04 abril 2009
Oposição turca a Rasmussen atrasa Cimeira da Nato
03 abril 2009
Primeiro-ministro turco rejeita candidatura de primeiro-ministro dinamarquês à liderança da NATO
A Turquia já reagiu a este anúncio, com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan a afirmar, em Londres, que se "opõe pessoalmente" à candidatura de Rasmussen.
"Oponho-me pessoalmente (...) Duvido das suas capacidades para contribuir para a paz mundial", disse Erdoğan.
"Num encontro extraordinário dos embaixadores na NATO, o primeiro-ministro Anders Fogh Rasmussen oficializou a candidatura ao cargo de secretário-geral" da Aliança Atlântica, noticiou o Politiken, citando fontes diplomáticas em Bruxelas.
"Isso não significa que haja uma decisão, mas (Rasmussen) está incontestavelmente na corrida", acrescenta o jornal.
Uma candidatura de Rasmussen era dada como certa há já algumas semanas uma vez que, segundo diferentes fontes diplomáticas em Bruxelas, o primeiro-ministro dinamarquês conta com o apoio de alguns dos principais países membros, entre os quais os Estados Unidos.
As mesmas fontes admitiam no entanto a possibilidade de a Turquia vetar uma tal escolha, devido à oposição do primeiro-ministro dinamarquês à adesão da Turquia à União Europeia, à posição de defesa da liberdade de expressão que assumiu durante a crise das caricaturas do profeta Maomé e a ter recusado proibir uma televisão curda de emitir a partir da Dinamarca.
O actual secretário-geral da NATO, o Holandês Jaap de Hoop Scheffer, cessa funções a 31 de Julho. A escolha do sucessor exige unanimidade dos 28 países-membros da Aliança Atlântica.
Empresa turca adquiriu 15% das acções com direito de voto da Air Berlin
Vital Moreira defende adesão da Turquia à União Europeia
"Se tem território europeu e quando cumprir integralmente os critérios de Copenhaga - porque, como se sabe, Ancara não respeita os direitos da minoria curda - não há qualquer razão para não integrar a União", disse numa palestra na Faculdade de Direito de Lisboa, promovida pela JS.
"A UE só teria a ganhar com a integração de um país muçulmano e laico", frisou o constitucionalista, ressalvando que esta sua opinião não vincula os demais socialistas que integrem a lista ao Parlamento Europeu (PE).
02 abril 2009
Fortes indícios de sabotagem nas eleições locais
O presidente da Câmara de Ancara, Melih Gokcek, do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no Governo), foi eleito pela quarta vez consecutiva após uma forte disputa com os rivais do Partido Republicano do Povo (CHP) e do Partido do Movimento Nacionalista (MHP).

Mourinho na imprensa turca
A imprensa turca noticia hoje "Os momentos mais difíceis de Mourinho". Esses momentos aconteceram no programa italiano Chiambretti Night onde foi convidado especial.
(Foto: Hürriyet)
Espanha venceu a Turquia
01 abril 2009
Turquia despede-se de líder ultranacionalista
A cerimónia começou no Parlamento, onde Yazıcıoğlu era deputado. Marcaram presença o presidente Gül, o primeiro-ministro Erdoğan, o presidente do Parlamento Köksal Toptan, o líder do Partido do Movimento Nacionalista (MHP) Devlet Bahçeli, o líder do Partido Republicano do Povo (CHP) Deniz Baykal, o líder do Partido da Felicidade (SP) Numan Kurtulmuş, o presidente do Tribunal Constitucional Haşim Kılıç, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas İlker Başbuğ, membros do Governo, governadores e presidentes de câmara. Depois, o corpo de Yazıcıoğlu foi levado para a sede do BBP em Ancara, onde era aguardado por milhares de apoiantes do partido. Seguiu depois para a maior mesquita da cidade, a Mesquita de Kocatepe, onde um mar de gente aguardava. Centenas de pessoas deslocaram-se a Ancara das cidades vizinhas para prestarem tributo a Yazıcıoğlu, numa cerimónia religiosa com participação política e militar ao mais alto nível e dirigida pelo presidente do Directorado dos Assuntos Religiosos Ali Bardakoğlu. "O nosso irmão Muhsin era um patriota," disse Bardakoğlu. Os apoiantes do BBP entoaram palavras de ordem: "Feliz é aquele que pode dizer que é Turco" e "Mártires nunca morrem, o país nunca será dividido".
Treze mortos e 122 feridos desde o dia das eleições
Universidade francesa condecora Orhan Pamuk
31 março 2009
Encontrado corpo de jornalista que seguia a bordo do helicóptero que se despenhou
O acidente ocorreu no sudeste da Turquia, na província de Kahramanmaraş. O corpo do jornalista foi encontrado alojado entre pedras e coberto de neve, a cerca de 500 metros do local do acidente. Os destroços do helicóptero tinham sido encontrados dois dias depois do acidente por habitantes da aldeia mais próxima, entre Sisne e Elmadağ. Os corpos dos outros cinco ocupantes do helicóptero foram retirados dos destroços no Domingo. Faltava encontrar o corpo do jornalista que tinha feito uma chamada para o número de emergência 112 logo após o acidente. Güneş refiriu nessa conversa telefónica, constantemente vinculada pelas televisões turcas, que tinha uma perna partida e que tinha muito frio, uma vez que estava a nevar bastante. "Ainda não nos conseguem encontrar? Eu não posso andar porque a minha perna está partida... Estamos prestes a congelar. Acho que os outros já morreram," disse. Güneş informou também que a bateria do seu telemóvel estava prestes a terminar, o que acabou por acontecer.
Ontem decorreu uma cerimónia no edifíco do BBP em Sivas, a terra-natal de três das vítimas, Erhan Üstündağ, Yüksel Yancı e Murat Çetinkaya - todos membros do BBP. As ruas encheram-se de cartazes que diziam: "Descansem em paz. Não vos esqueceremos." Üstündağ, Yancı e Çetinkaya foram a enterrar no cemitério de Yukarıtekke depois de uma cerimónia na Mesquita Meydan.
O piloto do helicóptero, Mustafa Kaya İstektepe, foi a enterrar ontem em Istambul no cemitério Hoşdere. O Governador de Istambul, Muammer Güler, disse que este acidente chocou o país.
Neste momento estão a decorrer na Mesquita de Kocatepe, em Ancara, as cerimónias fúnebres do líder do BBP, Yazıcıoğlu. Esta cerimónia foi precedida de uma homenagem no Parlamento turco, uma vez que Yazıcıoğlu era também deputado no Parlamento.
30 março 2009
AKP de Erdoğan vence autárquicas mas perde terreno
Desde a sua fundação em 2001 o AKP registou sempre um crescendo de vitórias. Nas últimas autárquicas em 2004 tinha conquistado quase 42% do voto, e dominou por completo as eleições legislativas em 2007, onde obteve uma confortável maioria absoluta (47%). Como resultado, nos comícios do AKP começavam a aparecer cartazes a apelidar o popular primeiro-ministro de Sultão Erdogan I, numa referência ao passado Otomano e ao domínio absoluto da cena política turca.
Perante uma oposição fraca e dividida, Erdoğan e o seu AKP pareciam imbatíveis - mas estas eleições começaram a abrir algumas brechas no maior partido da Turquia. Em alguns dos seus círculos mais fiéis, não conseguiu superar a fasquia dos 40% - o que levou alguns observadores a vaticinarem que estas eleições poderão marcar o princípio da queda do AKP: "A lâmpada [símbolo do AKP] está a dar uma luz mais fosca", vaticinou o Hürriyet, um dos principais diários do país. Luz que, ironicamente, faltou várias vezes em Ancara ontem à noite, provocando problemas nos computadores da Comissão Nacional de Eleições - o que levou alguns líderes da oposição a lançarem suspeitas sobre os resultados finais. A verdade é que o escrutínio nas duas principais cidades da Turquia teve resultados mais equilibrados do que o esperado, em parte porque a oposição apresentou candidatos fortes para fazer frente às administrações AKP.
Em Istambul, a maior cidade da Europa, o candidato do AKP e actual presidente da câmara Kadir Topbaş ganhou com 44% dos votos, uns pontos à frente do deputado do Partido Republicano do Povo (CHP, kemalista), Kemal Kılıçdaroğlu (37%). Na capital turca Melih Gökçek, do AKP, o controverso presidente do município, frequentemente acusado de ser um déspota corrupto, suplantou o seu opositor do CHP Murat Karayalçin (38%-32%), mas perdeu quase 20% do voto em relação às ultimas autárquicas.
O DTP, que reentrou no parlamento nacional em Ancara nas últimas eleições legislativas, depois de vários anos de ausência por imposição legal, e considerado por muitos o braço político do PKK, o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão, organização separatista curda que luta de forma violenta contra o Estado turco, conseguiu resistir à investida do AKP, e obteve bons resultados, conquistando a maioria das câmaras do Sudeste da Turquia (região de maioria curda), incluindo a de Diyarbakır, a maior cidade da área, com mais de 1 milhão de habitantes.
Nas últimas eleições legislativas o AKP conseguiu excelentes resultados mesmo nesta região, e Erdoğan passou a ambicionar suplantar o voto étnico, que lhe permitisse pôr fim ao violento conflito armado que aflige aquela região da Turquia há quase 30 anos e já provocou mais de 30,000 vítimas.
Nos últimos meses o AKP procurou isolar o DTP, e demonstrou alguma iniciativa para acabar de vez com o "problema curdo". Em Janeiro o canal estatal de televisão TRT inaugurou o TRT seis, em língua curda, um marco histórico e simbólico na história recente da Turquia - recorde-se que até há bem poucos anos a língua curda era legalmente proibida em eventos públicos.
Nesta campanha, Erdoğan prometeu abrir também um canal de rádio nacional em Curdo, e até sugeriu que os slogans nacionalistas anti-curdos pintados por essa Turquia fora nas paredes dos quartéis ou nas encostas das montanhas fossem retirados. O chefe do Executivo jogou forte e quis conquistar Diyarbakır - um dos seus ministros sugeriu que só uma câmara da mesma cor do Governo poderia resultar no desenvolvimento económico da região, mas os Curdos votaram em bloco no "seu" partido étnico. "Este é o nosso castelo", respondeu o carismático Osman Baydemir, que renovou o seu mandato à frente da câmara de Diyarbakır. Baydemir ganhou notoriedade como o jovem advogado que se ofereceu para defender Abdullah Ocalan, o líder do PKK, quando este foi capturado pelo exército turco, e que se encontra actualmente a cumprir prisão perpétua em isolamento.
Ontem à noite, várias centenas de jovens curdos ensaiaram algumas manifestações no centro de Diyarbakır, gritando "Amed (o nome curdo para a cidade) é nossa, Turcos vão-se embora, AKP vai-te embora!". A sede local do AKP chegou a ser apedrejada e houve confrontos com a polícia.
"As eleições autárquicas deviam ser sobre quem oferece os melhores serviços, e a modernização - infelizmente funcionou o voto étnico" reconheceu Erdoğan , que considerou também que os resultados eleitorais "ficaram aquém das minhas ambições. Saberemos tirar as ilações necessárias".
As eleições ficaram ainda marcadas pela morte, ontem, de seis pessoas, em vários pontos do leste da Turquia, uma violência relacionada com o acto eleitoral devido a feudos entre famílias e clãs de candidatos a administradores locais (Muhtar, o equivalente a presidente da Junta de Freguesia). Na semana passada o líder de um pequeno mas aguerrido partido da oposição (ultranacionalista) morreu também quando o helicóptero que o transportava de um comício no centro da Anatólia caiu numa zona montanhosa coberta de neve.
A generalidade dos observadores considera que esta advertência ao AKP será levada a sério no quartel-general de Erdoğan - é provável que o primeiro-ministro proceda a uma remodelação governamental para renovar a imagem do Executivo. Uma das prioridades do Executivo é agora levar a cabo as emendas constitucionais que são absolutamente necessárias para relançar o moribundo processo de negociação para a adesão plena da Turquia à UE. No passado, as diferenças de posição entre o AKP e a oposição impediram qualquer acordo, mas tudo parece indicar que, depois destes resultados, todos apresentem agora posições mais conciliatórias. E o Governo poderá finalmente assinar um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional)tendo cem vista um empréstimo para ajudar à recuperação da economia turca - no período pré-eleitoral as condições de controlo da despesa pública exigidos pelo Fundo Monetário provocaram resistências em muitas administrações locais...
Eleições autárquicas na Turquia. Alguns números:
Votantes - 40 milhões
Percentagem do voto total:
AKP (islamita moderado, no Governo) - 38,93%
(Fonte: Expresso)
Embaixador da Turquia recebido por Alberto João Jardim
"O presidente disse que apoia a entrada da Turquia na UE", referiu satisfeito Ömer Kaya Türkmen, que considerou ter sido "muito importante" visitar a Madeira e ser recebido por Alberto João Jardim.
Questionado sobre se a Região Autónoma poderia servir de exemplo para alguma região turca, o diplomata respondeu afirmativamente, destacando ainda que a "grande experiência" do presidente do Governo Regional da Madeira "é útil para a Turquia também".
Em Portugal a comunidade turca conta apenas com cerca de 200 pessoas e na Madeira, segundo o embaixador Ömer Kaya Türkmen, reside apenas um cidadão turco.
Refira-se que a economia turca se baseia num misto de indústria e comércio modernos e num sector agrícola tradicional que, em 2005, ainda era responsável por 30% dos empregos.
A Turquia dispõe de um sector privado forte e em rápido crescimento, mas o Estado ainda desempenha uma papel preponderante nas áreas de indústria de base, bancos, transporte e comunicações.
(Fonte: Jornal da Madeira)
29 março 2009
Três mortos em dia de eleições locais na Turquia
Mais de 48 milhões de cidadãos são chamados, este Domingo, às urnas para as eleições locais que medirão a popularidade do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan.
Um candidato à liderança de uma aldeia morreu numa troca de tiros em Bezirci, uma aldeia da província de Şanliurfa, no sudeste da Turquia, num confronto entre duas famílias que concorriam ao cargo, inferior ao de presidente da Câmara que se elege nas localidades rurais mais pequenas.
O confronto envolveu dezenas de pessoas e originou a hospitalização de 27 pessoas.
A polícia turca informou que até ao momento tinha feito 15 detenções.
Em Lice, aldeia da zona sudeste da província de Diyarbakır, outro candidato a líder da localidade morreu de ataque cardíaco a meio de um confronto com um rival e a família deste.
Em Sığınak, perto de Lice, uma pessoa morreu em confrontos entre apoiantes de distintos candidatos a líder da aldeia.
Apesar destes incidentes, os líderes políticos do país reiteraram que a Turquia está a passar com "êxito" outro "exame democrático".
As eleições permitirão nomear os presidentes de Câmaras e governadores de 16 cidades, 65 províncias, 892 distritos e 1924 municípios.
Apesar de ser uma eleição local, a campanha foi muito intensa porque o resultado revelará o apoio da população à gestão do AKP, a formação islamita moderada no poder desde 2002 e dada como favorita.
Nas eleições municipais de 2004, o AKP conseguiu vencer em 12 das 16 maiores cidades do país, incluindo Ancara e Istambul.
27 março 2009
Helicóptero com líder de partido ultranacionalista turco a bordo despenhou-se
O helicóptero que transportava o líder de um pequeno partido ultranacionalista turco BBP (Partido da Grande Unidade), Muhsin Yazıcıoğlu, despenhou-se há dois dias na província de Kahramanmaraş, no sudeste do país.
O helicóptero transportava mais cinco pessoas, entre elas um correspondente da agência de notícias IHA, İsmail Güneş, que ligou para o número de emergência 112 a partir do seu telemóvel, logo após o acidente. As cadeias de televisão turcas têm transmitido a gravação da conversa telefónica que o jornalista manteve com o número de emergência até a chamada cair devido à falha da bateria do telemóvel. A conversa telefónica permitiu a obtenção de coordenadas de localização dos destroços do helicóptero. O jornalista revelou que estava muita neve, frio e nevoeiro no local e que tinha a perna partida. Disse também que havia corpos perto de si mas que não conseguia ver todos os ocupantes do helicóptero. Foi montada uma vasta operação de socorro por via terrestre e aérea mas as condições climátéricas que se fazem sentir na região do acidente, nomeadamente a persistente queda de neve e o nevoeiro, assim como o relevo acidentado do terreno, terão dificultado muito as operações de socorro. Só durante a tarde de hoje que é foram encontrados os destroços do helicóptero. No início foi revelada a descoberta de apenas cinco corpos, mantendo-se a dúvida sobre a morte do líder do BBP. Há cerca de uma hora foi revelada a descoberta dos seis corpos.
Yazıcıoğlu tinha participado num comício em Kahramanmaraş, uma vez que as eleições locais estão marcadas para o próximo Domingo.
Entretanto, a polémica em redor das operações de resgate está instalada. Habitantes da aldeia próxima do local do acidente dizem que ouviram a queda do helicóptero, que informaram as autoridades e que não foram ouvidos. Consta que as equipas de resgate concentraram as buscas no local errado e que as vítimas terão sido encontradas por habitantes da aldeia mais próxima, mas esta versão não foi ainda confirmada. Aguarda-se a todo o momento uma explicação oficial por parte do Governo.

















