22 outubro 2007
Governo e Exército turco apelam à união nacional
Bush condena o ataque do PKK
O presidente Bush "condena o ataque na província de Hakkari e expressa pêsames às famílias que perderam entes queridos e a todo o povo da Turquia", afirmou Gordon Johndroe, porta-voz da Casa Branca.
"Estes ataques são inaceitáveis e devem parar imediatamente. Os confrontos a partir do território iraquiano devem ser solucionados rapidamente pelo governo iraquiano e pelas autoridades regionais curdas", acrescentou Johndroe.
"Os Estados Unidos, a Turquia e o Iraque continuarão juntos para vencer os terroristas do PKK", disse o porta-voz.
"Estamos indignados com a violência terrorista que causou a morte de 12 pessoas", disse por sua vez o porta-voz do departamento de Estado Sean McCormack. "Condenamos categoricamente o PKK."
Doze militares e 32 rebeldes curdos morreram Domingo durante violentos combates que se seguiram à emboscada do PKK contra patrulha militar no sudeste da Turquia.
As emendas à Constituição foram aprovadas com 69.1% dos votos
O Presidente Abdullah Gül, com um mandato de sete anos conferido pelo Parlamento em Agosto, poderá ser reeleito para outro de mais cinco já por sufrágio universal.
As legislaturas do Parlamento, que eram de cinco anos, passam a ser de quatro. O quórum parlamentar baixou de dois terços para um terço, bastando que um candidato presidencial seja indicado por 20 deputados de qualquer partido com mais de 10 por cento de votos.
Dos mais de 42 milhões de recenseados, só exerceram o seu direito cívico 52 por cento nas assembleias de voto que estiveram abertas 10 horas.
O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder), o pró-curdo Partido da Sociedade Democrática (DTP) e o centro-direita do Partido da Mãe Pátria (ANAVATAN, sem representação no hemiciclo), pediram o "sim".
A principal força política da oposição, o laico Partido Republicano do Povo (CHP), apelou à abstenção, enquanto o Partido da Acção Nacionalista (MHP) e o de centro-esquerda Partido da Esquerda Democrática (DSP) apostaram no "não".
21 outubro 2007
Exército turco diz que matou 32 rebeldes do PKK em resposta a ataque
O Estado-Maior das Forças Armadas da Turquia anunciou em comunicado que os combates em curso fazem parte de uma ampla operação militar por terra e ar em resposta ao ataque cometido por separatistas curdos nas imediações de Yuksekova, povoado da província de Hakkari (sudeste), fronteiriça com o Iraque. O comunicado do Exército cifra os soldados turcos mortos em 12 e os feridos em 16. Os líderes militares turcos afirmaram que, na noite de ontem, um batalhão de Infantaria de Yuksekova foi atacado de três posições diferentes por cerca de 200 militantes do PKK armados com artilharia pesada e rifles automáticos. O Estado-Maior turco afirmou hoje que já tinha bombardeado até 63 alvos no norte do Iraque. Além disso, deu a entender que os combates com o PKK continuavam hoje no norte do país vizinho. A agência "Firat", que é pró-curda, também disse que o Exército turco começou ontem a atravessar a fronteira com o Iraque a partir da localidade de Oremar, também na província de Hakkari. Ao mesmo tempo, em Bagdad, foi anunciado que o Exército turco bombardeou hoje povoados curdos na província de Dahuk, no norte do Iraque. Segundo fontes iraquianas, que pediram para não serem identificadas, 85 projéteis da artilharia turca atingiram povoados nas regiões de Zakho e Emadiyah. Além disso, a explosão de uma mina durante a passagem de um pequeno autocarro na província turca de Hakkari feriu dez civis neste Domingo.
(Fonte: EFE)
Rebeldes curdos mataram 12 soldados turcos e feriram 16
Esta emboscada pode precipitar a iminente incursão militar da Turquia no Curdistão iraquiano, para eliminar bases rebeldes curdas. Bagdad já apelou à contenção e ao diálogo com Ancara. Washington teme também a desestabilização do norte do Iraque. Mas o sinal para avanço das tropas turcas pode ser dado a qualquer momento, uma vez que o primeiro-ministro turco esteve reunido hoje com as chefias militares durante duas horas e meia para discutir esta situação.
A emboscada levada a cabo durante a noite por rebeldes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) contra soldados turcos, nas montanhas junto à fronteira com o Iraque, ameaça desencadear o que se temia: as tropas turcas que há poucos dias receberam autorização para penetrar em território do norte iraquiano podem ter agora a esperada ordem de marcha do primeiro-ministro turco.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, convocou uma reunião de crise com o general das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, e com o presidente da República, Abdullah Gül, que terminou há pouco tempo, para decidir quais os passos seguintes, numa altura em que é enorme a pressão da opinião pública interna com vista a uma vasta operação turca contra os rebeldes curdos no norte do Iraque.
A Turquia decide hoje a eleição do presidente da República por voto universal

Três meses depois das eleições de 22 de Julho, que deram uma vitoria ao partido de orientação islâmica da Justiça e Desenvolvimento (AKP), a Turquia realiza hoje um referendo para a população decidir sobre as alterações controversas que o Governo pretende introduzir na Constituição, que incluem nomeadamente a eleição do presidente da República por voto universal.
Dois hotéis turcos entre os dez melhores do mundo

Dois hotéis turcos estão entre os dez melhores do mundo, de acordo com uma sondagem realizada pela TUI, a maior operadora turística do mundo, junto dos seus clientes de todo o mundo.
Esses hotéis localizam-se em Antália, no sul da Turquia, e são: Delphin Deluxe Resort e Barut Hotel Lara Resort Spa & Suites.
Os clientes da TUI também escolheram o "hotel mais amigo do ambiente", e a escolha também recaiu num hotel localizado na Turquia: Iberotel Sarıgerme Park Hotel.
Também faz parte da lista dos dez melhores hotéis do mundo, um hotel português: Albergaria Dias, no Funchal (Madeira).
A Turquia tem ainda mais hotéis listados entre os 100 melhores do mundo: Barut Hotel & Apartments Cennet, Hotel Melas Resort, Hotel Sunrise Queen Amara Beach, Golden Coast, Cornelia Deluxe, Robinson Club Nobilis, Delphin Palace, Sheraton Voyager Antalya, Hillside Beach Club e İberotel Sarıgerme Park.
20 outubro 2007
Curdos do Iraque declaram-se determinados a lutar contra ataques turcos

"Anunciamos a todos os protagonistas que, se atacarem a região, sob qualquer pretexto, estamos totalmente determinados a defender a nossa experiência democrática, a dignidade do nosso povo e a integridade de nosso território", indicou o gabinete do presidente da região autónoma do Curdistão, Massud Barzani, em comunicado.
A advertência acontece depois do Parlamento turco ter autorizado, na quarta-feira, a realização de incursões militares no norte do Iraque para combater os insurgentes curdos, apesar da forte oposição dos Estados Unidos e de Bagdad, que pediu mais tempo para neutralizar os rebeldes.
A iniciativa do governo, que solicitou uma autorização de um ano para realizar uma ou mais incursões militares no norte do Iraque, foi aprovada com o apoio de 507 dos 550 deputados do Parlamento. Dezanove votaram contra a medida.
A moção deixa sob a responsabilidade do Governo a coordenação e o alcance da operação, assim como o número de soldados enviados.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou que a autorização do Parlamento não implica uma acção imediata, e que a diplomacia ainda terá oportunidade de actuar na questão.
Bagdad e Washington tentaram dissuadir Ancara de realizar uma acção militar no norte do Iraque.
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, declarou-se disposto a combater os separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que realizam ataques na Turquia a partir de bases mantidas no norte do Iraque.
Segundo Ancara, cerca de 3.500 combatentes do PKK estão refugiados nesta região e são apoiados pelos Curdos do Iraque.
A reacção da presidência curda, a primeira desde o início da crise, surgiu depois do secretário americano da Defesa, Robert Gates, ter dado a entender nesta quinta-feira que as forças americanas e iraquianas estariam dispostas a actuar contra os rebeldes do PKK.
Na quinta-feira, o governo do Curdistão pediu à Turquia para negociar directamente a questão do PKK, enquanto milhares de manifestantes protestavam em Erbil, a capital do Curdistão, contra os planos de intervenção de Ancara.
A Turquia afirma que a sua única opção é a acção militar contra o PKK porque nem Washington nem Bagdad estão a ajudar a combater os rebeldes.
Desde que foi colocado sob protecção dos Estados Unidos, em 1991, depois da guerra do Golfo, o Curdistão - que tem o seu próprio Governo e Parlamento - afastou-se do Governo central iraquiano. A sua segurança é garantida pelos combatentes curdos iraquianos, os peshmergas.
O ministro da Defesa turco, Vecdi Gönül, informou na véspera que se reunirá, no Domingo, com Gates para analisar as questões que estão a gerar um clima de tensão entre os seus países.
A reunião será realizada à margem de uma cimeira internacional em Kiev. Será abordada a intenção de Ancara de enviar tropas para o norte do Iraque para expulsar os rebeldes curdos entrincheirados nessa zona e também a possível votação no Congresso americano de uma resolução que reconhece a existência de genocídio arménio na Turquia.
(Fonte: AFP)
Manifestação contra o PKK em Ancara
Dois dias depois do Parlamento ter autorizado o exército a intervir no Iraque em busca de rebeldes, o primeiro-ministro Recep Tayyp Erdoğan convidou o executivo de Bagdad a agir, nomeadamente a encerrar os campos de treino e de acantonamento no Curdistão iraquiano e de entregar à Turquia os dirigentes independentistas. Entretanto a guerrilha ameaçou rebentar com oleodutos, como forma de represália a ataques do exército turco.
18 outubro 2007
Ministro turco diz que Bush não pode criticar a Turquia
Bush disse que os EUA têm deixado claro à Turquia para não lançar uma operação militar de larga escala na região curda no norte do Iraque, que tem no geral escapado da violência e da discórdia política comum no resto do país desde a invasão americana de Março de 2003. O ministro respondeu que a Turquia também tem o direito de combater os seus terroristas. "A Turquia está a implementar as mesmas regras internacionais que foram implementadas por aqueles que vincularam os ataques às torres gémeas a algumas organizações no Afeganistão e enviaram tropas ao Afeganistão baseados nesse direito", afirmou.
(Fonte: Agência Estado)
17 outubro 2007
Bush sobre o envio de tropas turcas para o Iraque e sobre a questão do alegado "genocídio" arménio
O presidente norte-americano George W. Bush exortou hoje a Turquia a não realizar incursões militares no Curdistão iraquiano, considerando que não é do interesse de Ancara enviar tropas para o Iraque."Dizemos de maneira muito clara à Turquia que não pensamos que seja do seu interesse enviar tropas para o Iraque", declarou Bush durante uma conferência de imprensa na Casa Branca.
"Um estacionamento maciço de tropas turcas no país não é a melhor maneira de enfrentar o problema", acrescentou o presidente norte-americano.
A Turquia ameaçou enviar tropas para o norte do Iraque para atacar os rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que se servem da zona como base para o lançamento de incursões na Turquia.
Entretanto, Bush considerou "contraproducente" a resolução apresentada ao Congresso norte-americano, visando reconhecer um genocídio arménio sob o Império otomano, no início do século XX.
"O Congresso não deveria procurar ocupar-se da história do Império otomano", afirmou. "O Congresso tem coisas melhores para fazer do que voltar as costas a uma democracia aliada no mundo muçulmano, em particular uma democracia que fornece um apoio vital ao nosso exército todos os dias", referiu.
Questão da Turquia pode ser dscutida na Cimeira de Lisboa
UE pede à Turquia para respeitar o território do Iraque
"É crucial que a Turquia continue a lidar com este problema através de cooperação entre autoridades relevantes", disse a porta-voz da comissão, Krisztina Nagy.
"A UE e a Turquia têm regularmente reiterado que permanecem comprometidas com a independência, soberania, unidade e integridade territorial do Iraque".
Governo turco dá luz verde à invasão do Iraque para atacar o PKK
Enquanto o primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al Maliki, afirmava pretender erradicar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) do Iraque, uma moção autorizando por um ano o governo de Recep Tayyip Erdoğan a entrar, se necessário, no Iraque para atacar as bases rebeldes era aprovada por larga maioria.
Apenas 19 deputados do partido pró-curdo DTP (Partido para uma Sociedade Democrática) votaram contra a moção, enquanto os restantes 507 parlamentares presentes votavam a favor.
O vice-primeiro-ministro Cemil Çiçek, que defendeu o texto, insistiu que qualquer intervenção teria por único alvo o PKK, que luta desde 1984 contra o poder central turco num conflito que fez já mais de 37.000 mortes.
O texto precisa que a data e amplitude das operações serão determinadas pelo governo e que as incursões visarão apenas "a região do norte e as zonas adjacentes", onde se encontram cerca de 3.500 homens armados do PKK, segundo as autoridades.
Para tentar apaziguar a tensão entre Ancara e Bagdad, Maliki falou pelo telefone com o seu homólogo turco pouco antes da abertura da sessão do Parlamento.
Maliki declarou-se "absolutamente determinado a pôr fim às actividades e à existência do PKK em território iraquiano" e indicou ter dado "instruções precisas" a este respeito à administração da região autónoma curda do norte do Iraque.
A partir de Paris, onde se encontrava hoje, o presidente iraquiano Jalal Talabani, um Curdo, manifestou a esperança de que a Turquia não intervenha militarmente.
"Esperamos que a sabedoria do nosso amigo, o primeiro-ministro Erdoğan, seja suficientemente forte, que não haja intervenção militar", disse à imprensa.
Também as autoridades do Curdistão iraquiano advertiram hoje Ancara para os riscos de uma incursão militar, afirmando que poderia "destruir a estabilidade da região".
Os Turcos "sabem muito bem que uma incursão no território de um outro país é contrária às leis internacionais e constitui uma violação da soberania nacional que destruirá a estabilidade da região", disse um porta-voz do governo do Curdistão iraquiano.
Em Washington, o presidente norte-americano George W. Bush pressionou também a Turquia para não realizar incursões no Curdistão iraquiano.
"Dizemos de forma muito clara à Turquia que não pensamos que seja do seu interesse enviar tropas para o Iraque", disse Bush durante uma conferência de imprensa na Casa Branca.
Um estacionamento de tropas turcas no Iraque "não é a melhor maneira de fazer face ao problema", acrescentou Bush.
Ancara acusa os Curdos iraquianos de fornecerem ao PKK armas e explosivos e critica Bagdad e Washington por não agirem contra esta organização, considerada terrorista pela Turquia, Estados Unidos e União Europeia.
Na terça-feira, Erdoğan advertiu Bagdad e as facções curdas do norte do Iraque, exortando-as a agir contra o PKK, ou a sofrer as consequências de uma ofensiva.
Os rebeldes curdos infiltram-se no sudeste da Turquia para aí realizarem ataques, que aumentaram desde o início do ano, levando o governo turco a considerar a opção militar.
Contudo, esta opção não deverá ser utilizada no imediato, para dar uma última possibilidade à diplomacia, segundo disse Erdoğan no início da semana.
Maliki pediu uma "nova oportunidade" para resolver a crise por vias diplomáticas e propôs negociações, segundo a Anatólia.
Erdoğan declarou-se pronto a reunir-se com uma delegação iraquiana, mas sublinhou que o seu país não podia tolerar "mais perdas de tempo".
O presidente sírio, Bachar Al-Assad, de visita a Ancara, manifestou, por seu turno, um precioso apoio à Turquia.
"Apoiamos as decisões que estão na ordem do dia do governo turco no que respeita à luta contra o terrorismo e as actividades terroristas", disse à imprensa.
(Fonte: Sol)
Ancara pede a Bagdad e aos Curdos para combaterem os rebeldes do PKK
"Eles devem assumir uma posição clara, isso é do interesse de todos", disse Erdoğan no Parlamento, pedindo aos Curdos do Iraque que "cooperem" com Ancara contra os rebeldes, refugiados no norte do Iraque.
"A direcção central iraquiana e a região autónoma do norte do Iraque devem erguer um muro bem alto entre elas e a organização terrorista", acrescentou, em referência ao PKK.
O Parlamento turco deve votar nesta quarta-feira uma moção para autorizar uma incursão militar no Iraque contra os rebeldes. Esta autorização parlamentar teria um ano de validade, o que os observadores consideram como uma "espada de Dâmocles" sobre o Iraque.
Ancara acusa os Curdos iraquianos de fornecerem armas e explosivos ao PKK, e reclama que Bagdad não faz o suficiente para combater esta organização, considerada terrorista pela União Europeia e Washington.
Família curda na Turquia
O governo iraquiano do primeiro-ministro Nuri Al Maliki parece ter captado a mensagem, e nesta terça-feira convocou uma reunião de emergência, anunciando no final o envio de uma delegação a Ancara em datas ainda não definidas.
O xiita Al Maliki insistiu "no compromisso do seu governo na luta contra as actividades terroristas do PKK contra a Turquia". Além disso, expressou o seu desejo de que as divergências se resolvam mediante negociações presididas pelos Estados Unidos, argumentando que "os governos iraquiano e turco devem cooperar para combater o terrorismo".
Também nesta terça-feira, o vice-presidente iraquiano, Tarek Al Hashemi, chegou à Turquia para se encontrar com Erdoğan e com o presidente Abdullah Gül.
Apesar destas questões, o governo de Ancara considera pouco provável que Bagdad esteja disposto a pressionar as autoridades autónomas curdas.
A Turquia e o Iraque assinaram recentemente um acordo anti-terrorista, cujo alcance, no entanto, não afecta os Curdos, primeiros aliados dos Americanos desde a sua ocupação do Iraque em 2003.
O vice-primeiro-ministro turco, Cemil Çiçek, disse nesta segunda-feira, à saída do Conselho de ministros, que uma possível incursão turca se dirige única e exclusivamente contra o PKK, sem afectar a integridade do Iraque, lugar utilizado pelos separatistas curdos para se infiltrarem no solo turco.
Actualmente, a Turquia estima em 3.500 o número de rebeldes refugiados nas montanhas do norte do Iraque, região que o regime de Sadam Hussein atacou diversas vezes.
Segundo a imprensa turca, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Ali Babacan, começará na quarta-feira uma viagem pelo Médio Oriente, com visitas ao Egipto e ao Líbano, para tentar limitar a reacção dos países árabes a uma possível acção turca no Iraque.
Os Estados Unidos já se pronunciaram contra um eventual ataque. "Queremos que o Iraque seja estável e desejamos que o PKK preste contas à justiça, mas pedimos aos Turcos que continuem as conversações connosco e que os iraquianos se abstenham de realizar qualquer acção que possa ser desestabilizadora", disse o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe.
As relações entre a Turquia e os Estados Unidos, aliados na NATO, ficaram mais tensas nas últimas semanas devido ao texto que tem sido debatido nos EUA, na Câmara dos Representantes, sobre o massacre arménio entre 1915 e 1917 durante o Império otomano, podendo vir a defini-lo como "genocídio".
O exército americano, por sua vez, considera a possibilidade de adoptar uma solução alternativa para abastecer as suas tropas no Iraque, caso a Turquia o impeça de usar as suas bases, em reacção a uma eventual aprovação pelo Congresso americano do "genocídio" arménio.
"Estamos a elaborar planos. Trata-se de estudar as outras opções de que dispomos, já que haverá sérias consequências operacionais" se a Turquia bloquear a passagem do material militar americano pelo seu território, declarou um alto funcionário do Pentágono.
(Fonte: AFP)








