07 abril 2009

Libertado suspeito de planear ataque contra Obama

A polícia turca libertou hoje um homem que dizia ter um plano para matar o presidente norte-americano Barack Obama. O suspeito foi detido em Istambul na semana passada depois da polícia ter recebido informações de que planeava atacar Obama durante a sua visita à Turquia.
A polícia libertou hoje o suspeito por considerar que sofre de perturbações mentais. Os Serviços Secretos norte-americanos estão a acompanhar o caso juntamente com as autoridades turcas. Segundo o porta-voz dos Serviços Secretos, o presidente Barack Obama nunca esteve em perigo durante a sua estadia na Turquia. O porta-voz da Casa Branca, que esteve com Obama em Istambul, recusou comentar o caso.

06 abril 2009

Barack Obama sente-se "honrado por estar ao lado da Turquia"


Barack Obama iniciou hoje o primeiro dia da sua "visita histórica" à Turquia, como tem sido apelidada nos meios de comunicação turcos. Começou por visitar o Mausoléu de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da Turquia moderna, onde depositou uma coroa de flores e escreveu palavras de homenagem no Livro de Honra.
Depois, seguiu para o Palácio presidencial onde era aguardado pelo presidente Abdullah Gül. Ouviu o hino nacional do seu país tocado ao vivo pela banda do Exército, e depois entrou com Gül no palácio. Estiveram reunidos durante largos minutos e depois deram uma conferência de imprensa conjunta. Obama enalteceu o papel estratégico da Turquia como aliada fundamental para o diálogo entre o oriente e o ocidente. Foi questionado por uma jornalista sobre a questão do reconhecimento por parte dos EUA do alegado genocídio arménio cometido pelo império otomano em 1915. Respondeu que cabia à Turquia e à Arménia reconciliarem-se com a sua história e resolverem essa questão, e congratulou-se com o facto de estarem a ser desenvolvidos esforços nesse sentido. Abdullah Gül aproveitou para se pronunciar sobre o assunto, dizendo que se trata de uma questão histórica e não política e que a Turquia tem interesse em que uma comissão de historiadores analise e se pronuncie sobre o caso.
O presidente norte-americano dirigiu-se depois para o Parlamento turco, onde se reuniu com os líderes dos três principais partidos da oposição: CHP (Partido Republicano do Povo, kemalista), MHP (Partido do Movimento Nacional, nacionalista) e DSP (Partido da Esquerda Democrática, curdo). Depois, proferiu um discurso no Parlamento com a duração de cerca de 45 minutos, aplaudido várias vezes. Obama abordou diversas temáticas, nomeadamente a crise económica global, a adesão da Turquia à União Europeia, a questão energética, os conflitos no Médio Oriente, o Irão e as armas nucleares e a questão Turquia-Arménia. Referiu igualmente a necessidade de uma melhor comunicação com o mundo muçulmano.
Uma das suas frases mais aplaudidas foi proferida logo no início do seu discurso: "Algumas pessoas têm-me perguntado se eu escolhi continuar a minha viagem até Ancara e Istambul para enviar uma mensagem. A minha resposta é simples: Evet ['sim' em Turco]. A Turquia é um aliado crítico. A Turquia é uma parte importante da Europa. E a Turquia e os Estados Unidos devem permanecer unidos e trabalhar juntos para enfrentarem os desafios do nosso tempo". Salientou a amizade entre os dois países apesar de desavenças pontuais ao longo de sesenta anos e o poder dessa aliança que tornou os dois países e o mundo mais fortes.
Apoiou também a adesão da Turquia à União Europeia e recebeu mais aplausos: "Assim, ao enfrentarmos os desafios do século XXI, devemos procurar a força de uma Europa que é verdadeiramente unida, pacífica e livre. Deixem-me ser claro: os Estados Unidos apoiam veemente a adesão da Turquia à União Europeia. Não falamos como membros da União Europeia, mas como bons amigos da Turquia e da Europa".
Obama felicitou a Turquia pelas reformas que tem levado a cabo no âmbito da adesão à UE, frisando que a Turquia não as adoptou por exigência europeia, mas porque escolheu mudar e tem a capacidade de mudar. Disse também que mais passos têm de ser dados, nomeadamente a reabertura do seminário Halki e o fortalecimento dos direitos das minorias.
Referiu que "as duas democracias são confrontadas com um conjunto de desafios sem precedentes" e definiu-os como sendo "uma crise económica que não tem fronteiras, o extremismo que leva à morte de homens, mulheres e crianças inocentes, o desgaste energético e as mudanças climáticas, a proliferação das armas mais mortíferas e a persistência dos conflitos.
Obama abordou muitos mais assuntos, nomeadamente o facto de a Turquia e os EUA poderem ajudar à paz no Médio Oriente, criticou o uso de armas nucleares, disse que "os EUA buscam um entendimento com o Irão baseado no respeito mútuo" e que "a Turquia e os EUA querem um Irão seguro". Agradeceu também o apoio turco no Afeganistão e enalteceu o papel importante da Turquia como mediadora entre a Síria e Israel. Abordou a questão Turquia-Arménia, dizendo que os EUA apoiam o restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. Disse também que "os EUA nunca estarão em guerra com o Islão" e que "o respeito mútuo e o interesse para com o Islão não tem a ver só com o combate do terrorismo". Acrescentou que os EUA querem uma relação mais abrangente com o mundo muçulmano e um futuro melhor em todo o mundo: "Somos mais fortes quando trabalhamos juntos", disse. Acrescentou ainda que "a força sozinha não resolve os problemas" e disse ainda sentir-se honrado por estar ao lado da Turquia. No final foi aplaudido e cumprimentado e seguiu com Erdoğan para uma reunião no gabinete do primeiro-ministro turco. Mais tarde, Obama e Erdoğan seguiram juntos para Istambul onde Obama prosseguirá a sua visita à Turquia.

05 abril 2009

Barack Obama já está em Ancara

Chegada de Obama a Ancara

O presidente norte-americano chegou ao Aeroporto Esenboğa, em Ancara, às 21.15 horas (19.15 horas em Lisboa) num avião "Air Force One". Após a aterragem a porta do avião esteve aberta durante cerca de 20 minutos, altura em que Barack Obama desceu rapidamente as escadas. À sua espera estava o ministro da economia, Mehmet Şimşek com a sua esposa norte-americana e o presidente da Câmara de Ancara Melih Gökçek. À mesma hora Erdoğan dava uma conferência de imprensa em Istambul juntamente com José Luis Zapatero no âmbito da Aliança das Civilizações que tem início amanhã. Obama seguiu para o hotel Sheraton.

Turquia e Arménia poderão reatar relações diplomáticas

A Turquia e a Arménia decidiram encetar conversações formais sobre uma série de assuntos, incluindo a abertura de fronteiras, uma medida que poderá reatar as suas relações diplomáticas. O timing do acordo, que talvez seja assinado no dia 16 de Abril, poderá ter a ver com a visita de Obama à Turquia. Ancara estará alegadamente a tentar não só melhorar as relações com Yerevan, como também a convencer Washington a não dar seguimento às promessas de Obama de que iria reconhecer o alegado genocídio arménio.
Não existem actualmente relações diplomáticas entre a Turquia e a Arménia e as fronteiras estão encerradas em virtude da Arménia ter invadido 20 por cento do território do Azerbaijão.
A Arménia tem tentado que a comunidade internacional reconheça o alegado genocídio e deportação forçada de centenas de milhar, ou até mesmo de mais de um milhão, de pessoas de origem arménia que em 1915 viviam no Império Otomano.

Obama defende entrada da Turquia na União Europeia

O Presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu hoje a entrada da Turquia na União Europeia, mas a ideia foi imediatamente rejeitada pelo seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, num raro momento de divergência na cimeira UE-EUA, destinada a reforçar os laços transatlânticos fragilizados durante a Administração Bush.
“Os Estados Unidos e a Europa devem aproximar-se dos muçulmanos como irmãos, vizinhos e parceiros na luta contra a injustiça, a intolerância e a violência, forjando uma relação baseada no respeito e interesses mútuos”, declarou Obama durante a cimeira que decorre em Praga. O presidente norte-americano diz, por isso, que a adesão de Ancara seria “um sinal importante” dado pela UE ao mundo muçulmano e “uma garantia de que Turquia continua firmemente ancorada na Europa”. A resposta da França, um dos países que mais entraves tem colocado à adesão turca, não tardou. “Eu trabalho lado a lado com o presidente Obama mas, tratando-se da União Europeia, é aos países europeus que cabe decidir”, declarou Sarkozy, em entrevista à televisão francesa TF1. O Presidente francês recordou que “sempre” se opôs à entrada da Turquia e disse acreditar que “a imensa maioria dos estados-membros partilha a posição francesa”. “A Turquia é um grande país, um aliado da Europa e a um aliado dos Estados Unidos. Queremos que seja um parceiro privilegiado, mas a minha posição não mudou e não vai mudar”.
A Turquia, um dos países que há mais tempo procura entrar para a comunidade europeia, foi formalmente aceite como candidata à adesão em Outubro de 2005. O processo não tem data limite e as negociações têm marcado passo em vários dos capítulos da adesão, em parte também devido à recusa de Ancara em reconhecer o Governo de Chipre. Tanto a França como a Alemanha não escondem a sua oposição à conclusão do processo, insistindo que, em alternativa à adesão, Bruxelas deveria estabelecer uma parceria estratégica com Ancara. Mas o Reino Unido e os Estados Unidos – que têm na Turquia um importante aliado regional – argumentam que a adesão do país é importante para garantir a sua ligação com o ocidente e criar pontes de diálogo com o mundo muçulmano.

(Fonte: Público)

Programa de Obama na Turquia

Com a aproximação da chegada do presidente Obama à Turquia, os habitantes das duas principais cidades turcas tentam planear as suas vidas de acordo com o itinerário do Presidente em Ancara e Istambul, uma vez que muitas estradas vão estar cortadas em ambas as cidades.
O avião de Obama vai aterrar no Aeroporto de Esenboga, em Ancara, às 21.40 horas (hora de Ancara). De acordo com o gabinete de imprensa do primeiro-ministro, no dia seguinte de manhã, Obama vai visitar o mausoléu do fundador da Turquia moderna, Mustafa Kemal Atatürk, e vai assinar o livro de visitas. Uma cerimónia oficial de boas-vindas vai ter lugar no palácio presidencial de Çankaya. Obama vai encontrar-se com o presidente turco, Abdullah Gül, e depois do encontro ambos darão uma conferência de imprensa conjunta. Obama vai discursar no Parlamento e vai encontrar-se individualmente com os líderes dos três principais partidos da oposição: CHP (kemalista), MHP (nacionalista) e DSP (curdo). Incialmente estava previsto um encontro conjunto com os líderes da oposição, mas os líderes do CHP (Partido Republicano do Povo) e do MHP ( Partido do Movimento Nacionalista) não aceitaram. Obama anunciou então o encontro individual com cada um dos três líderes. Obama vai também reunir-se com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan no seu gabinete. Cerca de 200 convidados vão estar presentes no Parlamento para assistirem ao discurso de Obama que se prevê que terá a duração de cerca de 45 minutos. Entre os convidados constam membros do Exército, juízes, líderes da sociedade civil, representantes de organizações profissionais e presidentes de sindicatos, assim como o presidente da Federação Alevi Bektaşi, Ali Balkız.
Estava previsto o presidente Obama ficar hospedado no hotel Hilton durante a sua estadia em Ancara, mas os empregados do hotel encontram-se em greve. Na passada quinta-feira organizaram um protesto em frente ao hotel entoando palavras de ordem: "Escravos servem Obama", "Não ao abuso do trabalho" e "Trabalhadores do Hilton não são escravos". Assim, Obama ficará alojado no hotel Sheraton.
O presidente norte-americano parte para Istambul na segunda-feira à noite, onde vai participar num jantar, no Çırağan Palace, oferecido aos líderes que irão participar na Aliança das Civilizações. Espera-se que Obama discurse durante o jantar. Na terça-feira, Obama vai visitar Santa Sofia, a Mesquita Azul e o Museu de Arte Islâmica, onde se encontrará com alguns estudantes. Abandonará a Turquia durante a tarde.

Turquia aprovou a nomeação de Rasmussen

O primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen foi nomeado secretário-geral da NATO apesar da resistência turca, resolvida com algumas concessões feitas à Turquia.
"Sinto-me profundamente honrado com a nomeação para secretário-geral da NATO e farei o meu melhor para actuar de acordo com as expectativas e a confiança depositada em mim pelos meus colegas”, afirmou o chefe de Governo dinamarquês, que vai substituir o Holandês Jaap de Hoop Scheffer no próximo dia 1 de Agosto. Já Scheffer, dirigindo-se seu sucessor, afirmou: “Sabe que tem havido várias discussões nas últimas 36 horas, mas o facto de estarmos aqui, um ao lado do outro, significa que se chegou a uma solução também para as preocupações demonstradas pela Turquia. Estamos todos de acordo e é unânime”.
Os líderes da Aliança Atlântica conseguiram convencer o Governo turco, que criticou a atitude de Rasmussen durante a "crise das caricaturas" de Maomé - publicadas por jornais dinamarqueses - e também por não ter proibido as emissões de um canal de televisão curdo a partir do seu país. Após intensas conversações bilaterais e multilaterais, os governantes conseguiram o consenso necessário para que Rasmussen suceda ao actual secretário-geral.
A imprensa turca noticiou que o primeiro-ministro dinamarquês se comprometeu a proibir o canal de televisão curdo que emite a partir da Dinamarca e que a Turquia conseguiu a entrada na Agência Europeia de Armamento.

04 abril 2009

Oposição turca a Rasmussen atrasa Cimeira da Nato

A retoma dos trabalhos na cimeira da Nato, que desde ontem está a decorrer em Estrasburgo, decorreu com mais de uma hora de atraso devido ao problema colocado pela oposição da Turquia à nomeação do primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen para secretário-geral da organização. Os líderes dos 28 países da Nato reuniram-se antes de entrarem na sala da conferência para debater a questão que tem dominado a cimeira dos 60 anos da Nato. Uma fonte próxima da delegação francesa adiantou à agência AFP que os chefes de Estado e de Governo “estiveram todos reunidos numa sala para debater o caso Rasmussen”. A Turquia opõe-se à nomeação do primeiro-ministro dinamarquês por este ter apoiado a publicação de caricaturas do profeta Maomé por um jornal dinamarquês, em 2005. Os Estados Unidos já disseram que não há “uma grande urgência” em resolver a questão da sucessão do Holandês Jaap de Hoop Scheffer. A Alemanha é o país que mais tem manifestado o seu apoio à nomeação do primeiro-ministro dinamarquês, e hoje um responsável da delegação alemã disse à Reuters que “os 27 Estados membros apoiam Rasmussen e estão a decorrer conversações com os Turcos”. O presidente turco, Abdullah Gül, encontrou-se com o presidente norte-americano Barack Obama e com Rasmussem à margem da cimeira da Nato para tentar resolver o diferendo em torno da nomeação do novo secretário-geral, noticiou a agência turca Anatólia, citada pela AFP.

(Fonte: Público)

03 abril 2009

Primeiro-ministro turco rejeita candidatura de primeiro-ministro dinamarquês à liderança da NATO

O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, oficializou quinta-feira em Bruxelas a candidatura a secretário-geral da NATO, noticiou hoje o diário dinamarquês Politiken.
A Turquia já reagiu a este anúncio, com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan a afirmar, em Londres, que se "opõe pessoalmente" à candidatura de Rasmussen.
"Oponho-me pessoalmente (...) Duvido das suas capacidades para contribuir para a paz mundial", disse Erdoğan.
"Num encontro extraordinário dos embaixadores na NATO, o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen oficializou a candidatura ao cargo de secretário-geral" da Aliança Atlântica, noticiou o Politiken, citando fontes diplomáticas em Bruxelas.
"Isso não significa que haja uma decisão, mas (Rasmussen) está incontestavelmente na corrida", acrescenta o jornal.
Uma candidatura de Rasmussen era dada como certa há já algumas semanas uma vez que, segundo diferentes fontes diplomáticas em Bruxelas, o primeiro-ministro dinamarquês conta com o apoio de alguns dos principais países membros, entre os quais os Estados Unidos.
As mesmas fontes admitiam no entanto a possibilidade de a Turquia vetar uma tal escolha, devido à oposição do primeiro-ministro dinamarquês à adesão da Turquia à União Europeia, à posição de defesa da liberdade de expressão que assumiu durante a crise das caricaturas do profeta Maomé e a ter recusado proibir uma televisão curda de emitir a partir da Dinamarca.
O actual secretário-geral da NATO, o Holandês Jaap de Hoop Scheffer, cessa funções a 31 de Julho. A escolha do sucessor exige unanimidade dos 28 países-membros da Aliança Atlântica.

(Fonte: Jornal de Notícias)

Empresa turca adquiriu 15% das acções com direito de voto da Air Berlin

A ESAS Holding A.S. adquiriu 15% das acções com direito de voto da Air Berlin PLC, tornando-se no maior accionista da companhia aérea. A aquisição será ainda sujeita a aprovação por parte do Cartel Office alemão, mas caso seja aceite, a empresa turca passará a deter representação no Conselho de Administração da companhia, através de um director não-executivo, informou a Air Berlin. O antigo proprietário das acções em causa, Len Blavatnik, havia já demonstrado intenção de as vender, tendo mesmo informado a companhia dessa vontade em Janeiro deste ano. O negócio foi concluído a 28 de Março, apenas um dia após a TUI Travel PLC ter adquirido uma participação minoritária não superior a 20% na empresa. A ESAS Holding A.S. é o segundo maior grupo industrial e financeiro da Turquia, possuindo já alguma experiência no ramo da aviação, uma vez que é a responsável pela Pegasus Airlines. O grupo facturou, no ano passado, 445 milhões de euros e emprega cerca de 3300 funcionários.

(Fonte: Turisver)

Vital Moreira defende adesão da Turquia à União Europeia

O candidato do PS ao Parlamento Europeu, Vital Moreira, defende que a Europa deve chegar até onde houver democracias, condição que à partida exclui a Bielorússia de poder aderir à União Europeia (UE), mas a Turquia deve poder entrar, defendeu, ontem.
"Se tem território europeu e quando cumprir integralmente os critérios de Copenhaga - porque, como se sabe, Ancara não respeita os direitos da minoria curda - não há qualquer razão para não integrar a União", disse numa palestra na Faculdade de Direito de Lisboa, promovida pela JS.
"A UE só teria a ganhar com a integração de um país muçulmano e laico", frisou o constitucionalista, ressalvando que esta sua opinião não vincula os demais socialistas que integrem a lista ao Parlamento Europeu (PE).

(Fonte: Jornal de Notícias)

02 abril 2009

Fortes indícios de sabotagem nas eleições locais

Os cortes de energia que se fizeram sentir em algumas freguesias de Ancara na noite das eleições autárquicas do dia 29 de Março terão sido causadas por sabotagem de acordo com as primeiras conclusões reveladas hoje.
Uma investigação preliminar conduzida pela polícia e por responsáveis da Companhia de Distribuição de Electricidade (TEDAS), revelou que o fornecimento eléctrico a algumas freguesias de Ancara foi cortado intencionalmente.
Os partidos da oposição reclamaram na noite das eleições que durante os cortes de electricidade algumas urnas e boletins de voto tinham sido roubados. Durante um dos cortes de electricidade, um suspeito foi mesmo apanhado quando tentava colocar votos já contados dentro de urnas cujos votos ainda não tinham sido contabilizados, numa das mesas de voto da freguesia de Dikmen.
O presidente da Câmara de Ancara, Melih Gokcek, do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no Governo), foi eleito pela quarta vez consecutiva após uma forte disputa com os rivais do Partido Republicano do Povo (CHP) e do Partido do Movimento Nacionalista (MHP).
Têm também sido encontrados boletins de voto em contentores do lixo, principalmente em Ancara e em Istambul, todos eles com votos do CHP ou Partido Republicano do Povo, o maior partido da oposição, o que tem levado a grandes protestos por parte de apoiantes do CHP.

Erdoğan:mal-me-quer bem-me-quer
Caricatura publicada esta semana no diário Hürriyet.

Mourinho na imprensa turca


A imprensa turca noticia hoje "Os momentos mais difíceis de Mourinho". Esses momentos aconteceram no programa italiano Chiambretti Night onde foi convidado especial.

(Foto: Hürriyet)

Espanha venceu a Turquia

A Espanha venceu ontem a Turquia em Istambul por 2-1 e conquistou a sexta vitória em seis jogos no grupo 5 do apuramento para o Mundial de 2010. A Turquia foi a primeira a marcar por Semih Şentürk ainda na primeira parte. Na segunda parte do jogo, a Espanha chegou ao empate mediante um penalti de Xabi Alonso aos 18 minutos e Riera marcou o golo da vitória já em tempo de descontos (47 minutos). Foi a segunda vitória da Espanha sobre a Turquia em menos de uma semana. No Sábado, a Espanha venceu em casa a Turquia por 1- 0. Com mais esta derrota a Turquia fica numa situação delicada, uma vez que está em terceiro lugar, com oito pontos. A Espanha é a equipa líder do grupo com 18 pontos e nenhuma derrota.

01 abril 2009

Turquia despede-se de líder ultranacionalista


A Turquia prestou ontem a última homenagem ao líder do partido ultranacionalista BBP (Partido da Grande Unidade) Muhsin Yazıcıoğlu, morto na queda de um helicóptero juntamente com mais cinco pessoas.
Uma vasta multidão, incluindo o presidente Abdullah Gül, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan, os líderes dos partidos da oposição e outros políticos, o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e outros elementos do Exército, burocratas e civis, juntaram-se ontem em Ancara para se despedirem do líder ultranacionalista.
Muhsin Yazıcıoğlu perdeu a vida a bordo de um helicóptero que se despenhou na província de Kahramanmaraş, no leste da Turquia, na passada quarta-feira matando os seis ocupantes. Os destroços do helicóptero foram encontrados dois dias depois do acidente por habitantes das aldeias próximas.
A cerimónia começou no Parlamento, onde Yazıcıoğlu era deputado. Marcaram presença o presidente Gül, o primeiro-ministro Erdoğan, o presidente do Parlamento Köksal Toptan, o líder do Partido do Movimento Nacionalista (MHP) Devlet Bahçeli, o líder do Partido Republicano do Povo (CHP) Deniz Baykal, o líder do Partido da Felicidade (SP) Numan Kurtulmuş, o presidente do Tribunal Constitucional Haşim Kılıç, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas İlker Başbuğ, membros do Governo, governadores e presidentes de câmara. Depois, o corpo de Yazıcıoğlu foi levado para a sede do BBP em Ancara, onde era aguardado por milhares de apoiantes do partido. Seguiu depois para a maior mesquita da cidade, a Mesquita de Kocatepe, onde um mar de gente aguardava. Centenas de pessoas deslocaram-se a Ancara das cidades vizinhas para prestarem tributo a Yazıcıoğlu, numa cerimónia religiosa com participação política e militar ao mais alto nível e dirigida pelo presidente do Directorado dos Assuntos Religiosos Ali Bardakoğlu. "O nosso irmão Muhsin era um patriota," disse Bardakoğlu. Os apoiantes do BBP entoaram palavras de ordem: "Feliz é aquele que pode dizer que é Turco" e "Mártires nunca morrem, o país nunca será dividido".

Treze mortos e 122 feridos desde o dia das eleições

Treze pessoas morreram e 122 ficaram feridas desde 29 de Março, dia das eleições autárquicas na Turquia. O incidente mais recente aconteceu em Erzurum, no leste da Turquia, quando duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas na sequência de uma luta entre apoiantes de dois candidatos a presidente da Câmara. Foram adoptadas fortes medidas de segurança na região para prevenir mais incidentes.