16 outubro 2007

EUA pedem moderação à Turquia

A Casa Branca exortou a Turquia a mostrar "moderação" e a evitar qualquer acção que possa desestabilizar o norte do Iraque, depois do governo turco ter afirmado a sua intenção de conduzir uma ofensiva militar nesta zona para combater os rebeldes curdos. "Todos nós temos interesse na estabilidade do Iraque, e todos nós queremos ver os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) perante a justiça", disse o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe. "No entanto, pedimos aos Turcos que continuem as discussões connosco e com os iraquianos, e mostrem moderação evitando qualquer acção potencialmente desestabilizadora", acrescentou.
Este foi o apelo mais explícito da Casa Branca ao seu aliado turco desde que Ancara anunciou que estava a estudar seriamente uma incursão armada no norte do Iraque para combater os rebeldes separatistas do PKK.
A perspectiva de uma acção militar turca no norte do Iraque ganhou força nesta segunda-feira, quando o governo da Turquia transmitiu ao Parlamento o texto de uma moção que lhe daria durante um ano a autorização necessária para conduzir uma ou várias operações, declarou o vice-primeiro-ministro turco, Cemil Ciçek. A amplitude e a data das operações serão definidas pelo governo, acrescentou Ciçek, destacando que a Turquia esperava não ter de recorrer à opção militar. Porém, segundo vários dirigentes, o Parlamento poderá votar o texto ainda esta semana, talvez na quarta-feira.
O governo americano teme que uma incursão turca desestabilize uma das raras regiões do Iraque que conta com uma relativa estabilidade.
(Fonte: AFP)

15 outubro 2007

Três mil convidados no casamento da filha de Abdullah Gül

A filha do presidente da República da Turquia, Abdullah Gül, casou ontem. Os media turcos falam da  grande quantidade de convidados, cerca de 3000, do menu e do montante gasto: 170 000 liras turcas (cerca de 80 000 euros).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

13 outubro 2007

Ancara é capital da Turquia há 84 anos

Foi no dia 13 de Outubro de 1923 que Ancara foi declarada capital da Turquia.


Edifício do primeiro Parlamento turco, Ancara

Washington admite momento difícil na relação bilateral com Ancara


Condoleezza Rice admitiu que as relações entre os Estados Unidos e a Turquia atravessam um “momento difícil”, mas pediu contenção a Ancara quanto aos curdos do Iraque e à resolução do Senado norte-americano sobre o genocídio arménio. “É um momento difícil da relação”, disse a secretária de Estado norte-americana aos jornalistas que a acompanham na visita oficial que está a fazer à Rússia. Por instruções de Rice, a administração Bush enviou dois responsáveis à Turquia, na sequência da aprovação pelo Senado dos Estados Unidos de uma resolução reconhecendo o genocídio arménio Ancara. A Casa Branca opôs-se a uma tal resolução nomeadamente por recear que a Turquia deixe de facilitar o trânsito pelo seu território do reabastecimento das missões no Iraque e no Afeganistão. Por outro lado, Washington opõe-se a uma incursão turca no norte do Iraque, ameaçada pelo governo de Recep Tayyip Erdoğan para neutralizar os rebeldes curdos do sudeste turco que se escondem no Curdistão iraquiano. “Pensámos que era uma boa ideia enviar dois responsáveis da administração para falarem com as autoridades turcas e assegurarem-lhes que damos valor a esta relação”, disse a secretária de Estado. Rice acrescentou ter falado sexta-feira telefonicamente com o presidente (Abdullah Gül), o primeiro-ministro (Erdoğan) e o ministro dos Negócios Estrangeiros turco (Ali Babacan), que se disseram muito insatisfeitos com a resolução adoptada pelo Senado.

Por outro lado, o ministro de Estado da Turquia cancelou a visita que deveria iniciar hoje aos Estados Unidos, depois do Congresso ter reconhecido o genocídio praticado por Turcos sobre Arménios durante o Império Otomano. O ministro Kürsad Tüzmen, um influente membro do governo turco, com a pasta do Comércio Externo, deveria assistir, em Nova Iorque, a uma reunião organizada pelo conselho turco-americano. Os massacres e deportações de Arménios entre 1915 e 1917 fizeram mais de 1,5 milhões de mortos, segundo as autoridades arménias. Mas as contas da Turquia, que recusa a noção de genocídio e prefere falar em repressão contra uma comunidade que se revoltou e aliou ao inimigo russo, apontam para 250 a 500 mil mortos.



(Fonte: O Primeiro de Janeiro)

Ancara pronta para consequências de ataque aos redutos do PKK no norte do Iraque

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, está disposto a pagar a factura de um eventual ataque contra os separatistas curdos do PKK, nas suas bases no norte do Iraque.
A invasão do Iraque pelo norte implicaria a reacção americana e poderia desestabilizar a situação de segurança no relativamente pacífico Curdistão.
Erdoğan falou ontem na questão, ao ser confrontado com as possíveis consequências de uma decisão parlamentar de destruir os santuários do PKK no Curdistão iraquiano. "Depois de termos entrado por essa via, o custo já terá sido calculado", disse Erdoğan. O pedido de autorização de invadir o Iraque será apresentado na próxima semana. "Vamos discutir todas as implicações de uma decisão dessas", admitiu Erdoğan.
O governo turco tem estado sob forte pressão dos militares para agir contra o PKK. A Turquia montou junto da fronteira com o Iraque um dispositivo militar de grande aparato, com uma zona tampão que obrigou inclusivamente as forças turcas a ocuparem algumas posições dentro do Iraque. Apesar da insistência, o Governo turco nunca chegou a dar autorização para uma operação em maior escala, temendo os efeitos que isso teria nas relações com a Europa e com os Estados Unidos.
O PKK é considerado uma organização terrorista pela Turquia, mas também pelos EUA e pela UE. Em 1984, lançou uma luta armada, de tipo separatista, contra a Turquia, que é membro da NATO. O Governo de Erdoğan, de ex-islamistas conservadores, melhorou entretanto a sua política em relação à minoria curda do país.
Entretanto, a crise entre a Turquia e os Estados Unidos poderá agravar-se nas próximas semanas por outra razão: o genocídio arménio. Uma comissão do Congresso americano aprovou esta semana um documento de condenação do genocídio arménio, entre 1915 e 1917, provocando forte irritação em Ancara. A iniciativa dos democratas visa embaraçar a administração Bush e será discutida em Novembro. Se for aprovada pelo Congresso, poderá incendiar a relação com a Turquia. A lógica dos democratas é que recusar a categoria de genocídio para os massacres de arménios, entre 1915 e 1917, impedirá acção contra crimes semelhantes na actualidade. As resoluções sobre o genocídio arménio têm sido sistematicamente bloqueadas pelos republicanos. Mas em 2000, temendo criar um problema com a Turquia, o Presidente Clinton também torpedeou uma iniciativa.

Ancara reconhece a existência de massacres efectuados contra arménios pelos otomanos, mas recusa a palavra "genocídio", alegando que os arménios tiveram ajuda russa.

(Fonte: Diário de Notícias)

Bombardeamentos turcos contra o norte do Iraque


A artilharia turca bombardeou hoje várias vezes, uma aldeia curda do lado iraquiano. É mais uma prova da tensão que se vive na fronteira. Segundo alguns habitantes da localidade, os disparos duram há vários dias, a qualquer hora do dia ou da noite.
Durante o dia de hoje, alguns projécteis caíram na aldeia de Nezdoor, na província de Dahuk, não provocando vítimas nem danos materiais.
A Turquia tem, actualmente na fronteira com o Iraque, mais de 60 mil soldados, que esperam a autorização para lançar uma operação contra as bases dos rebeldes curdos no norte do país vizinho.
(Fonte: Euronews)

Genocídio arménio: EUA enviam dois responsáveis à Turquia para minimizar crise

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, anunciou hoje o envio à Turquia do seu adjunto e de um responsável do Pentágono para “minimizar” a crise diplomática provocada pelo reconhecimento numa comissão do Congresso norte-americano do genocídio arménio no início do século XX.
“Pensámos simplesmente que seria uma boa ideia enviar dois altos responsáveis” norte-americanos à Turquia, afirmou Rice, em Moscovo, onde se encontra em visita oficial. A decisão de Rice surge três dias depois de uma votação no Congresso ter reconhecido como genocídio o massacre de arménios entre 1915 e 1917 pelo Império otomano, ao qual a Turquia sucedeu em 1923. Estima-se que mais de 1,5 milhões de arménios morreram às mãos das tropas turcas, um número reduzido para 500 mil pela Turquia que recusa a utilização do termo genocídio, já reconhecido pela França, Canadá e Parlamento Europeu. O reconhecimento provocou a indignação do Presidente turco, Abdullah Gül, que o considerou “inaceitável”, e do Governo de Ancara que afirmou que o texto “colocará em perigo, num período muito sensível, uma parceria estratégica” entre os Estados Unidos e a Turquia. Rice indicou que ontem, numa conversa telefónica com o ministro dos Negócios Estrangeiros, o primeiro-ministro e o Presidente turcos, manifestou a sua desilusão pela votação do Congresso. Uma fonte diplomática que falou sob condição de anonimato à AFP avançou que Eric Edelman, subsecretário norte-americano da política de defesa e antigo embaixador em Ancara, e Dan Fried, subsecretário norte-americano dos assuntos europeus e euro-asiáticos, devem encontrar-se ainda hoje com o subsecretário de Estado turco dos Negócios Estrangeiros, Ertuğrul Apakan. "Edelman conhece bem a Turquia, é um amigo”, precisou a mesma fonte. Paralelamente, o ministro de Estado turco, Kürşad Tüzmen, cancelou uma visita que tinha para amanhã aos Estados Unidos, após a adopção do texto sobre o genocídio arménio, indicou a agência noticiosa Anatólia. Tüzmen, um influente membro do Governo responsável pelo comércio externo, deveria assistir, em Nova Iorque, a uma reunião organizada pelo conselho de assuntos turco-americanos. Este é o segundo responsável turco a anular uma visita aos Estados Unidos nos últimos dias, depois de um comandante da Marinha turca, o almirante Metin Ataç. No dia seguinte ao reconhecimento do genocídio arménio no Congresso norte-americano, a Turquia pediu ao seu embaixador em Washington, Nabi Şensoy, para regressar a Ancara. "Não estamos a retirar o nosso embaixador. Pedimos-lhe que viesse à Turquia para algumas consultas", disse na quinta-feira, em Ancara, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Levent Bilman.
(Fonte: Público)

12 outubro 2007

UE adverte Turquia contra incursão no norte do Iraque


O chefe da diplomacia da União Europeia advertiu hoje a Turquia contra uma eventual incursão militar no norte do Iraque para combater os rebeldes curdos.
No final de um encontro com o presidente da Arménia, Javier Solana instou os turcos à contenção. "Qualquer possibilidade de complicar ainda mais a segurança no Iraque é algo que não é bem-vindo. Esta é a mensagem que queremos passar aos nossos amigos turcos", disse o Alto Representante para a Política Externa da União Europeia.
Na mesma ocasião, o presidente da Arménia condenou a posição de Ancara sobre a resolução da comissão da Câmara dos representantes dos Estados Unidos que apelida de genocídio o massacre dos arménios durante o colapso do império Otomano no início do século XX. "O facto da Turquia adoptar uma posição de negação do genocídio não significa que tenha de obrigar outros Estados a negar também a verdade histórica", disse Robert Kocharian.

(Fonte: Euronews)

Indignação contra os EUA nas ruas turcas


A polémica está ao rubro. Na Turquia a contestação anti-americana desceu às ruas. Vários pontos do país assistiram a manifestações de protesto contra a aprovação de um texto por parte de uma comissão da Câmara de Representantes dos Estados Unidos que reconhece o "genocídio" arménio durante os últimos anos do Império Otomano.
Em Istambul e Ancara, os manifestantes marcharam em direcção às representações diplomáticas norte-americanas.
Ao longo dos anos, o assunto cresceu como um "tabu" e a sociedade turca não gostou da perspectiva assumida no Congresso norte-americano. A imprensa atacou os legisladores em Washington e os turcos tomam posições bastante críticas. "Os Estados Unidos são o último país a poder dizer alguma coisa sobre o assunto do 'genocídio' arménio. Devem olhar primeiro para os seus próprios desastres, lidar com os seus próprios genocídios, como o que aconteceu, por exemplo, aos Índios", diz um residente de Istambul. "Nunca vi os Estados Unidos como um país amigável. Fingem ser amigos, mas apenas para o seu próprio benefício. Em geral, não são um amigo", afirma um outro.

(Fonte: Euronews)

Turquia retira o seu embaixador nos EUA para consultas

A Turquia convocou, nesta quinta-feira, o seu embaixador em Washington, Nabi Şensoy, para consultas, após uma comissão do Congresso norte-americano ter adoptado um texto que reconhece como genocídio o massacre de Arménios pelo Império Otomano.
Sensoy irá a Ancara para responder a questões sobre o processo que deve ser aberto após a adopção desse texto, aprovado em comissão na quarta-feira passada por 27 votos a favor e 21 contra, na assembleia plenária da Câmara de Representantes.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, afirmou nesta quinta-feira que o seu gabinete fará o possível para impedir a adopção do texto e que está a estudar quais serão as medidas tomadas caso os esforços não surtam efeitos.

(Fonte: AFP)

11 outubro 2007

Parlamento turco vai votar operação militar turca no Curdistão iraquiano


O primeiro-ministro turco anunciou nesta quarta-feira, na cadeia televisiva CNN-Türk o envio ao Parlamento, na quinta-feira, de uma autorização para uma operação militar transfronteiriça no Curdistão iraquiano, contra a guerrilha do PKK.
Recep Tayyip Erdoğan explicou que o documento está a ser trabalhado visando permitir aos militares avançar para uma operação de limpeza dos santuários do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque. A "luz verde" do Parlamento para esta operação tem a validade de um ano, para que os militares possam avançar quando julgarem mais oportuno. Caberá então ao poderoso exército turco, o segundo da Aliança Atlântica (NATO), depois dos Estados Unidos, dar o passo em frente imediatamente, ou esperar para ver o que os norte-americanos e os seus aliados conseguem, mediante a cooperação das autoridades iraquianas.

(Fonte: AngolaPress)

Ban Ki-moon condenou os "massacres" de Arménios

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou esta quinta-feira "os massacres" de Arménios pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, mas recusou pronunciar-se sobre o uso do termo "genocídio".
"Não faço nenhum comentário sobre as leis adoptadas em país algum. Trata-se de um assunto entre Estados Unidos e Turquia", afirmou Ki-moon. "Mas é extremamente triste e trágico ter visto tais massacres durante a Primeira Guerra Mundial", comentou. "Isso deveria constituir um antecedente histórico, mas, na actualidade, não estou em posição de fazer um comentário oficial", disse. "Impedir os genocídios ou as atrocidades em larga escala é uma das maiores responsabilidades das Nações Unidas", destacou Ban Ki-moon.

(Fonte: AFP)

Congresso norte-americano reconheceu o genocídio arménio numa primeira votação parlamentar


A Casa Branca declarou-se hoje "desiludida" com uma primeira votação parlamentar reconhecendo o genocídio arménio do início do século XX e manifestou a intenção de prosseguir os esforços para impedir uma aprovação final pelo Congresso.
"Estamos desiludidos com a votação de ontem", quarta-feira, disse um porta-voz da Casa Branca, Scott Stanzel, depois do Congresso norte-americano ter dado um primeiro passo para este reconhecimento e ignorado, quer as advertências ameaçadoras da Turquia, quer a hostilidade do presidente George W. Bush, preocupado com represálias diplomáticas turcas.
Segundo um outro porta-voz, Gordon Johndroe, Bush vai "reafirmar a sua oposição" a este texto, que foi aprovado em comissão e deverá agora ser submetido a votação pelo plenário da Câmara de Representantes.
Bush e a sua administração desenvolveram uma intensa actividade para convencer os parlamentares a renunciar a este projecto e garantem que continuarão a fazê-lo "enquanto esta resolução existir", disse Johndroe.
A comissão dos Negócios Estrangeiros adoptou o texto na quarta-feira, apesar da mobilização da administração.
O texto não terá um carácter vinculativo para o governo, mas provocou a cólera da Turquia.
A administração norte-americana teme que, como resposta, a Turquia deixe de facilitar o trânsito pelo seu território do reabastecimento das missões no Iraque e no Afeganistão e de colocar à disposição dos Estados Unidos a base aérea de Incirlik, placa giratória do reabastecimento norte-americano.
Stanzel reafirmou que a Turquia desempenhava um "papel essencial na guerra contra o terrorismo" e que a adopção do texto pela Câmara, que parece possível, provocaria "danos consideráveis" aos esforços norte-americanos.
A aprovação do texto pela comissão motivou também uma reacção do governo turco, que em comunicado divulgado hoje apelou para que a Câmara de Representantes não dê andamento a um texto "irresponsável" e "susceptível de pôr em perigo" as relações bilaterais.
"Ainda temos esperança de que a Câmara de Representantes tenha suficiente bom-senso para não dar seguimento a esta resolução", afirmou o governo de Ancara.
"Dar seguimento a esta resolução, que colocará em perigo, num período extremamente sensível, uma parceria estratégica desenvolvida ao longo de anos, e relações com um país aliado e amigo, será uma atitude irresponsável", acrescentou o governo da Turquia.

(Fonte: Diário Digital)

Protestos um pouco por toda a Turquia contra os ataques do PKK

Ataque do PKK matou um polícia e feriu cinco pessoas


Um polícia morreu e cinco pessoas ficaram feridas esta quarta-feira num ataque com bomba dentro de uma loja em Diyarbakır, no sudeste da Turquia.
"O ataque foi cometido na loja de um alfaiate, onde estavam polícias. Um agente foi morto e cinco pessoas ficaram feridas, entre elas dois polícias e uma menina de 12 anos", anunciou o governador da cidade.
Uma testemunha tinha dito antes que uma granada tinha sido atirada contra um veículo da polícia.
O atentado terá sido cometido pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e aconteceu após o anúncio do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, de que o seu governo está a preparar um texto para pedir ao Parlamento que autorize o exército turco a conduzir operações militares no Curdistão iraquiano contra os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

(Fonte: AFP)

09 outubro 2007

Abdullah II destaca "papel estratégico" da Turquia no Médio Oriente

O rei Abdullah II da Jordânia destacou hoje o "papel estratégico" da Turquia para resolver os problemas do Médio Oriente, em reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ali Babacan.
O monarca ressaltou "o papel estratégico da Turquia para tratar os assuntos do Médio Oriente, assim como para fomentar a estabilidade e a segurança na região". O rei elogiou os esforços da Turquia para aproximar Israelitas e Palestinianos, a fim de estimular o processo de paz.
Babacan, que realiza uma viagem pela região que já o levou à Síria e Israel, debateu com o rei Abdullah e com o primeiro-ministro da Jordânia, Marouf Bakhit, "meios para apoiar os contínuos esforços internacionais e regionais para assegurar o êxito da conferência para o Médio Oriente". Durante a reunião, o monarca insistiu na necessidade de que a cúpula, prevista para Novembro em Maryland (EUA), represente um "avanço real e tangível" no processo de paz, que deve incluir o reconhecimento dos direitos legítimos e a criação de um Estado palestiniano. O rei pediu aos países vizinhos do Iraque para ajudarem o Governo e o povo iraquiano "a acabar com a violência no país". Babacan expressou ao rei Abdullah a vontade do presidente turco, Abdullah Gül, de estreitar os laços económicos bilaterais com medidas como a assinatura de um acordo para a criação de uma área de livre-comércio entre os dois países.

(Fonte: Efe)