlamento terão uma atitude mais positiva em relação a este protocolo e a este processo.”
Na véspera, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países assinaram em Zurique um acordo considerado histórico, que pretende acabar com um século de hostilidades, normalizar as relações diplomáticas e abrir as fronteiras entre os dois vizinhos. O maior entrave à sua aprovação por parte de Ancara era a questão de Nagorno-Karabakh, um enclave no Azerbaijão (país turcófono e muçulmano), cuja ocupação por parte da Arménia levou a Turquia a fechar as fronteiras, em 1993.
“Queremos que todas as fronteiras se abram ao mesmo tempo... Mas enquanto a Arménia não se retirar dos territórios do Azerbaijão que ocupa, a Turquia não pode ter uma atitude positiva em relação a este assunto”, adiantou o primeiro-ministro. Erdoğan garantiu que, apesar das suas renitências, apresentará o acordo para que este seja ratificado pelos deputados.
O passo dado entre os dois vizinhos foi criticado pelo ministério azerbaijano dos Negócios Estrangeiros. O Governo de Baku defendeu que a Turquia não deveria ter assinado o documento sem primeiro ver resolvida a questão do enclave. Pouco depois de assinado o acordo, os Negócios Estrangeiros emitiram um comunicado no qual diziam que a abertura das fronteiras entre a Turquia e a Arménia “colocará em xeque a paz regional e a segurança”.
Uma reacção mais positiva surgiu da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). “Saúdo o acordo histórico de normalização das relações entre a Turquia e a Arménia”, dois países membros da OSCE, declarou o primeiro-ministro e chefe da diplomacia grega, George Papandreou, também actual presidente da Organização. “Aplaudo os esforços e a vontade política demonstrada pelos dois dirigentes para ultrapassar as suas diferenças”, cita a AFP.
Da parte arménia, foi preciso abrir mão da reivindicação de que a Turquia teria de reconhecer como genocídio o massacre e deportação de Arménios no fim do império otomano, entre 1915 e 1917.
10 outubro 2009
UE: Acordos entre Arménia e Turquia são um passo para a paz no Cáucaso
"A Comissão Europeia considerou que este é um passo válido para a paz e a estabilidade na região do sul do Cáucaso, e uma decisão verdadeiramente histórica que mostra que as duas partes estão dispostas a assumir um compromisso", indicou o executivo, em comunicado.
"Esta assinatura abre novas perspectivas para a resolução do conflito, principalmente o de Nagorno Karabakh", declarou a comissária europeia das Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.
A cerimônia de assinatura dos acordos, prevista para as 17 horas na Universidade de Zurique, aconteceu às 20.20 horas depois das intensas discussões sob os olhares das delegações dos Estados Unidos, liderada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, e Suíça.
As relações entre os Turcos e os Arménios sofrem há quase um século as consequências da lembrança do alegado genocídio e deportações de Arménios em 1915-1917 (mais de um milhão e meio de mortos segundo a Arménia, e de 300.000 a 500.000 segundo a Turquia, que rejeita o termo genocídio).
Depois de uma guerra de seis anos (de 1988 a 1994), Erevan passou a controlar o enclave povoado de Arménios no Azerbaijão, aliado da Turquia, que em 1993 fechou a sua fronteira à Arménia como represália.
Turquia e Arménia assinam acordo que põe fim a um século de hostilidades
As objecções arménias reflectem a sensibilidade que rodeia esta questão. Nos dois países, as opiniões públicas não olham com indiferença para o que ontem os seus governantes assinaram. Haverá muitos, de um lado e do outro da fronteira, sem vontade de festejar. As resistências são tais que horas antes da cerimónia, o presidente arménio, Serge Sarkissian, justificou de forma solene ao país que “não teve alternativa ao restabelecimento das relações, sem condições prévias, com a Turquia”, cita a AFP. Mas tentou apaziguar os ânimos, explicando também que “ter relações com a Turquia não deve, de forma nenhuma, pôr em dúvida a realidade do genocídio... É um facto bem conhecido e que deve ser reconhecido”. A oposição vem de ambos os lados, e também da diáspora arménia, particularmente influente em França e nos EUA, refere a agência francesa. E por isso, a sua aprovação por parte dos respectivos parlamentos – fundamental para que o texto possa passar à prática – pode não ser tão rápida quanto os governos desejam. O acordo prevê um calendário para a normalização dos laços diplomáticos e a abertura da fronteira entre os dois vizinhos.
O motivo da disputa remonta a 1915-17, quando as tropas otomanas foram responsáveis por massacres e deportações de milhares de arménios – mais de um milhão e meio, segundo Erevan, entre 300 mil e 500 mil, defende Ancara. As populações eram enviadas em massa da Anatólia Oriental para o deserto sírio, entre outros locais, e quando não eram executadas pelas forças otomanas morriam de fome ou doença. A Arménia chama-lhe genocídio (há duas dezenas de países a fazê-lo), a Turquia recusa-se a aceitar o termo. Uma equipa conjunta de investigadores trabalhará para determinar quem tem razão, como prevê o acordo.
O espinho de Nagorno-Karabakh
Para além dos massacres, há um outro espinho, chamado Nagorno-Karabakh. O território dentro das fronteiras do Azerbaijão, de etnia arménia, foi alvo de uma disputa de seis anos (entre 1988 e 1994). Ficou sob controlo da Arménia. Como resposta, o Azerbeijão, aliado da Turquia (já que é um país turcófono e muçulmano), fechou as suas fronteiras com o país vizinho.
A Suíça dedicou-se à mediação do diferendo, mas precisou do auxílio de pesos-pesados. A Rússia, Estados Unidos e União Europeia envolveram-se nas negociações, pressionando os dois lados a avançar com a normalização das suas relações e mostrando o quanto ambos teriam a ganhar se o fizessem. Para a Turquia, isso significaria um avanço no processo de adesão à U. Para a Arménia, país sem recursos energéticos, o fim do seu isolamento económico.
“Estou seguro de que estas decisões serão muito positivas para o conjunto da região”, comentou ontem o chefe da diplomacia da UE, Javier Solana, em Zurique. “E não há dúvida nenhuma que será importante para os países implicados nas suas relações connosco”. União Europeia e Estados Unidos encontram vantagens importantes, e por isso o próprio presidente norte-americano, Barack Obama, declarara em Abril que o processo de negociações teria de avançar “rapidamente”.
As relações pacíficas entre ambos são vistas como fundamentais para a estabilidade do sul do Cáucaso, um corredor de petróleo e gás para o Ocidente, e uma região na qual a Rússia gosta de exibir a sua força, refere a Reuters. O êxito das negociações conduzidas por Washington e Moscovo levou um diplomata da delegação da secretária de Estado norte-americana, de Hillary Clinton (que foi a Zurique assistir à assinatura do acordo), a comentar à AFP que este era “um exemplo concreto da forma como podemos trabalhar juntos”.
09 outubro 2009
Milhares de Arménios manifestam-se contra acordo com Turquia
Segundo um jornalista da AFP, os manifestantes nas ruas seriam perto de dez mil e muitos exibiam cartazes dizendo "Não às concessões aos Turcos".
A Turquia e a Arménia vão assinar sábado em Zurique dois protocolos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e sobre o desenvolvimento de relações, disse à Lusa o embaixador turco em Portugal, Kaya Türkmen.
As relações entre os dois países têm sido "envenenadas" pelos alegados massacres de Arménios durante o Império Otomano.
Segundo a Arménia, nos últimos anos do Império Otomano mais de um milhão de Arménios foram mortos pelas forças otomanas, no que classifica de genocídio. A Turquia sempre negou tais acusações, falando de matanças de ambas as partes.
Num documento entregue hoje na presidência arménia, os contestatários do acordo pedem ao chefe de Estado, Serge Sarkissian, para não assinar os protocolos. "Estes protocolos têm elementos perigosos para a nossa nação, para o nosso Estado e ameaçam os nossos interesses", refere o texto.
A manifestação foi organizada por vários partidos da oposição, incluindo a Federação Arménia Revolucionária, que deixou a coligação no poder em desacordo com o processo de reconciliação com a Turquia.
Uma vez assinados, os protocolos têm de ser ratificados pelos parlamentos dos dois países.
A Turquia e a Arménia anunciaram em Agosto que chegaram a acordo quanto a dois textos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e a reabertura da fronteira.
"Estes protocolos têm elementos perigosos para a nossa nação, para o nosso Estado e ameaçam os nossos interesses", refere o texto. A manifestação foi organizada por vários partidos da oposição, incluindo a Federação Arménia Revolucionária, que deixou a coligação no poder em desacordo com o processo de reconciliação com a Turquia. Uma vez assinados, os protocolos têm de ser ratificados pelos parlamentos dos dois países. A Turquia e a Arménia anunciaram em Agosto que chegaram a acordo quanto a dois textos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e a reabertura da fronteira.
08 outubro 2009
O novo primeiro-ministro da Grécia aproxima-se da Turquia
A visita foi anunciada pelo governo grego sem indicar se Papandreou, que acumula o cargo de primeiro-ministro com o de ministro dos Negócios Estrangeiros, se reunirá com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, ou com o presidente, Abdullah Gül.
A comunicação social turca noticiou que não está prevista qualquer reunião com Erdoğan.
Fontes diplomáticas gregas insistiram no carácter não oficial desta visita, destacando que a primeira visita de Papandreou ao estrangeiro com primeiro-ministro será no próximo dia 19, para se reunir com o presidente de Chipre, Dimitris Christofias.
O partido socialista grego (PASOK) ganhou as eleições legislativas antecipadas realizadas no passado Domingo.
Georges Papandreou chefiou a diplomacia grega entre 1999 e 2004, tendo defendido uma aproximação à vizinha Turquia, país com o qual Atenas tem contenciosos territoriais há vários anos.
Thilo Sarrazin: "Árabes e Turcos só servem para vender frutas e legumes"
Num comunicado pouco usual à imprensa, o governador do banco, Axel Weber, admitiu que as afirmações do conselheiro causaram "dano à reputação da instituição" e pediu, indirectamente, que Sarrazin solicitasse a demissão. Weber não pode demiti-lo do cargo. Apenas o Presidente, Horst Köhler, que foi quem o nomeou, tem plenos poderes para o fazer. Até agora, o chefe do Estado alemão não quebrou o silêncio para fazer qualquer comentário sobre o caso.
Numa entrevista publicada pela Lettre International, revista cultural da cidade de Berlim, o controverso antigo ministro das Finanças da cidade e do estado-federado de Berlim declarou que "70% dos turcos e 90% dos árabes de Berlim não querem saber de educar os seus filhos e a única coisa que sabem produzir são meninas de véu".
Sarrazin sublinha que "40% dos nascimentos em Berlim acontecem na classe baixa". O que, segundo ele, mostra como "os Turcos estão a conquistar a Alemanha com a sua taxa de natalidade". O conselheiro do Bundesbank, nomeado este ano para o cargo, justifica com esta teoria "o facto de a população alemã ser cada vez mais e mais estúpida".
O responsável alemão vai mesmo ao ponto de afirmar que prefere imigrantes judeus. "Seria mais feliz se fossem os judeus da Europa de Leste a virem para cá, pois eles têm uma inteligência que é 15% superior à dos Alemães".
A reacção da comunidade turca na Alemanha não se fez esperar. "Estas afirmações são próprias de membros da extrema-direita. O senhor Sarrazin não pensa no impacto das suas palavras", declarou o presidente da comunidade turca na Alemanha, Kenan Kolat, citado pela agência DPA.
Também o Partido Social-Democrata, a que pertence Sarrazin, condenou as suas declarações e indicou que está a ponderar expulsá-lo da formação. A procuradoria-geral indicou, por sua vez, que ia estudar se foi ou não cometido crime de incitação ao ódio racial.
A Alemanha é um país com quatro milhões de muçulmanos, muitos deles descendentes dos Turcos que ajudaram a reconstruir o país após a Segunda Guerra Mundial. Chamavam-lhes os "trabalhadores convidados".
Embaixador da Turquia em Portugal classifica de "passo em frente" acordo entre Turquia e Arménia
O acordo de reconciliação "vai ser assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros" turco, Ahmet Davutoğlu, e arménio, Eduard Nalbandian, precisou o diplomata.
Kaya Türkmen classificou de "passo em frente" a assinatura dos protocolos, que prevêem a abertura das fronteiras comuns "nos dois meses seguintes à sua ratificação", assim como consultas políticas regulares entre os dois países.
07 outubro 2009
O estranho diferendo de Chipre
Sobra muito pouco tempo ao novo primeiro-ministro grego, George Papandreou, para tentar desbloquear o impasse nas negociações para a reunificação de Chipre.
O líder socialista distingiu-se à frente da diplomacia de Atenas a partir de 1999 pelos esforços de normalização das relações com a Turquia e o apoio ao plano de reunificação de Chipre proposto pela ONU até ter sido afastado pelo novo ciclo de governação dos conservadores da Nova Democracia em Março de 2004.
O plano de Kofi Annan de criação de uma confederação na ilha dividida desde 1974 foi a referendo a 24 de Abril de 2004 e, apesar de aprovado pelos Cipriotas turcos, acabou rejeitado pelos Cipriotas gregos, precisamente uma semana antes da entrada formal de Chipre na União Europeia.
Bloqueios e vetos
A questão cipriota é um dos obstáculos maiores nas negociações de adesão da Turquia à União Europeia, encetadas em Outubro de 2005.
Apenas um dos 35 capítulos do processo formal de negociações foi concluído - "Ciência e Pesquisa" -, outros oito entretanto abertos estão congelados desde 2006 devido ao diferendo sobre tráfego em portos e aeroportos cipriotas, e a discussão do dossier "Energia" bloqueada pelo veto de Atenas.
O chefe do governo socialista em Atenas pode precisamente começar por pressionar para o levantamento deste veto para tentar desbloquear a recusa turca em permitir o tráfego de navios e aviões cipriotas gregos à parte Norte da ilha nos termos do acordo firmado com a União Europeia em 2005.
Qualquer iniciativa vinda da parte grega chegará já demasiado tarde para impedir a avaliação negativa da Comissão Europeia, a anunciar no próximo dia 14, quanto ao evoluir das negociações, dado que Ancara recusa o compromisso de abertura parcial de apenas um porto e um aeroporto no Norte da ilha sem que os 27 permitam simultaneamente o tráfego comercial por parte dos Cipriotas turcos.
Até ao Conselho Europeu de Dezembro alguma coisa poderá, no entanto, mudar de forma a permitir um compromisso entre o presidente cipriota grego Demetris Christofias e o seu homólogo turco Mehmet Ali Talat, que desde Setembro do ano passado têm negociado formalmente, sob mediação europeia e do enviado da ONU, o antigo ministro australiano dos negócios estrangeiros Alexander Downer.
As conversações bloquearam em Abril quando o Tribunal Europeu de Justiça reconheceu os direitos de Cipriotas gregos sobre propriedades em disputa na República Turca do Norte de Chipre, cuja declaração de independência em 1983 foi apenas reconhecida por Ancara.
Na mesma altura a direita nacionalista do Partido da Unidade Nacional triunfava na eleições para o parlamento, retirando a maioria aos sociais-democratas de Ali Talat e pondo em causa a sua reeleição nas presidenciais de Abril do próximo ano.
Todos perdem
A convergência entre Talat e Christofias - um histórico dos comunistas cipriotas gregos que ao ser eleito em Fevereiro de 2008 iniciou imediatamente contactos com o homólogo turco - corre o risco de vir a desaparecer para dar lugar a reiterados irredentismos nacionalistas.
Sem acordo de partilha de poder entre as duas comunidades a eventual retirada das tropas turcas - presentes no terço norte da ilha desde a invasão de 1974 em resposta ao golpe de estado da extrema-direita nacionalista grega apoiada pela Junta Militar em Atenas - ficará comprometida e a liberdade de movimento de pessoas, bens, capitais e serviços, tal como praticada na União Europeia sem efeito.
Para os 780 mil habitantes da República de Chipre (sendo 640 mil identificados como Cipriotas gregos) novo fracasso nas negociações sairá caro pois, além de arredar eventuais acordos de indemnizações quanto a propriedades perdidas no norte da ilha, redundará num maior isolamento no seio da União Europeia.
Para os 260 mil residentes turcos no norte da ilha (entre eles mais de 70 mil imigrantes turcos) a ausência de um acordo implicará uma dependência acrescida da Turquia na impossibilidade de desenvolverem contactos directos com o bloco da União Europeia.
As negociações de adesão da Turquia à União Europeia, por sua vez, entrarão em colapso e, as consequências quanto a estratégias para o sector energético ou cooperação com a NATO far-se-ão sentir no conjunto do bloco europeu.
O estranho caso de Chipre em que um país candidato à União Europeia recusa reconhecer um dos 27 estados membros, em que dois membros da NATO - Turquia e Grécia - se afrontam indirectamente por via de irredentismos étnicos, onde um terceiro - o Reino Unido - mantém bases militares, e em que todas as partes têm a perder com a continuação do diferendo, é um exemplo singular de como um secular domínio otomano caído nas mãos do império britânico, acaba por se tornar palco de um confronto étnico-religioso.
(Fonte: Jornal de Negócios)
06 outubro 2009
Parlamento turco prolonga operações militares contra rebeldes curdos
A moção governamental, que autoriza o exército turco a realizar operações militares contra elementos do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em território iraquiano, foi aprovada por maioria parlamentar com 452 votos favoráveis, num total de 475 deputados presentes no hemiciclo.
O PKK é uma organização armada que luta desde 1984 pela criação de um Estado autónomo no sudeste da Turquia, zona maioritariamente curda.
Criada em 1974 por Abdullah Öcalan, a organização ganhou reputação de implacável, eliminando membros de grupos rivais e dirigentes locais pró-turcos.
A votação de hoje acontece num momento em que o governo turco, liderado pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), se prepara para apresentar no Parlamento medidas de apoio à comunidade curda, com o objectivo de diminuir o campo de influência do PKK junto da população da região sudeste do país.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoğlu, afirmou que a renovação da operação militar pretende ter um efeito dissuasor sobre os rebeldes, mas também promover o lançamento de novas reformas. "Mantendo a opção militar sobre a mesa, ao lado de medidas económicas, sociais e culturais, vamos reforçar o nosso poder de dissuasão e o nosso espaço de manobra", afirmou o chefe da diplomacia turca, em declarações no Parlamento. "O nosso objectivo é estabelecer um ambiente de segurança duradouro", concluiu.
O Parlamento turco já tinha prorrogado uma vez a duração da operação militar, aprovada inicialmente em 2007. O actual mandato, que terminava a 17 de Outubro, permitiu ao exército turco realizar vários raides aéreos na região Norte do Iraque onde foram localizados, segundo Ancara, cerca de dois mil combatentes do PKK.
As tropas turcas também realizaram uma acção militar terrestre durante oito dias, em Fevereiro do ano passado.
Um morto e 100 detidos em protestos contra o FMI
Desde a manhã que a polícia turca tenta fazer frente às manifestações, utilizando canhões de água e granadas de gás lacrimogéneo.
De acordo com as autoridades, vários proprietários de lojas encerraram os estabelecimentos comerciais devido à violência dos protestos que incluíram a destruição de montras de restaurantes e de vários bancos situados nas imediações do local do encontro.
Recorde-se que na passada semana um estudante de comunicação social lançou um sapato contra o presidente do FMI, Dominique Strauss-Khan.
(Fonte: Correio da Manhã)
04 outubro 2009
Mundiais de Esgrima de Antália: Joaquim Videira é eliminado pelo campeão olímpico e acaba em quinto
Joaquim Videira acabou eliminado dos quartos-de-final pelo actual campeão olímpico da especialidade, o Italiano Matteo Tagliarol, por 15-13, alcançando, mesmo assim, o segundo melhor resultado de sempre da esgrima portuguesa.
"É um resultado fantástico. Depois do quadro de 16, tudo era possível e com sorte poderia ter chegado às medalhas. Teve azar em apanhar pela frente o campeão olímpico, que é um atirador poderosíssimo. O quinto lugar prova que o segundo posto em 2006 não foi por acaso", destacou à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Esgrima, Frederico Valarinho.
02 outubro 2009
Ancara pede adesão à UE "o mais rápido possível"
Numa conferência de imprensa conjunta, na sede da Comissão Europeia (CE), o comissário Olli Rehn aconselhou a Turquia a resolver as suas carências em matérias como o respeito dos direitos fundamentais e da liberdade de imprensa para continuar o seu caminho rumo à adesão.
Antes, Davutoğlu manifestara descontentamento pela desaceleração das negociações, abertas em 2005, e defendera a entrada da Turquia na UE "o mais rápido possível".
"Mesmo 2015 seria demasiado tarde, não só para nós, como para a União Europeia (UE)", realçou.
Questionado sobre estas declarações, o comissário para o Alargamento lembrou que "não há datas para o acesso de nenhum país", já que não é possível saber antecipadamente quando é que um candidato vai cumprir as condições para harmonizar a sua legislação ao acervo comunitário.
Além disso, tanto a França como a Alemanha advogaram conjuntamente um estatuto especial para Ancara que não inclua a integração plena.
Outro dos obstáculos com que se depara a Turquia tem a ver com o seu contencioso territorial com um dos parceiros comunitários, Chipre, impedido de aceder aos portos e aeroportos turcos.
Em Paris, entre 200 e 250 membros da diáspora arménia atrasaram hoje a cerimónia de deposição de uma coroa de flores pelo presidente arménio, Serge Sarkissian, em protesto contra a aproximação em curso entre Erevan e Ancara.
Precisamente hoje, o outro candidato a entrar na UE desde 2005, a Croácia, retomou as negociações de adesão, depois de quase um ano de paralisação devido ao conflito fronteiriço com a vizinha Eslovénia.
