15 junho 2008

Hino da Selecção Turca (Euro 2008)

Turquia vai lutar pela sobrevivência no Euro frente à República Checa


Quando hoje as selecções da República Checa e da Turquia entrarem lado a lado em campo, no Estádio de Genebra, na Suíça, as duas equipas escorraçadas para segundo plano depois dos confrontos com Portugal vão querer evitar algo histórico. São ambas almas gémeas, com um destino traçado sob a mesma régua e esquadro.O drama vai estar lá, nos rostos dos jogadores. A vitória é a única salvação possível. Ou até não. Turquia e República Checa estão iguais em tudo: têm ambas três pontos no Grupo A, marcaram dois golos e sofreram três nos dois encontros já disputados. E caso o jogo acabe empatado, qualquer que seja o número de golos, Turcos e Checos vão disputar o segundo lugar através da marcação de grandes penalidades - o que seria a primeira vez na história dos campeonatos da Europa. Na verdade, a Turquia não estaria a equacionar este cenário caso o golo de Arda frente à Suíça não tivesse existido. Foi um tiro formidável, já nos descontos, que derrotou os Suíços por 2-1. Esta vitória permite aos Turcos empatar com a República Checa e levar o jogo a penáltis. Já os Checos têm a lamentar o golo de Quaresma, sofrido já no tempo de compensação.Mas isto são histórias passadas. Com Portugal já apurado - a selecção de Scolari derrotou a Turquia no jogo inaugural do grupo, por 2-0, e impôs nova derrota à República Checa, por 3-1 -, o segundo lugar permitirá a passagem aos quartos-de-final e confronto já marcado com a Croácia, primeira classificada do Grupo B, à frente deAlemanha, Áustria e Polónia. Com os dados lançados, o avançado turco que derrotou a Suíça, Arda Turan, não se importa de derrotar os checos nos penáltis. "A nossa missão é terminar o jogo nos 90 minutos. Se não conseguirmos, será um momento diferente e interessante no Europeu", contou, apreensivo com o jogo táctico da selecção de Karel Brückner. "Eles jogam com um grau de disciplina muito alto. Nunca desistem das posições tácticas, mas nós temos jogadores com qualidade técnica que podem desarmar esse estilo, essa disciplina. Se nos concentrarmos e mostrarmos do que somos capazes em campo, vamos ganhar o jogo. O mais importante é a maneira como o fazemos", disse, lembrando o jogo anterior com a Suíça. "Começámos bem o encontro, mas a chuva torrencial tornou tudo mais difícil. Nós somos mais tecnicistas, mas tivemos de jogar mais directo devido ao campo estar muito escorregadio", afirmou. E lembrou o recado do seleccionador Terim: "Ele disse, 'Vocês merecem estar nesta competição. E conseguem alcançar esse objectivo. Acredito em todos vocês".

(Fonte: Público)

República Checa quer vencer a Turquia nos 90 minutos

O seleccionador checo, Karel Bruckner, não quer nem pensar na possibilidade de o encontro de hoje frente à Turquia ser resolvido apenas nos penáltis, mostrando-se esperançado que a sua equipa consiga vencer nos 90 minutos regulamentares e garantir, assim, o apuramento para os quartos-de-final do Europeu. "O desempate por grandes penalidades é um último recurso. Falaremos disso depois. Ainda nem falei disso com os jogadores e espero que não tenhamos necessidade de lá chegar para ganharmos", afirmou o veterano técnico na antevisão do embate deste Domingo. A formação checa abdicou do treino no Stade de Genève, palco do encontro, preferindo continuar o trabalho em Seefeld, pois Karel Bruckner considerou que não seria útil uma nova deslocação a Genebra para treinar no estádio que já conhecem, pois foi ali que se realizou o jogo com Portugal. "Não quis fatigar os jogadores com deslocações inúteis. Amanhã, pela primeira vez nesta competição, vamos jogar às 20:45 [19:45 em Lisboa]. Isso dá-me um pouco mais de tempo, que vou tentar aproveitar o melhor possível, particularmente na preparação táctica", adiantou o seleccionador, que se recusou a revelar se vai fazer mudanças na equipa. "Apenas posso dizer que queremos vencer a Turquia e qualificar-nos. Temos de melhorar, tanto a nível defensivo como ofensivo, em relação aos dois jogos anteriores. Temos de estar melhor do que frente a Portugal, isso é certo", concluiu Bruckner.

(Fonte: Record)

14 junho 2008

Rali da Turquia: Armindo Araújo subiu três lugares

Se ontem havia sido a suspensão a causar problemas a Armindo Araújo, o segundo dia do Rali da Turquia também não foi fácil para o piloto português, embora tenha conseguido subir três lugares, estando já em sétimo do PWRC. Para amanhã a meta é tentar ganhar mais lugares e o tetra-campeão nacional promete não baixar os braços.
O objectivo do piloto da Mitsubishi Motors para hoje era ganhar posições, mas o diferencial dianteiro cedeu a meio da primeira especial, pelo que foi troço e meio feito nestas condições, para além de que na segunda classificativa o Português perdeu tempo no pó de Martin Rauam. "Vinha num ritmo muito bom, mas fiquei apenas com tracção traseira, o que me fez perder algum tempo. Logo a seguir, para nosso azar fiz 12 quilómetros atrás do Rauam que vinha com problemas. Nestas serras e com este pó foram muitos segundos perdidos", disse Armindo Araújo. Da parte da tarde as coisas pareciam correr melhor, mas a falta de sorte voltou a estar com o tetra-campeão nacional. "Era possível estarmos nesta altura a lutar pelo pódio, mas primeiro apanhei o Arai com o carro em chamas e no último troço a sério todo o sistema da caixa de direcção se desapertou, pelo que para as rodas virarem 10 centímetros tinha que dar uma volta completa ao volante. Cerca de 20 quilómetros assim fizeram-nos perder muito tempo", afirmou ainda.
Para amanhã, o piloto Português procura subir na classificação: "O último dia tem um troço de mais de 30 quilómetros feito por duas vezes e vamos atacar para tentar subir pelo menos um lugar. Acho que vai ser possível, e se a sorte não nos virar as costas até pode dar para um pouco mais, pois este campeonato é fértil em surpresas e nunca podemos baixar os braços", concluiu o piloto da Mitsubishi Motors.

Classificação do PWRC após o 2º Dia: 1º Andreas Aigner/Klaus Wicha - Mitsubishi Lancer Evo IX com 4h03m16,8s 2º Patrik Sandell/Emil Axelsson - Peugeot 207 S2000 a 1m19,9s 3º Mirco Baldacci/Giovanni Agnese - Mitsubishi Lancer Evo IX a 4m07,5s ... 7º Armindo Araújo/Miguel Ramalho - Mitsubishi Lancer Evo IX a 6m19,8s

(Fonte: Autoportal)

Rali da Turquia: Bernardo Sousa abandona após acidente com espectador

Um acidente envolvendo um espectador logo no primeiro troço cronometrado do segundo dia do Rali da Turquia, quarta prova do Campeonato do Mundo de Ralis de Produção (P-WRC) acabou por ditar o abandono de Bernardo Sousa. O piloto que ocupava a 11ª posição na geral do Grupo N, ficou bastante transtornado com o incidente e optou pela desistência.
Amanhã o jovem piloto madeirense retomará o seu lugar na partida para o terceiro e último dia da prova.
"Cerca de 200 metros após o início da 'especial' passei por cima de uma pedra que voou e atingiu um espectador. Assim que vi a pessoa a cair, parei imediatamente para ver o que se passava. Foi uma situação muito angustiante para mim, que me deixou verdadeiramente chocado. Depois de falar com a equipa decidi abandonar pois não tinha condições psicológicas para continuar em prova", explica o piloto ainda a recuperar do susto matinal.
O patrão da equipa, Raimundo Baumchslager, foi o primeiro a compreender a reacção do seu piloto e a apoiá-lo. "Foi um azar o que aconteceu ao Bernardo. Ele é um jovem piloto que ainda está a habituar-se a esta grande máquina que é o mundo dos ralis. Nunca lhe tinha acontecido nada de semelhante anteriormente, por isso, a sua reacção é compreensível", refere.

(Fonte: Autoportal)

13 junho 2008

Armindo Araújo e Bernardo Sousa no Rali da Turquia

Depois de ontem na abertura do Rali da Turquia Armindo Araújo ter sido quinto na super-especial, hoje o piloto da Mitsubishi não teve tarefa fácil, voltando a sentir problemas ao nível da suspensão que o levaram a baixar para o 10º posto.
Como se esperava a prova turca tem sido marcada pelo dureza dos pisos e por muito pó. Desde o início da manhã que o piloto do Mitsubishi Lancer Evo IX começou a sentir dificuldades com as suspensões e foi perdendo sucessivamente tempo para os mais rápidos. "Pensámos que os problemas que sentimos na Grécia estavam resolvidos, mas eles voltaram a surgir aqui e isso criou-nos muitas dificuldades. Tentámos resolver nas passagens pela assistência, mas isso acabou por não ser possível, pelo não conseguimos melhor que o 10º lugar para já", explicou Armindo Araújo.
Faltam ainda dois dias de corrida e o tetra-campeão nacional acredita que as coisas vão melhorar. "Estamos a fazer todos os esforços para mais uma vez resolver este problema, para amanhã conseguirmos impor o nosso ritmo e recuperar lugares. Os técnicos das suspensões estão também eles surpreendidos com o que se tem passado e têm trabalhado muito para encontrar soluções para este problema", acrescentou.
Embora não tenha sido um dia ideal, o que é facto é que o cenário é semelhante ao que sucedeu na Grécia e onde o piloto da Mitsubishi Motors acabou por alcançar o pódio. "O nosso objectivo principal agora passa por chegar ao pontos e garantir o máximo possível. Como se viu na Grécia neste campeonato as coisas mudam muito depressa e quero acreditar que podemos voltar a chegar a uma boa posição", concluiu Armindo Araújo.
Quanto a Bernardo Sousa, a prestação do piloto foi igualmente afectada por problemas de suspensão, sobretudo depois de um toque numa pedra. O piloto da Red Bull Team ainda chegou a rodar em nono entre os concorrentes do PWRC mas acabou por cair para 11ª posição.
Na geral, Sébastien Loeb lidera, à frente dos Ford Focus de Henning Solberg e Jari-Matti Latvala, respectivamente segundo e terceiro classificados.

Classificação do PWRC após o 1º Dia: 1º Andreas Aigner/Klaus Wicha - Mitsubishi Lancer Evo IX com 2h09m49,9s 2º Patrik Sandell/Emil Axelsson - Peugeot 207 S2000 a 0,8s 3º Martin Prokop/Jan Tomanek - Mitsubishi Lancer Evo IX a 21,7s ... 10º Armindo Araújo/Miguel Ramalho - Mitsubishi Lancer Evo IX a 3m23,0s

(Fonte: Autoportal)

Mulher turca pode vir a ser acusada de "insulto" a Atatürk


Um promotor na Turquia abriu uma investigação criminal contra uma mulher que disse num programa de televisão que não gosta de Mustafa Kemal Atatürk, o fundador da Turquia moderna.
Nuray Bezirgan, muçulmana fervorosa que usa véu, provocou polémica na Turquia ao dizer que Atatürk é responsável pela opressão de que sofre.
"Se as pessoas me oprimimem em nome de Atatürk, então não pode esperar que eu goste dele", disse.
Nuray reclamou que os muçulmanos não têm direito de exercer a sua religião na Turquia e disse ser admiradora do Aiatolá Khomeini, que fundou a República Islâmica do Irão.
O promotor vai decidir se vai entrar com um processo contra a mulher pelo "insulto" a Atatürk. Nesse caso, ela poderá ter de cumprir até quatro anos de prisão.
Nuray Bezirgan disse na televisão não ter conseguido completar os estudos porque o uso do véu islâmico não é permitido nas universidades e instituições públicas.
Este é um assunto sensível na Turquia, num momento em que o partido AKP (no Governo) é acusado de tentar acabar com o sistema secular fundado por Atatürk, tendo apresentado como uma das suas propostas o fim da proibição do uso do véu islâmico nas universidades.
Mustafa Kemal Atatürk governou a Turquia entre 1923 e 1938 e é responsável por reformas que aboliram o sultanato no país e deram início ao Estado secular. O legado de Atatürk - como a abolição da poligamia e a substituição do direito islâmico por leis civis ocidentais - é fortemente protegido por legislações no país.

(Fonte: BBC)

12 junho 2008

Hamit Altıntop: "Merecemos a vitória"

O médio turco Hamit Altıntop ficou satisfeito com o triunfo da sua selecção frente à anfitriã Suíça, por 2-1. Para o craque, houve justiça no resultado. "Penso que merecemos esta vitória. Ficamos em boa posição para garantir a qualificação", iniciou, antes de abordar o que aconteceu ao longo dos 90 minutos: "Os Suíços estavam sob uma grande pressão, apesar de terem inaugurado o marcador, o que acabou por dificultar o trabalho deles. E nós aproveitámos..."

(Fonte: Infordesporto)

Fatih Terim: “Esta vitória deu-nos confiança para o próximo jogo”

Fatih Terim, seleccionador da Turquia, considerou no final da partida com a Suíça, que esta vitória trouxe "confiança para o próximo jogo", - o decisivo encontro com a República Checa, no Domingo. "Para nós o Euro começou hoje. Não foi fácil porque a Suíça tem uma equipa muito forte e jogava em casa. Para ser franco, pensei que a chuva que caiu na primeira parte seria uma vantagem para nós, mas não nos adaptámos. Rezei para que a chuva parasse", sintetizou Fatih Terim.
(Fonte: Infordesporto)

Vitória turca ajuda Portugal


A selecção turca ganhou ontem à noite à Suíça, na Basileia, por 2-1. Uma vitória conquistada mesmo à beira do apito final, que garante a qualificação antecipada de Portugal para os "quartos" e em primeiro do Grupo A.
Hakan Yakın, filho de emigrantes turcos, abriu o activo para os helvéticos, que perseguiam o primeiro triunfo em três europeus, mas no segundo tempo Semih Şentürk (57) empatou e, quando poucos esperavam, Arda Turan (92) confirmou a reviravolta, deixando a Suíça em estado de choque.
Na primeira fase da partida, as equipas pareciam mais receosas em ficar em desvantagem do que determinadas a marcar, penalizando a qualidade do desafio.
Depois de três remates perigosos suíços, os Turcos iam marcando na primeira e única oportunidade: o livre na linha final foi desviado por Benaglio para a cabeça de Arda Turan que, involuntariamente, atirou ao poste esquerdo.
A chuva intensa já dificultava a acção das equipas, mas foi assim que os Suíços, melhor adaptados, se adiantaram: Derdiyok cruzou na direita, a bola "travou" na pequena área e Hakan Yakin empurrou-a para o fundo da baliza, fazendo o 1-0.
Dois minutos depois, em lance idêntico, fez o mais difícil e errou o alvo, com a baliza deserta.
As alterações produzidas pela Turquia ao intervalo surtiram efeito, pois, após cruzamento na esquerda de Nihat Kahveci, Semih Şentürk empatou de cabeça, ficando a sensação que Benaglio, que ainda tocou na bola, podia ter feito algo mais.
Na melhor oportunidade para resolver, a Suíça, num contra-ataque de três contra, finalizou com remate de Hakan Yakin que Volkan defendeu, segurando também a recarga à queima-roupa de outro contrário.
Quanto o empate parecia definitivo, em contra-ataque Arda Turan (92) evitou dois adversários e flectiu para o centro, com o remate a tabelar num deles e a fazer um "chapéu" a Benaglio (1-2).
Com Portugal e Suíça com a situação definida - serão primeiros e últimos, respectivamente - Turquia e República Checa vão discutir o segundo lugar, partindo para o desafio com os mesmos três pontos e igual diferença de golos negativa 2-3.

(Fonte: Sic)

Turquia venceu a Suiça


Terão sido apenas noventa e poucos minutos, como o marcador electrónico do St. Jakob-Park indica neste momento? O resultado está certo, redundou num triunfo turco em cima da linha da meta, mas há muito mais por detrás deste Suíça-Turquia, uma espécie de guerra civil concentrada num rectângulo de jogo. Para já, a esperança de uns e o ar desolador de outros: um dos organizadores despede-se à segunda jornada, antes de defrontar Portugal.
Reeditava-se o duelo ardente de 2005, quando o «play-off» para o Mundial do ano seguinte, que terminou com uma verdadeira batalha campal em Istambul. Alguns jogadores suíços guardam as marcas desse confronto, mesmo cicatrizes, procurando suster o ímpeto num duelo vital para as duas equipas.
A Suíça adaptou-se melhor à verdadeira mudança de estações durante a primeira parte. Bom tempo, depois chuva, depois ainda mais chuva. No meio desse dilúvio, os helvéticos serviram-se do sangue turco de Inler, Derdiyok e Yakın para silenciar cerca de 10 mil almas.
À passagem da primeira meia-hora de jogo, após um par de defesas de Volkan e um cabeceamento involuntário de Arda ao poste da baliza suíça, a equipa de Kobi Kuhn agitou o caldeirão de Basileira. Lançamento longo de Senderos, Derdiyok passa por Volkan e aquela poça de água, capaz de travar a marcha da bola, não susteve o toque fatal de Yakın. Mal refeito, o avançado desperdiçou o segundo golo logo depois, de novo a um metro da baliza. Desta feita, esta pareceu pequena demais. A Turquia acusava as debilidades no eixo defensivo. Perdera Gökhan Zan no jogo frente a Portugal, apresentando ainda Çetin com evidentes limitações. Do outro lado, Muller também denotava falta de condições físicas para travar investidas continuadas. Depois de Frei, Kobi Kuhn perdera também o segundo homem da frente, Marco Steller.
Fatih Terim olhou para a sua equipa, já completamente remodelada em relação ao jogo com Portugal, e pensou o que poderia fazer para salvar a pele. Até as mães dos jogadores vinham para a praça pública lançar críticas ao seleccionador, mas este recorreu, uma vez mais, a uma inesgotável dose de confiança. E fé, talvez. Lançou Semih Şenturk ao intervalo e este anulou a desvantagem pouco depois. Benaglio poderia ter feito mais.
A esta altura, Portugal garantia o primeiro lugar do Grupo A, Suíça e Turquia seguiam para a última jornada com esperanças. Impulsionada por 20 mil pessoas determinadas a obter um triunfo sobre a mais recente e contestada vaga de emigrantes no país, a selecção helvética foi carregando, carregando, já sem pensar na contenção defensiva. E assim, num tremendo golpe de teatro, o jovem Arda Turan, maior promessa do futebol turco, lançou-se numa fuga para a glória. Ao minuto 92 da segunda jornada, o co-organizador do Euro2008 despediu-se da competição.

(Fonte: Mais Fuebol)

11 junho 2008

Armindo Araújo no Rali da Turquia


Apenas duas semanas depois do pódio alcançado no Rali da Acrópole, a dupla Armindo Araújo/Miguel Ramalho vai estar presente em mais uma ronda do Campeonato do Mundo de Produção, o Rali da Turquia. Se a prova grega é considerada a mais dura do campeonato, a jornada turca não lhe fica atrás, pelo que os homens da Mitsubishi não terão tarefa fácil, embora como se viu na Acrópole Armindo Araújo esteja em condições de discutir os melhores lugares, podendo mesmo pensar em ganhar.
Se a ronda helénica era já conhecida para o Tetra-Campeão Nacional, na Turquia tudo será novo, mas nem por isso a ambição diminui, antes pelo contrário, pois são poucos os pilotos com experiência neste evento. A estratégia traçada por Armindo Araújo é "muito semelhante à que utilizámos na Grécia. Neste momento estamos numa boa posição no campeonato, pois somos dos pilotos da frente dos poucos que apenas fizemos duas provas, o que nos pode dar alguma vantagem. Este é também um rali muito duro, em que será preciso ter cabeça. Vamos andar rápido, mas sem entrar em exageros, pois esses podem-se pagar muito caro. Se estivermos em posição de ganhar não a vamos desperdiçar, mas não podemos entrar em loucuras para o conseguir, uma vez que a dureza dos troços pode provocar amargos de boca. O facto de ser uma prova nova para quase todos é também bom para nós, uma vez que estaremos em igualdade de circunstâncias com os nossos rivais, algo que nem sempre acontece nas restantes provas", refere Armindo Araújo.
Na Grécia o piloto português estreou umas novas suspensões no Mitsubishi Lancer Evo IX que lhe agradaram, mas que "ainda podem melhorar. Esta foi a primeira prova com estas novas suspensões, que me deixaram satisfeito, mas sinto que ainda é possível tirar melhor partido delas. Claro que para isso são precisos mais quilómetros e infelizmente não vai ser possível testar antes da Turquia, pelo que as afinações apenas poderão ser ensaiadas no 'shakedown'. De qualquer forma o Lancer Evo IX tem estado invariavelmente bem preparado, pelo que estou optimista para esta estreia na Turquia", conclui Armindo Araújo.
O regresso da Turquia ao Campeonato do Mundo de Ralis, faz-se com uma prova composta por 19 especiais, com 360,12 quilómetros cronometrados, e que arranca na tarde de dia 12 de Junho, quinta-feira, em Antália com uma super-especial, terminando no Domingo à hora de almoço em Kemer.

(Fonte: Autoportal)

Fatih Terim: "Para nós, o Euro 2008 começa agora"


O Campeonato Europeu de futebol ainda agora vai no adro e já dois dos quatro seleccionadores incluídos no Grupo A passam metade da conferência de imprensa a contornar a palavra “adeus”. Jakob Kuhn, seleccionador anfitrião, sentirá um peso maior sobre as costas, mas Fatih Terim sofre do mesmo mal. Sem qualquer ponto conquistado no primeiro jogo, Suíça e Turquia defrontam-se hoje em Basileia num jogo do tudo ou nada. E nada significa adeus. "Nunca se considera a hipótese derrota", começou por dizer Kuhn, visivelmente agastado com uma série interminável de azares: começou com o internamento da esposa, prolongou-se com a lesão grave de Frei e o pior é que pode não terminado com a derrota frente à República Checa no jogo de abertura da prova. Para os Suíços, o Euro assemelha-se a um enorme pesadelo. Kuhn acabaria por voltar ao assunto para dizer que “derrota” significaria um jogo contra Portugal simplesmente para cumprir calendário. “E nada mais.” Abatido, apelou ao “espírito de equipa” e falou de Frei, a mais recente bandeira do país. “É importante mesmo sem poder jogar. Será um grande apoio e regressará, já prometeu”, disse. Não foi a única vez que falou do futuro. “Tenho uma equipa nova, com futuro. E isso também é óbvio.” Fatih Terim também se queixou da sorte. A começar pela série de lesões que têm parasitado no seu plantel. Da parte da manhã, Emre Belözoğlu, que na véspera sentira uma dor na coxa esquerda, passou pelo hospital de Basileia para fazer exames, que detectaram um “edema de cerca de três centímetros”. “É o Frei na Suíça e o Emre na nossa equipa. Não vai jogar amanhã [hoje] e não sabemos se poderá jogar no último jogo [com a República Checa]”, lamentou o Turco, que aproveitou para desejar as melhoras à esposa de Jakob Kuhn (“nada é mais importante do que a saúde das pessoas de quem gostamos”).
Tuncay, um dos jogadores que sobreviveu a uma série de trocas na equipa que perdeu com Portugal, saiu em defesa do grupo. “Não conseguimos fazer tudo o que queremos porque isto é futebol. Não tem a ver com a pressão”, defendeu o jogador do Middlesbrough, confiante na qualificação. Fatih também. “Acredito”, disse. “A Turquia tem perdido no passado o seu primeiro jogo, mas tem seguido em frente na prova, por isso não há razões para pensar que não o poderemos repetir”, sublinhou o técnico, abrindo boas perspectivas para o encontro com a Suíça. Para quem ainda tiver dúvidas sobre o impacto da derrota no primeiro encontro, Terim repete: “O jogo com Portugal não foi a chave da qualificação. Cometemos erros, jogámos contra uma equipa que os soube explorar, mas não é esse encontro que decide se seguimos em frente ou não. Podemos ganhar ou perder, mas estamos aqui. O facto de a Suíça também ter perdido torna o jogo ainda mais interessante. Para nós, o Euro 2008 começa agora”. Trata-se da “última hipótese”, concluiu Terim. Para a Suíça também.

(Fonte: Público)

Suiça - Turquia: Incidentes no último frente-a-frente não foram esquecidos

"Antes de fazerem a pergunta, digam por favor o nome e o respectivo meio de comunicação." O anúncio não é novo, mas ganha um elemento novo cada vez que uma questão é dirigida a Fatih Terim por um jornalista turco. Como prefixo de cada pergunta, surge - como uma espécie de regra patriótica - o desejo de sucesso para o jogo. Curioso é o facto de muitas das perguntas que se seguem serem corrosivas e de algumas delas morrerem mesmo à nascença, censuradas pelo assessor que se sentou do lado direito do seleccionador turco. Apesar do ambiente pesaroso com que se arrastaram as duas conferências de imprensa, os muitos jornalistas presentes no Estádio St. Jakob, em Basileia, puderam assistir a um outro momento hilariante. Depois de muitos dedos apontados e de todos os ângulos negativistas explorados, alguém confrontou o seleccionador turco com críticas colocadas pelas próprias mães dos jogadores, descontentes com a exibição da equipa no jogo de estreia. Terim procurou manter-se sério e Tuncay baixou a cabeça, enquanto a tradutora de Turco-Inglês (a UEFA coloca à disposição dos jornalistas auriculares com a tradução simultânea em várias línguas) tentava em vão manter uma postura diplomática. A pergunta não foi censurada. E, a custo, Terim respondeu. "As mães dos jogadores... Respeitamos sempre as mães dos jogadores e todas as mães..." O lado sério da conversa estava estampado na primeira página do "briefing" distribuído pela UEFA junto dos jornalistas: Este será o primeiro jogo entre as duas equipas depois dos graves incidentes que ambas protagonizaram em 2005, no encontro de apuramento para o Mundial de 2006. Na primeira mão, a Suíça venceu por 2-0 em Berna. Na segunda, disputada em Istambul, venceu a equipa da casa (4-2), que acabaria afastada pela regra dos golos fora. "A questão tem quase três anos. Esse assunto está resolvido", resumiu Kuhn, referindo-se às cenas de agressões que se seguiram ao segundo encontro. No rescaldo, recorde-se, a Turquia foi condenada a disputar três encontros em campo neutro e à porta fechada. Mais: Alpay Özalan (Turquia) acabou por ser suspenso por seis jogos, Huggel (Suíça) e Belözoğlu (Turquia) por quatro e Balci (Turquia) por dois.

(Fonte: Público)

10 junho 2008

Turquia-Suiça de 2005 acabou em batalha campal

As autoridades policiais suíças estão a preparar uma forte operação visando o Suíça-Turquia do próximo dia 11, referente à 2.ª jornada do Grupo A do Euro 2008. Em causa está um encontro entre as duas formações aquando da fase de qualificação para o Mundial 2006, em Novembro de 2005, que acabou muito mal.
Há três anos, as duas equipas encontraram-se em Istambul e o encontro terminou numa verdadeira batalha campal, com agressões no relvado, perseguições rumo aos balneários e uma série de problemas que envergonharam o mundo do futebol. Por esse motivo, as autoridades estão preocupadas com o que se pode passar nas bancadas e encetaram uma operação de grande dimensão.
No encontro em causa, a contar para o playoff de acesso ao Mundial, a Turquia venceu por 4-2, mas a vaga ficou nas mãos dos helvéticos, que tinham ganho na 1.ª mão por 2-0. Como a coisa correu mal aos Turcos, estes iniciaram, a poucos minutos do apito final, uma verdadeira caça ao homem (ou caça ao Suíço), que redundou em cenas de pancadaria entre jogadores, dirigentes e árbitros, que começou na relva e acabou nos balneários.
A FIFA encetou nessa altura a maior investigação disciplinar de sempre, algo que originou multas para ambas as formações. "Iniciámos um inquérito em Zurique que envolverá entrevistas com mais de 20 pessoas, incluindo os dois técnicos, jogadores, dirigentes e departamento técnico de ambos os países. Em termos de extensão é a mais ampla investigação disciplinar na história da FIFA", disse um porta-voz do organismo máximo do futebol mundial na ocasião. O jogador suíço Stephane Grichting foi mesmo conduzido ao hospital, enquanto o adjunto turco Mehmet Özdilek pediu demissão do cargo por ter sido apanhado pelas câmaras de televisão a agredir vários elementos do staff suíço.

(Fonte: Record)

O que se diz sobre a Turquia

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