07 março 2008

Turquia condenada por forçar pastor de 71 anos ao serviço militar

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenou terça-feira a Turquia por ter obrigado um pastor curdo de 71 anos, que vivia isolado, a cumprir o serviço militar, onde foi alvo de escárnio e de tratamentos que obrigaram à sua hospitalização.
O recrutamento de Hamdi Taştan e a exigência de que participasse em exercícios reservados a soldados muito mais novos foram considerados "particularmente dolorosos e atentatórios da dignidade" do pastor, que não padecia de nenhuma doença mas foi hospitalizado após ter feito o serviço militar entre 15 de Março e 26 de Abril de 2000.
Hamdi Taştan, que é analfabeto e apenas fala Curdo, foi pastor desde a infância e, a troco do seu trabalho, os proprietários do gado davam-lhe comida, roupa e um tecto no Inverno. Porém, quando a mulher morreu ao dar à luz o filho de ambos, teve de deixar de trabalhar para se ocupar da criança e os patrões denunciaram-no como desertor, contou Hamdi Taştan, que agora deverá receber da Turquia cinco mil euros por danos morais e mais mil euros referentes a custas judiciais.
(Fonte: RTP)

06 março 2008

Desfile de moda islâmica em Ancara

Realizou-se no passado dia 3 de Março no hotel Sheraton, em Ancara, um desfile de moda intitulado "Moda Islâmica da Turquia".
O evento foi acompanhado por várias agências noticiosas internacionais e foi presenciado por cerca de 900 convidados. Entre eles, destacou-se o anterior presidente do Parlamento turco Bülent Arınç, militante do Partido AKP que lidera o Governo.
Algumas estudantes desfilaram com perucas, em sinal de protesto contra a não autorização do uso do véu islâmico nas universidades, facto que está a prestes a ser alterado na Constituição.
Actualmente, uma estudante com véu islâmico tem de o retirar antes de entrar na universidade. Por esse facto, muitas optam por colocar uma peruca durante a sua permanência no interior da universidade.




Fenerbahçe está nos quartos de final da Liga dos Campeões


O Fenerbahçe fez história ao qualificar-se pela primeira vez para os quartos-de-final da Liga dos Campeões ao afastar os Espanhóis do Sevilha, que ganharam as últimas duas edições da Taça UEFA, no desempate por penáltis.
Após ter vencido a primeira mão, em Istambul, por 3-2, o clube turco perdeu pelos mesmos números, remetendo a decisão da eliminatória para as grandes penalidades, onde mais uma vez se registou o mesmo resultado, agora a favor dos Turcos. A jogar perante os seus adeptos, o Sevilha teve uma entrada avassaladora no jogo e rapidamente marcou dois golos através de remates de fora de área de Daniel Alves e Keita, aos cinco e nove minutos, respectivamente, em ambos os casos com a contribuição do guarda-redes visitante, Volkan Demirel. O Fenerbahçe respondeu com um golo do ex-sportinguista Deivid aos 20 minutos, mas ainda antes do intervalo (41'), o Maliano Kanouté aumentou a vantagem sevilhana para 3-1. A segunda parte foi mais "morna", apenas se registando um golo, quando Deivid bisou aos 79 minutos e empatou a eliminatória obrigando ao prolongamento. O resultado manteve-se inalterado nos 30 minutos extra e o jogo foi para a lotaria das gandes penalidades, onde sobressaiu Demirel, que se redimiu dos erros nos dois primeiros golos do Sevilha, ao defender três penáltis. Com este marco histórico os jogadores do Fenerbahçe ofereceram a prenda de aniversário mais desejada pelo seu treinador, o Brasileiro Zico, que festejou na passada segunda-feira 55 anos.
Após o final do jogo, muitos adeptos sairam à rua um pouco por toda a Turquia para festejar a passagem do clube aos quartos de final da Liga dos Campeões, algo que acontece pela primeira vez na história do clube.

Encontra fotos dos festejos no site oficial do clube que se encontra traduzido em Português.

(Fonte: Notícias da Turquia / Record)

04 março 2008

Exército turco anuncia que fará novas operações contra o PKK se for necessário


A Turquia vai realizar novas operações contra os rebeldes curdos do norte do Iraque quando considerar necessário, afirmou nesta segunda-feira o chefe das Forças Armadas turcas, Yaşar Büyükanıt.
O general Büyükanıt declarou em Ancara que a operação contra as bases dos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na zona de Zap, próximo da fronteira turca, realizada de 21 a 26 de fevereiro, foi um "grande sucesso".
"Devíamos dar [ao PKK] uma lição e assim fizemos", disse o general. "Temos outras lições para dar. Se for necessário, realizaremos outras operações. Essa foi só uma etapa na luta contra o terrorismo", acrescentou.
"Nem os Estados Unidos nem ninguém no interior [na Turquia] nos disseram 'parem com a operação'", disse Büyükanıt. "Se alguém provar que houve pressão americana, abandono o meu cargo", avisou.
Acusações desse tipo constituem, segundo ele, "um ataque não só ao Exército, mas também à Turquia".
A saída das tropas turcas foi anunciada no dia seguinte ao pedido do Presidente norte-americano George W. Bush, solicitando que as unidades saíssem "o mais rápido possível", uma mensagem repetida pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.

(Fonte: AFP)

Selecção Nacional de Futsal venceu a Turquia

A selecção portuguesa de Futsal garantiu este Domingo a presença no "playoff" de acesso ao Campeonato do Mundo, depois de ter vencido a Turquia por 3-2.
Mesmo a jogar no reduto do adversário, que acolheu o Grupo 9 da fase de qualificação, a equipa das quinas somou a terceira vitória em igual número de jogos. Gonçalo Alves, Israel e Zé Maria foram os autores dos golos. Na próxima quarta-feira realiza-se o sorteio da fase seguinte.

(Fonte: Mais Futebol)

02 março 2008

Turquia retirou tropas do norte do Iraque

As tropas do Exército turco deixaram ontem o norte do Iraque após oito dias de operação militar contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), informou o Estado-Maior das Forças Armadas em comunicado. A cadeia turca "NTV" citou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hushiar Zebari, que anunciou que as "tropas turcas abandonaram o Iraque" e elogiou a decisão do país. A cúpula militar explicou que durante a incursão morreram cerca de 240 militantes do PKK, e infra-estruturas da organização armada foram destruídas. Por esse motivo, as metas impostas foram consideradas "cumpridas". Entre as forças do Exército turco, trinta pessoas morreram - seis deles paramilitares da guarda rural (formada por Curdos leais a Ancara) -, embora o PKK afirme ter matado mais de 100 soldados. O comunicado militar ressaltou que o fim da missão não era a total neutralização do PKK, mas "mostrou à organização que o norte do Iraque não é um lugar seguro para terroristas". Apesar de rumores que indicavam que a retirada aconteceu por causa de advertências dos Estados Unidos, o comunicado do Estado-Maior do Exército turco afirmou que o início e o final da operação foram decididos por eles, com base "nas razões e necessidades militares". O secretário de Defesa americano, Robert Gates, que na quinta-feira se reuniu com os líderes máximos da Turquia, já tinha avisado que os EUA acreditavam que a ofensiva deveria ser "o mais curta e precisa possível", a mesma mensagem dada pelo presidente George W. Bush. Os líderes turcos responderam que "a Turquia retornaria quando fossem cumpridas as metas estipuladas". O chefe do Estado-Maior, Yaşar Büyükanıt, afirmou que "tempo curto é um conceito relativo. Curto às vezes é um dia, às vezes é um ano"."Lutamos contra o terrorismo (do PKK) durante 24 anos. Os EUA lutam contra o terrorismo no Afeganistão há anos", explicou. O ministro da Justiça, Mehmet Ali Şahin, disse que a autorização parlamentar aprovada em Outubro que permitiu ao Governo e ao Exército realizar operações para além das fronteiras contra o PKK tem um prazo de um ano e voltará a ser utilizada "caso seja necessário". Cengiz Çandar, jornalista com experiência nas relações turco-americanas, considera que a retirada das tropas foi combinada com os EUA mediante um acordo anterior à operação. "A retirada não significa que não serão realizadas mais incursões. Pelo contrário, ao retirar as suas tropas no período acordado, a Turquia ganhou a confiança dos EUA e poderá repetir operações similares", analisou Çandar. Outros analistas, no entanto, perceberam pressão de Washington após o fim da operação." Quantas mudanças num só dia! Ontem, o enviado especial do primeiro-ministro em Bagdad dizia que a operação duraria até que a região ficasse totalmente livre do PKK", protestou Onur Öymen, vice-presidente do opositor Partido Republicano do Povo (CHP). "Como cidadão deste país sinto-me envergonhado. Ninguém pode agora convencer as pessoas de que a operação foi encerrada sem a intervenção dos EUA", queixou-se Cüneyt Ülsever, colunista do jornal "Hürriyet". Necati Özgen, general reformado que comandou a maior operação no Iraque contra o PKK durante os anos 90, disse que nestes oito dias de operação foi impossível para o Exército alcançar os objectivos propostos no norte do Iraque. "Esta era uma oportunidade para eliminar o PKK da região. A operação estava a desenvolver-se na base do grupo armado em Zap. Se o objectivo foi alcançado lá, existem ainda outros quatro ou cinco grandes acampamentos do PKK. Numa semana é impossível limpar todos eles", acrescentou Özgen. Alguns analistas afirmaram que soldados turcos poderiam permanecer no interior do Iraque e somar-se ao contingente das quatro bases que a Turquia mantém no Curdistão iraquiano desde os anos 90.

(Fonte: EFE)

28 fevereiro 2008

Turquia vai permanecer no norte do Iraque "o tempo que for preciso"


As Forças Armadas turcas vão permanecer no norte do Iraque "o tempo que for preciso" para combaterem os rebeldes curdos, declarou hoje o ministro turco da Defesa, Vecdi Gönül, recusando-se a estabelecer um calendário de retirada. "A Turquia permanecerá no norte do Iraque o tempo que for preciso", afirmou Gönül numa conferência de imprensa no termo de um encontro bilateral com o seu homólogo americano Robert Gates, que chegou hoje a Ancara.Vecdi Gönül indicou igualmente que o seu país "não tem a intenção de ocupar nenhuma zona" do Curdistão iraquiano, deixando entender que o Exército turco voltará a reintegrar as suas bases depois de alcançados todos os seus objectivos militares contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), cujos militantes estão entrincheirados nas montanhas iraquianas. Gates, por seu lado, indicou não ter recebido nenhum calendário preciso para uma retirada das unidades turcas, sublinhando que estão previstos outros encontros para a jornada. A incursão turca, lançada no dia 21 de Fevereiro, "deverá ser curta e o mais restrita possível", insistiu o secretário americano, sublinhando que os Estados Unidos e a Turquia, aliados no seio da NATO, têm "interesses comuns". Os Estados Unidos, que há vários meses fornecem informações secretas, em tempo real, das deslocações dos rebeldes no norte do Iraque, mostram-se inquietos sobre a eventualidade de um conflito entre os dois aliados regionais, os Turcos e os Curdos do Iraque. Interrogado acerca dessa possibilidade, Gates sublinhou que não será do interesse dos laços americanos e turcos ameaçar Ancara com o fim dos ataques, forçando o exército a retirar-se do norte do Iraque. O chefe do Pentágono deverá ainda reunir-se com o Presidente Abdullah Gül, com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan e com o chefe do Estado-maior turco, o general Yaşar Büyükanıt.

(Fonte: AFP / Público)

27 fevereiro 2008

Turquia nega acordo com os EUA mas reconhece apoio

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, negou ontem que a incursão militar turca no norte do Iraque contra as bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) seja o resultado de um acordo com os Estados Unidos, embora tenha reconhecido a ajuda dos serviços de inteligência do Pentágono.
Diversos analistas, generais reformados e meios de comunicação turcos acreditam que a autorização enviada ao Exército turco para que entrasse no Iraque e atacasse os militantes do PKK foi dada pelos EUA em troca do apoio turco contra o Irão. "A Turquia nunca daria um passo como este em troca de um acordo", defendeu-se Erdoğan em discurso dirigido ao seu grupo parlamentar em Ancara. "A nossa única referência na luta antiterrorista é o direito internacional. Estamos a actuar de acordo com o direito internacional, mas durante esse processo estamos a consultar os EUA e a administração iraquiana", acrescentou. O primeiro-ministro turco afirmou que o seu país "aprecia" a informação de espionagem sobre as posições do PKK que o Pentágono envia à Turquia desde Novembro.
Na cidade de Van, no sudeste da Turquia, nacionalistas curdos concentraram-se para protestar contra a operação militar turca em frente à sede do Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP, no Governo). A Polícia tentou dispersar os protestantes que cantavam slogans a favor do PKK lançando gás lacrimogéneo, o que resultou em confrontos que causaram ferimentos em cinco manifestantes e num polícia, para além de dezenas de detenções. A agência pró-curda "Firat", informou que no bairro de Ümraniye, em Istambul, com grande número de população curda, dois automóveis foram queimados e uma sede bancária foi atacada por simpatizantes do PKK.
(Fonte: EFE)

Bagdad diz que operação turca viola soberania nacional

O Governo iraquiano condenou ontem a incursão militar turca no Norte do país, sustentando que esta operação representa uma violação da soberania nacional. Ancara já respondeu que tem direito à “autodefesa”.
Desde quinta-feira passada que milhares de soldados turcos participam numa ofensiva contra as bases recuadas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), nas montanhas do Norte do Iraque. O Governo iraquiano considera esta “acção militar unilateral inaceitável” e avisa que poderá pôr em causa “as boas relações entre os dois países vizinhos”. Bagdad volta a exigir a retirada dos militares turcos e compromete-se a combater as forças do PKK, organização armada que luta há décadas pela instauração de um Estado de maioria curda no Sudeste da Turquia e que terá cerca de quatro mil elementos refugiados nas montanhas do Curdistão. Apesar de o Iraque insistir que não permitirá que o seu território seja usado por grupos terroristas para atacar outros países, a Turquia afirma que nada tem sido feito pelo Iraque para rechaçar os rebeldes, tanto mais que a região é controlada pelas forças do Governo autónomo curdo, próximo do PKK. Ontem, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que a incursão foi lançada ao abrigo de um “direito legítimo de autodefesa” contra a guerrilha curda que nos últimos meses atacou por várias vezes as suas forças estacionadas junto à fronteira. Garantiu ainda que o Exército irá retirar assim que tiver cumprido a sua missão, mas não adiantou uma data. As tropas turcas envolveram-se na passada segunda-feira em violentos confrontos com os rebeldes curdos, quando tentavam apoderar-se de uma das suas bases, a cerca de seis quilómetros da fronteira. Segundo as forças do Curdistão iraquiano, os combates decorrem de forma ininterrupta desde Domingo em redor da base de Zap, estando os militares turcos a avançar com a cobertura da artilharia instalada nas montanhas e dos helicópteros de combate. O Estado-Maior de Ancara reivindica a morte de pelo menos 153 rebeldes, ao mesmo tempo que confirma 17 baixas nas suas fileiras. Por seu lado, o PKK afirma ter matado 81 soldados e admite apenas três baixas.
(Fonte: AFP / Público)

26 fevereiro 2008

Selecção Nacional de Futsal está na Turquia


A Selecção Nacional de futsal partiu esta segunda-feira para a Turquia, onde vai disputar a primeira fase de apuramento para o Campeonato do Mundo Brasil-2008. Orlando Duarte foi a voz da ambição reinante no seio da comitiva. "Temos capacidade para derrotar qualquer equipa", disse o seleccionador. "Queremos marcar presença nas fases finais das grandes competições e continuar a fazer aumentar o nível do futsal português. Acredito que se estivermos ao nosso nível, conseguiremos ultrapassar esta fase inicial de qualificação", afiançou Orlando Duarte, identificando os principais adversários da equipa das quinas: "A Eslováquia e a Letónia serão, à partida, os adversários mais complicados, mas depois daquilo que fizemos nos últimos anos, esta Selecção tem capacidade para derrotar qualquer equipa. Contamos, obviamente, vencer os três jogos".
Portugal defronta a Letónia (28 de Março), Eslováquia (29 de Março) e Turquia (2 de Abril), sendo que apenas o primeiro classificado garantirá a presença no "play-off" decisivo de qualificação.

(Fonte: A Bola)

24 fevereiro 2008

Exército turco atacou acampamento do PKK no norte do Iraque

Cerca de cinco mil soldados turcos com o apoio de 60 tanques atacaram Sábado à noite o acampamento do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em Haftanin (norte do Iraque), informou hoje a agência pró-curda "Firat". A emissora de televisão da Turquia "NTV" acrescentou que aviões turcos bombardearam as posições do PKK ao longo da fronteira. A base de Haftanin encontra-se na zona oeste da fronteira turco-iraquiano, perto da passagem fronteiriça de Habur, por onde os veículos pesados do Exército turco começaram a penetrar em território iraquiano durante a noite da última quinta-feira. Até agora, a maioria dos combates tinha sido registada na zona leste da fronteira, em torno dos acampamentos dos rebeldes curdos em Zap e Hakurk. O comandante Bahoz Erdal das Forças de Defesa Popular (HPG), o braço militar do PKK, disse em entrevista à agência "Firat" que os soldados turcos tinham-se concentrado nos primeiros dias da operação em tomar o acampamento de Zap, mas "não conseguiram" por causa da resistência do grupo. Além disso, acusou o presidente do Iraque, o Curdo Jalal Talabani, de ser o artífice da operação contra o PKK no Iraque e de ter "convidado" o Exército turco a chegar até as montanhas Kandil, onde se encontra o quartel-general da organização armada curda. O PKK afirma ter matado 23 soldados turcos, dos quais o Exército turco só reconhece sete.
(Fonte: EFE)

PKK ameaça retaliar em território turco


A operação que o Exército turco está a lançar no norte do Iraque deverá durar duas semanas, segundo informações da imprensa. O alvo do ataque, o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) já ameaçou retaliar em território turco e as autoridades do Curdistão iraquiano culparam os Estados Unidos e apelaram à "resistência geral", caso haja vítimas civis. Ontem, além de bombardeamentos da aviação e da artilharia, houve combates entre forças terrestres, envolvendo militares turcos e rebeldes do PKK. Os Turcos penetraram vários quilómetros em território iraquiano e destruíram alvos locais, incluindo pontes. Segundo o balanço turco, os confrontos já provocaram a morte de 79 guerrilheiros do PKK e sete militares turcos. Ontem, em Istambul, houve uma pequena manifestação contra esta acção militar, na qual participaram algumas centenas de militantes do Partido para uma Sociedade Democrática (DTP), formação pró-curda com assento no parlamento de Ancara. Entretanto, os rebeldes ameaçam retaliar: "Se a Turquia prossegue estes ataques, vamos organizar operações de guerrilha nas cidades turcas, sem visarmos as populações civis", disse, citado pela AFP, o porta-voz do PKK, Ahmad Danis. A envergadura desta operação militar revelou-se muito maior do que inicialmente se pensava. Estão envolvidas duas brigadas de infantaria, com 10 mil homens, com apoio de 3 mil tropas especiais. Os rebeldes têm, no Curdistão iraquiano, quatro mil guerrilheiros, segundo afirmam os militares turcos. O Governo do Curdistão iraquiano (um aliado dos Estados Unidos na região) reagiu ontem com alarme, acusando Washington de ter dado permissão à Turquia para lançar esta operação. No caso de haver vítimas civis, os curdos dizem ter dado ordens "para a resistência geral" e efectuado "todos os preparativos necessários". O Governo regional exige a "retirada imediata dos Turcos". O Curdistão iraquiano é uma das maiores regiões de produção petrolífera no Iraque, mas os combates não afectaram as exportações de 300 mil barris diários para o porto de Ceyhan, na Turquia.

(Fonte: Notícias da Turquia / DN)

23 fevereiro 2008

Dez mil soldados turcos permanecem em território iraquiano

Ancara informou ontem oficialmente Bagdade que 10.000 soldados turcos entraram quinta-feira em território iraquiano, mas assegurou que o objectivo da operação era exclusivamente atacar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
De acordo com a Presidência turca, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, foi informado sobre a incursão militar da Turquia numa conversa telefónica com o homólogo turco, Abdullah Gül, que aproveitou a ocasião para o convidar a deslocar-se a Ancara.
O chefe de Estado turco também aproveitou o telefonema para informar Talabani de que está empenhado no "desenvolvimento das relações com o Iraque em todos os domínios".
Entretanto, a incursão do Exército turco no norte do Iraque é vista com preocupação pela UE e pelo Governo alemão. O Alto Representante para a Política Externa da UE, Javier Solana, considerou que a ofensiva turca não era a forma mais apropriada para lidar com os problemas do terrorismo curdo.
"Compreendemos as preocupações turcas, mas esta acção não é, na nossa opinião, a melhor resposta, afirmou Solana, defendendo que a "integridade territorial do Iraque é muito importante".
A Comissão Europeia também apelou à Turquia para evitar "qualquer acção militar desproporcionada". "Seguimos a situação de perto", comentou a porta-voz da Comissão, Cristina Nagy.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros alemão, Martin Jager, também reagiu à operação militar turca, considerando que esta poderia "pôr em risco a estabilidade da região" e apelou a Ancara para respeitar o direito internacional.

(Fonte: Jornal de Notícias)

22 fevereiro 2008

O Presidente turco aprovou o véu islâmico nas universidades

O presidente turco Abdullah Gül aprovou uma polémica emenda constitucional que permite a utilização do véu islâmico nas universidades, informou hoje o seu gabinete.
O principal partido da oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), tinha prometido levar a lei ao Tribunal Constitucional argumentando que é contrária aos princípios do Estado laico. Por outro lado, os responsáveis das universidades, numa declaração conjunta, advertiram no início de Fevereiro que o uso do véu pode levar a confrontos nas universidades e ao boicote de alguns professores.

Presidente turco diz que Fidel "ganhou o coração do povo turco"

O presidente da Turquia, Abdullah Gül, disse hoje que o líder cubano Fidel Castro "ganhou o coração do povo turco" durante os anos em que esteve à frente do Governo de Cuba.
"Devido à admiração que o senhor despertou em Cuba e na política internacional durante quase meio século e, especialmente, desde a visita que fez à Turquia em 1996 por ocasião da Conferência Habitat, ganhou o coração do povo turco".
Em nota enviada a Cuba e divulgada pela Presidência da República, Gül desejou também a Fidel saúde para que possa "continuar a servir o seu povo".
(Fonte: EFE)