29 maio 2009

Couceiro empata e termina em oitavo

O Gaziantepspor de José Couceiro empatou a um golo com o Eskişehirspor na 34.ª e última jornada do campeonato turco, disputada esta sexta-feira, despedindo-se da época no oitavo lugar.
A equipa do técnico português esteve a perder a partir dos 53 minutos, depois de um jogo dividido, mas empatou a 20 minutos do fim, pelo avançado Beto. Em cima do apito, o mesmo protagonista teve nos pés o golo da vitória, porém, atirou por cima.
Recorde-se que Couceiro assumiu o comando do Gaziantepspor à 28.ª ronda, então também oitavo classificado.
Beşiktaş (68 pontos) e Sivasspor (66) jogam este Sábado o título turco fora de portas: o líder vai ao campo do Denizlispor, 14.º, enquanto o segundo defronta o Galatasaray, quinto da tabela.

(Fonte: Mais Futebol)

28 maio 2009

Protestos contra os crimes de ódio na Turquia

Transexuais e homossexuais turcos denunciam que nos últimos três anos foram assassinadas 30 pessoas LGBT impunemente. Os 30 mortos referem-se aos documentos oficiais, mas sabe-se que o número real é muito maior. Não somente assassínios mas ataques a transexuais e homossexuais estão no auge nestes últimos anos, segundo informações de elementos da revista Kaos GL.
Foram feitos protestos pacíficos em Istambul, na praça Taksim, e em Ancara, para atrair a atenção pública ao clima existente de fustigamento e ao aumento das agressões.
Na passada sexta-feira, mais uma transexual foi mortalmente esfaqueada. No ano passado, cinco gays desapareceram e foram posteriormente encontrados esfaqueados num poço. Os autores alegaram que cometeram os assassínios somente pela orientação sexual das vítimas. Representantes LGBT denunciam que muitos destes casos não são solucionados e nos que o são, os culpados argumentam simplesmente que foram "provocados", argumento geralmente aceite pelos juízes."Este é o resultado do discurso do ódio", afirmou Ali da revista Kaos GL, acrescentando que "a forma como os nossos amigos são assassinados e agredidos demonstra como os assassinos e agressores, mesmo a sociedade em geral, está cheia de ódio. Estamos decididos a lutar contra esse ódio com todos os meios que temos".

(Fonte: Portugal Gay)

Reino Unido defende entrada da Turquia na União Europeia


O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, David Miliband, disse que gostaria de ver a Turquia na União Europeia, contradizendo os líderes da França e da Alemanha que defendem que o país deve ter apenas uma “parceria privilegiada”, mas não a adesão.
Miliband, que se encontra em visita oficial na Turquia, acredita que a adesão de Ancara traria dinamismo económico ao bloco, assim como contribuiria para uma maior segurança no que toca a problemas energéticos enquanto aproximaria o Ocidente do mundo muçulmano.“O Reino Unido acredita mais que nunca que a decisão estratégica de apoiar a adesão da Turquia é a correcta. É bom para a Turquia e para a Europa”, disse Miliband. “A Turquia é um país particular que permitiria beneficiar a Europa em termos de energia”, acrescentou. O ministro defendeu ainda que a União Europeia deveria “abrir horizontes” e aproveitar os benefícios desta adesão, assim que a Turquia cumpra todos os requisitos para uma entrada na UE. A Turquia tem poucas reservas de petróleo e gás natural mas é um corredor estratégico entre a Europa e as reservas energéticas do Mar Cáspio e do Médio Oriente. Miliband disse ainda que existem alterações significativas entre a Turquia actual e a de há 30 anos atrás e salientou a vibrante economia de mercado do país como mais-valia para a Europa num período de crise económica.
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, reforçaram este mês a sua já conhecida opinião sobre a adesão da Turquia à União Europeia. Ambos os países defendem, em altura de campanha eleitoral para o Parlamento Europeu, que à Turquia deveria ser dada uma “parceria privilegiada” em vez de uma adesão completa.
A Turquia deu início às negociações para a adesão à União Europeia em 2005 mas enfrenta a oposição de alguns estados-membros devido à opinião pública hostil. As negociações focam-se, de grosso modo, em preocupações com os direitos humanos, o ritmo lento das reformas e a liberdade de imprensa.

(Fonte: Reuters/Público)

Paulo Portas: "A União Europeia não é o concurso Eurovisão"

"A União Europeia não é o concurso Eurovisão. A Turquia não deve entrar e Israel também não". Foi desta forma que Paulo Portas respondeu à questão colocada por um docente da Escola Secundária Castro de Melo na Covilhã. O líder do CDS acompanhou o cabeça de lista naquela que iria ser uma espécie de aula sobre a Europa, mas que se transformou num debate.
Já Nuno Melo pede que "se deixe de enganar a Turquia, criando expectativas que depois não serão correspondidas".
Alguns alunos do 12º ano, alguns deles já com idade para votar, e professores, quiseram ouvir a opinião dos responsáveis do partido sobre várias questões, europeias e não só. Nuno Melo e Paulo Portas responderam.

(Fonte: IOL Diário)

Foi inaugurado em Antália o hotel mais caro da Europa

O hotel Mardan Palace, localizado em Antália, foi inaugurado no passado fim-de-semana com 600 autoridades e celebridades, nomeadamente Sharon Stone, Paris Hilton, Mariah Carey, Richard Gere, Seal e Monica Bellucci.
Neste hotel, pode-se atravessar a piscina numa gôndola e apreciar neve dentro de uma sala de spa, entre outros luxos. O glamour, inclui ainda menu de almofadas, espelhos de ouro nos quartos de banho e uma praia particular criada com mais de 9 mil toneladas de areia branca importada do Egipto. O hotel, que custou mais de 1000 milhões de euros, conta com mais de 2,5 mil toneladas de ouro, 500 mil cristais e 23 mil m2 de mármore italiano. Com uma noite a chegar aos 13 mil euros, o hotel conta ainda com 11 restaurantes e com quase 2500 peixes na piscina, entre os quais tubarões.

(Fonte: Opção Turismo)

24 maio 2009

Neca empatou em casa

O médio português Neca foi titular e viu um cartão amarelo aos 31 minutos no jogo em que a sua equipa, o Ankaraspor, empatou (0-0) em casa com o Antalyaspor, num dos encontros deste Domingo da 33.ª jornada do campeonato turco.
O empate custou ao Ankaraspor a perda de um lugar na tabela classificativa, baixando da 9.ª para a 10.ª posição. A equipa de Neca soma 41 pontos. O líder isolado é o Beşiktaş, com 68 pontos, que este Domingo venceu (2-1) o clássico com o Galatasaray.

(Fonte: Record)

Liga Turca: Portugueses empataram

Tudo adiado na decisão do título turco: o líder Beşiktaş e o segundo classificado, Sivasspor, venceram os seus jogos da penúltima jornada e continuam separados por apenas dois pontos à entrada da última semana.
No clássico de Istambul, frente aos rivais do Galatasaray, o líder Beşiktaş conseguiu um triunfo sofrido (2-1), que só não permitiu fazer a festa porque o sensacional Sivasspor conseguiu dar volta à desvantagem inicial no jogo com o Gençlerbirliği, garantindo um triunfo por 3-2.
O Beşiktaş precisa agora de uma vitória na visita ao Denizlispor. Caso não a consiga, fica então dependente do resultado do Sivasspor na visita ao terreno do Galatasaray.
No que se refere a Portugueses, o Gaziantepspor, orientado por José Couceiro, caiu para o oitavo lugar, por força do empate (2-2) com o Bursaspor. O Ankaraspor, com Neca a titular, também não foi além de um empate (0-0) com o Antalyaspor, e caiu para o 10.º lugar, sendo ultrapassado pelo FC Istanbul.

Classificação: Beşiktaş, 68; Sivasspor, 66; Trabzonspor, 65; Fenerbahçe, 58; Galatasaray, 58.

(Fonte: Mais Futebol)

23 maio 2009

Brasília-Istambul, uma parceria comercial

O fluxo comercial Brasília-Istambul é o principal objectivo do presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra), António Rocha, que integra a missão oficial do Governo brasileiro na Turquia. A participação de Rocha à frente da delegação de empresários, sob liderança da Confederação Nacional da Indústria (CNI), é vista como a tentativa de iniciar os negócios bilaterais. Até ao momento, a balança comercial não tem registo de vendas das indústrias brasileiras ou turcas.
“Mantemos o interesse nesta parceria comercial. A viagem tem um cunho muito importante do ponto de vista político e económico. A Turquia consiste no principal elo para um mercado consumidor. Além disso, o país tem forte vocação para o turismo e abre-se para os setores de biocombustíveis e alimentos”, avaliou Rocha.
A visita oficial à Turquia é parte do roteiro que a delegação brasileira cumpre na Arábia Saudita e China. A última parte da viagem, iniciada ontem (21), em Istambul, tem a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rocha, um facto importante ocorreu com a decisão da China de abrir as portas para as compras de carnes de frango e miudezas, principais produtos da pauta de exportação do Distrito Federal.
O programa oficial em Istambul, preparado pelo Ministério das Relações Externas em acordo com o Governo da Turquia, envolveu um seminário sobre o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios entre os dois países. Durante o encontro, as lideranças empresariais e governamentais do Brasil e da Turquia apresentaram as áreas de interesses bilaterais.
Um dos pontos destacados na reunião foi a integração das cadeias produtivas. Rocha avaliou que o País representa “uma ponte” para os mercados no Oriente e no Ocidente. Além disso, buscou-se mostrar o Brasil como destino para os turistas turcos. A Turquia tem um PIB superior a US$ 800 bilhões e renda per capita de US$ 10 mil. A localização deste país como polo de irradiação e penetração para os mercados da Ásia Central, do Cáucaso, do Oriente Médio e principalmente para a União Europeia.
A Turquia é o 16º PIB do mundo. No ano passado, ela importou US$ 204 bilhões de todo o mundo. Porém, somente 0,4% provenientes do Brasil, indicando enorme margem para a ampliação das exportações brasileiras para esse mercado. O comércio Brasil-Turquia, segundo dados do Governo federal, apresentou crescimento vertiginoso desde 2001. Em 2008, as exportações brasileiras para o País atingiram a cifra recorde de US$ 816 milhões.
As importações brasileiras provenientes da Turquia também registaram sua maior cifra em 2008 (US$ 337 milhões), resultando em superávit de US$ 478 milhões a favor do Brasil e em corrente de comércio bilateral de US$ 1,1 bilhão. Levantamentos preliminares de inteligência comercial apontam os sectores de infra-estrutura, alimentos, petroquímica, energia, mineração, auto-peças, automóvel, siderurgia e papel e celulose como sendo os mais promissores.

Uma janela para o DF

O presidente da Fibra explicou que o DF pode tornar-se um importante parceiro das indústrias da Turquia. Segundo Rocha, ao mesmo tempo que a capital brasileira se abre para receber investimentos estrangeiros, tem uma localização privilegiada na região Centro-Oeste, com renda per capita de R$ 37,6 mil e a oitava economia do Brasil. “Além disso, o DF dispõe de linhas de crédito e tem um mercado consumidor bastante atraente aos investimentos internacionais”, enfatizou Rocha.
Outro ponto destacado é a localização da capital brasileira, entroncamento de diversas rodovias e ferrovias, capaz de escoar a produção para portos situados nos estados das regiões Nordeste e Sudeste do País. O presidente da Fibra destacou também oportunidades que estão em curso nos sectores de construção civil, tecnologia da informação e fármacos.
“O GDF lidera projectos como a Cidade Aeroportuária e o Sector Noroeste. E, numa outra frente, a Fibra alinhava o projecto do Parque Tecnológico Capital Digital. Estes empreendimentos são suficientes para atrair empresas internacionais”, assegurou Rocha.

(Fonte: Revista Brasília em Dia)

Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül

Discurso de Lula da Silva durante jantar oferecido por Abdullah Gül

Discurso do Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o jantar oferecido pelo Presidente da Turquia, Abdullah Gül, em Ancara, Turquia, na sexta-feira, dia 22 de Maio de 2009:

"Excelentíssimo senhor presidente, Abdullah Gül, da República da Turquia, Senhora Hayrünissa, Minha mulher, Marisa Letícia, Altas autoridades da Turquia, Ministros que me acompanham nesta viagem, Celso Amorim, Miguel Jorge, Franklin Martins, Senhoras e senhores integrantes do corpo diplomático, Senhoras e senhores, em especial, quero cumprimentar os embaixadores da Turquia no Brasil e do Brasil na Turquia e os outros embaixadores que não (incompreensível) nos prestigiando nesta noite. Completamos hoje três dias desta que é a primeira viagem de um presidente brasileiro à Turquia. Depois de visitar Istambul, cidade de grande beleza natural e fascínio histórico, tivemos hoje em Ancara um dia de intenso trabalho. Pude constar como é que a capital reúne a marca das civilizações da Antiguidade e o selo da Turquia moderna. Revitalizada por Mustafa Kemal Atatürk, Ancara constitui a síntese deste país, elo por excelência entre o Ocidente e o Oriente. O Brasil, já como nação independente, no século 19, foi atraído por esta civilização. Em 1875, o Imperador Dom Pedro II visitou Istambul. O Império Otomano e a monarquia brasileira haviam firmado, em 1858, o primeiro tratado bilateral regulando comércio e navegação. Em 1927, estabelecemos relações diplomáticas e, em 1931, o Brasil abriu Legação em Ancara, após a instalação da Legação turca no Rio de Janeiro, em 1928. Os laços entre os dois países são antigos e vêm-se fortalecendo ao longo dos anos. Ganham agora maior intensidade. Em 2004, o ministro Celso Amorim realizou a primeira visita oficial de um chanceler brasileiro à Turquia. A visita de Vossa Excelência a Brasília em 2006, quando estabelecemos a Comissão Bilateral de Alto Nível, muito contribuiu para a aproximação entre nossos países. Senhor Presidente,Durante nossas conversações - e as que mantive com o Primeiro-Ministro Erdogan - pudemos passar em revista as relações entre nossos países e avaliar conjuntamente as promissoras perspectivas que se abrem. A cooperação econômica avança. Nosso comércio bilateral superou pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em 2008. Importante delegação de empresários brasileiros me acompanha à Turquia e participou em Istambul de exitoso Seminário Empresarial. Além dos investimentos diretos, avançamos no campo da energia, como demonstram os contratos celebrados entre a Petrobras e a TPAO. Nossas duas empresas exploram promissoras jazidas de petróleo na costa de Sinop e de gás natural em Kirklareli.O Brasil está pronto a cooperar com a Turquia para a diversificação de sua matriz energética. Na área dos biocombustíveis, detemos avançada tecnologia, sobretudo para a produção do etanol. A produção de biocombustíveis, a partir da biomassa, tem grande potencial na Turquia, país que possui solos férteis e grande incidência solar. O início das operações regulares da Turkish Airlines, ligando Istambul a São Paulo, aproximará ainda mais nossos países. Essa iniciativa estimulará o turismo e será favorecida pela instalação de Consulados-Gerais de nossos países em Istambul e em São Paulo. Senhor Presidente,A Turquia promoveu recentemente, em Istambul, memorável reunião da Aliança das Civilizações, projeto nascido de iniciativa conjunta de seu governo e da Espanha, à qual o Brasil se associou desde a primeira hora. A repercussão internacional desse evento, organizado com competência pelo governo turco foi extraordinária. O Brasil sediará a próxima edição da Conferência no Rio de Janeiro, em 2010. Agradeço, desde já, a generosa oferta de poder compartilhar a valiosa experiência da Turquia em sua organização.Senhor Presidente,Nosso diálogo está rodeado de valores e percepções comuns sobre questões da atualidade: a democracia, o respeito aos direitos humanos, a promoção da justiça social, o fortalecimento do multilateralismo.Compartilhamos a necessidade de encontrar uma saída negociada para o Oriente Médio. Pautamos nossa atuação pelo engajamento da promoção da paz. Favorecemos iniciativas que possam levar israelenses e palestinos a um acordo definitivo, baseado no reconhecimento de um Estado Palestino digno (incompreensível) com Israel. A Turquia tem credenciais para desempenhar papel central nesse conflito, inclusive no que tange à reconciliação em lugares interpalestinos.Turquia e Brasil são igualmente importantes economias e possuem peso e influência crescentes na cena internacional. Participamos do G20 e de outros foros internacionais. Na recente Cúpula de Londres, reafirmamos a disposição de trabalhar conjuntamente pela retomada do crescimento econômico, com sustentabilidade financeira. Para tanto, temos de democratizar o FMI e o Banco Mundial. Somente por meio do diálogo entre as nações desenvolvidas e em desenvolvimento, poderemos alcançar soluções abrangentes e duradouras, que apontem para uma nova ordem internacional mais justa e democrática. O combate à fome e à pobreza deve constituir a prioridade na construção dessa nova ordem. A eliminação das distorções no comércio internacional e a rápida conclusão das negociações da Rodada de Doha da OMC são essenciais, em especial para o países mais pobres. O Brasil também defende a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que reflita a atual realidade internacional, com a adequada participação dos países em desenvolvimento, inclusive entre os membros permanentes. Somente assim o Conselho assegurará a legitimidade e a eficácia necessárias. Senhor Presidente,Retorno hoje ao Brasil profundamente enriquecido por esses dias que passei neste país amigo. Não posso deixar de expressar minha gratidão pela generosa assistência que o povo e o governo da Turquia demonstraram quando tivemos que retirar grande número de brasileiros ameaçados pela Guerra (incompreensível). Levo a lembrança dos contatos proveitosos que pude ter com Vossa Excelência, com o Primeiro-Ministro Erdogan e com o grande número de interlocutores que pude encontrar. Levo também a recordação de uma grande nação, que preza os valores da democracia, e de um povo muito parecido com o povo brasileiro na sua alegria e generosidade. Quero pedir a todos os convidados que levantemos um brinde ao presidente Abudullah".

(Fonte: Agência Brasileira de Notícias)

Turquia vence vizinhos gregos

A selecção turca começou a Ronda de Elite com uma vitória suada sobre os vizinhos da Grécia (2-1), num jogo que teve lugar no Cartaxo e no qual os golos só surgiram na segunda parte.
O encontro, referente ao Grupo 3, o mesmo de Portugal, esteve empatado até aos 69 minutos, quando Sercan Yıldırım colocou a Turquia na frente do marcador. Quatro minutos depois, Eren Albayrak fez o 2-0 e o melhor que os Gregos fizeram foi reduzir por intermédio de Lefteris Matsoukas, perto do apito final. A Turquia vai agora medir forças com a Dinamarca, na segunda-feira, ao passo que os Gregos defrontam os anfitriões portugueses no mesmo dia.

(Fonte: UEFA)

22 maio 2009

Lula fecha visita à Turquia em busca de relançar elo centenário

Brasil e Turquia aproveitaram uma cúpula bilateral de dois dias para relançar uma relação comercial centenária, mas cujo verdadeiro potencial está ainda por ser alcançado e que pretende abrir novas via de colaboração em sectores como o energético, aeronáutico, automóvel e têxtil.

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Ancara terminou hoje com a decisiva aposta dos dois países em relançar uma relação iniciada há 151 anos, quando foi assinado um acordo entre o Império do Brasil e o Império Otomano. Num gesto simbólico, o chefe de Estado turco, Abdullah Gül, presenteou Lula com uma cópia do documento e destacou que a sua visita, a primeira de um presidente brasileiro à Turquia, abre uma nova página na relação dos dois países. Uma etapa em que a energia tem papel essencial e na qual é peça fundamental o acordo assinado hoje entre a Petrobras e a Corporação de Petróleo Turca, com o objectivo de realizar prospecções no Mar Negro, no valor de 800 milhões de euros. A importância do convénio foi destacada pelos dois presidentes, que compartilharam optimismo perante a possibilidade de encontrar jazidas de petróleo. Fora isso, concordaram ao expressar interesse em cooperar em novas tecnologias energéticas e na produção de etanol e biodiesel. Nesse sentido, Gül ressaltou o sucesso do Brasil na produção de combustíveis ecológicos e apostou em trabalhar também nessa linha. Lula, por sua vez, garantiu que o seu país não empregará cultivos turcos para gerar esses combustíveis, mas propôs que ambos os países invistam na produção de biodiesel e etanol em nações africanas. Outro aspecto em que Gül e Lula concordaram foi sobre a necessidade da abertura de conexões aéreas directas entre São Paulo e Istambul, ao considerarem as duas cidades portas de entrada para os mercados locais. As duas delegações de empresários e políticos que participaram nos encontros desses dois dias manifestaram decepção com o ainda reduzido volume da balança comercial entre Turquia e Brasil.A pesar de em 2008 ter chegado à cifra de US$ 1,8 bilhão, 400% mais que em 1999, os analistas consideraram que a quantidade está muito abaixo do potencial económico das relações comerciais turco-brasileiras. A esse respeito, o presidente Lula indicou que a actual crise económica está a criar oportunidades para encontrar novos parceiros e definiu a sua visita à Turquia como parte de uma estratégia nesse sentido. Durante os encontros oficiais em Ancara, foi debatido também a reactivação da comissão conjunta turco-brasileira criada há dez anos. Lula defendeu que esse grupo de trabalho se reúna pelo menos uma vez a cada dois anos e também a criação de uma câmara de comércio conjunta. O Brasil, como terceiro produtor aeronáutico do mundo, mostrou também desejo de fabricar aviões juntamente com a Turquia. No âmbito financeiro, a Turquia destacou a posição do Brasil sobre o Fundo Monetário Internacional (FMI), uma vez que Ancara mantém há décadas uma política que segue as recomendações desse órgão. Lula destacou ontem que o FMI foi criado para emprestar dinheiro aos países que necessitem, mas que o que não deveria ser feito "é se intrometer nas políticas internas dos países a quem empresta"."Isso é impensável", criticou o presidente brasileiro, que disse considerar que Ancara não terá grandes dificuldades para alcançar um novo acordo com o FMI. Gül lembrou que Turquia e Brasil não têm problemas políticos e que compartilham pontos de vista similares. Ao se despedir do país, Lula enviou uma mensagem aos empresários turcos: "A Turquia, com 72, e o Brasil, com 190 milhões de habitantes, são dois países emergentes com muito ainda por construir. Portanto, que o façamos juntos".

(Fonte: EFE)

Nedim Gürsel: Entre o Sena e o Bósforo

Nedim Gürsel considera-se uma ponte entre a Turquia e a França, entre o Leste e o Ocidente. Como outros escritores que fugiram do país depois do golpe de 1980, obteve a cidadania francesa e vive em Paris, onde é director de investigação no CNRS e organiza palestras sobre a Europa,
Acusado de blasfémia no país de origem, Turquia, depois de publicar o livro “Filhas de Alá” no ano passado, tem uma segunda audiência do julgamento no dia 26 Maio. O procurador retirou as acusações, mas o inquérito prossegue.
Euronews: Os europeus questionam se a Turquia é realmente um país laico e se merece fazer parte da União Europeia. Que responde a isto?
Nedim Gürsel
– Bem, eu sou um firme defensor da adesão do meu país à integração na União Europeia. É verdade que agora, com este julgamento, tenho algumas interrogações… Será que a Turquia anda à deriva para um regime mais autoritário? O que não é, obviamente, compatível com a ideia de Europa expressa na Turquia.
Espero que o meu julgamento seja um acidente de percurso. Mas acho que a Europa tem razão em colocar estas questões, porque talvez a Turquia não esteja pronta para entrar na Europa.
EN – Será que a Europa, especificamente os europeus, não têm uma certa responsabilidade? No sentido de os Turcos se sentirem menosprezados quando falamos com eles e falarem de um “clube cristão”?
NG –
Sim, penso que a rejeição é mal vista pelos Turcos porque, de algum modo, afecta o orgulho nacional. Eu…sou contra o nacionalismo.
Mas, há bastante tempo que a Turquia bate à porta da União Europeia e depara sempre com pretextos para justificar um discurso – digamos – de rejeição. Como é o caso neste momento com Merkel e Sarkozy.
A Turquia é um país muçulmano. Mas se a Turquia partilha valores europeus seria enriquecedor para a Europa ter um país como a Turquia no seu seio.
O que é difícil de admitir pelos europeus. Não dizem, mas a candidatura da Turquia reenvia a Europa face à própria imagem: a Europa afirma a identidade e rejeita o outro, a Turquia. Mas é necessária uma reconciliação.
EN – Há mesmo assim progressos no sentido de uma maior liberdade de expressão na Turquia nos últimos anos. Assistimos à restauração da nacionalidade do poeta Nazim Hikmet, e no ano passado, o famoso artigo 301 º que penaliza a difamação da nação turca foi reformulado. No entanto, há organizações, indivíduos que denunciam simples mudanças cosméticas. Concorda com a interpretação?
GN –
Em qualquer caso, fez bem em evocar o caso de Nazim Hikmet, um dos grandes poetas turcos. A Turquia fez uma grande injustiça com este grande poeta preso durante 16 anos e condenado ao exílio. Morreu em 1963, em Moscovo. O nosso primeiro-ministro, que afirmou recentemente que Nazim Hikmet estava reabilitado, também disse que a Turquia é um país que já não julga os escritores. Fui o primeiro a congratular-me. Mas o meu processo é a negação evidente deste discurso. Falou de alterações cosméticas, pequenos retoques…talvez, mas é melhor assim, porque precisamos de ir mais longe na democratização da Turquia, e sem a perspectiva europeia não vai ser possível.
EN – O senhor é um dos signatários da carta de desculpas aos Arménios escrita por um grupo de intelectuais turcos. Ora, há pessoas que criticam esta carta porque não está lá palavra genocídio …
GN –
Acho que a Turquia deve fazer um verdadeiro trabalho de memória. No que se refere à petição que assinei, penso que é uma coisa boa, porque vai mexer com os tabus. Vai quebrar tabus como a religião… o problema arménio continua a ser um tabu na memória colectiva dos Turcos.
O mesmo se aplica à questão curda. Ainda há uma dezena de anos , não podíamos falar nisso. Nem podíamos pronunciar a palavra “curdo”.
Agora, o presidente Abdullah Gül diz que a questão curda é a questão mais importante do nosso país, por isso, há uma evolução inegável.
EN – Sente-se no exílio?
GN –
É um exílio voluntário. Não me sinto no exílio, porque vou muitas vezes à Turquia. Alimento-me… o meu imaginário é alimentado pela Turquia, pela história otomana. Escrevi romances históricos, estou muito ligado à cidade de Istambul.
Mas houve um tempo, especialmente depois do golpe militar de 12 de Setembro de 1980, em que não pude voltar ao meu país durante três anos. Portanto, estava verdadeiramente no exílio.
Por isso escrevi um livro chamado “O Último Eléctrico”, onde exprimi o sentimento de escritor turco no exílio: a vida nómada, o apego à pátria, à cidade, etc.
Agora não me sinto no exílio, estou um pouco a meio caminho entre Paris e Istambul. Digo sempre que, metaforicamente, sou como a ponte do Bósforo, que, não só liga duas margens de um rio, o rio asiático e o rio europeu, mas também os homens e as culturas, e acredito que esse é o papel do escritor, porque a literatura é universal, aproxima os homens entre si.

(Fonte: Euronews)

Portugal e Turquia presentes no segundo Festival Europeu de Futebol de Rua

Entre 20 e 24 de Maio, jovens oriundos de vários países da Europa reúnem-se em Foča, Bósnia e Herzegovina para o segundo Festival Europeu de Futebol de Rua. O festival é mais uma vez organizado pela associação streetfootballworld (Berlim, Alemanha) e pelo seu parceiro Football Friends (Sérvia, Bósnia e Herzegovina), em conjunto com a Direcção-Geral para o Alargamento da Comissão Europeia. O torneio junta 24 equipas, cada uma composta por oito jovens jogadores de futebol amador, em representação de organizações que trabalham no domínio do desenvolvimento social através do futebol. Cada equipa é constituída por quatro rapazes e quatro raparigas com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos. Doze equipas são oriundas do Sudeste da Europa: Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedónia, Montenegro, Sérvia e Turquia e as restantes doze equipas de Estados-Membros da UE: Alemanha, França, Hungria, Irlanda, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa e Roménia. Portugal é representado por uma equipa da Associação Cais.“O grande sucesso do festival do ano passado inspirou-nos a organizar novamente este evento desportivo”, salientou Olli Rehn, Comissário Europeu para o Alargamento. "O festival Foča 09 é uma excelente oportunidade para congregar jovens dos Estados-Membros da UE, dos países candidatos e de países potenciais candidatos, para jogarem pacificamente e divertirem-se em conjunto. Desejo que todos passem bons momentos e espero que levem um pouco do espírito do Foča 09 para casa."Um dos pontos altos do festival será a visita da estrela de futebol Stevan Stojanović, o antigo jogador da selecção nacional da Sérvia e guarda-redes do Estrela Vermelha de Belgrado que foi o capitão da equipa vencedora da Taça dos Campeões Europeus em 1991.“Para a streetfootballworld, o festival em Foča é mais uma vez uma extraordinária oportunidade para nos reunirmos com os nossos parceiros, apresentar o seu magnífico trabalho local e promover o futebol como uma ferramenta para o desenvolvimento social”, afirma Vladimir Borković, Director de Parcerias da streetfootballworld. Os participantes assistirão a seminários que os encorajarão a ultrapassar as barreiras linguísticas e culturais. Através de seminários sobre Fair Play no Futebol, os participantes entrarão em contacto com uma compreensão intercultural, integração e resolução positiva de conflitos dentro e fora do campo, antes de usufruírem do ponto alto do Festival – o Torneiro de Fair Play. Actividades culturais de rua, como o futebol freestyle, o beatboxing, DJing e a dança hip hop adicionarão emoção ao festival. Os jogos de futebol serão disputados segundo regras de fair play especiais e sem árbitros. Os próprios jogadores serão responsáveis por assinalar as faltas e resolver as disputas através do diálogo. “O FOČA 09 é uma oportunidade para demonstrar a hospitalidade de uma forma que só pode ser conseguida por verdadeiros amigos, pelo desporto e, especialmente, pelos apoiantes do futebol e por aqueles que acreditam nos valores Europeus” afirma Zdravko Krsmanovic, o presidente da câmara do município de Foča.

(Fonte: Agência Ecclesia)

Declaração conjunta por ocasião da visita do presidente Lula à Turquia

Comunicado conjunto divulgado no término da visita do presidente Lula à Turquia, no período de 21 a 22 de Maio de 2009:

"Declaração conjunta - visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à república da Turquia - 21 a 22 de Maio de 2009. A convite de Sua Excelência o presidente Abdullah Gül, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma visita oficial à república da Turquia, nos dias 21 e 22 de Maio de 2009, a primeira ao mais alto nível de um chefe de Estado brasileiro. A visita insere-se no contexto da determinação dos dois chefes de Estado de intensificar e aprofundar os históricos laços de amizade e de cooperação entre o Brasil e a Turquia.
2. Os dois presidentes reafirmaram os valores que o Brasil e a Turquia compartilham quanto ao respeito pelo direito internacional, pelos princípios democráticos, pela garantia da paz e segurança internacionais, defesa dos direitos humanos e promoção do desenvolvimento com justiça social.
3. Durante a visita, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül discutiram formas de aprofundar o relacionamento bilateral em distintas áreas e passaram em revista os principais temas de interesse comum da agenda global.
4. Os dois chefes de Estado enfatizaram a sua determinação de alçar a cooperação bilateral ao mais elevado patamar. Neste sentido, destacaram a importância dos trabalhos da comissão conjunta de alto nível, estabelecida em 2006, sob a co-presidência dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, como mecanismo de coordenação e de promoção das relações bilaterais, tanto na esfera do aprofundamento do diálogo político, como na dinamização do relacionamento nos sectores económico, comercial, financeiro, científico e tecnológico, cultural, bem como nas áreas de defesa e turismo.
5. Durante as conversas, foi concedida atenção especial ao comércio e à cooperação económica. Os dois presidentes registaram com satisfação o contínuo aumento da corrente comercial bilateral e decidiram envidar esforços para que o relacionamento se desenvolva de forma a reflectir as dimensões e o dinamismo das economias do Brasil e da Turquia, dois membros do G-20.
6. Os dois presidentes encorajaram as suas respectivas instituições a intensificar o trabalho relativo ao incremento do comércio e investimentos, particularmente nos setores automóvel, de energia e da indústria de defesa. Nesse sentido, destacaram a necessidade de a comissão económica conjunta e o conselho empresarial bilateral funcionarem activamente.
7. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül saudaram a realização, em Istambul, no contexto da visita, do Seminário Económico Brasil-Turquia, com expressiva participação de empresários de diversos setores dos dois países. No seu pronunciamento no referido seminário, o presidente Lula destacou o interesse em dinamizar os investimentos mútuos e o comércio bilateral.
8. Os dois chefes de Estado expressaram o seu agrado quanto à cooperação já existente entre os dois países na área de energia. Expressaram a sua satisfação com a parceria entre a Turkish Petroleum Company (TPAO) e a Petrobrás, consolidada com a assinatura, no contexto da visita, de novos contratos entre as duas empresas, relativos à prospecção de petróleo na zona económica turca no mar Negro. Durante a visita do presidente Lula, também foram discutidas energias renováveis, área prioritária para os governos de ambos os países.
9. Os dois presidentes acolheram com satisfação a inauguração, em Abril de 2009, de voos regulares da companhia aérea Turkish Airlines, no eixo Istambul-São Paulo e reafirmaram a sua importância para estimular os fluxos de comércio e turismo entre os dois países. Nesse contexto, o presidente Lula saudou a decisão da Turquia de abrir um consulado geral em São Paulo e comunicou a disposição de reciprocar o gesto mediante a instalação de um consulado geral em Istambul.
10. Os dois presidentes reiteraram também o compromisso de estimular as relações nas áreas da ciência e cultura entre o Brasil e a Turquia. Com esse espírito, saudaram a inauguração do centro de estudos latino-americanos estabelecido na Universidade de Ancara. Os dois chefes de Estado discutiram ainda a possibilidade de organizar reciprocamente semanas do Brasil na Turquia e da Turquia no Brasil, de forma a promover uma maior visibilidade mútua e propiciar maior interacção cultural entre os povos do Brasil e da Turquia.
11. Os dois líderes também abordaram as relações entre a Turquia e o Mercosul e reiteraram o seu apoio ao êxito das negociações do acordo de livre comércio Mercosul-Turquia. O presidente Gül expressou a expectativa no apoio do Brasil ao estabelecimento de um mecanismo de diálogo político entre a Turquia e o Mercosul.
12. O presidente Lula cumprimentou o presidente Abdullah Gül pelo êxito da organização pela Turquia, do segundo fórum da Aliança das Civilizações, realizado em Istambul, nos dias 6 e 7 de Abril de 2009. Ao sublinhar a importância do trabalho da Aliança das Civilizações, os dois presidentes destacaram o significado das conclusões do fórum de Istambul e expressaram a sua convicção de que a terceira edição do fórum, a realizar-se no Brasil, em 2010, constituirá um passo significativo para a consecução dos objectivos da Aliança, assim como para a sua expansão em sentido universalizante.
13. Os dois líderes também compartilharam opiniões sobre os grandes desafios internacionais. Ao discutir a necessidade de resposta global à actual crise económica, enfatizaram a importância do fortalecimento do G-20 como uma plataforma altamente representativa que inclui importantes países desenvolvidos e economias emergentes. Expressaram acolher, com satisfação, as decisões e iniciativas adoptadas na cúpula do G-20, realizada em Londres, em Abril último, e reiteraram o compromisso de trabalhar conjuntamente com outros líderes do G-20 para recuperar a estabilidade económica e financeira internacional.
14. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abdullah Gül reafirmaram também o empenho dos seus governos em prol do fortalecimento do multilateralismo. Sublinharam, nesse contexto, a necessidade de avançar no processo de reforma do conselho de segurança das Nações Unidas, de forma a torná-lo mais eficaz e representantivo. Recordaram a necessidade de que o Conselho reflicta mais acuradamente as realidades internacionais contemporâneas, em particular por meio de uma mais ampla representação de países em desenvolvimento. Os dois presidentes reiteraram também o seu compromisso com a conclusão positiva da cimeira de Doha.
15. Os dois líderes analisaram com especial interesse a situação no oriente médio, no quadro do engajamento mútuo na promoção da paz, da estabilidade e do desenvolvimento na região. Sublinharam a necessidade de avanço no processo negociador do conflito israelo-palestiniano que conduza à criação de um Estado palestino, convivendo em harmonia e segurança com o Estado de Israel.
16. Os presidentes Lula e Gül, ao discutirem os efeitos da mudança do clima, convergiram quanto à necessidade de ampla cooperação em âmbito global, com base na convenção-quadro das Nações Unidas sobre mudança do clima (UNFCCC) e o seu protocolo de Quioto, reconhecendo as respectivas capacidades dos países e reafirmando os princípios consagrados na UNFCCC, inclusive o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, dos Estados.
17. Os dois presidentes expressaram especial satisfação com os entendimentos alcançados durante a visita e reiteraram o empenho de aprofundar e diversificar os laços de amizade entre os governos e os povos do Brasil e da Turquia".

(Fonte: Agência brasileira de notícias)

Vendedor é chamado de 'Turco' no Brasil, diz Lula, na Turquia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou empresários surpresos nesta quinta-feira ao dizer que, no Brasil, todo o vendedor de roupa ou de qualquer outro produto que passe de casa em casa é conhecido como “Turco”. “No Brasil, tem uma coisa interessante”, disse Lula num seminário em Istambul. “Aparece alguém vendendo algo na porta de um Brasileiro, e ele diz que é um Turco.”Lula prosseguiu: “Não sei se é o Turco nascido em Istambul ou no tempo do Império Otomano, nascido na Arábia Saudita ou no Líbano”, disse. A plateia não reagiu. Turcos não são árabes nem falam a mesma língua. A presença de Turcos no Brasil é quase insignificante e as pessoas vindas do Líbano e Síria ganharam esse nome porque usaram passaportes do Império Otomano.

(Fonte: O Estado de S. Paulo)

Petrobras vai explorar águas turcas

Na presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Abudullah Gül, a Petrobras assinou acordo com a estatal turca Turkish Petroleum Corporation (TPAO), ratificando o contrato para cessão da sonda Leiv Eiriksson, que vai operar no Mar Negro, local pouco explorado, considerado como a última fronteira do petróleo no mundo. O contrato havia sido originalmente assinado no fim de Abril entre a estatal e a Petrobras Oil & Gas.
Esses investimentos estão contemplados no planeamento estratégico da companhia, que prevê investimentos de US$ 15,9 bilhões no segmento internacional nos próximos cinco anos.
As negociações começaram em 2006 e já consumiram US$ 130 milhões no estudos de dois blocos. Mais US$ 630 milhões serão gastos no aluguer por três anos da sonda norueguesa Leiv Eiriksson, que deve chegar em Dezembro e ser cedida por seis meses à TPAO, que pagará um sexto do valor. Até ao fim do próximo ano, devem ser gastos mais US$ 250 milhões, o que eleva o orçamento do projecto ao patamar de US$ 1 bilhão de dólares.
A estatal turca poderá fazer uso do equipamento para perfuração de um dos poços da Petrobras no Mar Negro, com a possibilidade de extensão para poços adicionais, após a perfuração do poço Sinop, do qual a Petrobras é operadora. A previsão é de que as operações de perfuração sejam iniciadas no primeiro trimestre de 2010.
A opção dos Turcos pela Petrobras deve-se à tecnologia da empresa brasileira na exploração em águas profundas. A estimativa é de que o petróleo esteja a cerca de 1000 metros de profundidade e a 230 kms da costa.
Em entrevista no Palácio Presidencial, Lula disse que a necessidade de investir na camada pré-sal no Brasil não é motivo para a Petrobras deixar de buscar parcerias a fim de prospectar petróleo em outras regiões do mundo. "Estamos avançando porque nosso investimento em pesquisa passou de US$ 500 milhões para US$ 2 bilhões", disse, observando que a existência de petróleo no pré-sal é mais um motivo para os investimentos em outras regiões continuarem. O presidente ainda destacou que, se houver possibilidade do país se associar com outras empresas pelo mundo, isso será feito. "Queremos ser a primeira de petróleo. Ficamos muito tempo sem fazer investimento", afirmou.

(Fonte: Monitor Mercantil)