08 outubro 2009

O novo primeiro-ministro da Grécia aproxima-se da Turquia

O novo primeiro-ministro da Grécia, Georges Papandreou, viaja sexta-feira para a Turquia para participar numa reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros dos Balcãs em Istambul, na sua primeira saída do país desde que ganhou as eleições.
A visita foi anunciada pelo governo grego sem indicar se Papandreou, que acumula o cargo de primeiro-ministro com o de ministro dos Negócios Estrangeiros, se reunirá com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, ou com o presidente, Abdullah Gül.
A comunicação social turca noticiou que não está prevista qualquer reunião com Erdoğan.
Fontes diplomáticas gregas insistiram no carácter não oficial desta visita, destacando que a primeira visita de Papandreou ao estrangeiro com primeiro-ministro será no próximo dia 19, para se reunir com o presidente de Chipre, Dimitris Christofias.
O partido socialista grego (PASOK) ganhou as eleições legislativas antecipadas realizadas no passado Domingo.
Georges Papandreou chefiou a diplomacia grega entre 1999 e 2004, tendo defendido uma aproximação à vizinha Turquia, país com o qual Atenas tem contenciosos territoriais há vários anos.

(Fonte: Diário Digital/Lusa)

Thilo Sarrazin: "Árabes e Turcos só servem para vender frutas e legumes"

O Banco Central Alemão, uma das instituições mais conceituadas e respeitadas em toda a Alemanha, viu-se subitamente envolvido numa polémica sobre xenofobia, depois de um dos seus conselheiros, Thilo Sarrazin, de 64 anos, dizer "que os imigrantes árabes e turcos não têm qualquer actividade produtiva que não seja a de vender frutas e legumes".
Num comunicado pouco usual à imprensa, o governador do banco, Axel Weber, admitiu que as afirmações do conselheiro causaram "dano à reputação da instituição" e pediu, indirectamente, que Sarrazin solicitasse a demissão. Weber não pode demiti-lo do cargo. Apenas o Presidente, Horst Köhler, que foi quem o nomeou, tem plenos poderes para o fazer. Até agora, o chefe do Estado alemão não quebrou o silêncio para fazer qualquer comentário sobre o caso.
Numa entrevista publicada pela Lettre International, revista cultural da cidade de Berlim, o controverso antigo ministro das Finanças da cidade e do estado-federado de Berlim declarou que "70% dos turcos e 90% dos árabes de Berlim não querem saber de educar os seus filhos e a única coisa que sabem produzir são meninas de véu".
Sarrazin sublinha que "40% dos nascimentos em Berlim acontecem na classe baixa". O que, segundo ele, mostra como "os Turcos estão a conquistar a Alemanha com a sua taxa de natalidade". O conselheiro do Bundesbank, nomeado este ano para o cargo, justifica com esta teoria "o facto de a população alemã ser cada vez mais e mais estúpida".
O responsável alemão vai mesmo ao ponto de afirmar que prefere imigrantes judeus. "Seria mais feliz se fossem os judeus da Europa de Leste a virem para cá, pois eles têm uma inteligência que é 15% superior à dos Alemães".
A reacção da comunidade turca na Alemanha não se fez esperar. "Estas afirmações são próprias de membros da extrema-direita. O senhor Sarrazin não pensa no impacto das suas palavras", declarou o presidente da comunidade turca na Alemanha, Kenan Kolat, citado pela agência DPA.
Também o Partido Social-Democrata, a que pertence Sarrazin, condenou as suas declarações e indicou que está a ponderar expulsá-lo da formação. A procuradoria-geral indicou, por sua vez, que ia estudar se foi ou não cometido crime de incitação ao ódio racial.
A Alemanha é um país com quatro milhões de muçulmanos, muitos deles descendentes dos Turcos que ajudaram a reconstruir o país após a Segunda Guerra Mundial. Chamavam-lhes os "trabalhadores convidados".
A chanceler alemã, Angela Merkel, é abertamente contra a entrada da Turquia na União Europeia.

(Fonte: Diário de Notícias)

Embaixador da Turquia em Portugal classifica de "passo em frente" acordo entre Turquia e Arménia

A Turquia e a Arménia vão assinar Sábado em Zurique dois protocolos sobre o estabelecimento de relações diplomáticas e sobre o desenvolvimento de relações, afirmou hoje à agência Lusa o embaixador turco em Portugal, Kaya Türkmen.
O acordo de reconciliação "vai ser assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros" turco, Ahmet Davutoğlu, e arménio, Eduard Nalbandian, precisou o diplomata.
Kaya Türkmen classificou de "passo em frente" a assinatura dos protocolos, que prevêem a abertura das fronteiras comuns "nos dois meses seguintes à sua ratificação", assim como consultas políticas regulares entre os dois países.

(Fonte: Lusa)

07 outubro 2009

O estranho diferendo de Chipre

Por João Carlos Barradas

Sobra muito pouco tempo ao novo primeiro-ministro grego, George Papandreou, para tentar desbloquear o impasse nas negociações para a reunificação de Chipre.
O líder socialista distingiu-se à frente da diplomacia de Atenas a partir de 1999 pelos esforços de normalização das relações com a Turquia e o apoio ao plano de reunificação de Chipre proposto pela ONU até ter sido afastado pelo novo ciclo de governação dos conservadores da Nova Democracia em Março de 2004.
O plano de Kofi Annan de criação de uma confederação na ilha dividida desde 1974 foi a referendo a 24 de Abril de 2004 e, apesar de aprovado pelos Cipriotas turcos, acabou rejeitado pelos Cipriotas gregos, precisamente uma semana antes da entrada formal de Chipre na União Europeia.

Bloqueios e vetos
A questão cipriota é um dos obstáculos maiores nas negociações de adesão da Turquia à União Europeia, encetadas em Outubro de 2005.

Apenas um dos 35 capítulos do processo formal de negociações foi concluído - "Ciência e Pesquisa" -, outros oito entretanto abertos estão congelados desde 2006 devido ao diferendo sobre tráfego em portos e aeroportos cipriotas, e a discussão do dossier "Energia" bloqueada pelo veto de Atenas.

O chefe do governo socialista em Atenas pode precisamente começar por pressionar para o levantamento deste veto para tentar desbloquear a recusa turca em permitir o tráfego de navios e aviões cipriotas gregos à parte Norte da ilha nos termos do acordo firmado com a União Europeia em 2005.

Qualquer iniciativa vinda da parte grega chegará já demasiado tarde para impedir a avaliação negativa da Comissão Europeia, a anunciar no próximo dia 14, quanto ao evoluir das negociações, dado que Ancara recusa o compromisso de abertura parcial de apenas um porto e um aeroporto no Norte da ilha sem que os 27 permitam simultaneamente o tráfego comercial por parte dos Cipriotas turcos.

Até ao Conselho Europeu de Dezembro alguma coisa poderá, no entanto, mudar de forma a permitir um compromisso entre o presidente cipriota grego Demetris Christofias e o seu homólogo turco Mehmet Ali Talat, que desde Setembro do ano passado têm negociado formalmente, sob mediação europeia e do enviado da ONU, o antigo ministro australiano dos negócios estrangeiros Alexander Downer.

As conversações bloquearam em Abril quando o Tribunal Europeu de Justiça reconheceu os direitos de Cipriotas gregos sobre propriedades em disputa na República Turca do Norte de Chipre, cuja declaração de independência em 1983 foi apenas reconhecida por Ancara.

Na mesma altura a direita nacionalista do Partido da Unidade Nacional triunfava na eleições para o parlamento, retirando a maioria aos sociais-democratas de Ali Talat e pondo em causa a sua reeleição nas presidenciais de Abril do próximo ano.

Todos perdem
A convergência entre Talat e Christofias - um histórico dos comunistas cipriotas gregos que ao ser eleito em Fevereiro de 2008 iniciou imediatamente contactos com o homólogo turco - corre o risco de vir a desaparecer para dar lugar a reiterados irredentismos nacionalistas.

Sem acordo de partilha de poder entre as duas comunidades a eventual retirada das tropas turcas - presentes no terço norte da ilha desde a invasão de 1974 em resposta ao golpe de estado da extrema-direita nacionalista grega apoiada pela Junta Militar em Atenas - ficará comprometida e a liberdade de movimento de pessoas, bens, capitais e serviços, tal como praticada na União Europeia sem efeito.

Para os 780 mil habitantes da República de Chipre (sendo 640 mil identificados como Cipriotas gregos) novo fracasso nas negociações sairá caro pois, além de arredar eventuais acordos de indemnizações quanto a propriedades perdidas no norte da ilha, redundará num maior isolamento no seio da União Europeia.

Para os 260 mil residentes turcos no norte da ilha (entre eles mais de 70 mil imigrantes turcos) a ausência de um acordo implicará uma dependência acrescida da Turquia na impossibilidade de desenvolverem contactos directos com o bloco da União Europeia.

As negociações de adesão da Turquia à União Europeia, por sua vez, entrarão em colapso e, as consequências quanto a estratégias para o sector energético ou cooperação com a NATO far-se-ão sentir no conjunto do bloco europeu.

O estranho caso de Chipre em que um país candidato à União Europeia recusa reconhecer um dos 27 estados membros, em que dois membros da NATO - Turquia e Grécia - se afrontam indirectamente por via de irredentismos étnicos, onde um terceiro - o Reino Unido - mantém bases militares, e em que todas as partes têm a perder com a continuação do diferendo, é um exemplo singular de como um secular domínio otomano caído nas mãos do império britânico, acaba por se tornar palco de um confronto étnico-religioso.

(Fonte: Jornal de Negócios)

06 outubro 2009

Parlamento turco prolonga operações militares contra rebeldes curdos

O Parlamento turco decidiu hoje autorizar o prolongamento por mais um ano das operações militares contra rebeldes curdos no Iraque.
A moção governamental, que autoriza o exército turco a realizar operações militares contra elementos do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em território iraquiano, foi aprovada por maioria parlamentar com 452 votos favoráveis, num total de 475 deputados presentes no hemiciclo.
O PKK é uma organização armada que luta desde 1984 pela criação de um Estado autónomo no sudeste da Turquia, zona maioritariamente curda.
Criada em 1974 por Abdullah Öcalan, a organização ganhou reputação de implacável, eliminando membros de grupos rivais e dirigentes locais pró-turcos.
A votação de hoje acontece num momento em que o governo turco, liderado pelo Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), se prepara para apresentar no Parlamento medidas de apoio à comunidade curda, com o objectivo de diminuir o campo de influência do PKK junto da população da região sudeste do país.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoğlu, afirmou que a renovação da operação militar pretende ter um efeito dissuasor sobre os rebeldes, mas também promover o lançamento de novas reformas. "Mantendo a opção militar sobre a mesa, ao lado de medidas económicas, sociais e culturais, vamos reforçar o nosso poder de dissuasão e o nosso espaço de manobra", afirmou o chefe da diplomacia turca, em declarações no Parlamento. "O nosso objectivo é estabelecer um ambiente de segurança duradouro", concluiu.
O Parlamento turco já tinha prorrogado uma vez a duração da operação militar, aprovada inicialmente em 2007. O actual mandato, que terminava a 17 de Outubro, permitiu ao exército turco realizar vários raides aéreos na região Norte do Iraque onde foram localizados, segundo Ancara, cerca de dois mil combatentes do PKK.
As tropas turcas também realizaram uma acção militar terrestre durante oito dias, em Fevereiro do ano passado.

(Fonte: Lusa/Diário de Notícias)

Um morto e 100 detidos em protestos contra o FMI

Um homem de 55 anos morreu, vítima de ataque cardíaco, e cem pessoas foram detidas esta terça-feira na sequência dos confrontos entre a polícia e os manifestantes que protestam em Istambul contra o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).
Desde a manhã que a polícia turca tenta fazer frente às manifestações, utilizando canhões de água e granadas de gás lacrimogéneo.
De acordo com as autoridades, vários proprietários de lojas encerraram os estabelecimentos comerciais devido à violência dos protestos que incluíram a destruição de montras de restaurantes e de vários bancos situados nas imediações do local do encontro.
Recorde-se que na passada semana um estudante de comunicação social lançou um sapato contra o presidente do FMI, Dominique Strauss-Khan.

(Fonte: Correio da Manhã)

04 outubro 2009

Mundiais de Esgrima de Antália: Joaquim Videira é eliminado pelo campeão olímpico e acaba em quinto

O atirador português Joaquim Videira, vice-campeão mundial há dois anos, terminou hoje no quinto lugar na competição de espada masculina dos Mundiais de Esgrima, que decorrem na cidade turca de Antália.
Joaquim Videira acabou eliminado dos quartos-de-final pelo actual campeão olímpico da especialidade, o Italiano Matteo Tagliarol, por 15-13, alcançando, mesmo assim, o segundo melhor resultado de sempre da esgrima portuguesa.
"É um resultado fantástico. Depois do quadro de 16, tudo era possível e com sorte poderia ter chegado às medalhas. Teve azar em apanhar pela frente o campeão olímpico, que é um atirador poderosíssimo. O quinto lugar prova que o segundo posto em 2006 não foi por acaso", destacou à agência Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Esgrima, Frederico Valarinho.

(Fonte: Visão/Lusa)

02 outubro 2009

Ancara pede adesão à UE "o mais rápido possível"

O comissário europeu para o Alargamento assegurou hoje "não haver datas" para a adesão da Turquia, depois do ministro turco dos Negócios Estrangeiros ter advogado a entrada de Ancara "quanto antes". O ministro Ahmet Davutoğlu avisou que "2015 seria demasiado tarde".
Numa conferência de imprensa conjunta, na sede da Comissão Europeia (CE), o comissário Olli Rehn aconselhou a Turquia a resolver as suas carências em matérias como o respeito dos direitos fundamentais e da liberdade de imprensa para continuar o seu caminho rumo à adesão.
Antes, Davutoğlu manifestara descontentamento pela desaceleração das negociações, abertas em 2005, e defendera a entrada da Turquia na UE "o mais rápido possível".
"Mesmo 2015 seria demasiado tarde, não só para nós, como para a União Europeia (UE)", realçou.
Questionado sobre estas declarações, o comissário para o Alargamento lembrou que "não há datas para o acesso de nenhum país", já que não é possível saber antecipadamente quando é que um candidato vai cumprir as condições para harmonizar a sua legislação ao acervo comunitário.
Além disso, tanto a França como a Alemanha advogaram conjuntamente um estatuto especial para Ancara que não inclua a integração plena.
Outro dos obstáculos com que se depara a Turquia tem a ver com o seu contencioso territorial com um dos parceiros comunitários, Chipre, impedido de aceder aos portos e aeroportos turcos.
Em Paris, entre 200 e 250 membros da diáspora arménia atrasaram hoje a cerimónia de deposição de uma coroa de flores pelo presidente arménio, Serge Sarkissian, em protesto contra a aproximação em curso entre Erevan e Ancara.
Precisamente hoje, o outro candidato a entrar na UE desde 2005, a Croácia, retomou as negociações de adesão, depois de quase um ano de paralisação devido ao conflito fronteiriço com a vizinha Eslovénia.
(Fonte: Lusa/Diário de Notícias)

Turquia recusa abrir portos e aeroportos a Cipriotas gregos

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros recusou hoje abrir os portos e os aeroportos aos Cipriotas gregos, apesar de um ultimato europeu, e expressou impaciência perante a lentidão das negociações sobre a adesão da Turquia à União Europeia.
Ahmet Davutoğlu, que falava em Bruxelas, onde decorrem consultas diplomáticas sobre a adesão da Turquia à UE, faz depender a abertura dos portos e aeroportos turcos de um acordo nas negociações de paz entre as comunidades grega e turca da ilha de Chipre.
"O reconhecimento dos Cipriotas gregos não é possível para nós se a questão do Chipre não estiver resolvida", disse o ministro.
A União Europeia deu a Ancara um prazo até ao fim de 2009 para adoptar todas as medidas necessárias para alargar o acordo aduaneiro UE-Turquia aos Estados membros que entraram na UE em 2004, como o Chipre.
As negociações de adesão da Turquia são difíceis devido ao não reconhecimento por Ancara da República de Chipre, membro da UE.
Oito capítulos do processo de adesão estão congelados desde Dezembro de 2006 devido à recusa da Turquia em autorizar navios e aviões cipriotas a acederem aos portos e aeroportos turcos.
A Comissão Europeia deverá divulgar a 14 de Outubro um relatório muito aguardado sobre a Turquia, que avaliará os esforços de Ancara.

(Fonte: Lusa/Diário de Notícias)

Turquia é tema obrigatório na campanha eleitoral grega

A "questão da Turquia", que gerou algumas posições de consenso entre os principais rivais políticos, constituiu tema obrigatório da campanha eleitoral para as eleições legislativas de Domingo na Grécia.
A dimensão do país vizinho e o problema da imigração, o prolongado contencioso no Mar Egeu e em Chipre ou o processo de adesão turca à União Europeia (UE) voltaram a animar o debate.
Apesar do processo de reaproximação entre Atenas e Ancara, iniciado em finais de 1999 na sequência do terramoto que atingiu a capital turca, permanecem pontos de tensão que voltaram a emergir durante a campanha.
Em 14 de Setembro, um helicóptero da Lituânia que sobrevoava o Mar Egeu recebeu uma mensagem rádio de um radar turco, que pedia para se retirar da "zona aérea turca". Os pilotos, envolvidos no programa de coordenação operacional das fronteiras externas da UE (FRONTEX), ignoraram a mensagem. Um comunicado oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros grego informou depois que o aparelho tinha localizado um barco que transportava imigrantes ilegais para a ilha grega de Farmakonisi, enquanto um navio-patrulha turco era detectado na área, em águas territoriais gregas.
Terá sido a sexta vez que a Turquia emite sinais de emergência por radar dirigidos a aparelhos que sobrevoam o Mar Egeu. E as acusações sobre frequentes violações do espaço aéreo grego, a intercepção de aviões de combate gregos por caças turcos ou as acusações de "cumplicidade" no tráfico clandestino de imigrantes implicaram, nos últimos meses, novo aumento da tensão entre Atenas e Ancara.
Esta "guerra de nervos" não tem contudo impedido o prosseguimento do diálogo bilateral. No decurso da campanha para as eleições do próximo Domingo, o líder conservador da Nova Democracia (ND) e primeiro-ministro, Costas Karamanlis, manifestou o apoio da Grécia à "orientação europeia da Turquia", numa referência ao complexo processo de negociações de adesão de Ancara à UE, iniciado oficialmente em Outubro de 2005.
Sublinhou ainda que a Turquia "deve honrar os seus compromissos" e alertou que "o ponto-chave para o prosseguimento das negociações está em Dezembro próximo", numa referência ao aguardado relatório da União sobre o estado das conversações de adesão.
O governo grego tem exigido à Turquia o respeito pelo acordo de 2001 sobre o repatriamento de imigrantes clandestinos, a aplicação do acordo europeu sobre imigração e asilo e o fim da protecção aos traficantes ilegais.
Já o líder socialista do PASOK, George Papandreou, apontado pelas sondagens como o futuro primeiro-ministro, criticou a política externa do país face à Turquia, numa referência ao contencioso fronteiriço no Mar Egeu, a violação do espaço aéreo do país ou a questão cipriota.
Contudo, o antigo ministro grego dos Negócios Estrangeiros, cargo que exerceu durante dez anos no último executivo dos socialistas, assegurou que em caso de vitória do PASOK "o governo não acenará com o seu direito de veto face à marcha europeia da Turquia".
Restam no entanto questões decisivas por solucionar, desde o eterno diferendo em torno da plataforma continental no Mar Egeu, do espaço aéreo grego, do estatuto militar das ilhas do Leste do Egeu, que necessitam de um regulamento legal e definitivo, até ao problema de Chipre. Que também envolve os dois vizinhos rivais.

(Fonte: Diário de Notícias)

01 outubro 2009

Strauss-Khan alvo de sapato turco




Um estudante universitário turco tentou atingir o presidente do FMI com um sapato, mas errou o alvo. Ao mesmo tempo, um grupo de alunos tentava desenrolar uma faixa com críticas ao partido actualmente no poder na Turquia (AKP).

(Fonte: RTP)

Estudante turco atirou sapatilha contra director-geral do FMI

Um estudante turco atirou esta manhã uma sapatilha contra Dominique Strauss-Kahn, director-geral do FMI, sem o atingir.
O responsável francês terminava uma palestra numa universidade de Istambul, onde se encontra para as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, quando um jovem desceu a correr o auditório, gritando “FMI vai-te embora da Turquia”, relata a AFP. O estudante teve tempo para lançar uma das suas sapatilhas contra Strauss-Kahn, antes de ser dominado por vários agentes de segurança, que o levaram de imediato para o exterior.
A sapatilha aterrou a um metro do director-geral do FMI que, de microfone na mão, tentava manter o sorriso.
Segundo as televisões turcas, o jovem chama-se Selçuk Özbek e é um estudante da universidade pública de Eskişehir, no noroeste do país.
O rapaz estava acompanhado por uma dezena de estudantes filiados no Partido Comunista turco (TKP) que foram também levados para fora da sala quando tentaram desenrolar uma faixa com inscrições contra o FMI e o AKP, o partido islamita no poder.
O governo de Recep Erdoğan está actualmente a negociar com a instituição internacional um novo empréstimo, semelhante ao que em 2005 permitiu ao país evitar o colapso do seu sistema financeiro, fragilizado por uma crise que se arrasta desde o início da década.
Já depois do final da sessão, a porta-voz de Strauss-Kahn garantiu que o dirigente até ironizou o incidente, dizendo que “os estudantes foram pelo menos bem-educados ao esperar pelo final da sessão”.

(Fonte: Público)

29 setembro 2009

Marinha turca captura piratas no Golfo do Áden


A marinha turca capturou sete piratas ao largo do Golfo do Áden, perto da costa da Somália.
Os militares da Turquia conseguiram evitar que os piratas conseguissem atacar duas embarcações com a bandeira do Panamá.
No comunicado das forças armadas turcas também se pode ler que um helicóptero da marinha também fez parte da operação.
A fragata da Turquia faz parte das forças da NATO que patrulham águas internacionais.

(Fonte: A Bola)

SportZone adia entrada na Turquia

A SportZone, cadeia de lojas de desporto da Sonae Distribuição, confirma o adiamento da sua entrada na Turquia, por ser considerada prematura.
Em comunicado ao Negócios, a propósito da notícia ontem publicada e que citava a “Bike Europe” – que dizia que os planos de internacionalização da SportZone estão a ser penalizados pela crise mundial, uma vez que o projecto imobiliário turco no qual a SportZone iria estar inserida foi suspenso – a Sonae confirma o adiamento da entrada da Sportzone na Turquia, cuja expansão chegou a estar prevista para este ano.
“Porém, convém salientar que a mesma foi tomada após a elaboração de várias análises ao mercado, das quais se concluiu que este investimento se poderia revelar prematuro se realizado naquela altura”, refere a empresa, acrescentando que “de qualquer forma, essa decisão foi tomada no início do ano, ou seja, antes de serem comunicados os objectivos de internacionalização da Sonae”.

(Fonte: Jornal de Negócios)

28 setembro 2009

Morreu o chefe da antiga dinastia otomana

Morreu o chefe da antiga dinastia otomana

Osman Ertuğrul Osmanoğlu, o mais velho membro da antiga dinastia otomana, morreu aos 97 anos vítima de paragem renal num hospital de Istambul, quarta-feira, disse o Ministério da Cultura da Turquia.
Era o último neto vivo de um sultão otomano e encarado como o chefe dos membros ainda vivos da dinastia.
Osmanoğlu tornar-se-ia eventualmente o seu sultão se não fosse o estabelecimento da República Turca em 1923 na sequência do colapso da dinastia otomana e o exílio dos seus membros na Europa.
Osmanoğlu transferiu-se para Nova Iorque em 1933, e era casado com Zeynep Tarzi, um membro exilado da família real afegã. Regressou à Turquia em 1992 e foi-lhe garantida a cidadania turca em 2004.
Era descendente de Osmã I, o dirigente anatólio que estabeleceu o Império Otomano que controlou partes da Europa, África e Médio Oriente, e que durou 600 anos.
Osmanoğlu nasceu em 1912. O seu avô, Abdul Hamid II, governou de 1876 até 1909. Em 1924, a família real foi expulsa por Mustafa Kemal Atatürk, que liderou a revolução que depôs a família e fundou a República Turca.
O funeral realizou-se Sábado, em Istambul, na Mesquita Azul.

(Fonte: Lusa/Destak)

25 setembro 2009

Erdoğan a favor da reforma da ONU

No segundo dia do debate geral da ONU, alguns países clamaram pela reforma do Conselho de Segurança.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdoğan, disse que somente a reforma possibilitará à ONU enfrentar com mais eficicácia as crises do mundo. Salientou que o seu país apoia o aumento de assentos rotativos no Conselho de Segurança.

(Fonte: CRI online)