30 junho 2007
A adesão da Turquia à UE e a presidência portuguesa
Pesquisa revela que a Turquia é o país mais anti-americano do mundo
As posições pró-americanas na Turquia, diminuíram de 12% no ano passado para 9% neste ano, enquanto que em 2002, antes da guerra do Iraque, representavam 53%.
A maioria dos Turcos é favorável à retirada das tropas americanas do Iraque, tal como acontece em 39 dos 47 países sondados na pesquisa.
A principal motivação desta queda de popularidade sem precedentes dos Estados Unidos na Turquia é devida, segundo os autores da pesquisa, ao facto dos Turcos entenderem a guerra no Iraque como "uma agressão contra os muçulmanos". A isso, pode-se acrescentar também, a relutância dos Estados Unidos, no último ano, em eliminar as bases do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) no norte do Iraque.
"Alarmante", foi assim comentada por analistas turcos, a queda da popularidade da União Europeia registada pela mesma pesquisa. Apenas 27% dos Turcos têm hoje uma opinião favorável em relação à UE. Essa posição favorável era de 80% há cinco anos, e há dois já se situava abaixo do 50%. Nesse período de tempo, as opiniões claramente desfavoráveis à UE tornaram-se a maioria, com cerca de 58%.
A pesquisa regista também uma queda nas opiniões favoráveis ao Irão. A popularidade do Irão caiu dos 53% no ano passado para 28% neste ano.
Apenas 10% dos Turcos têm uma opinião favorável às políticas do presidente russo Vladimir Puti, enquanto que as opiniões favoráveis a Osama Bin Laden representam 5%.
A conclusão da Pew é que "os Turcos se sentem cada vez mais isolados no mundo".
(Fonte: ANSA)
29 junho 2007
Turquia poderá atacar bases do PKK no norte do Iraque
"Estamos de acordo sobre o que tem de ser feito", frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros em declarações à cadeia televisiva CNN-Turk, em resposta aos insistentes apelos das forças armadas para uma incursão transfronteiriça contra os "santuários" do PKK no Curdistão iraquiano.
"Todos os planos estão concluídos, contemplando do melhor, ao pior dos cenários", indicou Gül.
O diário Radikal acentua que, de acordo com Gül, a Turquia passará ao ataque se os Estados Unidos, ou o governo de Bagdad não actuarem de imediato contra o PKK, considerado uma organização terrorista por Ancara, Washington e União Europeia (UE).
"Infelizmente, a cooperação com os Estados Unidos nesta matéria não corresponde às expectativas", lamentou o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, adiantando: "Se Washington e Bagdad nada fizerem, tomaremos nós a iniciativa e passaremos à acção".
O chefe do Estado-Maior turco, general das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt, tem insistido desde Abril no imperativo de uma incursão militar contra o PKK na região autónoma do Curdistão iraquiano, onde a organização, segundo Ancara, goza de plena liberdade de movimentos e da possibilidade de aprovisionar tanto armas, como explosivos para perpetrar atentados na Turquia.
Até agora, Ancara tem privilegiado a diplomacia junto de Washington e Bagdad.
A tensão interna na Turquia, contra o PKK, está ao rubro desde o recrudescimento das operações do PKK no sudeste da Anatólia, onde a maioria curda reivindica a independência, que culminou com um atentado suicida em Ancara (no passado mês de Maio), saldado em oito mortos.
Em Lisboa, o embaixador da Turquia, Kaya Türkmen, falando à Agência Lusa insistiu em que "qualquer país tem de combater o terrorismo e, portanto, se vier a ser necessária uma incursão militar turca no norte do Iraque para acabar com as bases do PKK, será feita, não há dúvida, mesmo que isso nos complique a vida".
"É sempre complicado quando um país entra pelo território do vizinho para aí atacar os terroristas. Mas se a vida dos turcos correr perigo, teremos de ir lá, se a situação for muito grave não haverá alternativa", disse ainda.
E concluiu: "O ideal seria podermos contar com a colaboração internacional nesta matéria. Os Estados Unidos têm a liderança no Iraque e se pudéssemos trabalhar com Washington, com a UE e com o executivo de Bagdad seria ideal".
O conflito entre o PKK e o poder central de Ancara, que se arrasta desde 1984, já fez mais de 37.000 mortos. O líder da organização, Abdullah Ocalan, cumpre prisão perpétua numa prisão de alta segurança na Turquia.
(Fonte: Portugal Diário)
Angela Merkel pede contenção no caso do jovem alemão preso na Turquia
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu ontem "contenção e tranquilidade" no caso de Marco Weiss, o estudante alemão de 17 anos detido numa prisão turca desde 11 de Abril, por suspeita de ter abusado sexualmente de uma menor de nacionalidade britânica.
A chanceler alemã reiterou em Berlim que o seu Governo "está em contacto com as autoridades turcas", com o objectivo de ajudar o jovem o melhor que puder".
Entretanto, a família da suposta vítima, recorda que a vítima não é ele mas sim a sua filha.
A família de Charlotte, a britânica de 13 anos que alegadamente sofreu abusos sexuais por parte de Marco num quarto de um hotel em Antália, disse confiar na justiça turca.
Uma porta-voz da família explicou que a rapariga está traumatizada e a receber apoio psicológico, para além de precisar de escolta policial para ir à escola para ser protegida dos media.
Ao que tudo indica, a família de Charlotte está disposta a esgotar todos os instrumentos legais ao seu alcance no julgamento do jovem alemão que terá início na próxima sexta-feira.
Para além da chanceler, que pediu um repatriamento rápido do jovem, é o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, quem mais esforços tem realizado para retirar o jovem da prisão. Manteve conversações com o seu homólogo turco, Abdullah Gül, e com o responsável pelas negociações de adesão da Turquia à UE, Ali Babacan.
Babacan disse na passada terça-feira em Bruxelas que o caso de Marco era "muito incómodo", uma vez que o Governo de Ancara não quer nem pode imiscuir-se num processo judicial.
Marco assegura que Charlotte lhe disse que tinha 15 anos e não 13 como de facto tem. A Alemanha insiste na complicada situação do jovem e nos problemas causados pela sua ausência na escola.
O jovem está a partilhar uma cela, chuveiro e sanita com mais 30 reclusos.
Portugal recusa discutir a adesão da Turquia à UE
A presidência portuguesa da União Europeia esclareceu, em Bruxelas, que não pretende organizar um grande debate, como a França gostaria, sobre as fronteiras externas dos 27, nomeadamente sobre a adesão da Turquia.
"A França tem todo o direito de sugerir e levantar a questão do alargamento e da Turquia, mas a presidência e os outros Estados-membros têm também direito a ter os seus pontos de vista", disse o secretário de Estado dos Assuntos Europeus numa conferência de imprensa em que apresentou as prioridades da presidência portuguesa da UE.
Manuel Lobo Antunes recordou a posição de Portugal a favor da continuação das negociações com Ancara, que poderão um dia levar à adesão da Turquia à UE quando o país cumprir todos os critérios políticos e económicos estabelecidos.
(Fonte: Portugal Diário)
27 junho 2007
Paulo Portas acha que a Turquia não é um Estado elegível para integrar a UE
"Senhor primeiro-ministro, a Turquia só é um Estado laico, porque tem uma tutela militar. Se deixar de ter tutela militar deixa de ser laico," afirmou Paulo Portas, defendendo que por este motivo "não é elegível como Estado de pleno direito da União Europeia". "A Europa não pode prometer à Turquia aquilo que não lhe pode dar," referiu.
Para Paulo Postas, "um dia não se vai discutir sobre ter a Turquia dentro ou fora [das fronteiras da UE], mas sobre ter a Turquia dentro ou contra".
Apesar da tónica no problema da laicidade turca, o líder centrista, no início do seu discurso, tinha criticado a ausência de uma explicação mais significativa relativamente às raízes cristãs da Europa, no documento, questionando sobre o tratado: "Qual é a razão intelectualmente honesta que impede uma referência às raízes da Europa, que são sem dúvida judaico-cristãs."
(Fonte: Portugal Diário)
Filme do realizador turco Ferzan Özpetek galardoado em Itália
O filme do realizador turco Ferzan Özpetek, Saturno Contro recebeu quatro prémios no festival, um dos mais famosos de Itália. Foi premiado com o melhor argumento, melhor actriz, melhor actriz secundária e melhor banda sonora.
Saturno Contro já tinha ganho quatro prémios no mês passado, numa votação organizada pela revista mensal italiana de cinema, CIAK.
O elenco do filme conta com os famosos actores italianos, Margherita Buy, Stefano Accorsi, Pierfrancesco Favino e com a actriz turca, indispensável nos filmes de Özpetek, Serra Yılmaz.
Live Earth foi cancelado na Turquia
Os concertos, com o objectivo de alertar para as mudanças climáticas, vão acontecer durante 24 horas em oito cidades: Tóquio, Hamburgo, Xangai, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Joanesburgo, Sidney e Londres.
26 junho 2007
Jovem alemão acusado de abusos sexuais preso na Turquia
O que pode ter sido apenas um inocente flirt entre dois adolescentes, de 17 e 13 anos, está a transformar-se num contencioso diplomático entre a Alemanha e a Turquia, com os jornais turcos a acusarem a Alemanha de se imiscuir na justiça turca.O caso remonta há 10 semanas, quando Marco Weiss, um estudante de 17 anos de nacionalidade alemã, foi acusado pela mãe de uma menina inglesa de 13 anos de abusos sexuais, num clube de férias de Antália, na Turquia.
O rapaz foi detido em Antália, numa cela partilhada por 30 outros reclusos estrangeiros e dotada de apenas um chuveiro e uma sanita. A peritagem feita pelas autoridades turcas indica que houve contactos sexuais entre os dois jovens mas não houve relações sexuais, apesar de terem sido encontrados indícios de esperma nas coxas da menina e uma irritação da membrana vaginal, embora sem penetração. Marco Weiss apenas admite a existência de beijos e carícias.
O julgamento começa a 6 de Julho e, se for condenado, Marco Weiss arrisca uma pena de até oito anos de prisão.
(Fonte: Correio da Manhã)
Mais informação sobre esta notícia aqui.
Países do Mar Negro reuniram-se em Istambul para discutirem petróleo e gás
Turquia dá mais um passo para a adesão à UE
(Fonte: Diário da Europa)
24 junho 2007
Gül: "A minha filha não é a Paris Hilton"
Durante uma entrevista ao Kanal 7, Gül disse: “Isto só mostra a sua intolerância. Não existe nada igual no mundo inteiro. Eu sinto pena dessas pessoas. Para além de que a cerimónia aconteceu fora da universidade. Eles devem punir-se a eles próprios por envenenarem o dia mais feliz da vida de uma jovem.”
Criticou igualmente alguns colunistas por compararem a sua filha com Paris Hilton: “Eles foram longe demais ao comparar a minha filha com Paris Hilton."
As mentiras do Expresso da Meia-Noite
Baseado no livro do americano Billy Hayes, o filme contava a "história verdadeira" do calvário deste numa prisão turca, por ter sido apanhado no aeroporto de Istambul com dois quilos de haxixe. Condenado a 30 anos de cadeia, Hayes foi metido num cárcere onde o sadismo dos guardas e as violações eram o pão nosso de cada dia, tendo depois conseguido evadir-se ao fim de cinco anos e fugir para a Grécia. Parker rodou o filme em Malta, após as autoridades turcas terem recusado receber a produção, por razões óbvias.
Atacado de imediato por dar uma imagem negativa e chocante da Turquia, cujo Governo se apressou a desmentir os factos nele narrados, O Expresso da Meia-Noite foi sucesso de bilheteira e ganhou dois Óscares, um deles para o argumento de Stone.
Já então, muita gente chamou a atenção para as liberdades excessivas tomadas pelo filme em relação ao livro, nomeadamente nas cenas de violência física e sexual inexistentes naquele, bem como para a deturpação do final. No filme, Hayes mata sem querer o chefe dos guardas que o ia violar, veste a farda dele e foge pelo portão principal. Na realidade, Hayes foi transferido para outra cadeia, de onde se escapou.
No passado dia 15, Billy Hayes, agora com 60 anos, foi à Turquia dizer aquilo que já havia afirmado nos EUA em 2004: O Expresso da Meia-Noite é um filme mentiroso, "um bluff", em que quase tudo é inventado, em especial a violência, as torturas e as violações no cárcere.
Convidado pela polícia turca para participar numa conferência sobre segurança em Istambul, Hayes, agora argumentista e produtor, pediu desculpa aos turcos pelos problemas que o filme lhes causou, frisando que "muitas das coisas vistas nele não aconteceram na realidade". Entre elas está a famosa sequência onde Brad Davis, que interpreta Hayes, arranca à dentada a língua de outro preso, informador dos guardas.
Reforçando as suas afirmações à imprensa americana em 2004, quando lamentou que o filme mostrasse "todos os turcos como monstros", e que a mensagem deste devia ter sido "não sejam idiotas como eu fui e não façam contrabando de droga", em vez de "não vão à Turquia", Billy Hayes disse: "Sobretudo, não é justo que em todo o filme não haja um Turco bom, pois até na cadeia onde estive preso os encontrei."
Agora, cinco anos depois de ter expirado o mandato para a sua captura pedido pela Turquia à Interpol, Hayes quer reparar todo o mal que O Expresso da Meia-Noite fez ao país, e vai rodar um filme para o promover internacionalmente.
in DN Online
22 junho 2007
Seis alunos portugueses visitam Campo Espacial da Turquia
uma extensão da NASA.
A partida é já no próximo domingo, 24 de Junho, e o regresso está marcado para 30 de Junho.
“Os pequenos grandes astronautas do Alva”, foi o nome do projecto desenvolvido no passado ano lectivo na Escola Básica Integrada da Ponte das Três Entradas, no âmbito do programa Ciência Viva e que, este ano, mereceu o reconhecimento do Space Camp Turkey. Orientado pelo professor de físico-química João Pedro Saraiva, que acompanhará os alunos nesta aventura, o projecto incidiu sobre temáticas ligadas à astronomia e astronáutica, destacando-se a realização de uma sessão de observação nocturna do firmamento, a partir do Monte de Colcurinho, o ponto mais alto do concelho, uma sessão de observação do sol através de telescópio solar e o lançamento de microfoguetes.
A Associação de Física da Universidade de Aveiro (FISUA) também se assumiu como parceira dos “pequenos grandes astronautas do Alva” com a dinamização de uma sessão de exploração espacial.
“Vão estar num sítio onde muitos cientistas gostariam de estar”, referiu ao diário on-line do Correio da Beira Serra, Adelaide Calado, vice-presidente do Conselho Executivo da Escola, que considera “fantástico” o convite do Space Camp Turkey.
“Temos consciência de que este tipo de projectos não aparece todos os dias nas nossas escolas”, notou a professora que, na ausência do professor impulsionador do projecto, tem sido responsável pelos preparativos da viagem dos “jovens cientistas”. A selecção dos seis alunos baseou-se em critérios de aproveitamento e comportamento, pelo que Adelaide Calado sublinha que “esta é também uma forma de mostrar aos alunos que vale a pena andar na escola e ter bom comportamento”.
Ainda sem experimentar os simuladores dos astronautas, onde a gravidade é zero, Mauro Neto confessou ao diário on-line do CBS que só há pouco tempo “veio à terra”. É que o jovem estudante nem queria acreditar que tinha sido escolhido e que, no dia 24, estaria de partida para o campo espacial da Turquia. “Ao princípio pensei que fosse brincadeira”, frisou Paulo Minas, confidenciando que já fez várias pesquisas na Internet para saber o que o espera. “A gravidade zero é o que mais me atrai”, contou.
O gosto pelas ciências e por matérias relacionadas com a Física e a Química fazem, na verdade, as delícias dos seis jovens que integram o grupo de 12 portugueses que, domingo, rumam em direcção à Turquia. Daniela Figueiredo quer seguir Medicina, mas não esconde o gosto pela Astronomia. Já, a Ana Bernardo e a Sara Lopes não descartam a possibilidade de se poderem vir a interessar “a sério” pelo estudo das ciências físicas e químicas. “Gosto de Astronomia, mas ainda não decidi o que quero ser”, contou Jéssica Gonçalves.
(Fonte: Correio da Beira Serra)
Seis países lusófonos vão participar em cimeira na Turquia
Os 50 países menos desenvolvidos, entre eles seis lusófonos, vão participar em Julho, em Istambul, numa cimeira promovida pelo governo turco para debater a integração na economia mundial.
O encontro vai realizar-se nos dias 9 e 10 de Julho, e será ainda solicitado àqueles 50 países o apoio à candidatura da Turquia a um dos lugares não permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para o biénio 2009-2010.
Os seis países lusófonos que vão marcar presença na cimeira são: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Os restantes 44 países participantes na cimeira, em que intervirá ou o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, ou o chefe da diplomacia, Abdullah Gül, provêm do continente africano (29) da Ásia (nove), Oceânia (cinco) e América (um).
A cimeira terá como tema «Fazer Funcionar a Globalização» e é co-organizada pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo alto representante das Nações Unidas para os Países Menos Desenvolvidos.
Itália produziu minas utilizadas pelo PKK
O governo italiano declarou ontem que está pronto para cooperar com a Turquia relativamente às minas produzidas em Itália, e supostamente usadas pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
O general supremo das Forças Armadas turcas, Yaşar Büyükanıt, acusou alguns países da NATO da produção das minas utilizadas pelo PKK, nomeadamente a Itália, que terá produzido minas VS-50 e VS-69 utilizadas nos ataques.
A Embaixada da Itália em Ancara, numa declaração escrita disse: “a Itália parou a produção e exportação de minas unilateralmente em 1996 [...]. Por outro lado, a exportação desses dispositivos esteve sujeita a um forte controlo antes dessa data [...]. Neste contexto, é impossível que essas armas tenham sido produzidas num passado recente”. A declaração referia também que o governo italiano está pronto para cooperar com as autoridades turcas nesta matéria.









