21 junho 2008

A Turquia está nas meias-finais do Euro 2008


A Turquia vai defrontar a Alemanha nos quartos-de-final do EURO 2008 após ter batido a Croácia por 3-1 no desempate por grandes penalidades, fruto do empate a uma bola registado nos 120 minutos regulamentares. O suplente Ivan Klasnić parecia ter decidido o encontro quando deu vantagem aos Croatas aos 119 minutos, mas Semih Şentürk empatou nos descontos do prolongamento, antes dos falhanços croatas nos penalties decidirem a emocionante partida do Ernst-Happel-Stadion, em Viena.
As duas equipas encaixaram perfeitamente uma na noutra desde o apito inicial, com o primeiro remate digno desse nome a surgir no minuto cinco, quando o Turco Hamit Altıntop tentou a sua sorte de fora da área, mas a bola saiu ao lado. A Croácia respondeu praticamente na jogada seguinte, mas a excelente incursão de Ivan Rakitić pelo lado esquerdo, cuminada com um passe a pedir o toque final de Darijo Srna, foi providencialmente cortada para canto por Hakan Balta. Apesar desses dois lances, o equilíbrio continuou a ser a nota dominante, tornando-se cada vez mais evidente que teria de ser o talento individual a fazer a diferença sobre o colectivo.
E foi, porventura, o jogador mais talentoso em campo a estar na origem da maior ocasião de golo do primeiro tempo, estavam decorridos 19 minutos. Luka Modrić, o "culpado" do pico de emoção em Viena, esgueirou-se pelo lado direito da área turca, antes de cruzar na perfeição para Ivica Olić, que fez o mais difícil, ao acertar na barra quando estava a pouco mais de um metro da linha de golo. O "excesso" de pontaria do avançado croata encerrou quase por completo o capítulo perigo até ao intervalo, excepção feita a um potente remate de longa distância assinado por Mehmet Topal, que chegou a assustar o guarda-redes croata Stipe Pletikosa.
Quem esperava uma segunda parte mais movimentada não demorou muito tempo para perceber que o cenários dos primeiros 45 minutos estava destinado a imperar. O guardião turco Rüştü Reçber ainda proporcionou um momento de emoção aos 50 minutos, quando uma sua hesitação quase resultou num golo de Olić, mas Modrić parecia mesmo ser o único com capacidade para "agitar as águas". A sua deliciosa assistência para Niko Kranjčar, aos 57 minutos, foi concluída com um remate fraco e à figura do guardião Rüştü Reçber.
Revelando quase sempre maior capacidade para chegar à baliza contrária, a Croácia pode queixar-se da falta de inspiração de Rakitić, que, aos 70 minutos, tabelou bem com Olić, antes de disparar muito por cima da barra quando estavam em boa posição. E se a partida já estava "morna", o avançar do cronómetro foi refreando ainda mais o ímpeto das duas equipas, face ao receio de sofrer um potencialmente fatal golo. No entanto, a Croácia esteve prestes a resolver a questão a seis minutos dos 90, quando Rüştü fez a defesa da noite, em resposta a um livre directo cobrado com precisão por Srna. E quando Olić voltou a não conseguir bater Rüştü em cima do minuto 90, na sequência de mais um cruzamento mortífero de Modrić, já não havia forma de evitar o prolongamento.
Tuncay Şanlı obrigou Pletikosa a mostrar toda a sua atenção aos 95 minutos, cinco antes de Semih Şentürk rematar ligeiramente por cima da barra. Os jogadores croatas acusaram mais cedo o cansaço e começaram a sentir dificuldades para fazer face ao domínio turco a meio-campo, com Tuncay a errar por muito pouco o alvo aos 102 minutos. O suplente Ivan Klasnić parecia destinado a ser o herói da partida quando fez o 1-0 para a Croácia aos 119 minutos, cabeceando para golo após um centro de Modrić, mas Semih Şentürk respondeu já em tempo de compensação com um excelente remate de pé esquerdo, dando origem à lotaria dos penalties. E quis o destino que fosse Modrić a tentar e falhar a primeira conversão, atirando para fora, antes de Rakitić fazer o mesmo e Mladen Petrić permitir a defesa de Rüştü. Estavam lançadas a festa turca e o desespero croata.

(Fonte: UEFA)

19 junho 2008

Famosa cantora transexual turca acusada de desvirtuar o Exército


Um tribunal de Istambul começou a julgar nesta quarta-feira Bülent Ersoy, a cantora transexual turca acusada de ter causado danos ao prestígio do Exército por ter afirmado na televisão que se tivesse tido um filho, nunca o teria deixado cumprir o serviço militar.
"Se tivesse tido um filho, imaginam se eu o levaria ao túmulo porque alguém sentado na outra ponta de uma mesa diz: 'deve fazer isso'?", declarou a artista no final de Fevereiro, em plena operação do Exército turco contra as bases dos rebeldes curdos no norte do Iraque.
"Não sou mãe e nunca serei. Mas sou um ser humano e levá-los ao túmulo...", prosseguiu a cantora num programa de entretenimento, antes de classificar de "cliché" enganoso o lema "os mártires são imortais, a pátria é indivisível" entoado na Turquia nos funerais dos militares.
Bulent Ersoy, de 56 anos, pode ser condenada a até três anos de prisão, com base no artigo 318 do código penal turco, que estipula o crime de "dissuadir do serviço militar através da imprensa".
Bülent Ersoy é uma cantora muito famosa e respeitada na Turquia.

(Fonte: AFP)

Volkan Demirel suspenso por dois jogos


A UEFA castigou Volkan Demirel com dois jogos de suspensão na sequência da expulsão do guarda-redes frente à República Checa no final da reviravolta épica que colocou a Turquia nos quartos-de-final do Euro 2008.
A Turquia perde assim o seu guarda-redes para o jogo dos quartos-de-final com a Croácia, bem como para a meia-final, se a equipa se apurar. O lugar na baliza deve ser ocupado pelo veterano Rüştü Reçber.
A UEFA aplicou ainda uma multa de 27190 euros à Federação turca, por conduta imprópria dos adeptos, jogadores e "staff" da equipa.

(Fonte: Mais Futebol)

Duas pessoas sofreram um enfarte durante o último jogo da selecção turca

O cardiologista Kaan Kıralı, do Hospital Koşuyolu, em Istambul, recomendou às pessoas com problemas cardíacos que não acompanhem os jogos da selecção turca no Euro 2008, informou nesta quarta-feira o jornal "Sabah". O doutor Kıralı fez essa recomendação em virtude de duas pessoas terem morrido de enfarte durante o jogo entre a República Checa e a Tuquia que esta venceu por 3-2. "Àqueles que não conseguem controlar a emoção, recomendo que procurem outra forma de saber o resultado, sem terem de acompanhar o jogo na televisão", disse o cardiologista turco. Em todo caso, para as pessoas com problemas cardíacos que vão ver o jogo apesar de todas as contra-indicações, o doutor Kıralı recomendou que acompanhem o jogo com um comprimido contra o enfarte sob a língua, para que possam tomá-lo imediatamente caso haja uma crise.

(Fonte: Globo)

18 junho 2008

Erdoğan quis a camisola de Nihat Kahveci

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, mal terminou o jogo da Turquia contra a República Checa fez saber que queria a camisola do jogador Nihat Kahveci e recebeu-a depois das mãos do Ministro do Desporto.

Espírito turco recompensado

Num dos mais dramáticos finais de jogos de Campeonatos da Europa, a Turquia recuperou de uma desvantagem de dois golos e venceu a República Checa, por 3-2, garantindo a qualificação para os quartos-de-final de Viena ante a Croácia.
Reis das reviravoltasFoi a segunda vez que a selecção turca teve de recuperar de um resultado negativo neste torneio e, após 18 jogos, é a única equipa que se pode gabar desse feito. As estatísticas podem dizer muito sobre o evoluir de um jogo de futebol, mas a crença e a coragem são muito difíceis de medir numa formação que nunca se dá como vencida. E enquanto os checos vão continuar a perguntar como foi possível desperdiçar uma vantagem de dois golos, o registo turco de cinco remates nos últimos 15 minutos - incluindo três à baliza e, claro, dois golos - mostra quem é que acabou o jogo mais forte.
Para tornar o dramatismo ainda maior, a Turquia terminou o jogo com o avançado Tuncay Şanlı, que fez mais remates do que qualquer outro jogador, a assumir a posição de guarda-redes, depois da expulsão de Volkan Demirel - apenas o segundo cartão vermelho deste EURO 2008.
A questão de quem se juntaria a Portugal no lote de apurados do Grupo A parecia estar definida ao minuto 74, quando a República Checa vencia por 2-0, graças a golos de Jan Koller e Jaroslav Plašil. No entanto, o tento de Arda Turan, após um cruzamento desviado de Hamit Altintop, lançou a incerteza no jogo de Genebra. Foi a primeira de três assistências para golo feitas pelo lateral-direito turco, muito embora no segundo lance uma intervenção falhada de Petr Čech tenha sido fundamental para o empate, obtido por Nihat Kahveci. E apenas dois minutos depois, o avançado do Villarreal CF isolou-se após excelente passe de Hamit e castigou ainda mais Čech com um golo simplesmente sensacional.
Os checos tinham dominado a primeira parte, conseguindo dez remates, dois dos quais à baliza. A estratégia de cruzar bolas para o gigante Koller deu frutos e a Turquia, apesar de ter tido mais tempo de posse de bola, conseguiu apenas metade dos remates: cinco, um dos quais à baliza de Čech.
A entrada, ao intervalo, do extremo-direito Sabri Sarıoğlu animou o ataque turco e foi a equipa de Fatih Terim que passou a criar mais perigo pelos flancos. No entanto, foram os checos a ampliar a vantagem, contra a corrente de jogo, mas numa análise final não se pode dizer que a vitória lhes tenha sido roubada. Afinal, a Turquia acabou o jogo com mais posse de bola (57 contra 43 por cento), mais cantos (seis contra dois), mais remates (8/5 bem enquadrados e 16/14 para fora) e com os jogadores que mais correram e melhor passaram. Arda foi quem correu mais - 11.34 quilómetros -, conseguindo ainda o melhor registo de passes bem-sucedidos, num total de 86 por cento, enquanto Hamit e o defesa esquerdo Hakan Balta se seguiram nestas duas categorias.

(Fonte: UEFA)

Rali da Turquia: Armindo Araújo em quinto do P-WRC

A odisseia turca acabou por terminar de forma satisfatória para Armindo Araújo, que no último dia conseguiu subir mais dois lugares e chegar à quinta posição, o que lhe permite somar mais quatro pontos para o campeonato. Esse é sem dúvida o facto mais positivo, num rali marcado por vários problemas, que impediram o piloto da Mitsubishi de lutar pelos lugares do pódio.
A meta traçada para o último dia do Rali da Turquia consistia em tentar ganhar posições. Só que logo na primeira especial voltaram a surgir problemas com os amortecedores. "Queríamos recuperar lugares, mas logo na fase inicial do troço grande começámos a ter problemas com os amortecedores e tivemos que dosear o andamento. Este é um campeonato cheio de imprevistos e é muito importante terminar as corridas. Desde o momento em que percebemos que não tínhamos condições para discutir a vitória, optámos por não cometer erros infantis e conseguimos chegar ao top five e somar quatro importantes pontos", referiu no final.
O balanço final acaba por ser positivo só pelos pontos, que permitiram que Armindo Araújo subisse ao quarto lugar do campeonato. "Sinto que era possível ter feito mais, mas os problemas impediram-nos de imprimir o nosso ritmo. Nunca baixámos os braços e penso que fizemos um resultado positivo, que me permite ter a meio do campeonato mais pontos do que em toda a temporada passada", acrescentou.
O piloto da Mitsubishi cumpriu apenas três das seis provas do seu calendário, pelo que está em boa posição de lutar pelos primeiros lugares do campeonato. "Temos 12 pontos e agora vamos trabalhar durante estes dois meses para chegarmos bem preparados à Nova Zelândia, prova de que gosto bastante e onde no ano passado comandei de forma algo tranquila até perder muito tempo com problemas com um diferencial. Espero este ano poder lutar de novo pela vitória", disse a finalizar Armindo Araújo.
Quanto à geral, a Ford dominou a prova com Mikko Hirvonen a vencer à frente do seu colega de equipa Jari Matti Latvala, que numa primeira fase atrasaram-se deliberadamente para que fosse Sebastien Loeb a limpar os troços. O piloto da Citroen fechou as contas do pódio com o terceiro lugar final e perdeu a liderança do mundial, ficando a três pontos de Hirvonen.

Classificação geral do Rali da Turquia: 1º Mikko Hirvonen - Ford Focus WRC08 - 4h42m07,1s 2º Jari Matti Latvala - Ford Focus WRC08 a 7,9s 3º Sebastien Loeb - Citroen C4 WRC a 25,7s 4º Dani Sordo - Citroen C4 WRC a 2m25,6s 5º Henning Solberg - Ford Focus WRC08 a 2m33,7s 6º Petter Solberg - Subaru Impreza WRC2008 a 2m48,2s 7º Matthew Wilson - Ford Focus WRC08 a 4m24,2s 8º Conrad Rautenbach - Citroen C4 WRC a 7m46,7s 9º Federico Villagra - Ford Focus WRC07 a 9m34,1s 10º Barry Clark - Ford Focus WRC07 a 14m48,8s

Classificação Final do PWRC: 1º Andreas Aigner/Klaus Wicha - Mitsubishi Lancer Evo IX com 5h02m21,6s 2º Patrik Sandell/Emil Axelsson - Peugeot 207 S2000 a 48,7s 3º Mirco Baldacci/Giovanni Agnese - Mitsubishi Lancer Evo IX a 3m01,0s ... 5º Armindo Araújo/Miguel Ramalho - Mitsubishi Lancer Evo IX a 6m23,6s

(Fonte: Autoportal)

Turquia espera que a França seja "justa" no processo de adesão à UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan, disse acreditar que a presidência francesa da União Europeia (UE), que começa em Junho, será "justa e imparcial" com o processo de adesão da Turquia à UE, que esta terça-feira avançou com a abertura de dois novos capítulos.
Babacan deu ontem uma conferência de imprensa conjunta com o actual presidente rotativo da UE, o Esloveno Dimitrij Rupel, após a realização de um Conselho de Associação no qual se decidiu abrir negociações nos capítulos da legislação empresarial e propriedade intelectual.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que substituirá o esloveno a 1 de Julho na presidência rotativa da UE, é totalmente contrário à entrada da Turquia na União.
Babacan, por isso, espera que "a presidência francesa seja justa, imparcial e transparente, como foi garantido em diversas ocasiões", e que o seu processo de adesão, iniciado em 2005, avance durante este período.
Por seu lado, Rupel lembrou aos Turcos que a União Europeia "está longe de ser uma organização simples", numa referência à recusa dos Irlandeses em aprovar o Tratado de Lisboa, mas insistiu que o desejo de Bruxelas é de que a Turquia "entre no bloco assim que seja possível".
A rejeição em referendo do Tratado de Lisboa reavivou os receios dos países que desejam entrar na UE de que os processos de alargamento do bloco sejam paralisados.
Até à data, foram abertos 10 dos 35 capítulos sobre as áreas nas quais é necessário adaptar a legislação nacional turca à comunitária. No entanto, em 2006, a UE congelou as negociações em oito capítulos face à recusa da Turquia em garantir aos navios e aviões greco-cipriotas acesso aos respectivos portos e aeroportos.

(Fonte: Diário Digital)

A vitória inesquecível da Turquia


O Campeonato Europeu de Futebol viveu um daqueles momentos que não passa pela cabeça de ninguém, um jogo impróprio para cardíacos, um daqueles momentos de futebol que deixa meio estádio num pranto e a outra metade com uma vontade incontrolável de saltar para a relva e celebrar com os seus heróis.
“Os detalhes são a única coisa que interessa”, disse um dia Oscar Wilde. O Euro ganhou o dia.
O Turquia-República Checa foi morno. O Turquia-República Checa foi o jogo mais quente e entusiasmante do mundo. Os Checos mereciam ter ganho ou não havia como tirar esta vitória aos Turcos? Os melhores guarda-redes do mundo também são humanos ou será que os jogadores é que têm o poder de se transformarem em deuses?
Quando aos 34 minutos o jogador mais alto do Europeu, no alto dos seus 2,02 metros, marcou o primeiro golo da noite, o encontro era apenas isso. Genebra assistia a um jogo frio, sem técnica e onde o único rasgo individual era o efeito centímetros de um jogador que, perto dos Turcos liliputianos, parecia um Gulliver mandão.
No preciso momento em que Grygera recebeu a bola no corredor direito e, lesto, avançou no terreno, percebeu-se que só havia uma coisa a fazer. Faz parte dos manuais. Sempre que uma equipa tiver no seu plantel o jogador mais alto de um torneio e sempre que esse jogador estiver em campo e a ganhar todas as bolas que há para ganhar, é na direcção dele que o jogo tem que continuar a evoluir. E assim foi. O centro nem sequer saiu muito tenso do pé do lateral-direito, mas a bola foi ter direitinha à cabeça rapada. Gunkor e Cetin estavam lá. Era como se não estivessem.
Mas essa história estava ainda no prefácio. As surpresas, os momentos de glória e de desespero estavam todos guardados para uma segunda parte que ficará na história da competição pelos bons e pelos maus momentos – tudo depende da perspectiva. Começou em Fatih Terim, que, sem nada a perder, lançou Sabri e Kazim Kazim para tentar aumentar as probabilidades lá na frente.
A espaços, parecia consegui-lo. A espaços, eram os Checos que queriam mais. Era Koller, que só não marcou porque não tem os pés tão calibrados como a cabeça. Era Plasil, que passou por entre a chuva para gelar metade do estádio (a bola viajou da direita para a zona Koller, mas este encolheu-se e deixou para a segunda vaga). Faltava sensivelmente meia hora para o jogo acabar. E apenas os Turcos acreditavam que o milagre dos golos pudesse bater-lhes à porta novamente.
Como tinha acontecido no Suíça-Turquia – como tem, aliás, acontecido um pouco por todo o Europeu –, voltou a chover. Como tinha acontecido no jogo anterior, Arda Turam voltou a marcar um golo de emergência, transmitindo aos adeptos um sentimento de esperança que se propagou aos seus colegas de equipa. A Turquia estava agora em todo o lado. A República Checa, encolhida, esperava pelo apito final. No centro de Dublin está uma frase do sindicalista Jim Larkin cravada numa pedra. “Os grandes parecem grandes porque estamos de joelhos. Levantemo-nos”.
Entretanto, a Turquia já se reerguera. Os Checos vão à frente? Já não. Centro largo da direita. Esta é de Petr Cech, um dos melhores guarda-redes do mundo. Não, é de Nihat Kahveci, um dos guerreiros da última investida turca. A bola escapou a Cech e quis cair aos pés de quem a merecia. Empate. Vamos estrear as grandes penalidades. Vai um Panenka? E porque não outro Nihat? Até então desesperado, o estádio enlouqueceu com um pontapé demolidor de fora da área. Festa digna de um verdadeiro campeão da Europa nas bancadas.
Pouco depois, Demirel foi expulso (por suposta agressão ao jogador mais alto do Europeu, que se despenhou). Tuncay pegou nas suas luvas, no seu escudo e esperou pelo inimigo. Se o duelo seguisse para penáltis, estaria lá um bravo turco para os deter.

(Fonte: Público)

17 junho 2008

Metro do Porto recebeu prémio em Istambul


O Metro do Porto recebeu na passada sexta-feira, dia 13, o Light Rail Award/2008, galardão atribuído pela União Internacional de Transportes Públicos (UITP) para distinguir a criatividade e o design dos sistemas de metro ligeiro de todo o mundo.
O prémio foi entregue numa cerimónia realizada em Istambul, Turquia, no encerramento de uma conferência internacional sobre metros ligeiros.
A empresa portuguesa foi representada pelo administrador-executivo Jorge Moreno Delgado.
O galardão, segundo fonte da Metro do Porto, distingue "a forma integrada como o projecto foi concebido e construído, assente em princípios de acessibilidade, design e informação aos clientes", bem como pela componente de comunicação.
A avaliação feita pelos responsáveis da UITP destaca a integração e renovação do território, através da harmonização entre centros históricos e meios urbanos modernos, bem como a arquitectura, o design e a identidade da rede e das estações.
Neste aspecto, é destacado o facto de a quase totalidade das 14 estações subterrâneas receberem luz solar directa, mesmo as que se encontram a mais de 25 metros de profundidade.
Na componente operacional, a UITP valorizou a sinalética e a qualidade da informação ao público, mas também a programação artística e cultural regular que está disponível na rede do Metro do Porto.
A capacidade para atrair novos públicos e novos clientes através de uma permanente adequação à procura em ocasiões especiais, como jogos de futebol ou concertos, foi também destacada.
Estas qualidades do Metro do Porto valeram-lhe a distinção, tendo sido escolhido entre mais de uma centena de sistemas de metro ligeiro de todo o mundo.
Com cinco anos e meio de actividade, o Metro do Porto possui cinco linhas, num total de 70 estações.
A mais recente extensão da rede ocorreu em meados de Maio, com a inauguração da estação D. João II, que passou a ser o final da Linha Amarela. Esta linha faz a ligação entre a Avenida da República, em Gaia, ao Hospital S. João, no Porto.
As restantes quatro linhas da rede têm um troço comum entre o Estádio do Dragão e a Trindade, seguindo depois para Matosinhos (Azul), Póvoa de Varzim (Vermelha), Maia (Verde) e Aeroporto Sá Carneiro (Violeta).
A UITP, sedeada em Bruxelas, tem mais de três mil membros em cerca de 100 países de todos os continentes.

(Fonte: Lusa/Visão)

16 junho 2008

Fatih Terim: "A Europa do futebol não vai esquecer esta Turquia"

O seleccionador da Turquia garantiu este Domingo que a Europa não vai esquecer tão cedo a sua equipa, depois da sensacional reviravolta no jogo com a República Checa (3-2) que abriu as portas dos quartos-de-final à Turquia.
"Envio uma mensagem ao país: saiam para a rua, vão festejar esta vitória, saboreiem o momento", começou por destacar o feliz treinador. "Disse depois da vitória sobre a Suíça que se iam recordar de nós. Volto a dizê-lo hoje. A Europa do futebol vai recordar-se desta equipa", acrescentou o moralizado técnico.
A Turquia esteve a perder por 0-2, em Genebra, mas virou o resultado com três golos nos últimos 15 minutos. "Durante a minha carreira sempre fui um lutador. Nunca baixei os braços, mesmo quando o resultado é desfavorável. Pelos vistos, os meus jogadores gostam de finais de jogos dramáticos", referiu ainda.
Volkan Demirel, guarda-redes da Turquia, foi expulso já no período de descontos depois de empurrar Koller, uma atitude reprovada por Terim. "Não aprovo o que ele fez. Ele tinha de aguentar os nervos. Ele empurrou o Koller e não posso estar de acordo com o que ele fez. O árbitro agiu bem", destacou o seleccionador turco.

Turquia está nos quartos-de-final


A Turquia apurou-se para os quartos-de-final do EURO 2008, ao vencer a República Checa por 3-2. Num jogo que começou nervoso e algo morno, os minutos finais foram verdadeiramente impróprios para cardíacos, com os Turcos a recuperarem sensacionalmente de uma desvantagem de 2-0. Nihat Kahveci foi o herói da partida.
As duas equipas começaram com um ritmo lento, com a ansiedade a tomar conta dos movimentos e a restringir a capacidade ofensiva de ambos os lados. O risco foi praticamente inexistente no primeiro quarto-de-hora. O minuto 16 trouxe os primeiros momentos de emoção, com dois remates de longa distância, um para cada equipa. Primeiro foi Tuncay Şanlı a disparar rente ao poste esquerdo da baliza de Petr Čech. Depois foi Marek Matějovský a obrigar Volkan Demirel a aplicar-se. Aos 22 foi a vez de Marek Jankulovski fugir pela esquerda e centrar para Libor Sionko, que de pronto serviu Jan Koller no meio, mas Servet Çetin cortou no último momento, evitando o golo checo.
Depois do início tenso e bastante táctico, as equipas começaram a abrir mais o seu jogo e a arriscar um pouco nesta fase, embora sem grande clarividência de parte a parte. Mas a República Checa era a melhor formação em campo, pelo que o golo acabou por surgir com naturalidade e pelo homem que estava a dar mais trabalho à defesa turca. Zdeněk Grygera fugiu pela direita e centrou com conta, peso e medida para a cabeça de Jan Koller, que fez o golo, apesar de Demirel ainda ter tocado na bola. Estava feito o primeiro da partida, obrigando a Turquia a subir no terreno. Mas a única coisa que aconteceu foi os checos passarem a ter mais espaço para contra-atacarem, com Koller a alvejar a baliza à mínima oportunidade. Não houve golos até ao intervalo, pelo que o destaque foi para a lesão de Matějovský aos 39 minutos, que obrigou à sua saída para entrada de David Jarolím.
No segundo tempo, Fatih Terim fez sair Semih Şentürk para a entrada de Sabri Sarıoğlu, e o futebol turco mudou por completo. A equipa começou a jogar pelas faixas laterais, em grande velocidade, e a criar problemas à defensiva checa. Aos 53 minutos, Tuncay Şanlı colocou o adversário em sentido, ao acorrer a um centro da esquerda e a cabecear para grande defesa de Čech. Nesta altura estava completamente lançada no ataque. Curiosamente, à passagem da hora de jogo, foi a República Checa a criar um dos melhores lances do jogo, com Koller a correr isolado quase 40 metros, mas a rematar ao lado quando tinha tudo para facturar. Um aviso que se converteria em golo no lance seguinte.
Sionko fugiu pela direita centrou para o segundo poste, onde apareceu Jaroslav Plašil a empurrar com o pé esquerdo para o 2-0. A Turquia, que entrara a todo o gás na etapa complementar, via-se praticamente arredada dos quartos-de-final, ainda com meia-hora para jogar. Em vez de serem os Turcos a reagir, a verdade é que o segundo tento virou a partida, com os Checos a aproximarem-se diversas vezes da baliza contrária com grande perigo. Aos 70 minutos, Jan Polák rematou ao poste esquerdo da baliza de Demirel, mas a emoção ainda não tinha terminado e, aos 74 minutos, Ardan Turan marcou o seu segundo golo na competição, o 2-1, com um remate do lado esquerdo da grande área, que relançou a esperança nas hostes turcas.
Os comandados de Terim lançaram-se numa avalancha ofensiva, com a defesa checa em grandes dificuldades para afastar os inúmeros cruzamentos contrários e o meio-campo a não segurar a bola para lançar contra-golpes. Aos 81 minutos, Servet Çetin falhou por centímetros o cabeceamento na pequena área, após centro da esquerda. Até que aos 87 surgiu o empate, quando poucos o esperavam, e devido a um erro da grande figura dos checos, Petr Čech. Hamit Altıntop centrou da direita, o guardião do Chelsea FC largou a bola e Nihat Kahveci empurrou para a baliza deserta, fazendo o 2-2. Caia o espectro das grandes penalidades nesta partida, mas Nihat acabaria por apurar a Turquia, ao fugir à marcação da defesa contrária, ficando isolado. O jogador não desperdiçou a oportunidade, ao minuto 89, e fez o 3-0.
Nos derradeiros momentos, a República Checa ainda pressionou, mas não conseguiu marcar, apesar da expulsão de Demirel aos 92 minutos, devido a um empurrão a Koller na grande área. Como o jogo estava parado não houve lugar à marcação de penalti, pelo que os turcos passaram aos quartos-de-final, onde vão defrontar a Croácia.

(Fonte: UEFA)

15 junho 2008

Hino da Selecção Turca (Euro 2008)

Turquia vai lutar pela sobrevivência no Euro frente à República Checa


Quando hoje as selecções da República Checa e da Turquia entrarem lado a lado em campo, no Estádio de Genebra, na Suíça, as duas equipas escorraçadas para segundo plano depois dos confrontos com Portugal vão querer evitar algo histórico. São ambas almas gémeas, com um destino traçado sob a mesma régua e esquadro.O drama vai estar lá, nos rostos dos jogadores. A vitória é a única salvação possível. Ou até não. Turquia e República Checa estão iguais em tudo: têm ambas três pontos no Grupo A, marcaram dois golos e sofreram três nos dois encontros já disputados. E caso o jogo acabe empatado, qualquer que seja o número de golos, Turcos e Checos vão disputar o segundo lugar através da marcação de grandes penalidades - o que seria a primeira vez na história dos campeonatos da Europa. Na verdade, a Turquia não estaria a equacionar este cenário caso o golo de Arda frente à Suíça não tivesse existido. Foi um tiro formidável, já nos descontos, que derrotou os Suíços por 2-1. Esta vitória permite aos Turcos empatar com a República Checa e levar o jogo a penáltis. Já os Checos têm a lamentar o golo de Quaresma, sofrido já no tempo de compensação.Mas isto são histórias passadas. Com Portugal já apurado - a selecção de Scolari derrotou a Turquia no jogo inaugural do grupo, por 2-0, e impôs nova derrota à República Checa, por 3-1 -, o segundo lugar permitirá a passagem aos quartos-de-final e confronto já marcado com a Croácia, primeira classificada do Grupo B, à frente deAlemanha, Áustria e Polónia. Com os dados lançados, o avançado turco que derrotou a Suíça, Arda Turan, não se importa de derrotar os checos nos penáltis. "A nossa missão é terminar o jogo nos 90 minutos. Se não conseguirmos, será um momento diferente e interessante no Europeu", contou, apreensivo com o jogo táctico da selecção de Karel Brückner. "Eles jogam com um grau de disciplina muito alto. Nunca desistem das posições tácticas, mas nós temos jogadores com qualidade técnica que podem desarmar esse estilo, essa disciplina. Se nos concentrarmos e mostrarmos do que somos capazes em campo, vamos ganhar o jogo. O mais importante é a maneira como o fazemos", disse, lembrando o jogo anterior com a Suíça. "Começámos bem o encontro, mas a chuva torrencial tornou tudo mais difícil. Nós somos mais tecnicistas, mas tivemos de jogar mais directo devido ao campo estar muito escorregadio", afirmou. E lembrou o recado do seleccionador Terim: "Ele disse, 'Vocês merecem estar nesta competição. E conseguem alcançar esse objectivo. Acredito em todos vocês".

(Fonte: Público)

República Checa quer vencer a Turquia nos 90 minutos

O seleccionador checo, Karel Bruckner, não quer nem pensar na possibilidade de o encontro de hoje frente à Turquia ser resolvido apenas nos penáltis, mostrando-se esperançado que a sua equipa consiga vencer nos 90 minutos regulamentares e garantir, assim, o apuramento para os quartos-de-final do Europeu. "O desempate por grandes penalidades é um último recurso. Falaremos disso depois. Ainda nem falei disso com os jogadores e espero que não tenhamos necessidade de lá chegar para ganharmos", afirmou o veterano técnico na antevisão do embate deste Domingo. A formação checa abdicou do treino no Stade de Genève, palco do encontro, preferindo continuar o trabalho em Seefeld, pois Karel Bruckner considerou que não seria útil uma nova deslocação a Genebra para treinar no estádio que já conhecem, pois foi ali que se realizou o jogo com Portugal. "Não quis fatigar os jogadores com deslocações inúteis. Amanhã, pela primeira vez nesta competição, vamos jogar às 20:45 [19:45 em Lisboa]. Isso dá-me um pouco mais de tempo, que vou tentar aproveitar o melhor possível, particularmente na preparação táctica", adiantou o seleccionador, que se recusou a revelar se vai fazer mudanças na equipa. "Apenas posso dizer que queremos vencer a Turquia e qualificar-nos. Temos de melhorar, tanto a nível defensivo como ofensivo, em relação aos dois jogos anteriores. Temos de estar melhor do que frente a Portugal, isso é certo", concluiu Bruckner.

(Fonte: Record)

14 junho 2008

Rali da Turquia: Armindo Araújo subiu três lugares

Se ontem havia sido a suspensão a causar problemas a Armindo Araújo, o segundo dia do Rali da Turquia também não foi fácil para o piloto português, embora tenha conseguido subir três lugares, estando já em sétimo do PWRC. Para amanhã a meta é tentar ganhar mais lugares e o tetra-campeão nacional promete não baixar os braços.
O objectivo do piloto da Mitsubishi Motors para hoje era ganhar posições, mas o diferencial dianteiro cedeu a meio da primeira especial, pelo que foi troço e meio feito nestas condições, para além de que na segunda classificativa o Português perdeu tempo no pó de Martin Rauam. "Vinha num ritmo muito bom, mas fiquei apenas com tracção traseira, o que me fez perder algum tempo. Logo a seguir, para nosso azar fiz 12 quilómetros atrás do Rauam que vinha com problemas. Nestas serras e com este pó foram muitos segundos perdidos", disse Armindo Araújo. Da parte da tarde as coisas pareciam correr melhor, mas a falta de sorte voltou a estar com o tetra-campeão nacional. "Era possível estarmos nesta altura a lutar pelo pódio, mas primeiro apanhei o Arai com o carro em chamas e no último troço a sério todo o sistema da caixa de direcção se desapertou, pelo que para as rodas virarem 10 centímetros tinha que dar uma volta completa ao volante. Cerca de 20 quilómetros assim fizeram-nos perder muito tempo", afirmou ainda.
Para amanhã, o piloto Português procura subir na classificação: "O último dia tem um troço de mais de 30 quilómetros feito por duas vezes e vamos atacar para tentar subir pelo menos um lugar. Acho que vai ser possível, e se a sorte não nos virar as costas até pode dar para um pouco mais, pois este campeonato é fértil em surpresas e nunca podemos baixar os braços", concluiu o piloto da Mitsubishi Motors.

Classificação do PWRC após o 2º Dia: 1º Andreas Aigner/Klaus Wicha - Mitsubishi Lancer Evo IX com 4h03m16,8s 2º Patrik Sandell/Emil Axelsson - Peugeot 207 S2000 a 1m19,9s 3º Mirco Baldacci/Giovanni Agnese - Mitsubishi Lancer Evo IX a 4m07,5s ... 7º Armindo Araújo/Miguel Ramalho - Mitsubishi Lancer Evo IX a 6m19,8s

(Fonte: Autoportal)