26 outubro 2007

Reunião entre a Turquia e o Iraque tem "resultados positivos"

A reunião desta sexta-feira, em Ancara, entre ministros turcos e iraquianos sobre a crise na fronteira turco-iraquiana devida à acção dos rebeldes do ilegaliazado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) apresentou "resultados positivos", afirmou à imprensa o porta-voz do ministério iraquiano da Defesa, Muhammed Askeri, que anunciou um novo encontro para a tarde.
"Há encontros muito importantes em desenvolvimento. Há resultados positivos. Tudo continua como estava previsto", declarou Askeri.
O porta-voz acrescentou que vai acontecer, durante a tarde um novo encontro no ministério turco dos Negócios Estrangeiros.
A parte turca evitou fazer comentários sobre essas entrevistas, que pretendem dissuadir a Turquia de intervir unilateralmente no norte do Iraque contra os rebeldes do PKK.
(Fonte: AFP)

Turquia está a perder a paciência


A Turquia reagiu de forma muito dura às pressões diplomáticas ocidentais no sentido de Ancara limitar as suas acções contra a guerrilha do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em território iraquiano. O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdoğan criticou os EUA, e o Presidente Abdullah Gül afirmou que a "nossa paciência está a esgotar-se". Uma delegação iraquiana chegou ontem a Ancara e os Turcos afirmam que esta é a derradeira oportunidade para resolver a crise. Chefiada pelo ministro iraquiano da Defesa, Abdul-Qader Jasim, a equipa negocial iraquiana pediu aos Turcos para aceitarem uma solução, mas sem incluir acções militares. Em Bucareste, onde se encontrava em visita oficial, Erdoğan fez um violento ataque à secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice: "Claro que [a senhora Rice] pode desejar que a Turquia não organize uma operação [militar] fora das suas fronteiras, mas a decisão sobre tal intervenção pertence-nos". O primeiro-ministro turco perguntou se as pessoas não se questionavam sobre o que tinham os Americanos procurado no Iraque, "a 10 mil quilómetros da sua casa". E respondeu: "Eu estou incomodado [com o PKK]. E os Americanos, o que os incomodava no Iraque?" Esta retórica, coincidindo com o que parece ser a negociação final com o Iraque, surge uma semana depois do Parlamento turco ter permitido ao seu Governo lançar uma operação de envergadura contra as bases do PKK no norte do Iraque, na região autónoma do Curdistão. Os iraquianos prometeram colaborar com os Turcos na erradicação do PKK. Ontem, em Damasco, o presidente do Parlamento iraquiano, Mahmoud Machhadani, disse que "estamos prontos a adoptar todas as medidas susceptíveis de preservar a segurança turca, pois isso significa preservar a segurança nacional iraquiana". Para Machhadani, esta crise tem origem "na hegemonia americana sobre o território iraquiano e na influência dos Estados Unidos sobre a Turquia". A Turquia mobilizou um quarto do exército (100 mil homens) para uma zona tampão com dezenas de quilómetros de profundidade. O terreno é difícil e as patrulhas e combates decorrem numa vasta área, incluindo em território iraquiano, com bombardeamentos de artilharia e voos de aviação. No Domingo, em Hakkari, um ataque dos rebeldes do PKK a uma unidade turca fez 12 mortos entre os militares. Pelo menos 32 guerrilheiros foram abatidos e oito soldados foram capturados. Diplomatas americanos confidenciaram que estão a tentar assegurar a libertação destes homens, através de contactos com as autoridades do Curdistão iraquiano.Na terça-feira à noite, houve um novo combate, também de grande violência. As tropas turcas detectaram um grupo de rebeldes que preparava um ataque e bombardearam a sua posição. Ancara diz ter "neutralizado" mais de 30 rebeldes .

(Fonte: DN)

25 outubro 2007

Erdoğan: Decisão de intervenção no norte do Iraque é exclusiva da Turquia


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou hoje em Bucareste que a decisão de uma eventual intervenção militar contra os rebeldes curdos no norte do Iraque é exclusivamente da Turquia.
Em resposta ao pedido da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, de contenção, Erdogan disse: "Certamente que ela pode pedir à Turquia para não realizar operações além das suas fronteiras, mas a decisão de uma intervenção como esta pertence-nos".
Nas palavras de Erdoğan, que se reuniu com o seu homólogo romeno, Calin Tariceanu, o governo turco tomará a decisão de executar uma operação quando "a situação o exigir".

Fonte: Diário Digital

Turquia posiciona mais tropas na fronteira com o norte do Iraque


A Turquia posicionou mais soldados na fronteira com o Iraque nesta quarta-feira, mantendo a pressão sobre o governo de Bagdad, que prometeu conter as actividades dos rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), que usam a região como base.
O governo turco colocou cerca de 100 mil soldados, além de tanques, caças F-16, helicópteros de guerra e artilharia pesada na fronteira, tendo em vista a preparação para uma incursão.
Na terça-feira o país alertou o Iraque de que uma incursão na região está "iminente", e exigiu que o governo de Bagdad tome medidas concretas contra a acção dos rebeldes no país.
Os Estados Unidos e o Iraque temem que uma ampla operação militar na região desestabilize a área, considerada a única estável do país.
O governo de Tayyip Erdoğan está sob forte pressão para tomar medidas rígidas contra o PKK, depois do ataque dos rebeldes que provocou a morte de 12 soldados turcos no passado Domingo.
O governo iraquiano prometeu combater a acção rebelde no seu território. No entanto, a Turquia revela-se céptica em relação à capacidade de Bagdad para conter a acção rebelde.
O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan, voltou na terça-feira de Bagdad e afirmou: "Aguardamos medidas concretas [do Iraque]". Após a visita, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki ordenou o encerramento de todos os escritórios do PKK no Iraque, dizendo que o grupo está proibido de operar no país. "Precisamos de mais do que palavras", disse Babacan. "É preciso impedir que o PKK use o solo iraquiano e fechar as suas bases. Os líderes do grupo também devem ser detidos e extraditados para a Turquia".
Durante os funerais de 12 soldados turcos mortos por rebeldes no último fim-de-semana, milhares de pessoas gritaram palavras de ordem em defesa de uma incursão militar.
Entretanto, as tropas turcas bombardearam supostas posições de rebeldes curdos na fronteira com o Iraque, nesta quarta-feira, informaram fontes do governo da Turquia. Também os líderes civis e militares do país discutiram detalhes de uma eventual incursão no norte do Iraque.
Unidades da artilharia atacaram as bases rebeldes na noite de terça-feira, segundo fontes do Governo, que no entanto não especificaram as áreas que terão sido bombardeadas. Negaram a ocorrência de ataques aéreos das tropas turcas no norte do Iraque, dizendo que, até ao momento, os bombardeamentos foram efectuados pela artilharia. Autoridades curdas também confirmaram bombardeamentos na área da fronteira nos últimos dias.
Líderes civis e militares turcos reuniram-se ontem com o Conselho de Segurança Nacional, para discutir uma eventual operação militar no norte do Iraque, para deter as actividades dos rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).
O governo e os partidos políticos da região autónoma curda do Iraque pediram ontem para que o PKK renuncie à luta armada e passe a defender as suas reivindicações através do diálogo. "Pedimos ao PKK para que abandone a violência e a luta armada como modo de actuação. Os problemas actuais devem ser resolvidos através de métodos políticos e diplomáticos", disseram os políticos curdos em comunicado. A nota também exige que o PKK mantenha o cessar-fogo declarado na segunda-feira. Além disso, o comunicado divulgado pela Presidência da região autónoma rejeita "o uso do território iraquiano, inclusive a região do Curdistão, como base para ameaçar a segurança dos países vizinhos. Condenamos todas as acções terroristas de qualquer parte, porque o povo do Curdistão é uma vítima do terrorismo. Sempre lutamos em nome da paz, da democracia, do desenvolvimento e da estabilidade de nosso povo e de toda a região", acrescenta o texto.
A Turquia acusa os curdos iraquianos de darem cobertura aos guerrilheiros do PKK.

(Fonte: Folha Online)

Delegação iraquiana de alto nível chega hoje a Ancara


Uma delegação iraquiana de alto nível visita hoje Ancara a fim de encontrar uma solução para a crise desencadeada pelos ataques de rebeldes curdos contra soldados turcos, no Domingo passado, na fronteira entre a Turquia e o Iraque.
Em Ancara, fontes diplomáticas disseram que esta pode ser a última oportunidade para que a parte iraquiana impeça uma incursão militar turca no seu território, com o objectivo de combater os guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
A delegação iraquiana incluirá dois altos funcionários do Ministério dos Negócios Estrangeiros e representantes do Partido Democrático do Curdistão (KDP), dirigido por Massoud Barzani, e da União Patriótica do Curdistão (PUK), liderada por Jalal Talabani.
A Turquia negou-se a reconhecer Barzani e Talabani e seus respectivos partidos como negociadores, por considerar que dão abrigo a militantes do PKK no norte do Iraque.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan, que se deslocou a Bagdad no início desta semana para discutir a crise curda, disse que a delegação iraquiana será bem-vinda em Ancara se trouxer propostas concretas.

(Fonte: Diário Digital)

Dezasseis homossexuais assassinados desde Janeiro deste ano


A mais respeitada associação defensora dos direitos dos homossexuais da Turquia, a Lambda Istambul, divulgou nesta quarta-feira, 24, que 16 assassínios ocorridos naquele país desde Janeiro de 2007, foram motivados por homofobia. A maior parte dos crimes teve travestis e transexuais como vítimas e terão sido praticamente ignorados pelos media locais. A Lambda costuma denunciar esses actos e, num momento em que a Constituição turca está a ser reformulada, apela à criação de leis que assegurem o respeito pelas minorias homossexuais, travestis e transexuais. Segundo as leis em vigor na Turquia, crimes decorrentes de preconceito sexual podem até garantir redução de pena aos agressores.

(Fonte: Mix Brasil)

24 outubro 2007

Iraque promete à Turquia que vai "restringir as acções terroristas" do PKK


Os rebeldes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) vão ser impedidos de usar o território iraquiano para ameaçar a Turquia, prometeram ontem as autoridades de Bagdad ao emissário de Ancara, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan. A promessa é vaga, notaram analistas citados pelas agências, porque nem o chefe do Governo, Nouri al-Maliki, nem o Presidente, Jalal Talabani, nem o responsável pela diplomacia, Hoshiyar Zebari, precisaram como vão enfrentar a guerrilha curda nas montanhas inóspitas do Norte do Iraque, para evitar uma invasão turca. "O PKK é uma organização terrorista", declarou Maliki, depois de conversações com o visitante Babacan. "Tomámos a decisão de encerrar os seus escritórios e de não os autorizar a usar o território iraquiano. Demos ao PKK a opção de retirada ou desarmamento", disse Talabani. "Importa-nos cada gota de sangue turco e cada gota de sangue iraquiano que forem derramados. Chegámos a acordo de que devemos adoptar uma posição comum no combate ao terrorismo", afirmou Zebari, dirigindo-se ao seu homólogo turco. "Não vamos tolerar que nenhum partido, incluindo o PKK, envenene as nossas relações bilaterais. Vamos resolver os problemas fronteiriços pelo diálogo directo."
A Turquia pede mais do que diálogo. Reclama acções concretas, sobretudo da administração autónoma do Curdistão iraquiano, dirigida por Massoud Barzani. Este mostra-se relutante em deixar que a sua milícia de 100 mil peshmerga (combatentes) enfrente a guerrilha. O problema do PKK não pode ser resolvido pela força, salientou, numa entrevista à Al-Jazira. "Esperemos que a Turquia não exporte os seus próprios problemas para a região, mas se, por alguma razão, nos tornarmos o alvo de uma vasta operação, faremos tudo para nos defendermos."
Em Bagdad, Ali Babacan asseverou que a Turquia quer manter abertos os canais diplomáticos, e não está interessada em "sacrificar as relações culturais e económicas com o Iraque por causa de uma organização terrorista", numa alusão ao PKK.
De visita a Londres, ao lado de Gordon Brown, o primeiro-ministro turco, Recep Tayip Erdogan, foi mais incisivo: "Por enquanto estamos em posição de espera, mas o Iraque deve saber que, a qualquer altura, podemos usar o mandato [concedido pelo Parlamento] para uma incursão transfronteiriça." Posteriormente, numa conferência com empresários, Erdoğan aumentou a pressão, admitindo que Ancara poderá impor sanções às exportações para o Iraque, avaliadas pela Reuters em 2600 milhões de dólares, em 2006. Erdoğan está ele próprio sob pressão interna. As imagens de oito soldados feitos reféns pelo PKK numa emboscada que matou outros 12, no Domingo, foram ontem difundidas por uma agência e uma televisão curdas, deixando a sociedade em estado de choque. Ontem foi também o dia do funeral dos 12 militares, a maioria recrutas na casa dos 20 anos. Os seus caixões cobertos pela bandeira nacional desfilaram perante um país em luto e revolta. Manifestações de louvor aos "mártires" e protestos para "liquidar os terroristas" continuam a realizar-se em várias cidades. Os editorialistas dos jornais mais nacionalistas clamam por uma ofensiva total, mas até o poderoso exército tem evitado cair no que alguns alertam ser "uma armadilha do PKK": arrastar a Turquia para a guerra do Iraque.
As promessas dos líderes de Bagdad a Babacan foram recebidas com cepticismo por analistas, que alertam para a ineficácia de qualquer acção sem um envolvimento directo das tropas dos Estados Unidos. Ontem, o jornal Chicago Tribune noticiava que a Administração Bush prometeu ao Presidente turco, Abdullah Gül "avaliar a possibilidade de levar a cabo ataques aéreos" contra as bases do PKK, se isso dissuadir Ancara de avançar com tropas terrestres. O Departamento de Estado, através do porta-voz, Sean McCormack, admitiu apenas que está a ser estudado "apoio operacional", insistindo em que todos os esforços vão no sentido de "encontrar uma solução diplomática para um problema muito difícil".A relutância dos EUA em intervir no Curdistão tem sido explicada com o receio de uma intervenção poder fazer alastrar a instabilidade que assola o resto do Iraque à única região que permanece próspera desde a queda de Saddam Hussein em 2003.

(Fonte: Público)

Aviação turca bombardeou alvos do PKK junto à fronteira iraquiana


A aviação turca bombardeou esta tarde alegadas posições dos rebeldes curdos no sudeste do país, junto à fronteira com o Iraque, noticiou a agência Anatólia.
Segundo a mesma fonte, caças e helicópteros de combate descolaram ao início da tarde de Diyarbakir, principal cidade da região de maioria curda no sudeste da Turquia, tendo atacado e destruído “vários esconderijos” dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) na região. A agência de notícias turca adianta que os bombardeamentos se estenderam a quatro províncias (duas junto à fronteira com o Iraque e outras duas próximas do Irão) do sudeste de Anatólia e visaram também caminhos de montanha habitualmente usados pelos guerrilheiros. A aviação turca bombardeia com regularidade posições dos rebeldes nas zonas montanhosas do sudeste do país, mas a operação de hoje ocorre numa altura de grande tensão junto à fronteira iraquiana, depois do Governo de Ancara ter ameaçado lançar uma ofensiva contra as bases do PKK na Norte do Iraque. Os militares turcos calculam que 3500 rebeldes estejam refugiados no Iraque e outros dois mil mantenham as suas posições nas montanhas do sudeste do país, atravessando com frequência uma fronteira porosa que lhes é familiar. No Domingo passado, uma emboscada dos rebeldes, alegadamente vindos do Iraque, custou a vida a 12 militares, agravando a pressão da opinião pública turca para o lançamento da ofensiva, ainda que o Executivo esteja a dar prioridade a negociações com o Governo iraquiano e a Administração norte-americana. Esta manhã, duas bombas accionadas à distância explodiram à passagem de patrulhas militares na província de Tunceli, um dos bastiões do PKK, mas o incidente não provocou feridos.

(Fonte: Público)

Filme germano-turco conquista deputados do Parlamento Europeu


"Auf der anderen seite" do realizador alemão de origem turca Fatih Akin, conquistou o Prémio Lux, Prémio Europeu de Cinema, ultrapassando Belle Toujours, de Manoel de Oliveira, que também concorria.
O galardão, instituído este ano e atribuído pelos deputados europeus que visionaram as três películas finalistas àquele que na sua opinião é o filme de produção europeia que melhor difunde "a construção europeia ou a diversidade de culturas", foi entregue hoje em Estrasburgo (França) durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, numa cerimónia que também contou com a presença de Manoel de Oliveira.
Na ocasião, o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, classificou Manoel de Oliveira como "um dos grandes nomes do cinema europeu" e felicitou-o pelo "seu compromisso em prol deste prémio".
Em declarações aos jornalistas, o realizador português, de 98 anos, saudou a iniciativa do Parlamento Europeu, afirmando que "é sempre interessante tudo o que seja feito em prol do cinema, uma expressão artística inigualável".
Relativamente à atribuição do galardão ao realizador alemão de origem turca Fatih Akin, Manoel de Oliveira comentou com um sorriso que nunca foi feliz "nos bilhetes de sorte grande", e desta vez também "não saiu", para de seguida garantir que não ficou "nada, nada" desapontado e apontar que se deslocou a Estrasburgo "não para receber o prémio, mas sim honrar quem ganhasse".
O filme de Fatih Akin tem como pano de fundo as diferenças culturais entre Turcos e Alemães, acompanhando a vida de seis personagens de uma comunidade turca na Alemanha. Este filme será o candidato da Alemanha ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro da Academia de Hollywood.
"Belle Toujours", também o candidato de Portugal ao Óscar da Academia de Hollywood para Melhor Filme Estrangeiro, é uma homenagem de Manoel de Oliveira, de 98 anos, ao realizador Luís Buñuel e ao argumentista Jean-Claude Carrière, que assinaram "Belle de Jour".
O terceiro filme nomeado era o vencedor da Palma d´Ouro no Festival de Cannes de 2007 "Quatro Meses, três Semanas e dois dias", do Romeno Cristian Mungiu, e que constitui um retrato da Roménia durante o regime comunista de Ceaucescu, tendo como pano de fundo a história de uma rapariga que tenta fazer um aborto clandestino.

(Fonte: Sol)

Partido curdo pede aos rebeldes do PKK para libertarem os oito soldados turcos

O principal partido curdo da Turquia (DTP) pediu hoje aos rebeldes curdos do PKK para libertarem os oito militares turcos que afirmam ter em seu poder, e declarou-se disposto a mediar a libertação.
"Há informações substanciais de que os oito soldados estão nas mãos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão)", afirmou Ahmet Türk, presidente do Partido da Sociedade Democrática (DTP), à agência de notícias Anatolia. "Os jovens deveriam ser entregues às suas famílias", afirmou o político turco. "Quando as condições forem boas, faremos alguns esforços nesse sentido", acrescentou.

(Fonte: Diário Digital)

A Turquia tem como único alvo o PKK


A Turquia não tem ambições territoriais sobre o Iraque. A garantia foi dada, esta terça-feira, pelo primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, em Londres. Durante uma conferência de imprensa com o homólogo britânico, o governante turco frisou que uma eventual intervenção no norte do Iraque tem como único alvo o ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). "Continuamos ao lado do povo iraquiano, que tem passado por momentos difíceis e não temos aqui qualquer ambição, seja de natureza política ou territorial. Bem pelo contrário, gostaríamos que o Iraque seguisse o caminho da democracia."

Gordon Brown, diz compreender a revolta dos Turcos, mas alerta que qualquer intervenção no Iraque deve contar com o apoio do governo do país e dos aliados, como é caso dos Estados Unidos. Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro britânico justificou a operação com a necessidade de prevenir a movimentação de rebeldes que afirma serem "uma ameaça para os cidadãos turcos". O Iraque já se comprometeu a colaborar com a Turquia no combate aos rebeldes curdos no norte do país. No passado dia 17, o parlamento turco autorizou uma incursão nos campos do PKK no norte do Iraque. Uma acção, que, segundo Recep Tayyip Erdoğan, poderá acontecer a qualquer momento. Esta terça-feira, foram a enterrar alguns dos soldados turcos, que no Domingo morreram no sudeste da Turquia, num dos mais mortíferos ataques atribuídos ao PKK. Cerimónias, que acabaram transformadas em manifestações contra o PKK.

(Fonte: Euronews)

23 outubro 2007

Foram hoje a enterrar os soldados mortos no Domingo pelo PKK

















Sobre o PKK


O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) é, desde sua fundação, em 1978, um dos maiores problemas da Turquia, que novamente analisa a possibilidade de lançar uma ofensiva militar contra as bases do movimento no norte do Iraque.

De inspiração marxista-leninista, o PKK foi fundado por Abdullah Ocalan para que fossem reconhecidos os direitos dos 15 milhões de curdos da Turquia, alguns tão básicos como o uso do próprio idioma. O movimento iniciou a luta armada para conseguir a independência do Curdistão em 1984, e, desde então, cerca de 37 mil pessoas morreram num conflito que também deixou dezenas de milhar de aldeias destruídas e centenas de milhar de deslocados no sudeste e no leste da Turquia, de maioria curda. As reivindicações independentistas do PKK, foram alteradas na década de 90 pelas de uma forte autonomia, uma amnistia para os milhares de presos e a possibilidade de participar na vida política. Ocalan foi detido em 1999 no Quénia, após vários anos de exílio na Síria, de onde teve de fugir devido a pressões turcas. Foi condenado à morte, mas teve a pena comutada para prisão perpétua. Na primeira audiência do seu julgamento, Ocalan pediu perdão aos familiares dos mortos pelo PKK e pediu à guerrilha que depusesse as armas. A captura de Ocalan marcou uma nova época no PKK, que decretou um cessar-fogo unilateral e adoptou várias medidas destinadas a melhorar a sua imagem internacional. Após mudar várias vezes de nome, acabou retomando o original. A Turquia, que, assim como os Estados Unidos e União Europeia, considera o PKK uma organização terrorista, negou-se a reconhecer a trégua e a negociar. O grupo armado retomou os ataques em 2004 e, após uma nova trégua unilateral em 2006, intensificou as suas acções violentas nos últimos meses. Actualmente o principal responsável militar do PKK é Murat Karayilan, que tem a sua base nas montanhas do norte do Iraque, enquanto a ala política está representada pelo Parlamento curdo no exílio, com sede em Haia. A Turquia já realizou operações no norte do Iraque, onde Ancara acredita que o PKK tem cerca de 3.500 combatentes. As acções foram realizadas em 1992, 1995 e 1997, desta vez em grande escala, com 50 mil soldados a cruzarem a fronteira. Nas regiões montanhosas, que o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein não conseguiu dominar, também se acredita que estejam escondidos milicianos do Pejak, organização que luta pelos direitos dos curdos no Irão.

(Fonte: EFE)

Lisboa condena PKK e apela ao diálogo Turquia-Iraque

A presidência portuguesa da UE condenou ontem o ataque do PKK, saldado em 12 soldados turcos mortos, saindo em apoio da luta anti-terrorismo da Turquia e apelando ao diálogo Ancara-Bagdad para evitar a guerra no norte do Iraque.
Em comunicado, a presidência da União Europeia reprovou a "violência terrorista" do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão, a operar em território turco a partir de bases de retaguarda no norte do Iraque.
Em nome dos 27, foram enviadas "sentidas condolências aos familiares dos mortos" e uma mensagem de "solidariedade" aos feridos.
A presidência "lamenta profundamente o sofrimento infligido pelos actos terroristas e a perturbação causada ao país em geral".
O documento apela à comunidade internacional e, em particular, aos actores regionais para "apoiarem o esforço turco no combate ao terrorismo e protecção da população, dentro do respeito pela lei".
O apelo é extensivo à preservação da "paz e estabilidade internacional e regional", insistindo na "contenção" em "acções militares desproporcionadas".
Para a presidência da UE, qualquer passo em falso "será uma vitória para a estratégia de violência do PKK".
Lisboa considera da maior importância o "fortalecimento do diálogo e da cooperação entre os governos turco e iraquiano para resolver o problema".
Bagdad e o executivo regional do Curdistão são instados a "fazerem respeitar a inviolabilidade da fronteira turca" e a garantir que "o território iraquiano não será usado para acções violentas" contra o vizinho do norte.
Além dos 12 soldados turcos mortos Domingo na emboscada perto da localidade de Daglica (sudeste da Anatólia), o PKK capturou mais oito militares, que segundo os guerrilheiros separatistas estão a ser tratados de acordo com a Convenção de Genebra, relativa a prisioneiros de guerra.
Um comunicado do exército turco precisa que 32 guerrilheiros também foram mortos no decurso de uma operação militar de grande envergadura lançado na sequência da emboscada.
O exército está desde a semana passada autorizado pelo Parlamento turco a lançar, no período de um ano, uma operação de limpeza das bases do PKK no Curdistão iraquiano.

(Fonte: Diário Digital)

Protestos em toda a Turquia contra o PKK







Sucedem-se os protestos, um pouco por todo o país, contra o PKK. A opinião pública turca está revoltada e quer combater o PKK. A situação está ao rubro com pessoas a quererem oferecer-se como voluntárias para combaterem na fronteira e no norte do Iraque contra os rebeldes do PKK.

Ambiente de consternação na Turquia pela morte de mais 12 soldados


A Turquia vive momentos de profunda tristeza e revolta pela morte de mais 12 jovens soldados.
Os soldados que morreram no último mês no sudeste da Turquia, estavam todos a cumprir o serviço militar obrigatório. Não possuem qualquer experiência militar e muitas vezes são comandados por outro jovem como eles que adquire o estatuto de tenente, por ter uma licenciatura, mas que também não possui qualquer experiência militar. Entre estes 12 mortos, está um desses tenentes. Também entre estes 12 mortos está um jovem curdo. Sim, porque os Curdos que vivem na Turquia estão integrados na sociedade turca e também cumprem o serviço militar obrigatório e também estão a chorar estes mortos e este conflito. Por outro lado, ainda ontem um Turco de ascendência curda, será melhor dizer assim, me dizia que era Curdo e que começava a sentir medo de dizer que o era porque a opinião pública está de tal forma revoltada que pode confundi-los com os rebeldes do PKK.