14 novembro 2007

Helicópteros turcos atacaram vilas abandonadas no norte do Iraque

Helicópteros turcos atacaram ontem vilas abandonadas no norte do Iraque, na primeira acção aérea na região desde que a tensão na fronteira teve início, após confrontos entre soldados e membros do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).
Foi também a primeira acção de grande envergadura da Turquia contra rebeldes curdos desde que o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, se reuniu com o presidente George W. Bush, em Outubro.
O coronel Hussein Tamir, que supervisiona a fronteira, afirmou que os ataques aéreos ocorreram antes do amanhecer em vilas abandonadas próximas de Zakhu, uma cidade curda localizada perto da fronteira com a Turquia. Não houve vítimas na acção, disse.
Um porta-voz do PKK confirmou a acção aérea e disse que confrontos esporádicos ocorrem do lado turco da fronteira desde segunda-feira.
Também ontem, os rebeldes mataram quatro soldados turcos num confronto no sudeste da Turquia.
Mais de 50 militares turcos morreram numa série de ataques rebeldes desde Setembro.
A Turquia afirma ter morto dezenas de rebeldes desde então, sem especificar o número.
Os EUA e o Iraque pressionam para que a Turquia evite uma incursão de larga escala contra o PKK no norte do Iraque, o que poderia desestabilizar a área mais pacífica do país.
As autoridades norte-americanas concordaram, no entanto, em partilhar com a Turquia informações dos serviços secretos sobre posições de rebeldes curdos, permitindo acções limitadas na região.
"Os EUA declararam o PKK um inimigo comum. A luta contra este inimigo será mantida até que ele seja eliminado", disse ontem Erdoğan no Parlamento.
Dezenas de milhares de soldados turcos foram destacados para o sudeste do país, à espera de uma eventual incursão no Iraque.
Os curdos são cerca de 20 milhões em países como a Turquia, o Irão, o Iraque e a Síria.
A maioria vive no sudeste da Turquia, onde o PKK luta por uma região autónoma desde 1984. O conflito já matou cerca de 40 mil pessoas.

(Fonte: Diário Digital)

13 novembro 2007

Ancara é palco de encontro entre Abbas e Peres


Chegou ontem a Ancara o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, para participar no 7º Fórum de Ancara, liderado por Abdullah Gül, que vai decorrer no palácio presidencial.
Abbas e Peres vão participar ambos no fórum, que teve a sua primeira edição em Abril de 2005, em Ancara, numa iniciativa do então ministro dos Negócios Estrangeiros Abdullah Gül e que tem sido chamado a partir dessa altura de Fórum de Ancara para a Cooperação Económica e cujo encontro mais recente aconteceu em Setembro em Jerusalém.
O governo turco espera ouvir uma decisão da liderança de Abbas relativamente à quantidade de terreno que poderá ser utilizado na construção de um grande parque industrial em West Bank e que criaria empregos para milhares de Palestinianos.
O fórum e o projecto está a ser conduzido pela Associação Comercial Turca (TOBB), pela Associação Industrial Israelita e pela Federação Palestiniana de Comércio, Indústria e Agricultura (FPCCIA).

Os oito soldados libertados pelo PKK foram detidos pelo Exército turco


Os oito soldados que foram capturados pelo PKK na província de Hakkari durante uma emboscada que matou 12 soldados turcos, foram presos no Sábado por ordem do Tribunal Militar de Van.
Os oito homens vão agora ser julgados com base na "existência de fortes evidências de que foi cometido um crime de insistência de desobediência de ordens que causou grave dano."
O tribunal também acusa os jovens de terem atravessado a fronteira sem permissão.
A acusação contra os oito soldados foi emitida em Ancara logo após terem sido libertados e terem regressado à Turquia na passada semana.
O gabinete do procurador militar de Van decidiu que os jovens estarão presentes em tribunal acusados do crime de desobediência de ordens. A declaração do procurador tambem refere que o “teor e grau do crime quebrou largamente a disciplina militar.”
Ramazan Korkmaz, o advogado que representa os oito soldados, disse que os soldados negaram todas as acusações.
Desde que regressaram à Turquia, estes soldados, todos eles Curdos, têm sido acusados de ajudarem a promover a propaganda do PKK.
Também estão a ser investigados três deputados do DTP (Partido pró-curdo com assento no Parlamento), que viajaram até ao norte do Iraque para negociarem a libertação dos oito soldados.
Participaram nessas negociações, representantes do governo do norte do Iraque e soldados norte-americanos.

12 novembro 2007

Shimon Peres disse em Ancara que a paz entre Israelitas e Palestinianos é possível


O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou hoje durante uma visita à Turquia que acredita na possibilidade de paz entre o seu país e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). "Eu acredito que nós podemos agora fazer a paz com os Palestinianos", declarou Peres em Ancara, durante uma entrevista conjunta com o presidente da Turquia, Abdullah Gül.
No entanto, Peres disse que o processo dificilmente avançará rapidamente. "É preciso tempo para se fazer a paz", declarou.
Os comentários de Peres surgem algumas semanas antes da realização de uma conferência sobre a paz no Médio Oriente, patrocinada pelos Estados Unidos, com o objectivo de relançar o processo de negociações de paz entre Israelitas e Palestinianos.
Gül, por sua vez, disse que o seu país espera que a conferência proporcione "resultados concretos e tangíveis" e que a Síria também seja convidada a participar.
Peres elogiou a participação de "todos os Estados moderados". Segundo ele, "a voz da paz ficará mais forte e mais alta" se mais países participarem. Advertiu para expectativas "excessivamente optimistas", mas disse considerar que a conferência será "um ponto de partida".

(Fonte: Agência Estado)

11 novembro 2007

Manifestações contra o PKK na Alemanha


Milhares de turcos fizeram ontem uma passeata tranquila em Munique e Frankfurt, duas cidades alemãs onde vivem importantes comunidades turcas, para protestar contra "a política de terror" do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Em Munique, cerca de 3.000 manifestantes reuniram-se numa praça histórica antes de iniciar uma passeata pelas ruas do centro. A manifestação terminou sem incidentes, segundo a polícia.
Em Frankfurt, entre 1.000 e 3.000 manifestantes atenderam ao pedido das "organizações turcas democratas que querem reunir-se pela paz na Turquia", destacou a polícia da capital financeira da Alemanha.
O PKK, considerado pela União Europeia e pelos Estados Unidos uma organização terrorista, é considerado ilegal na Alemanha desde 1993.
Cerca de 2,4 milhões de pessoas oriundas da Turquia vivem na Alemanha.

(Fonte: AFP)

09 novembro 2007

Irmão de Abdullah Öcalan afirmou que o braço do PKK no Irão é apoiado por Israel


Israel apoia o Partido para a Vida Livre do Curdistão (Pejak), o braço iraniano do grupo terrorista Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), segundo o irmão do líder do PKK Abdullah Öcalan, preso na Turquia.
O jornal turco "Sabah" publicou na edição de ontem uma entrevista com Osman Öcalan, residente no norte do Iraque após ter abandonado o PKK, e cuja extradição ainda é exigida pela Turquia. "Os Estados Unidos e Israel querem estender a guerra do PKK ao Irão. [...] Acho que Israel está a ajudar o Pejak", disse Öcalan. Segundo o antigo membro do PKK, o Pejak foi criado entre Setembro e Outubro de 2003 e, durante os últimos anos, alargou-se à região curda do Irão superando em apoio outras organizações curdas do país. Osman Öcalan acrescentou que a entrada em cena do braço no Irão, provocou o aumento da presença de iranianos de origem curda no partido, pois "40% dos membros do PKK são oriundos da Turquia, 20% são curdos da Síria e 30% são curdos do Irão. Neste momento, no Iraque, há uma aliança curdo-iraniana. Os xiitas do Iraque são um braço do Irão. Há quem se assuste com o desenvolvimento desta aliança curdo-xiita. Não gostam do reforço das relações entre o Irão e a administração curda (no norte do Iraque)", afirmou Öcalan em referência aos temores israelitas sobre o regime da República islâmica. O ex-guerrilheiro curdo afirmou também que, ao contrário do que ocorre na Turquia, a luta do Pejak no Irão "poderia obter resultados. O Irão não é um país com tanto apoio internacional como a Turquia. O Exército iraniano não está tão organizado como o turco. O PKK poderia conseguir no Irão os resultados que não conseguiu na Turquia", ressaltou. Sobre os combates entre a Turquia e o PKK, Osman assegurou que um Exército profissional de 25 mil homens poderia eliminar o grupo. Apesar das Forças Armadas da Turquia (de alistamento obrigatório para todos os homens) terem actualmente mais de 600 mil soldados e quase 400 mil reservistas, em 20 anos não conseguiram acabar com o grupo armado curdo de entre 3.500 e 5.000 militantes. Afirmou igualmente que se a Turquia decretasse uma amnistia geral e respeitasse os direitos políticos e culturais dos curdos, o conflito seria solucionado.

(Fonte: Efe)

07 novembro 2007

Comunidades cristãs reuniram-se na Turquia para rezarem pela paz no Médio Oriente


Em face do perigo de um conflito militar entre a Turquia e o Curdistão iraquiano, as comunidades cristãs do sudeste da Turquia e do norte da Síria reuniram-se para rezar pela paz.
No aniversário da morte de S. João Crisóstomo, mais de 330 fiéis cristãos de diversas confissões, dirigiram-se de Alepo, no norte da Síria, para Antioquia, na Turquia, para uma celebração solene na igreja ortodoxa da cidade. Entre os participantes estiveram o secretário da Conferência Episcopal da Turquia, Padre Mauro Pesce, o Vigário Apostólico da Anatólia, Dom Luigi Padovese, 12 irmãs Missionárias da Caridade, entre outros bispos e expoentes religiosos greco-católicos. O discurso oficial foi pronunciado pelo Bispo ortodoxo de Alepo, que disse: "Estamos unidos na lembrança de São João Crisóstomo. Trabalhamos para nos unirmos ainda mais e nos chamarmos unicamente cristãos, em paz e unidade".
Todos os bispos presentes expressaram a vontade das diversas comunidades cristãs de trabalhar pela paz em todo o mundo e, em especial, no Médio Oriente.

(Fonte: Rádio Vaticano)

UE critica lentidão de reformas na Turquia e diz que adesão só será possível a médio ou longo prazo


A Comissão Europeia publicou ontem um relatório sobre as negociações de adesão da Turquia à União Europeia (UE), onde menciona a lentidão das reformas, referindo que houve apenas "progressos limitados" em 2007.
No entanto, uma das exigências europeias, o fim do artigo 301º, que restringe a liberdade de expressão, pode ser satisfeita em breve. Em resposta ao relatório, a Turquia prometeu reforçar a "determinação em remediar as deficiências" e aceitou rever a controversa lei.
Depois de elogiar a resolução da crise política turca, o relatório critica a ausência de melhorias na questão da influência dos militares e na corrupção. Segundo explicou o comissário responsável pelo alargamento, Olli Rehn, as instituições democráticas foram "reforçadas", em 2007, e chegou o momento "da Turquia recuperar o impulso do processo de reforma". O comissário Rehn também apelou à UE para que respeite os seus compromissos com a Turquia, pois sem isso Ancara terá escassos incentivos para avançar com as reformas políticas e económicas. "Podemos exigir as reformas, mas será como falar com um muro", explicou o comissário. Por outro lado, Bruxelas recomendou a abertura, nas próximas semanas, de dois dos 35 capítulos das negociações. Refira-se que outros quatro capítulos já estão abertos e oito foram suspensos, como forma de pressão sobre Ancara. Para poder aderir, um país candidato deve encerrar as negociações em todos os 35 capítulos, aceitando adquirir a legislação europeia.
Ancara regista atrasos em temas como justiça, relação entre poder militar e político, direitos das minorias e dos consumidores. Em relação à Turquia e aos países dos Balcãs, a Comissão considera que qualquer perspectiva de adesão só será possível a "médio ou longo prazo".

(Fonte: DN)

Bruxelas quer que a Turquia elimine o artigo 301º do seu Código Penal


A Turquia tem de eliminar as restrições à liberdade de expressão e religião, se pretende que a União Europeia (UE) abra os próximos capítulos das negociações para sua entrada no clube europeu.

O aviso foi feito ontem, em Bruxelas, pelo comissário responsável pelo Alargamento, na apresentação do relatório anual da Comissão Europeia sobre o ponto de situação das negociações de adesão dos países candidatos à UE (Turquia e Croácia ), mas também daqueles com quem negoceia ou tem já um Acordo de Associação e Estabilização (AAE).
Bruxelas pretende que a Turquia elimine o artigo 301.º do seu Código Penal que restringe a liberdade de expressão, ou poderá ver o processo "congelado", já que este "deve ser um elemento de referência" para abrir o capítulo da discussão sobre questões judiciais e direitos humanos, declarou Olli Rehn.

(Fonte: Jornal de Notícias)

Turquia não descarta operação militar no norte do Iraque


A Turquia continua determinada a utilizar a opção militar contra os campos dos terroristas do PKK no norte do Iraque, anunciou ontem o gabinete de imprensa do primeiro-ministro turco, que congratula ainda a cooperação manifestada pelos Estados Unidos.
No dia seguinte ao encontro em Washington, do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan com o Presidente norte-americano, George W. Bush, um comunicado do gabinete do chefe do governo turco sublinha que Ancara “continua determinada a tomar medidas políticas, diplomáticas e militares no quadro da autorização do Parlamento para lutar contra os focos terroristas”.
Em Outubro, os deputados turcos deram "luz verde" ao governo para realizar, caso seja necessário, operações militares transfronteiriças contra as bases recuadas dos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) estabelecidas no Curdistão iraquiano. O documento congratulou a “vontade política comum”, manifestada na última segunda-feira durante o encontro Erdoğan-Bush na Casa Branca, de lutar contra o terrorismo, e em particular contra o PKK. “As partes evocaram neste encontro os princípios fundamentais de uma cooperação diversificada e substancial contra o terrorismo do PKK”, precisa o texto, e acrescenta que se chegou “a um acordo para medidas urgentes neste domínio”.
No final da reunião com Erdoğan, Bush anunciou uma nova parceria entre os exércitos norte-americano e turco e o comando central norte-americano no Iraque, para melhorar a partilha de informações. “Foi decidido, neste contexto, reforçar os canais de comunicação directos, para garantir a coordenação operacional das nossas instâncias [militares], particularmente a necessidade de uma partilha urgente de informações fiáveis”, acrescenta o comunicado do gabinete do primeiro-ministro. No entanto, Bush esquivou-se às perguntas sobre um possível ataque turco no norte do Iraque, qualificando-o de hipotético, preferindo sublinhar que Ancara pode contar com o apoio dos Estados Unidos na luta contra o PKK.
A viagem de Erdogan aos Estados Unidos era muito aguardada na Turquia, onde a opinião pública e a oposição parlamentar pressionam o governo para ordenar a entrada do Exército no norte do Iraque.

(Fonte: O Primeiro de Janeiro)

Deputados pró-curdos que mediaram a libertação dos soldados turcos estão a ser investigados


A Procuradoria de Ancara abriu uma investigação contra três deputados do Partido da Sociedade Democrática (DTP, pró-curdo) que mediaram com o Partido dos Trabalhadores de Curdistão (PKK) a libertação dos oito soldados capturados pelo grupo terrorista.
Aysel Tuğluk, Fatma Kurtulan e Osman Özçelik viajaram no Sábado para Erbil (norte do Iraque) para mediarem com o PKK a libertação dos soldados capturados, que foram libertados no Domingo.
Também intermediaram a operação as autoridades curdas do norte do Iraque e o comandante das forças multinacionais de ocupação no Iraque, David Petraeus.

Segundo as autoridades turcas, o papel dos deputados não está claro. "Soubemos um dia antes que nossos soldados seriam libertados, e antes dos três deputados chegarem ao norte do Iraque", criticou o porta-voz do Governo turco, Cemil Çiçek.
A polémica aumentou com a publicação de fotografias do momento da libertação dos soldados, que tiveram de esperar em formação enquanto os deputados curdos assinavam um documento sobre uma mesa coberta com uma imensa imagem do líder preso do PKK, Abdullah Öcalan.
"Nenhum membro das Forças Armadas turcas deveria ter passado por essa situação", lamentou o ministro da Justiça da Turquia, Mehmet Ali Şahin.
A imprensa turca e a oposição criticaram duramente o papel do DTP, acusado de tentar negociar com os terroristas.
Enquanto isso, os deputados afirmaram que o governo turco do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) sabia da viagem e da mediação, o que foi desmentido pelo Executivo.
Os oito soldados turcos libertados também estão sob investigação militar para averiguação de mais detalhes do cativeiro.
Em 1996, vários deputados turcos e curdos foram investigados por participarem na mediação com o PKK para a libertação de soldados capturados, mas não foram condenados.

(Fonte: Efe)

Comissão Europeia pede à Turquia para dar mais direitos à minoria curda

Multidão curda celebra o Nevruz


A Turquia deve eliminar as restrições à liberdade de expressão e melhorar a situação dos direitos da minoria curda para poder entrar na União Europeia (UE), afirmou ontem a Comissão Europeia.
A Comissão Europeia apresentou ontem o seu relatório anual sobre os progressos da Turquia e de outros países que querem entrar na UE. A eliminação dos artigos que restringem a liberdade de expressão "devem ser um elemento de referência" para abrir o capítulo das negociações sobre questões judiciais e direitos humanos, afirmou o comissário para o Alargamento da UE, Olli Rehn.

(Fonte: Efe)

Abdullah Gül diz que a Turquia já tomou uma decisão relativamente ao PKK


O presidente da Turquia, Abdullah Gül, disse ontem em Ancara que a Turquia "já tomou uma decisão" quanto à luta contra o PKK, e que "já a tinha tomado antes da visita do primeiro-ministro a Washington", na segunda-feira.
Em declarações à imprensa antes de iniciar uma visita oficial ao Azerbaijão, o presidente ressaltou que a ida de Erdoğan aos Estados Unidos serviu para comunicar a decisão às autoridades americanas.
"O objectivo da Turquia está claro. O país que dá mais importância à estabilidade do Iraque é a Turquia. Os EUA estão comprometidos com a luta contra o terrorismo. O objetivo da Turquia é acabar com o PKK. Os EUA estão comprometidos a colaborar", disse Gül.
Erdoğan reuniu-se na segunda-feira com o presidente dos EUA, George W. Bush, que prometeu mais apoio na luta contra o PKK, cujas bases se localizam no norte do Iraque.

(Fonte: Efe)

05 novembro 2007

O 2º tenente Furkan Işık

Furkan Işık, um jovem turco de 22 anos, concluiu os estudos universitários em 2006. No Verão desse mesmo ano, decidiu cumprir o serviço militar obrigatório. Digo decidiu, porque apesar do serviço militar ser obrigatório na Turquia, os homens turcos podem adiá-lo e fazê-lo na altura que melhor acharem conveniente, até um certo limite de idade.
Por ser licenciado, Furkan pôde escolher fazer o serviço militar durante 6 meses como soldado, ou durante doze meses como 2º tenente. Esta "escolha" foi depois sujeita à aprovação do Exército. Teve igualmente de aguardar a notícia do local onde deveria cumprir o serviço militar. Esse destino veio a revelar-se o pior possível: Şırnak, no sudeste da Turquia, na fronteira com o norte do Iraque, um dos palcos mais sangrentos das lutas entre o Exército turco e os terroristas do PKK. Furkan teria de cumprir o serviço militar nesse local, durante 12 meses, como 2º tenente.
No dia 1 de Setembro de 2006, quando patrulhava uma zona montanhosa com o tenente Ahmet Şevki Evin e com o soldado Mehmet Öztürk, às 5 da tarde, uma bomba foi detonada à distância. Não teve morte imediata como os seus dois companheiros, mas veio a falecer no Hospital Militar de Diyarbakır.

PKK libertou os oito soldados turcos que tinha capturado


Oito soldados turcos que tinham sido capturados pelos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no dia 21 de Outubro, regressaram ontem à Turquia depois de terem sido libertados pelo PKK.
O sequestro aconteceu durante um ataque do PKK no sudeste da Turquia, que causou a morte de 12 soldados turcos e gerou ameaças de intervenção militar turca no Iraque.
Os militares foram libertados às 7,30 horas locais, de acordo com Abdurrahman Cadirci, do PKK, que declarou que "a libertação se tornou possível com a mediação do governo do Curdistão iraquiano e de um dirigente do Partido para uma Sociedade Democrática" (DTP, partido pró-curdo da Turquia). "Eu entreguei pessoalmente os oito soldados às autoridades curdas iraquianas", disse.
"Nós fomos [no Sábado à noite] a uma região a cerca de três horas de Erbil - não sabemos se era na Turquia ou no Iraque - quando os membros do PKK chegaram com os soldados", disse Osman Özçelik, um deputado do DTP presente no momento da libertação.
"Eles estavam em boa condição de saúde. Depois, recuperámo-los e seguimos para Erbil, onde os entregamos às forças americanas", disse.
Os ex-prisioneiros embarcaram então num avião americano, informou o primeiro-ministro da região curda do Iraque, Nechirvan Barzani, numa entrevista à CNN-Türk. "Mas em seguida trocaram de avião e entraram na Turquia num aparelho turco", acrescentou.
Em comunicado, o governo autónomo do Curdistão iraquiano considerou que a libertação dos soldados aconteceu na sequência de "esforços pessoais do presidente da região curda, Massoud Barzani, do presidente Jalal Talabani e do primeiro-ministro da região curda, Nechirvan Barzani".
O Exército turco, que nunca confirmou a captura dos soldados, mas admitiu ter "perdido o contacto" com eles, anunciou em comunicado que os militares "reintegraram as forças turcas".
Esta libertação acontece nas vésperas de um encontro crucial em Washington entre o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, e George W. Bush.
Erdoğan afirmou no Sábado que pediria a Bush "medidas urgentes e substanciais" contra o PKK.
Os Estados Unidos congratularam, em comunicado do Departamento de Estado, os "esforços do governo iraquiano" que permitiram a libertação dos soldados. Além disso, pediram ao Iraque e à Turquia o "aprofundamento imediato da cooperação na luta contra o PKK, inimigo comum da Turquia, do Iraque e dos Estados Unidos".

(Fonte: AFP)

04 novembro 2007

Presidência portuguesa da UE considera "inaceitável" interrupção na adesão da Turquia


A presidência portuguesa está a trabalhar para a continuidade das negociações de adesão da Turquia à União Europeia e considera "inaceitável" uma interrupção brusca do processo, disse ontem o presidente do conselho de ministros da UE, Luís Amado.
"A presidência portuguesa está precisamente a fazer um esforço para que o processo não seja congelado", disse Luís Amado à imprensa, depois de se ter reunido com o presidente, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, à margem da conferência de Istambul sobre o Iraque.
"Seria um erro interromper um processo que deve contar com boa fé das duas partes", acrescentou, frisando que "a Turquia tem feito um esforço para poder convergir com os critérios da UE".
Segundo Luís Amado, "seria inaceitável que se procedesse a uma interrupção brusca".
Ressalvando que o processo negocial "não depende da presidência mas de todos os Estados membros", o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse ter dado "algumas garantias ao Governo turco" de que a presidência está a trabalhar para manter as negociações em curso.
Questionado se a Turquia tem razões para se sentir discriminada em relação a outros países candidatos, Amado considerou que não mas que há elementos que podem levar Ancara a duvidar da boa fé negocial da União Europeia.
"É conhecido que têm sido colocados alguns entraves, mas a pressão sobre o Governo turco para que haja continuidade no processo de reformas é justificada", disse.
Luís Amado acrescentou que os responsáveis turcos lhe manifestaram "a vontade de continuar nesse processo".
A adesão da Turquia à UE foi sempre apoiada por países como Portugal, Reino Unido ou a Espanha, mas conta com a oposição clara de países como a França ou a Áustria.
Depois de abertas as negociações em Outubro de 2005, o processo sofreu um grave revés em Dezembro de 2006 quando, devido à recusa de Ancara em abrir os seus portos ao Chipre (membro da UE desde 2004), Bruxelas decidiu congelar oito dos 35 capítulos da negociação.
Luís Amado afirmou que não abordou a questão da ameaça turca de invadir o Norte do Iraque com o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan. Mas disse-se confiante de que a visita de Erdoğan aos Estados Unidos, Domingo, permita "encontrar um quadro político e diplomático mais favorável para uma solução que impeça uma invasão".
"Queria sublinhar que a realização desta conferência é, em si, um elemento importante na avaliação da situação entre a Turquia e o Curdistão. As declarações que foram feitas e os compromissos assumidos por parte do Iraque e dos países vizinhos faz-me supor que esta conferência vai ter um efeito positivo", disse Luís Amado.
Luís Amado participou na reunião de Istambul que juntou representantes dos países vizinhos do Iraque - Turquia, Irão, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrain, Jordânia e Síria - e do próprio Iraque, assim como a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Amado integrou a delegação da União Europeia que incluía, além do ministro português, na qualidade de presidente do conselho de ministros da União Europeia, a comissária europeia para as Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner.

(Fonte: Diário Digital)