20 setembro 2007
Ataque do PKK mata familiar do ministro dos Negócios Estrangeiros
19 setembro 2007
Gül: "Turquia a poia a paz mas defenderá sempre os Cipriotas turcos"
"A Turquia continuará a apoiar o processo de paz em Chipre, mas estará sempre ao lado dos Cipriotas turcos", disse Gül, numa conferência de imprensa transmitida pelas estações de televisão turcas.
Sublinhou que a parte turca "fez tudo o que estava ao seu alcance" para alcançar uma solução, numa referência à aprovação do referendo de reunificação organizado pela ONU na parte cipriota turca e a sua recusa pela parte cipriota grega. "A parte turca sempre teve o firme propósito de conseguir uma solução global (para a divisão de Chipre). Se a outra parte mostrasse a mesma determinação, poder-se-ia conseguir uma solução global, permanente e justa para as duas partes", adiantou.
Gül defendeu ainda uma solução federal, acentuando que "a realidade da ilha é esta: há dois Estados diferentes, com línguas diferentes, religiões diferentes e que funcionam democraticamente. Sem ter isto em conta, será muito difícil alcançar uma solução".
O presidente cipriota turco, Mehmet Ali Talat, defendeu por seu turno que seja encontrada uma solução para o diferendo a breve prazo. "Temos muita esperança, após a reunião de 5 de Setembro [com o líder cipriota grego Tassos Papadopoulos], em que apresentámos propostas concretas aos líderes cipriotas gregos. Durante estes dois meses e meio, trabalharemos com todos os nossos meios políticos, com todos os nossos meios intelectuais, para encontrar uma solução. Em 2008, será conseguida uma solução", garantiu.
Face às declarações da passada semana do presidente cipriota grego Tassos Papadopoulos, em que este indicou as forças armadas turcas como o "único inimigo de Chipre", Gül afirmou que foi o Exército da Turquia "que levou a paz à ilha".
18 setembro 2007
A ascenção do islamismo moderado e o futuro da República turca
(Fonte: DN)
Abdullah Gül desloca-se à Repúlica Turca do Norte do Chipre
17 setembro 2007
Abdullah Gül quebrou o jejum do Ramadão
15 setembro 2007
Orhan Pamuk: "Os islamitas respeitam mais a democracia do que os secularistas"
Pamuk tentou fugir às questões políticas frisando que não era nem militante nem político e acrescentou: “Os políticos islamitas na Turquia respeitam mais a democracia do que os secularistas.” Ressalvando ser ele próprio também um secularista, disse: “Os secularistas não dão a devida importância à democracia e tentam atrair o apoio das Forças Armadas, enquanto que os políticos islamitas moderados provam que são mais democráticos através dos esforços que desenvolvem para a adesão da Turquia à União Europeia.”
Relativamente a reacções anteriores que teve contra os islamitas, Pamuk disse: “Os homens da literatura são obrigados a reflectir sobre as realidades diárias. O mais importante é a forma como as reflectem. Eu posso ter perturbado alguns círculos por ter mostrado realidades.”
11 setembro 2007
Polícia turca desactivou bomba no centro de Ancara
Após quase três horas de trabalho, a brigada da polícia de Ancara conseguiu neutralizar o engenho colocado num autocarro estacionado num parque do centro da capital turca.
"O trabalho meticuloso das forças policiais impediu uma eventual catástrofe [...]. Nem quero pensar no que poderia ter acontecido se o atentado se tivesse concretizado", declarou, no local, aos jornalistas o governador da capital, Kemal Önal, que referiu "uma grande quantidade de explosivos".
As cadeias de informação NTV e CNN-Türk falaram na existência de 300 quilogramas de explosivos, mas esta informação não foi confirmada por qualquer fonte oficial.
O parque de estacionamento, com vários níveis, situa-se no bairro de Kurtuluş, uma zona residencial muito povoada e frequentada, no centro de Ancara, com vários estabelecimentos comerciais.
O governador explicou que cães detectaram explosivos no interior do veículo, aparentemente roubado, que as forças de segurança procuravam desde segunda-feira à noite.
Önal indicou que, até ao momento, o atentado não tinha sido reivindicado, sem precisar de que organização suspeitavam as autoridades.
Segundo a estação de televisão NTV, o tipo de explosivo descoberto no veículo apresenta semelhanças com os utilizados nos mortíferos atentados de Novembro de 2003 em Istambul, que visaram nomeadamente interesses britânicos e que foram atribuídos a uma célula turca da rede terrorista da Al-Qaeda.
Önal limitou-se a dizer que os explosivos se encontravam num veículo com matrícula falsa.
A polícia estabeleceu um perímetro de segurança em redor do parque de estacionamento, impedindo o acesso enquanto se procedia à operação de desactivação da bomba.
Em seguida, o explosivo foi levado para a academia de polícia, para ser examinado por peritos.
Equipas de bombeiros e ambulâncias foram enviadas para a zona, onde se situam também hospitais e instalações militares. Alguns edifícios públicos e residenciais foram temporariamente evacuados.
10 setembro 2007
Homem matou oito familiares devido a um conflito territorial
Um homem matou a tiro oito membros da sua família, numa aldeia do sudoeste da Turquia, fugindo em seguida.
O crime ocorreu ontem na aldeia de Karaadilli, na província de Afyon, a cerca de 300 km a oeste de Ancara.
O assassino matou primeiro o irmão de 45 anos e a sua família, com a qual mantinha um conflito antigo sobre a utilização das terras cultiváveis que pertenciam à família. Matou o irmão, a mulher deste e os dois filhos do casal, com 8 e 19 anos. Matou em seguida mais quatro membros da família, entre eles uma jovem de 15 anos.
O assassino fugiu para a província vizinha de Isparta. Foi activada uma vasta operação policial para capturar o homem.
Os conflitos territoriais que terminam em homicídios são relativamente frequentes nas zonas rurais turcas.
(Fonte: AFP)
Foram presas nove pessoas por chamarem "mártires" aos rebeldes curdos
Tratam-se de membros do Partido da Sociedade Democrática (DTP), que luta por mais direitos políticos e culturais para a minoria curda.
O DTP conquistou 20 lugares no Parlamento nas eleições legislativas de Julho.
De acordo com o Código Penal Turco, podem ser punidos com vários anos de prisão, por apoio e incentivo ao terrorismo.
(Fonte: Reuters)
Ali Babacan: "A Turquia está determinada a ser um país verdadeiramente democrático"
06 setembro 2007
Atentado na Sinagoga Neve Şalom foi há 21 anos
O grupo xiita “Resistência Islâmica” afirmou que o atentado foi uma resposta a ataques israelitas no Líbano.
(Fonte: Globo)
05 setembro 2007
MNE britânico defende adesão da Turquia como "objectivo claro" dos 27
Para "aproximar a Europa da Ásia, mostrar que os traços comuns da humanidade esbatem as diferenças religiosas, não há melhor país do que a Turquia", afirma Miliband num artigo publicado no "Daily Telegraph".
Por isso, sustenta, a União Europeia (UE) "precisa, como objectivo claro, da integração da Turquia como membro de pleno direito".
O ministro britânico encontra-se actualmente em viagem por cinco países europeus (Roménia, Turquia, Itália, Espanha e Portugal).
Na Turquia, David Miliband vai encontrar-se com o seu homólogo, Ali Babacan, responsável pelas negociações com a União Europeia, com o primeiro-ministro Recep Erdoğan e com o recém-eleito Presidente Abdullah Gül.
"A Turquia e o resto da Europa estão ligados pelas mesmas convicções democráticas e pelos mesmos interesses", acrescentou Miliband no artigo no "Daily Telegraph".
A adesão da Turquia à UE "iria ajudar a aprofundar esses interesses e valores partilhados e a apagar as diferenças".
Mas o governo turco, referiu, terá, "pelo seu comportamento (....) ajudar a desarmar os seus críticos", considerando crucial que as autoridades turcas resolvam os problemas relacionados com a liberdade de expressão e evoluir na questão de Chipre.
A Turquia encetou em Outubro de 2005 negociações para a adesão à UE, o que tem provocado divisões entre os 27 países membros sobre a adesão do país muçulmano.
(Fonte: Público)
02 setembro 2007
Adesão à UE: povo turco deve ser chamado a decidir
François Georgeon começou por afirmar que uma perspectiva histórica é necessária para desconstruir os reflexos duma série de ideias feitas sobre a cultura turca, fruto de visões essencialistas e eurocêntricas sobre a Turquia. A esta visão simplista e redutora contrapôs uma visão histórica rica e profundamente informada que facilita uma abordagem à contemporaneidade deste Estado pouco conhecido dos Portugueses.
A Turquia é um estado jovem (as fronteiras actuais datam do armistício de 1939, na sequência portanto da segunda guerra mundial) com uma antiquíssima história e uma grande diversidade cultural e pluralidade nacional: os primeiros vestígios de escritos turcomanos datam dos séc. VII a VIII e foram encontrados nas margens do lago Baikal no sul da Sibéria.
Com o império otomano era o poder político que controlava a hierarquia religiosa, o islamismo era a religião seguida pela maior parte da população. O laicismo de Mustafa Kemal Atatürk (1888-1938), conhecido como "o pai dos Turcos" e criador da República turca, foi certamente influenciado pelo ideário revolucionário francês. Mas o kemalismo prolonga sim essa forma de controle não estabelecendo separação entre poderes, assumindo portanto características diferentes do laicismo francês, e contribuindo para o reforço desse novo poder central.
Nesta linha ideológica, a religião deveria passar a ficar confinada à esfera privada, tendo certas formas de religiosidade tradicional passado a ser encaradas como retrógradas e associadas a uma "Idade Média". Velhos tempos se queriam deixar para trás em nome do progresso e duma ocidentalização reclamada como valor intrínseco à própria cultura turca e sustentada por uma longa vizinhança na Europa.
Disto resulta que, na análise de Georgeon, a europeização não é uma realidade recente estando pelo contrário associada à própria ideia da formação do Estado turco.
Miguel Portas, deputado europeu pelo Bloco, referiu o processo da evolução da CEE para a União Europeia. Começou por abordar os critérios de Copenhaga para o alargamento (estabilidade das instituições e garantia da democracia e do Estado de direito; respeito pelos direitos humanos incluindo os das minorias; existência duma economia de mercado). Fez notar que se os mesmos critérios usados para tentar impedir a adesão da Turquia tivessem sido aplicados aos actuais membros, alguns deles certamente não teriam sido aceites. E que a decisão final e fundamental passa pela expressão da própria vontade livremente expressa pelo povo turco.
Referiu o enorme apetite por este novo mercado, tal como noutras adesões, e a necessidade de amortecer financeiramente os custos sociais de tal integração. Que as condições políticas e económicas são muito diferentes das dos estados membros, com uma tutela militar e sem verdadeira democracia, tendo o estado um forte controle sobre a economia que passa pelas máfias económicas. Acrescentou que as esquerdas curdas estão persuadidas que a adesão poderá dar um contibuto para a abertura política do regime e para a luta por uma verdadeira democracia e pelos direitos dentro do país. O mesmo se poderá dizer sobre a questão cipriota.
François Georgeon é historiador e especialista em estudos otomanos e turcos do CNRS (instituição nacional de investigação françesa).
01 setembro 2007
Erdoğan promete mais democracia
Os objectivos do Executivo para os próximos cinco anos, aprovados pelo novo presidente Abdullah Gül, foram anunciados no Parlamento pelo primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, que leu perante os deputados o programa do segundo Governo do seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP). "A Turquia tem direito a uma Constituição civil e democrática, que será fruto de um amplo compromisso", afirmou Erdoğan, sublinhando que o novo texto alargará o campo das liberdades individuais na Turquia, país que encetou em 2005 difíceis negociações de adesão à UE. Sublinhou que o seu Governo trabalhará para um respeito "total" pelos critérios políticos e democráticos de Copenhaga, que qualquer país candidato à UE deve acatar. "Independentemente de serem oficialmente abertos ou não capítulos (de negociação), as reformas em vários domínios prosseguirão", declarou Erdoğan.
(Fonte: Jornal de Notícias)
Miguel Portas: "Adesão da Turquia à UE deve ser económica e política"
O eurodeputado do Bloco de Esquerda Miguel Portas defendeu hoje que a adesão da Turquia à União Europeia, a acontecer, deve ser não só económica mas também política.
"O processo de negociação deve ser levado até ao fim, com seriedade, na base dos critérios que a União Europeia definiu. Se as negociações chegarem a bom termo, então compete aos Turcos decidirem se querem ou não", defendeu Miguel Portas.
"O que não pode acontecer, porque isso seria ter dois pesos e duas medidas, é a União Europeia querer o mercado da Turquia, sem dar a possibilidade aos Turcos de estarem representados nas instituições europeias", frisou o eurodeputado e dirigente do BE.
Miguel Portas falava num debate no Fórum Socialismo, no segundo dia da Universidade de Verão do Bloco de Esquerda, que encerrará Domingo com uma intervenção do coordenador da comissão política, Francisco Louçã.
O eurodeputado criticou ainda os "líderes conservadores que bloqueiam o processo porque querem apenas o mercado que a Turquia representa" e não uma adesão que tenha consequências políticas.
"Nicolas Sarkozy quer a Turquia, quer a Anatólia inteira, e se a puder ter como mercado sem os votos, tanto melhor", criticou o dirigente bloquista.
(Fonte: Diário Digital)
Pentágono avalia se armas fornecidas ao Iraque passaram pela Turquia
O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, afirmou na quarta-feira que não havia, até o momento, provas de que as armas fornecidas pelos americanos tenham sido utilizadas por rebeldes iraquianos contra as forças americanas ou pelos insurgentes do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) contra o exército turco.
E acrescentou: "se as armas vindas dos Estados Unidos chegaram às mãos de criminosos ou de terroristas na Turquia, isso não seria resultado de uma política deste departamento ou do governo americano".
Jim Haynes, conselheiro do Pentágono, foi à Turquia no mês passado para discutir estas questões depois das inquietações demonstradas pelo governo turco em Washington no mês de Maio.
De acordo com Ancara, os rebeldes do PKK utilizam o norte do Iraque como base das operações lançadas contra o exército turco, e a Turquia não exclui uma incursão militar no Iraque.
É possível que este armamento tenha sido perdido ou roubado em combate contra insurgentes iraquianos e depois contrabandeado pela Turquia, afirmou o jornal New York Times citando autoridades americanas.










