14 outubro 2008

Orhan Pamuk critica falta de liberdades na Turquia na abertura da Feira de Frankfurt

O Prémio Nobel da Literatura Orhan Pamuk criticou hoje as limitações à liberdade de expressão no seu país, a Turquia, na cerimónia inaugural da Feira do Livro de Frankfurt.
"A tendência do Estado turco para proibir livros e punir escritores mantém-se, lamentavelmente", disse Pamuk na abertura do maior certame mundial do género, que agrupa este ano 7400 expositores de cerca de 100 países, e no qual a Turquia é o convidado de honra.
O Presidente turco Abdullah Gül, que falou também na inauguração da Feira do Livro de Frankfurt, admitiu que a liberdade de opinião "ainda não foi totalmente alcançada" no seu país, mas garantiu que a Turquia "está no bom caminho" para o conseguir.
Pamuk lembrou que na Turqia o acesso ao Youtube e outras páginas nacionais e internacionais na internet "é vedado às pessoas, por razões políticas".
"Ninguém pense, no entanto, que os escritores e editores se deixam desencorajar por isso. Pelo contrário, nos últimos 15 anos, a paisagem editorial turca cresceu imenso", afirmou o escritor, de 56 anos.
O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, também orador na cerimónia inaugural da 60.ª edição da Feira do Livro de Frankfurt, enalteceu os esforços de reformas na Turquia, mas lembrou também que "não é em vão que a liberdade de opinião é um dos critérios decisivos" para a adesão à União Europeia, aspiração mantida por Ancara.
"Garantir a liberdade de expressão exige mais do que promulgar algumas leis e aqui a Turquia ainda tem algum caminho à sua frente, mas queremos apoiá-la para o percorrer", disse o político social-democrata.
Em contraste com a chanceler democrata-cristã Angela Merkel, que recusa a entrada da Turquia na UE, e sugeriu que Bruxelas, em troca, tenha uma "parceria privilegiada" com o grande país, Steinmeier advoga a adesão integral da Turquia à UE, após a conclusão das negociações dos vários "dossiers".
A Feira do Livro de Frankfurt, que abre portas na quarta-feira e encerra no Domingo, tem este ano mais de 400 mil títulos expostos numa área de 172 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 30 campos de futebol, será palco de 2700 actividades, aguarda a visita de perto de mil escritores e deverá ser visitada por quase 300 mil pessoas.
O director do certame, Juergen Boos, sublinhou na cerimónia inaugral que o sector livreiro enfrentou com sucesso a crise financeira, o que atribuiu ao facto de os livros "serem mais resistentes do que os ciclos económicos, o que significa também que não são um produto de luxo, mas sim uma necessidade".


(Fonte: Expresso)

Polémica em torno da mulher nas novas liras turcas


As notas só começam a circular a partir de Janeiro, mas a polémica já está a marcar o quotidiano da Turquia. O rosto de uma mulher, sem lenço, irá aparecer nas novas notas de 50 liras turcas e, mal o anúncio foi feito pelo Banco Central, choveram críticas contra a instituição.
Curiosamente, as críticas não partiram dos radicais ou conservadores muçulmanos, mas dos laicos, que acusam o banco de ter cedido à pressão dos islamitas ao escolher Fatma Aliye - uma escritora desconhecida, segundo alguns - em vez de optar, por exemplo, por Halide Edip Adıvar, um ícone feminista e escritora que lutou ao lado de Kemal Atatürk, o pai da Turquia moderna. Fatma Aliye morreu em 1936 e terá sido a primeira romancista turca.
"Personalidade duvidosa" é como o deputado Mustafa ÖzyÜrek, do Partido Republicano do Povo (CHP, laico), classifica Aliye. Por seu turno, Hülya Gülbahar, do grupo Kader - que defende a participação das mulheres na política -, recorda que Fatma Aliye lutou pela educação da mulher, mas, para ela, a contribuição da mulher para a civilização deveria fazer-se através da maternidade e do seu papel tradicional na família. Uma posição algo distante da de Adıvar.
Um matemático, um compositor, um arquitecto e um místico sufista do século XIII fazem parte do grupo, escolhido pelo comité do banco, para figurar nas novas notas.

(Fonte: DN)

Turquia é a convidada de honra da Feira do Livro de Frankfurt

A Turquia é a convidada de honra da edição deste ano Feira do Livro de Frankfurt mas cerca de 20 escritores e críticos literários turcos negaram-se a participar no certame. Entre eles, estão alguns dos mais consagrados autores da moderna literatura nacional que, em declaração conjunta, acusam o governo pró-islâmico de Recep Erdoğan de "não ter o direito de representar a cultura e a literatura turcas". Na comitiva oficial dos escritores estará também o autor de "best-sellers" Murat Han Mungan, que se declarou publicamente homossexual, num país em que o "coming out" está longe de já ser uma evidência. Quanto ao vencedor do Prémio Nobel, Orhan Pamuk, já foi várias vezes vítima da intolerância nacionalista e só recentemente viu arquivado um processo contra si em tribunal, por ter afirmado que a Turquia praticou um genocídio sobre o povo arménio. Mas a verticalidade de Pamuk dá frutos: vários intelectuais exigiram a abolição do Parágrafo 301 do Código Penal Turco, que castiga "Ofensas à Identidade Turca" e, claro, espera-se que a questão do (des)respeito pelos direitos humanos na Turquia seja um dos grandes temas a debater na Feira do Livro. A avaliar pelos temas dos colóquios em torno da participação turca - Libertação da Mulher, Migrações e Liberdade de Opinião, a par de Futebol, Música e Humor, mas também do Papel do Islão na Turquia - o interesse dos debates parece garantido. Polémicas à parte, a Turquia enviou a Frankfurt uma embaixada de mais de 200 escritores, liderada por Orhan Pamuk e "A Turquia em todas as suas Colorações" é o lema escolhido para apresentar o país, que tem na Alemanha uma comunidade de quase três milhões de pessoas. Em vésperas da Feira, foram traduzidos de Turco para Alemão cerca de 400 títulos, número impressionante que leva os organizadores do certame a pensar que este ano poderá ser batido um recorde de afluência, e alcançar-se a marca dos 300 mil visitantes até Domingo. Desde que o Germano-turco Fatih Akin ganhou o Festival de Cinema de Berlim, em 2004, com "Geggen die Wand" (A Noiva Turca), a Alemanha ficou a saber que existe uma elite turca nascida no país de acolhimento, e que Turquia não é sinónimo de Anatólia, a sua região mais pobre e menos alfabetizada. A presença em Frankfurt vai ser aproveitada, assim, para desfazer alguns mitos, e mostrar a pujança da cultura turca, garantem os responsáveis. "Quem abrir os olhos, verá na nossa música, na nossa arte, na nossa literatura e arquitectura influências dos Balcãs, do Irão, do mundo árabe, e traços de diferentes grupos étnicos, linguísticos e religiosos", afirmam num documento de apresentação. "Esta é a oportunidade que esperávamos, e não vamos desperdiçá-la", garante a editora turca Müge Gürsoy, vice-presidente do Comité de Organização do seu país na Feira de Frankfurt. Na era pré-islâmica, as histórias de nómadas marcaram os primórdios da literatura turca que, mais tarde, no Império Otomano, esteve sob forte influência persa e árabe. Com a fundação da República, em 1923, o lema passou então a ser a aproximação dos escritores ao povo. As reformas introduzidas por Mustafa Kemal Atatürk e a opção pelos caracteres latinos em detrimento dos árabes, em 1928, marcaram outra grande mudança. Para contar tudo isto, e muito mais, a Turquia vai ter em Frankfurt, além dos escritores, cerca de 700 artistas, de músicos a pintores, e levar a cabo dezenas de actividades.

(Fonte: Lusa, RTP)

11 outubro 2008

Turquia voltou às vitórias

A Turquia voltou às vitorias no Grupo 5 da fase de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010, ao bater este Sábado a Bósnia-Herzegovina por 2-1. Contudo, a equipa da casa teve de dar a volta ao marcador no encontro que teve lugar no Estadio Inönü, em Istambul.

Lesão de Karadeniz
Depois do empate caseiro ante a Bélgica na última partida, a Turquia voltou a ter problemas, pois no minuto 26 Edin Dzeko colocou os balcânicos na frente. Porém, os tentos já na segunda parte apontados por Arda Turan e Mevlüt Erdinç deram a segunda vitória no grupo à equipa de Fatih Terim. A Turquia não contou com Semih Sentürk, Nihat Kahveci e Gökhan Üna, pelo que Terim deu ao avançado de 17 anos, Batuhan Karadeniz, a estreia pela selecção, colocando-o ao lado de Mevlüt Erdinç. A contribuição de Karadeniz foi mais curta que o esperado, pois uma lesão no ombro obrigou-o a dar lugar a Nuri Sahin, a sete minutos do intervalo.

Dzeko marca
A Turquia começou bem e empurrou o adversário para a sua defesa, mas não logrou criar ocasiões de golo. Os bósnios, privados de Safet Nadarević, que se lesionou na véspera do encontro, foram ganhando confiança e subindo no terreno com o andar do relógio. Foi, assim, sem surpresa que chegaram ao golo, quando Dzeko, de cabeça, marcou na sequência de um livre da esquerda, aos 26 minutos de jogo.

Mevlüt resolve
A Bósnia-Herzegovina manteve-se na frente até ao intervalo, mas a Turquia viria a reagir e empatou num lance semelhante seis minutos após o recomeço, por intermédio de Arda Turan, na sequência de um livre de Sabri Sarioglu. A Turquia pressionou ainda mais na procura do tento da vitória, que chegaria mesmo aos 66 minutos, graças a um disparo de Mevlüt. Os Turcos vão agora procurar manter este registo quando se deslocarem a Talin para defrontar a Estónia na quarta-feira, enquanto a Bósnia-Herzegovina recebe a Arménia em Zenica.

(Fonte: UEFA)

10 outubro 2008

Reunião de Patriarcas ortodoxos em Istambul

Os patriarcas ortodoxos estarão reunidos a partir de hoje, sexta-feira, em Istambul, Turquia, para celebrar os dois mil anos do nascimento de São Paulo, o "apóstolo dos gentios". Na catedral patriarcal de S. Jorge al Fanar, o encontro reunirá, após vários anos, as cúpulas da ortodoxia, graças à anunciada presença do patriarca de Moscovo e de todas as Rússias, Aleksej II. Neste encontro, Bento XVI será representando pelo arcipreste da Basílica papal de São Paulo Fora dos Muros, Cardeal Andrea Cordero di Montezemolo. A delegação vaticana é composta também pelo núncio apostólico e presidente emérito da Pontifícia Academia Eclesiástica, Dom Justo Mullor Garcia, e pelo núncio apostólico na Turquia, Dom Antonio Lucibello, e pelo presidente da Conferência Episcopal da Turquia, Dom Luigi Padovese. Para Dom Padovese, este encontro é um sinal positivo no nome do apóstolo Paulo. Em âmbito ecuménico, ele afirma que a Turquia está a passar de uma cordialidade formal a uma formalidade de conteúdos. Até porque, afirma, "as Igrejas cristãs na Turquia vivem os mesmos problemas, e isso une-nos de modo especial".

(Fonte: Rádio Vaticano)

09 outubro 2008

Fernando Meira: "Não hesitei em assinar pelo Galatasaray"

O central português assinou no início da época pela equipa turca do Galatasaray. Passados os primeiros meses, Fernando Meira faz um balanço desta aventura.
Após sete anos de sucesso no Estugarda da Alemanha, aos 30 anos Fernando Meira decidiu partir para uma nova aventura. O destino escolhido foi o Galatasaray da Turquia. O central não se arrepende em nada da decisão que tomou e mostra-se muito feliz na Turquia: "Sinto-me satisfeito por ter dado este passo, era um dos meus objectivos partir para uma nova aventura. Surgiu-me o Galatasaray e não hesitei sequer em assinar. Estou muito contente e espero nos próximos quatro anos ter muito sucesso."Relativamente aos objectivos deste ano do seu novo clube, apesar do desaire na pré-eliminatória da Liga dos Campeões, Fernando Meira está confiante: "Conseguimos vencer uma supertaça que era o nosso primeiro objectivo. Posteriormente não conseguimos o apuramento para a Liga dos Campeões que era também uma das nossas metas. Agora temos a taça UEFA e as competições internas e vamos tentar chegar o mais longe possível".
O Galatasaray de Fernando Meira será um dos adversários do Benfica na fase de grupos da taça UEFA.

(Fonte: RTP)

08 outubro 2008

Turquia renova autorização de ofensiva contra o PKK no Iraque


O Parlamento turco renovou hoje a autorização dada ao Exército para atacar as bases dos rebeldes curdos do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Norte do Iraque. Dos 529 deputados presentes no hemiciclo durante a votação, 511 apoiaram a moção que dá ao Governo o direito de envolver o Exército em operações transfronteiriças contra o PKK. Dezoito deputados votaram contra. A votação no Parlamento aconteceu pouco depois de um ataque em Diyarbakır, principal cidade do sudeste da Anatólia, de maioria curda, ter feito quatro mortos e 15 feridos. O atentado foi atribuído ao PKK que terá atacado um carro da polícia. Cinco dias antes, um outro ataque do PKK, perto da fronteira iraquiana, matou 17 soldados, suscitando a indignação da população turca. Vinte e cinco rebeldes morreram nos combates que se seguiram, informou o Exército. Ontem, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan já tinha ameaçado com uma nova intervenção terrestre contra o PKK no norte do Iraque. Hoje explicou que a autorização dada ao Exército “visa unicamente alvos identificados, os terroristas” do PKK, e não a população local. O actual mandato dado ao Exército para intervir no Iraque termina a 17 de Outubro. De acordo com um balanço publicado no site do Estado-Maior turco, desde Janeiro já morreram 640 rebeldes, 408 no Iraque.
Considerada uma organização terrorista pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos, o PKK realiza, desde 1984, uma luta armada pela autonomia do Sudeste da Turquia, de maioria curda. O conflito já fez cerca de 44 mil mortos, segundo números oficiais.

(Fonte: Público/AFP)

05 outubro 2008

Ataque curdo mata 15 soldados turcos


O ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, que defende a independência das províncias curdas da Turquia) lançou na noite de sexta para sábado um ataque em grande escala sobre um posto fronteiriço com o Iraque, que causou 15 mortos, 20 feridos e dois desaparecidos entre os militares turcos. O alvo do PKK foi o posto fronteiriço de Aktütün, junto à cidade de Şemdinli (sudeste da Turquia), tendo a guerrilha utilizado artilharia pesada a partir do norte do Iraque e empregue cerca de 350 efectivos, segundo estimativa dos militares turcos. Segundo estes, o PKK sofreu 23 baixas naquela que é a sua quinta acção contra Aktütün desde 1992. O combate de sexta à noite prolongou-se por quase oito horas e as unidades turcas tiveram de solicitar apoio aéreo e cobertura de artilharia para forçarem os atacantes a abandonarem as suas posições. O Presidente Abdullah Gül, assim como o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan (que suspendeu uma deslocação à Ásia Central), asseguraram que Ancara não deixará de retaliar, desencadeando "uma resposta rápida e firme", e que os responsáveis do ataque "serão encontrados e responsabilizados". Os dois participaram ontem à tarde numa reunião do Conselho Superior da Luta Antiterrorista (órgão político-militar), em que foi analisada a situação. No plano diplomático, sucederam-se as condenações, com a União Europeia, os Estados Unidos e o Iraque a expressarem solidariedade ao Governo turco e a garantirem o seu apoio na luta contra o PKK. Recorde-se que este está inscrito na lista das organizações terroristas da UE e dos EUA e que este último país fornece a Ancara informação satélite real sobre os movimentos da guerrilha curda, escrevia ontem a AFP. O Governo de Bagdad classificou o ataque de Aktütün como "um acto criminoso" do PKK, admitindo que este "cria uma grave ameaça nas áreas fronteiriças e à segurança comum do Iraque e da Turquia". O porta-voz do Executivo iraquiano sublinhou a necessidade de Ancara actuar "com inteligência e contenção" na resposta àquele que é o mais grave ataque da guerrilha curda contra alvos militares turcos desde Outubro de 2007, quando foram mortos 13 soldados na província de Dağlica (sudeste da Turquia). O ataque de sexta à noite pode abrir um novo período de tensão entre a Turquia e o Iraque, país onde as forças armadas de Ancara desencadeiam desde há um ano operações contra os refúgios do PKK. Este já reivindicou a acção de Aktütün, apresentando-a como o início de uma campanha de retaliação pelos ataques turcos levados a cabo desde Fevereiro em território iraquiano. O Parlamento turco deve votar este mês a extensão por mais um ano das operações militares no interior daquele país, cuja autorização expira dia 17.

(Fonte: DN)

04 outubro 2008

Neca marca e aproxima-se da Europa


Neca esteve em evidência no campeonato turco ao apontar o segundo golo da vitória (2-0) do Ankaraspor frente ao Sivasspor. Este triunfo permitiu ao clube turco aproximar-se dos lugares que dão acesso às competições europeias, estando agora com 10 pontos, após a sexta jornada.

O golo de Neca foi marcado aos 72 minutos. Murat Tosun abriu a contagem aos 55. O Ankaraspor terminou o jogo também em superioridade numérica pois o Sivasspor ficou reduzido a 10 aos 66 minutos, quando Kanfory Sylla viu o segundo cartão amarelo.

(Fonte: Mais Futebol)

22 setembro 2008

Treze recém-nascidos morrem em 24 horas num hospital turco

Treze recém-nascidos morreram em 24 horas num hospital público de Izmir, na região oeste da Turquia. A causa para a morte das crianças ainda não foi determinada, mas, segundo a imprensa turca, terá sido provocada por uma doença infecciosa. A unidade hospitalar já abriu um inquérito ao caso. Mehmet Ozkan, director dos serviços de saúde pública de Izmir, confirmou à agência noticiosa Anatólia a morte dos 13 bebés, sublinhando que uma equipa médica, que inclui especialistas de várias maternidades do país, está já a investigar o caso e que os resultados do inquérito serão tornados públicos dentro de alguns dias. “Não podemos afirmar, por agora, se se trata de uma infecção, podemos vir a afirmá-lo mas é necessário aguardar pelos resultados do conselho científico”, sublinhou o responsável, afastando a possibilidade de um caso de negligência médica. Enquanto decorre o inquérito, Gazi Yigitbaşı, chefe das equipas médicas, admitiu, por sua vez, em declarações ao jornal “Sabah”, que existe uma “suspeita de infecção” na origem dos casos. “Numa situação normal, perdemos cinco a seis bebés em três dias e um máximo de 20 num mês”, adiantou o responsável. Segundo a imprensa turca, as mortes, que ocorreram entre Sábado e Domingo nos serviços de urgência pediátrica, terão sido provocadas por uma doença infecciosa que afectou os bebés, todos prematuros. Os corpos de cinco recém-nascidos, já entregues aos seus país para os respectivos funerais, deverão ser exumados para que se possa proceder às autópsias. Vários pais anunciaram, entretanto, que se preparam para apresentar queixa contra o hospital, indicou a Anatólia. Vinte e sete crianças, 24 delas bebés prematuros, estão actualmente hospitalizados no hospital de Izmir.

(Fonte: AFP / Público)

17 setembro 2008

Futebol Clube do Porto derrotou o Fenerbahçe por 3-1

O FC Porto derrotou hoje o Fenerbahçe, por 3-1, confirmando a tendência de vencer equipas turcas e invertendo a historia recente de não ganhar em casa na primeira ronda da prova.
O triunfo assegura a liderança do grupo G da Liga milionária, já que no outro jogo da primeira jornada, o Dinamo de Kiev e Arsenal empataram a uma bola, na Ucrânia.
Uma entrada com o "dragão" a cuspir fogo, chamuscou por completo os Turcos com dois golos em 13 minutos, por Lisandro e Lucho, mas a equipa foi perdendo fulgor e acabou em dificuldades, disfarçadas pelo golo de Lino. Lino acabou por ser o "joker" lançado por Jesualdo Ferreira já em período de descontos, para substituir Rodriguez, numa estratégia de queimar tempo, mas foi dos pés do defesa que, com segundos em campo, nasceu o golo da tranquilidade (3-1). O FC Porto entrou bem na partida e dispôs da primeira oportunidade de perigo pelo Argentino Lisandro, aos seis minutos, no aproveitamento de uma intervenção deficiente, tipo assistência, de Lugano. A pressionar e a trocar a bola a toda a largura do terreno, o FC Porto empurrou a formação turca para a sua intermediária e voltou a criar perigo para a baliza de Volkan por Lisandro, aos oito minutos, e Mariano, aos nove. A disposição ofensiva portista rendeu os seus frutos com o primeiro golo de Lisandro (1-0), aos 11 minutos -- estreia esta época a marcar -, a passe de Raul Meireles, que desceu à área turca para criar uma situação de desequilíbrio. Ainda os ecos do golo se faziam ouvir no Dragão e o Argentino Lucho, aos 13 minutos, elevou a vantagem para 2-0 com um remate de primeira, na linha da pequena área, a passe do Uruguaio Cristian Rodriguez. Aparentemente sem resposta para o poder de fogo sul-americano, a apática formação turca esteve perto de sofrer novo golo de Lisandro, aos 26 minutos, mas o "chapéu" do Argentino saiu muito por cima da barra. Ainda a tentar perceber como é que Lisandro tinha falhado de forma incrível uma oportunidade flagrante para elevar a vantagem e sentenciar o jogo o FC Porto voltou a importunar o guarda-redes Volkan por Raul Meireles. Lisandro, aos 27 minutos, procurou redimir-se do "chapéu" falhado com um potente remate à entrada do bico da grande área turca, mas a bola passou ao lado do poste esquerdo da baliza defendida por Volkan.

Espanhol Giza fez o único golo dos Turcos
Seguindo a velha máxima de quem não marca sofre, o FC Porto viu o Fenerbahçe, na primeira situação de perigo, reduzir pelo Espanhol Daniel Giza (2-1), aos 29 minutos, com um remate certeiro entre o poste e Helton. Giza, campeão europeu pela Espanha, melhor marcador da Liga espanhola e transferência mais cara do futebol turco, aproveitou da melhor forma a recarga a um cabeceamento de Alex defendido por Helton. A segunda parte principiou praticamente com novo lance de perigo por parte do FC Porto, mas Mariano, que fez tudo bem até ao remate, voltou a não conseguir acertar com a baliza defendida por Volkan. Mesmo sem jogar bem, e muito menos sem o fulgor demonstrado no início do jogo, o FC Porto voltou a dispor de nova oportunidade para aumentar a vantagem aos 59 minutos, mas o remate de Lucho errou por pouco o alvo. Com o decorrer do encontro, e face ao decréscimo de rendimento e à fraca produção da inconsistente equipa do FC Porto, alguns assobios e manifestações de desagrado fizeram-se ouvir e sentir no Dragão. Os treinadores Jesualdo Ferreira e Luís Aragonés recorreram aos bancos, procurando soluções para chegar ao golo, e à falta de jogadas corridas foi através de lances de bola parada que o perigo rondou as balizas. Bruno Alves, aos 72 minutos, na sequência de um livre, obrigou o guarda-redes Volkan a ceder canto, e Roberto Carlos, por duas vezes, levou a bola a atravessar com perigo a área de Helton, à procura de um desvio ou emenda. Com o encontro perto do fim, e já com o Fenerbahçe apostado em chegar ao golo do empate, o FC Porto dilatou a vantagem por Lino (3-1), aos 92 minutos, na primeira vez que tocou na bola após entrar a substituir Rodriguez. O encontro chegou ao fim com o FC Porto a conquistar os três primeiros pontos no Grupo G da milionária Liga dos Campeões, numa partida sofrida, que valeu sobretudo pelos primeiros 20 minutos.

(Fonte: Expresso)

14 setembro 2008

Naufrágio de ferry na Turquia

Um ferry com 150 pessoas a bordo naufragou hoje à noite pouco depois de zarpar do porto turco de Badırma, noroeste da Turquia, com destino a Istambul, noticiou a agência Anatólia.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal Yeni Şafak, muitos passageiros saltaram do barco e foram resgatados, mas há ainda 30 desaparecidos.
A agência Doğan indicou que há pelo menos um morto e 10 pessoas que foram transportadas para o hospital.
O naufrágio terá ocorrido a cerca de 300 metros da costa e, segundo as autoridades locais, a bordo estavam 150 pessoas e 75 veículos, incluindo muitos camiões.

(Fonte: Lusa)

Ankaraspor vence com Neca no onze

Neca foi titular na vitória do Ankaraspor no reduto do Istanbul Büyükşehir (1-2). O médio português acabaria por ser substituído ao minuto 59, quando a sua equipa estava em desvantagem no marcador.
Bahtiyaroğlu marcou na próxima baliza, inaugurando a contagem a favor do Istanbul Büyükşehir. A equipa da casa ficaria reduzida a dez elementos, por expulsão de Hasagic, no lance que terminou com o empate do Ankaraspor, graças à grande penalidade convertida por Çakır.
Em cima do minuto 90, Tosun deu a vitória à equipa de Neca.

(Fonte: IOL Diário)

Orhan Pamuk: Ganhar o Prémio Nobel tornou tudo político


Antecipando a Feira do Livro de Frankfurt, que este ano tem a Turquia como país convidado, o escritor Orhan Pamuk falou sobre o seu novo livro e sobre a atenção política que o Prémio Nobel lhe trouxe.

DW: Há cerca de dois anos recebeu a notícia de que seria vencedor do Prémio Nobel da Literatura. Ao olhar para trás, diria que a sua vida mudou?
Orhan Pamuk: Quando o meu agente me contou sobre o Prémio Nobel, o meu primeiro impulso, forte e instintivo, foi dizer-lhe que isso não mudaria a minha vida. Agora eu vejo que estava a ser optimista. O prémio mudou a minha vida mas não mudou os meus hábitos de trabalho. Eu ainda me dedico a uma disciplina rígida, que envolve acordar cedo, escrever, ter um cronograma e por aí. Mas, sim, o prémio mudou a minha vida. Tornou-me mais conhecido, trouxe-me muitos leitores novos e tornou as coisas um pouco mais difíceis e mais políticas. Tornou tudo o que eu faço mais político do que eu esperava.
DW: Há três anos, em Frankfurt, no discurso que fez ao receber o Prémio da Paz do Comércio Livreiro Alemão falou sobre as relações entre a Europa e a Turquia. Disse que a Turquia sonha com a Europa e a Europa não se pode definir sem a Turquia. Ainda é da mesma opinião?
Orhan Pamuk: Infelizmente, as negociações entre a Europa e a Turquia abrandaram nos últimos dois anos. Talvez isso seja por causa da ala de extrema-direita e do Exército, que estão a bloquear o caminho da Turquia para a União Europeia. E também há a resistência das nações europeias. Os mais conservadores na França e na Alemanha resistem, como todos nós sabemos, à entrada da Turquia como membro pleno da UE. Portanto, a questão é problemática, e as perspectivas não são tão optimistas como há dois anos. Acredito fortemente que a Turquia será, mais cedo ou mais tarde, parte integrante da Europa. Mas, neste momento a situação não parece tão boa, e isso preocupa-me. Mas não me faz chorar, porque, essencialmente, sou um escritor de ficção. Se um dia eu chorar, vai ser porque estou preocupado com a beleza do meu livro.
DW: A respeito da beleza dos seus livros, você, assim como outros escritores da Turquia, tem sofrido muita intimidação por parte de grupos ultranacionalistas ou ultra-religiosos. Isso tem efeitos sobre a sua vida e sobre a vida intelectual na Turquia no momento?
Orhan Pamuk: Sim, claro, tem efeitos sobre a minha vida. Vivo com guarda-costas praticamente o tempo todo, o que não é nada bom. Eu tenho que ter essa preocupação. Por outro lado, a ala de extrema-direita, e às vezes alguns jornais, continuam a atacar-me e a fazer campanhas contra mim, o que também me preocupa. Eu ensino na Universidade de Columbia um semestre por ano. Agora que os meus livros estão a ser publicados, eu também gosto de ir a conferências. Então tenho passado metade do meu tempo fora da Turquia, ou mais de metade, infelizmente – ou felizmente, sei lá. Foi assim nos últimos dois anos. Isso deve-se em parte ao Prémio Nobel, pois a minha fama cresceu muito. Foi em Istambul que testemunhei a humanidade, eu sei o que é a humanidade em Istambul. Não consigo imaginar uma vida sem Istambul – seja com guarda-costas no meio da noite, ou estando sozinho, tanto faz – o que importa é que eu esteja nas ruas de Istambul, observando e aproveitando. As minhas histórias vão continuar a falar sobre o mundo através de Istambul.
DW: Parece que está a tentar encontrar um equilíbrio na sua vida entre viver em Istambul e viajar, entre ser uma figura política e ser um artista... É isso?
Orhan Pamuk: Sim, tenho de fazer isso. Mas não sou um exilado. Quando me tentam rotular de exilado, digo que não, não sou um exilado, eu saio da Turquia por conta própria. Se quisesse, poderia viver aqui 365 dias por ano. Mas viver em Nova Iorque durante alguns semestres é bom, e viajar também é bom. Não quero fazer-me de vítima. Talvez por eu vir de uma cultura que nunca foi colonizada, nunca foi vitimada. Não gosto de me representar como vítima – nem de poderes internacionais, nem de um Estado turco. Estou de pé, feliz, vivendo, tendo prazer em escrever livros e por aí. É assim que eu olho para a minha vida.
DW: E não quer construir pontes?
Orhan Pamuk: Construir pontes é um cliché imposto sobre mim só porque sou Turco, e, claro, a primeira coisa que toda a gente diz sobre a Turquia é que está entre o Oriente e o Ocidente. Mas, antes de se ser uma ponte, tem de se entender a humanidade da cultura, as suas sombras, pontos escuros, visões insensatas, as suas esperanças para o futuro, os seus momentos quotidianos, as suas fraquezas, a sua miséria. O meu papel é ver isso, antes de declarar que "sou uma ponte" ou coisa parecida. Esse tipo de agenda ou representação política – eu não tenho isso. Sou essencialmente um ser literário, que escreve histórias. Sim, os meus livros também têm um lado filosófico. Sou um ensaísta, faço julgamentos sobre culturas, política. Mas em primeiro lugar sou um contador de histórias, e principalmente de histórias sobre pessoas.
DW: E agora está a trazer uma nova história para a Feira do Livro de Frankfurt de 2008, chamada "O Museu da Inocência". É um livro sobre o amor, uma bela história de amor, sobre Istambul, claro, e também sobre museus. Acho que é o primeiro romance da história da literatura a ter o seu próprio museu...?
Orhan Pamuk: Sim, "O Museu da Inocência" conta a história de amor de Kemal, uma pessoa da classe alta. Ele tem 30 anos em 1975 e conta a sua paixão por uma parente distante – uma prima afastada, Fusun, que trabalha como vendedora numa loja e é lindíssima. Para compensar o fracasso em conquistá-la, ele colecciona tudo em que Fusun toca, e no fim faz um museu com os objectos que estão associados à sua história. O meu "museu da inocência" é também um museu real, que procura reunir todos esses objectos. Eu tenho coleccionado coisas para esse museu há quase seis anos. Há 10 anos, comprei uma casa, que na verdade é onde parte da história acontece, e transformei-a num museu. Então o "museu da inocência" é um museu e um livro. A apreciação do livro e a apreciação do "museu" são duas coisas completamente diferentes. O museu não é uma ilustração do livro, e o livro não é uma explicação do museu. Talvez eles sejam duas representações de uma mesma história.
DW: E quando formos ao museu, poderemos reviver a história simplesmente vendo e tocando as pequenas coisas que aparecem no livro. É como uma memória vivida. E no fim o seu herói diz que todos devem saber que ele viveu uma vida feliz. Você está a viver uma vida feliz, Orhan Pamuk?
Orhan Pamuk: Estou a viver uma vida muito feliz. Dirijo-me a leitores em 58 línguas, a milhões de leitores. Estou a escrever livros do coração, sobre o que eu quero, e eles estão a lê-los. "Pode haver uma vida mais feliz?", eu pensava, quando tinha 25 anos e decidi largar a pintura para me tornar um escritor. Às vezes eu penso que todas as minhas fantasias sobre fama e sucesso – que é mais do que eu esperava – foram satisfeitas. Devo confessar que sou um autor feliz.

(Fonte: Deustsche Welle)

10 setembro 2008

Turquia empatou em casa contra a Bélgica

Uma grande penalidade convertida por Emre Belözoğlu, aos 74 minutos, evitou que a Turquia perdesse em casa contra a Bélgica, em jogo do Grupo 5 de apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010.

Golo de Sonck
A selecção belga tinha-se adiantado no marcador durante a primeira parte do jogo realizado no Estádio Şükrü Saracoğlu, mas teve de se contentar com um empate, que deixa as duas equipas igualadas com quatro pontos, após terem realizado os dois primeiros jogos na caminhada para o Mundial da África do Sul.

Mão na bola
A primeira má notícia para os adeptos turcos surgiu aos 13 minutos, quando o avançado Tuncay Şanlı se lesionou, sendo substituído por Halil Altıntop. E depois de um início de encontro bastante lento, a Bélgica chegou mesmo ao golo, com Sonck a marcar de cabeça após um livre apontado por Jan Vertonghen. A selecção de Fatih Terim pressionou imenso na segunda parte e acabou por evitar a derrota graças a uma mão na bola de Axel Witsel dentro da sua área. Chamado a converter o penálti, o médio do Fenerbahçe SK, Emre, garantiu a conquista de um ponto.

(Fonte: UEFA)

08 setembro 2008

Seis mortos em confrontos com o PKK

Seis membros de forças de segurança da Turquia foram mortos em vários confrontos com rebeldes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na província de Hakkari, informou hoje a imprensa turca.
As fontes disseram que o primeiro confronto aconteceu ontem quando uma patrulha de guardas rurais e soldados localizou um grupo de guerrilheiros do PKK enquanto vigiava a região fronteiriça com o Iraque.
No combate morreram três membros da Guarda Rural, formada no final da década dos anos 80 por voluntários curdos leais a Ancara e destinada a proteger os povos do sudeste dos ataques do PKK.
Após esta primeira troca de fogo, soldados turcos enfrentaram os milicianos num combate em que morreram três militares, entre eles um tenente. Outros dois soldados ficaram feridos.
Unidades especiais do Exército turco sobrevoaram a região com helicópteros do tipo Sikorsky para bloquear as rotas de escape dos membros do PKK, segundo informaram fontes militares.
Essas fontes manifestaram que se mantém o dispositivo militar para capturar os rebeldes que se encontram refugiados nas zonas montanhosas da região.

(Fonte: EFE)