22 abril 2007

Konyaspor de Neca empata em casa com penúltimo classificado

O Konyaspor não foi além, este sábado, de um empate em casa do penúltimo classificado da liga turca. Com o Português Neca em campo durante os 90 minutos, como se tornou habitual desde que chegou ao futebol local, o Konyaspor chegou a sofrer mas conseguiu o empate.
Logo aos 17 minutos o Ercyesspor colocou-se em vantagem através de um golo de Lazarov conseguido na marcação de uma grande penalidade. Apesar do muito domínio exercido sobre o adversário, o Konyaspor só chegou ao empate aos 67 minutos, por Erman Özgür.
Com este resultado, o Konyaspor mantém o 7.º lugar, mas pode descer para 12.º no final da jornada. Já o Ercyesspor continua em penúltimo.

(Fonte: Mais Futebol)

20 abril 2007

EUA e Turquia discutem operação no norte do Iraque

O coordenador do departamento de Estado norte-americano para o Iraque, David Satterfield, reuniu-se hoje em Ancara com membros do Estado-Maior do exército turco para abordar a questão da utilização do norte do Iraque pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como posição de retaguarda.
No encontro, foi também abordada a conferência de países vizinhos do Iraque, que se realizará em Sharm el-Sheikh (Egipto) a 3 e 4 de Maio, e a luta contra o terrorismo.
Satterfield fez primeiro uma visita de cortesia ao vice-secretário dos Negócios Estrangeiros, Ertuğrul Apakan, e depois encontrou-se com o enviado especial da Turquia ao Iraque, Oğuz Çelikkol.
Fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros revelaram à imprensa turca que uma possível operação militar, por parte do exército turco, para derrubar as bases do PKK no norte do Iraque não foi discutida durante o encontro. Fontes do ministério sublinharam que Satterfield é um coordenador para o Iraque, não um enviado para derrubar o PKK. Revelaram que a Turquia e os Estados Unidos trocaram pontos de vista sobre soluções pacíficas para os problemas enfrentados no Iraque na base do consenso.
Mais tarde, Satterfield visitou o gabinete do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Yaşar Büyükanıt.
Na semana passada, o general Yaşar Büyükanıt, assegurou que uma operação no norte do Iraque era necessária e traria benefícios ao país. No entanto, esta semana, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, demonstrou pouco interesse numa operação desse tipo, ao destacar que traria mais riscos ao país do que eventuais ganhos. O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, também manifestou objecções a uma operação deste tipo no norte do Iraque, alegando que "não resolveria o problema". Porém, disse entender as preocupações expressadas, dada a presença de bases do PKK no Iraque, utilizadas para matar pessoas na Turquia. Washington aconselha a Turquia a evitar qualquer acção unilateral contra o Iraque.

Detidos dez supeitos do ataque a editora cristã

Foram detidos mais cinco suspeitos do ataque sangrento à editora Zirve, aumentando para dez o número de detidos. Os suspeitos são todos homens da mesma faixa etária, com idades entre os 19 e os 20 anos, e não possuem registo criminal. A editora não tinha solicitado protecção ou informado sobre eventuais ameaças.

"Fizemos isto pelo nosso país"

Cópias de uma carta dizendo, “Nós os cinco somos irmãos e vamos morrer. Podemos não regressar,” foram endereçadas às famílias dos suspeitos e estavam na posse dos mesmos.
Os primeiros cinco suspeitos eram amigos e estavam alojados num dormitório, gerido por uma fundação religiosa, para estudarem para o exame de acesso à universidade. “Fizemos isto pelo país,” disseram no seu primeiro interrogatório, de acordo com o jornal diário "Milliyet".
O Governo e a polícia ainda não fizeram nenhuma declaração pública sobre a causa dos ataques, mas a imprensa questionava ontem se não existiria uma ligação entre o assassínio do padre católico Andrea Santoro no ano passado, do jornalista turco-arménio Hrant Dink em Janeiro deste ano, e dos trabalhadores da editora cristã Zirve. Mehmet Faraç, do jornal diário "Cumhuriyet", comentou que os assassínios em Malatya podem também ser interpretados como uma resposta às reacções no funeral de Dink, em que milhares de pessoas marcharam com cartazes dizendo, “somos todos Arménios”, e a crescente presença de actividades missionárias tanto no leste como no sudeste da Turquia.
Necati Aydın, uma das vítimas, era pastor da comunidade protestante de Malatya, informou o diário "Radikal". Foi preso por vender bíblias e acusado de insultar o Islão, há sete anos em Izmir, mas foi absolvido por testemunhas que disseram que ele unicamente deu a bíblia não mencionando nada sobre o Islão.
"Este crime é resultado de provocações contra as minorias na Turquia," disse Orhan Kemal Cengiz, o advogado de Necati Aydin. "A intolerância em geral tem crescido abruptamente na Turquia," disse.
Suzanne Geske, a mulher da vítima mortal de nacionalidade alemã, Tilmann Geske, disse querer que o seu marido seja enterrado em Malatya. Disse também adorar Malatya e desejar continuar a viver nessa cidade. A outra vítima mortal, Uğur Yüksel, foi a enterrar ontem na sua terra natal, Elazığ. O funeral de Necati Aydın será no sábado em Izmir.

18 abril 2007

Três homens foram assassinados numa editora cristã

Três pessoas foram degoladas num ataque armado contra a editora Turca Zirve, que publica bíblias e outros livros de temática cristã, na cidade de Malatya, no leste da Turquia.
As vítimas, atadas de mãos e pés foram encontradas degoladas na oficina da editora, cerca das 13.30 horas (hora local), explicou o governador de Malatya, Halil İbrahim Dasöz. Duas das vítimas são de nacionalidade turca, e a terceira é o Alemão Kirman Geske, que vivia na Turquia desde 2003.
As autoridades turcas condenaram o atentado. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, falou em acto de "selvajaria". O embaixador alemão em Ancara, Eckart Cuntz, condenou o crime, considerando-o "brutal". Em Estrasburgo, o secretário-geral do Conselho de Europa, Terry Davis, declarou-se "horrorizado". "Estou horrorizado com este crime, cujos autores só me inspiram o mais profundo desprezo", declarou Davis num comunicado condenando o atentado, "que terá obedecido a motivos religiosos, porque as vítimas trabalhavam numa editora cristã."
A fundação de escolas "Imam-Hatip", onde se formam os teólogos muçulmanos da Turquia, afirmou que este crime "é incompatível com a humanidade e com o Islão. Cada indivíduo tem o direito de ser missionário da sua própria religião," revelou Ahmet Ağırbaşlı, director da fundação. O médico Murat Cem Miman, do Hospital Universitário Turgut Özal de Malatya, confirmou o internamento de dois feridos em estado muito grave. Um deles, identificado como Emre Günaydın, sofreu diversos ferimentos na cabeça depois de ter saltado pela janela da editora Zirve.
Segundo afirmou numa conferência de imprensa, o ministro turco do Interior, Abdulkadir Aksu, Günaydın é considerado suspeito do ataque, tendo sido disponibilizada protecção policial na unidade de cuidados intensivos onde se encontra. A polícia de Malatya efectuou várias detenções no local do crime e, até agora, quatro pessoas ficaram sob custódia da Direcção-Geral de Segurança para serem interrogadas.
As primeiras investigações sobre a autoria do ataque, que tirou a vida a três trabalhadores da editora, indicam que "não se trata de uma organização terrorista," afirmou num comunicado a Direcção-Geral de Segurança de Malataya.

(Fonte: Portugal Diário)

17 abril 2007

Turquia apresenta plano de preparação para aderir à UE em 2014

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Abdullah Gül, e o negociador-chefe para a adesão da Turquia à União Europeia, Ali Babacan, apresentaram hoje em Ancara um plano que prevê que a Turquia esteja preparada para aderir à UE em 2014.
O objectivo de Ancara é transcrever o direito comunitário da UE durante os próximos sete anos, sem levar em conta se no final o bloco aceitará ou não a sua adesão.
"Este programa corresponde às nossas próprias prioridades e não foi imposto pela UE," assegurou o ministro.
Ali Babacan acrescentou que neste ano e no próximo serão realizadas 200 emendas às leis nacionais.
"O objectivo do plano, hoje apresentado, é equiparar o nível de vida dos Turcos ao da UE até 2013," disse Gul. Acrescentou que a Turquia continuará a trabalhar por iniciativa própria nos temas que tinham sido suspensos, para os poder reabrir quando for necessário, sem problemas.
As negociações de adesão entre a UE e a Turquia foram retomadas no final de Março, depois de uma interrupção em Junho do ano passado, devido à recusa da Turquia em abrir os seus portos aos Cipriotas gregos.

(Fonte: Diário Digital)

16 abril 2007

Gigantesca manifestação em Ancara contra o Governo


Centenas de milhar de pessoas participaram numa manifestação, no passado sábado, na capital da Turquia para tentarem impedir que o partido do Governo, o AKP, escolha o primeiro-ministro, Tayyip Erdoğan, como o seu candidato a presidente da República.
O AKP representa a política islâmica e a possibilidade de Erdoğan ser eleito presidente pelo Parlamento em Maio, tem dividido a Turquia.
"A Turquia é laica e continuará laica," gritavam os manifestantes, com bandeiras nacionais e fotos de Mustafa Kemal Atatürk, reverenciado fundador da república, que separou a religião do Estado.
Um comandante da polícia disse que mais de 300 mil pessoas estiveram na manifestação. Para os organizadores, os presentes foram mais de um milhão. Dez mil polícias garantiram a segurança, mas a manifestação foi marcada pela calma.
Dezenas de milhar de pessoas vieram de outras regiões do país para a manifestação na Praça Tandoğan, uma das maiores que a Turquia viu nos últimos anos.
"Esta é a maior manifestação política da história de Ancara," afirmou Deniz Baykal, líder do principal partido de oposição (CHP).
Milhares de pessoas concentraram-se no mausoléu de Kemal Atatürk, um lugar onde os Turcos normalmente vão em épocas tensas.
A elite secular de generais, juízes e reitores universitários temem que Erdoğan, como presidente, tente minar o Estado laico. Eles apontam os esforços do AKP para expandir o ensino religioso e para nomear religiosos para postos importantes da administração.
O AKP tem uma maioria suficiente no Parlamento para eleger Erdoğan ou qualquer candidato que escolher para o mandato de sete anos como chefe do Estado.
O nome do candidato deve ser definido ainda este mês, e a eleição será realizada pelo Parlamento em Maio.
Erdoğan nega que tenha uma agenda islâmica, e diz que rompeu com o seu passado, sendo agora um democrata conservador.



(Fonte: Reuters)

13 abril 2007

UE quer solução pacífica para o conflito entre a Turquia e os Curdos do norte do Iraque

A Comissão Europeia pediu hoje para que as diferenças entre a Turquia e os Curdos do norte do Iraque sejam resolvidas pacificamente. Este pedido surgiu na sequência das declarações do general turco, Yaşar Büyükanıt, que invocou a necessidade de uma operação militar para acabar com os rebeldes curdos no norte do Iraque.
"A nossa esperança e o interesse de todos os envolvidos é que as possíveis diferenças sejam discutidas de uma maneira pacífica e construtiva," disse a porta-voz do executivo da UE, Krisztina Nagy. Recusou comentar as declarações do chefe das Forças Armadas turcas, general Yaşar Büyükanit, proferidas numa conferência de imprensa na quinta-feira, em que disse que "do ponto de vista militar, tem de ser feita uma operação no norte do Iraque." Nagy disse que Bruxelas está a acompanhar de perto a situação na região. "A estabilidade do Iraque é do nosso interesse comum e a UE reconhece o papel construtivo que a Turquia tem na área, e neste contexto é importante que a Turquia continue a ter esse papel construtivo," disse.

(Fonte: Reuters)

Presidente Sezer: "O sistema secular da Turquia corre grande perigo"


O sistema de governo secular da Turquia depara-se com seu maior desafio desde a fundação da República turca, em 1923, afirmou hoje o presidente Ahmet Necdet Sezer, um dia depois do chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas turcas ter defendido o secularismo.
Em declarações dadas na Academia de Guerra semanas antes das eleições presidenciais marcadas para Maio, e nas quais pode ser eleito o primeiro presidente turco com raízes islâmicas, Sezer disse também acreditar na existência de uma campanha para minar as Forças Armadas do país.
Os militares vêem-se como os últimos guardiões do sistema secular da Turquia, fundado por Mustafa Kemal Atatürk, e nos últimos 50 anos já tiraram do poder quatro governos.
"O regime político da Turquia não se depara com um perigo deste tipo desde a fundação da República," disse Sezer. "As acções dirigidas contra a ordem secular e os esforços para colocar a religião dentro da política estão a alimentar as tensões sociais," acrescentou.
Amanhã, dia 14 de Abril, está prevista uma manifestação de grandes proporções, organizada pelos partidários do secularismo, para protestar contra os planos do primeiro-ministro turco, Tayyip Erdoğan, de concorrer à presidência.
A elite secular do país teme a possibilidade de Erdoğan (um ex-activista islâmico) minar a separação entre o Estado e a religião caso seja eleito.
O Partido do Governo (AKP), deve nomear o seu candidato à presidência na próxima quarta-feira. Como possui uma folgada maioria no Parlamento, o seu candidato deve, quase certamente, substituir o secularista convicto Sezer, cujo mandato termina no dia 16 de Maio.
Na quinta-feira, o chefe das Forças Armadas do país, general Yaşar Buyukanıt, fez um alerta ao Partido AKP, afirmando que o próximo chefe de Estado do país deveria ser um seguidor fiel do sistema secular turco.

(Fonte: Reuters)

Orhan Pamuk regressou à Turquia para escrever novo romance


Apesar das ameaças dos ultranacionalistas, o escritor Orhan Pamuk, Nobel da Literatura em 2006, regressou a Istambul - cidade onde nasceu e que transformaria em grande protagonista da sua obra literária. E voltou para escrever o seu próximo romance. O escritor deixara a sua cidade sob escolta policial no dia 1 de Fevereiro, após o assassínio, por parte dos ultranacionalistas turcos, do jornalista de origem arménia Hrant Dink, ocorrido no passado dia 19 de Janeiro. A retirada do vencedor do Nobel, dias depois, foi justificada pelo facto do homem que a polícia suspeitava ter assassinado Dink - jornalista de quem o escritor era amigo - estar a planear um crime contra Pamuk. Sem fazer quaisquer declarações públicas, e num clima de descrição, Orhan Pamuk voltou à sua casa em Istambul, deixando assim os EUA, onde se instalara entretanto, alegadamente para dar aulas na Universidade de Columbia, Nova Iorque, com a qual tem um acordo. Segundo a sua editora, a Iletişim, Pamuk pretende ficar na Turquia pelo menos até Setembro, altura em que deverá dar por concluído o seu novo romance - "Masumiyet Muzesi" (que em Português significa "Museu da Inocência") - com edição prevista para o final deste ano. Há dois meses, quando abandonou o país, Orhan Pamuk foi acusado de "cobardia", nomeadamente pelo director do diário "Akşam", ao não admitir que a sua saída não se devia a um simples convite para dar aulas numa universidade norte-americana. No mesmo sentido, outro diário, o "Sabah", assegurava que o escritor levantara uma larga soma de dinheiro da sua conta pessoal, decidido "a não regressar por muito tempo". O que um e outro jornal sugeriam é que a saída de Pamuk se devia a ameaças pelo facto de ser um dos nomes mais odiados por parte dos ultranacionalistas turcos. Os mesmos que o haviam acusado de traição à pátria quando o escritor afirmou, numa entrevista a um jornal suíço, em 2005, que a Turquia fora responsável pelo genocídio do povo arménio durante a I Guerra Mundial. Pamuk teve de ir a tribunal, mas o julgamento seria anulado. Agora, dois meses depois de sair, Pamuk regressa e tenta que esse regresso fique no silêncio.

Fonte: (DN)

11 abril 2007

Cimpor elege Turquia como segundo mercado de produção já em 2009

Concretizada a compra da Yibitaş, em final de Fevereiro, por cerca de 548 milhões de euros, a cimenteira portuguesa vai investir mais 100 milhões numa nova fábrica, a quarta naquele país.
A Cimpor elegeu a Turquia como um dos seus principais mercados de desenvolvimento a curto prazo, situando-se ao nível da capacidade instalada no Brasil (segundo mercado no conjunto da cimenteira), logo a seguir à capacidade existente em Portugal.

(Fonte: Diário Económico)

BPI vê investimento da Cimpor na Turquia como "positivo"

Os analistas do Banco BPI consideram que as notícias de que a cimenteira nacional irá investir 100 milhões de euros este ano para construir uma nova fábrica na Turquia, de modo a aumentar a cua capacidade de produção em um milhão de toneladas por ano, como sendo benéficas para o papel da empresa.
Segundo o "Iberian Daily" de hoje do BPI, "a Cimpor tenciona aumentar a sua capacidade instalada das actuais 28 milhões de toneladas para 40 milhões de toneladas até 2011. Em relação a este projecto, não é claro se é parte dos planos de expansão anunciados quando adquiriu a companhia [turca], ou se se trata de um projecto inteiramente novo." "De qualquer modo", nota o BPI, "deverá ser um bom sinal, tendo em conta as perspectivas destas operações, permitindo à Cimpor diversificar a sua exposição e fornecer os mercados na região, em particular depois de algumas restrições (impostos) relativamente às exportações provenientes do Egipto," lê-se no texto do documento. O BPI relembra que, relativamente à actividade da Cimpor na Turquia, que a empresa "efectuou uma aquisição em Dezembro da empresa turca Yibitaş, tendo comprado uma participação de 99,7 por cento por 534 milhões de euros," considerando "uma boa decisão de um ponto de vista estratégico, e que foi visto como positivo pelo mercado."

(Fonte: Diário Económico)

Cimpor investe 100 milhões de euros para aumentar produção na Turquia

A cimenteira nacional vai investir 100 milhões de euros este ano na construção de uma nova fábrica na Turquia, de modo a reforçar a sua capacidade de produção em um milhão de toneladas. Em entrevista, o director executivo da empresa, Salavessa Moura, referiu que a Cimpor produz anualmente um total de 3,5 milhões de toneladas de cimento nas três fábricas que detém na Turquia. A nova unidade cimenteira vai iniciar a sua actividade em 2009, acrescentou o responsável. Ainda segundo Salavessa Moura, a empresa pretende aumentar a sua produção a nível global para 40 milhões de toneladas até 2011, face aos 28 milhões de toneladas de cimento previstos.

(Fonte: Diário Económico)

09 abril 2007

Onze militares turcos e um guarda local perderam a vida em confrontos com o PKK

Dez militares turcos e um guarda local morreram durante o fim-de-semana em confrontos com milícias do ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) em diferentes pontos do leste da Turquia.
O funeral de um dos militares, no domingo, na província oriental de Erzurum, reuniu dez mil pessoas que protestaram contra o PKK e pediram a renúncia do ministro do Interior, de origem curda, Abdülkadir Aksu.
Quanto às baixas conhecidas do PKK, o exército turco revelou que foram mortos durante o fim-de-semana quatro milicianos curdos numa zona rural da província de Tunceli, no centro da Anatólia.
Por outro lado, em Istambul, equipas de peritos fizeram explodir, no domingo, de forma controlada, na populosa Praça Taksim, um pacote que continha três quilos de explosivos.
Os jornais turcos indicam que o pacote-bomba foi abandonado na praça por um terrorista do PKK que pretendia atentar contra a celebração do aniversário da fundação da polícia turca, há 162 anos. Três suspeitos, dois homens e uma mulher, foram detidos por estarem eventualmente relacionados com o planeamento do atentado.
Noutro incidente em Istambul, um grupo de 15 simpatizantes do PKK lançou ontem coquetéis molotov contra a Direcção de Segurança do distrito de Beyoğlu, tendo sido detidos nove suspeitos.
O PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia, EUA e União Europeia, iniciou a luta armada em 1984 para reivindicar a autodeterminação dos mais de 15 milhões de Curdos da Turquia. Desde então, mais de 35 mil pessoas morreram no conflito. A Turquia alega que o PKK utiliza o Curdistão iraquiano para se abastecer de armamento.

(Fonte: EFE)

08 abril 2007

Português Neca em grande no Konyaspor

O Português Neca abriu caminho para a vitória do Konyaspor na recepção ao Ankaragücü, no encontro da 27.ª jornada do campeonato turco. O médio, cedido pelo Marítimo, tem-se assumido como titular e marcador oficial dos castigos máximos.
Ao minuto 36, o Konyaspor beneficiou de uma grande penalidade que Neca não desperdiçou, inaugurando a contagem. Eren viria a dilatar a vantagem da sua equipa.
Com este resultado, o emblema do jogador português saltou para o 6.º lugar da tabela classificativa, aproveitando as derrotas do Gençlerbirliği e do Sivasspor.

(Fonte: Mais Futebol)

07 abril 2007

Entrevista com o novo embaixador da Turquia em Portugal: Ömer Kaya Türkmen

2014 é a data que o embaixador da Turquia em Portugal aponta como provável para a adesão do seu país à União Europeia. Ancara é um dos mais antigos candidatos ao clube europeu, mas só em Outubro de 2005 viu o pedido atendido por Bruxelas.

O embaixador da Turquia em Portugal, Ömer Kaya Türkmen, argumenta que os entraves à adesão de Ancara são sobretudo "de ordem psicológica" e acrescenta que "se não houvessem todas estas questões de ordem política, do ponto de vista puramente técnico e económico, a Turquia poderia entrar na União Europeia dentro de três ou quatro anos".
A Turquia é hoje o candidato mais controverso. Não há consenso entre os países do núcleo duro da Europa. O respeito pelos direitos humanos, o embargo à República do Chipre e o reconhecimento do genocídio de Arménios, no início do século XX, são os obstáculos mais pesados.
Apesar das vozes dissonantes entre os 27, Türkmen diz que cabe à Turquia mostrar aos Europeus o que pode trazer de novo à velha Europa. O embaixador aponta que, para além da pouca vontade política de alguns governos, "é preciso convencer os cidadãos europeus de que não devem ter medo da entrada da Turquia".
A Turquia representa um mercado adicional de mais de 70 milhões de pessoas. Esta é, na visão do diplomata, a maior vantagem para a Europa.
Do ponto de vista geográfico, "a Turquia encontra-se na rota do abastecimento de energia para a Europa, por exemplo, o que constitui uma grande vantagem," aponta.
Por outro lado, Türkmen refere que "é chegada a hora da União criar uma ligação ao mundo islâmico". Este é provavelmente o ponto mais controverso para os governos europeus, que se dividem entre a preservação das raízes judaico-cristãs e aqueles que acreditam que a adesão de um estado islâmico seria uma mais-valia para a Europa. "Os outros países muçulmanos olhar-nos-iam como exemplo e, mais do que isso, a adesão da Turquia daria credibilidade à Europa."
Kaya Türmen desvaloriza as diferenças religiosas, com o argumento de que a "Turquia é o único Estado muçulmano laico e democrático". Para além disso, o embaixador diz que é necessário analisar a questão de outro prisma: "Sim, é verdade que os Europeus têm receio. Mas há 70 milhões de Turcos muçulmanos e eles não têm medo."

Direitos humanos: O eterno obstáculo

"Nos últimos anos a Turquia desenvolveu muito a legislação ao nível do respeito pelos direitos humanos. Mas ainda há muito a fazer ao nível da aplicação dessas leis."
Kaya Türkmen rejeita a ideia de que o respeito pelo direito internacional continue a ser um obstáculo à adesão. Aponta que "a Turquia cumpre todos os critérios de Copenhaga ao nível dos direitos humanos, do Estado de direito e da democracia".
Ainda assim, o histórico de violação de direitos humanos na Turquia não ajuda a que os responsáveis europeus tenham confiança na vontade de Ancara em cumprir à risca as recomendações vindas de Bruxelas. O embaixador alerta que "a mudança de mentalidades não ocorre da noite para o dia", e admite que "ainda há muito trabalho a fazer para mudar a forma de pensar, por exemplo, dos juízes e dos polícias".
A ensombrar ainda mais as negociações da adesão, está o embargo contínuo à ilha de Chipre. A Turquia vai ter de tomar uma posição se quiser ver o fim do problema. Este é, pelo menos, o aviso que ecoa em Bruxelas e em Berlim.
A ilha de Chipre está partida ao meio. O lado grego faz hoje parte da União Europeia, e o lado turco está, segundo Ancara, numa situação injusta. O diplomata acusa os Cipriotas gregos de falta de vontade política na reunificação da ilha.

Contas do passado


Injusta é também a situação que opõe duas versões da história, pelo menos da perspectiva turca. Ancara não aceita a classificação de genocídio para o que aconteceu em 1915 na Arménia. A falta de provas para o que sucedeu no início do século XX impede uma classificação final que esteja de acordo com a Convenção das Nações Unidas para o genocídio. Mesmo assim, a comunidade internacional, quase em uníssono, coloca-se do lado dos Arménios e endorsa a versão da história que conta uma limpeza étnica.
Também aqui, o embaixador remete para a falta de vontade dos adversários em encontrar uma solução viável, que agrade a ambos os lados. "Propusemos a criação de uma comissão internacional de académicos para averiguação dos factos. Não estão interessados. Isto porque o mundo inteiro parece ter aceite que o que se passou foi um genocídio. Os Arménios tiram partido desta situação em termos políticos. Porquê mudar os factos? França e Suíça são alguns dos países que chegaram mesmo a criminalizar a negação do genocídio arménio. Na mesma linha, o Parlamento Europeu já avisou que se vai opor à adesão de Ancara, até que a Turquia assuma os erros do passado."

(Fonte: Diário da Europa)

04 abril 2007

Turquia destaca-se no turismo de saúde

A construção, desde a antiguidade, de várias infra-estruturas termais na Anatólia, tem despertado a atenção de muitos turistas para esse produto. O ministério da Cultura e Turismo vai mesmo lançar um programa de desenvolvimento e captação de visitantes que pretendam desfrutar das qualidades que a Turquia oferece no turismo de saúde, devido às suas termas naturais. O projecto prevê ainda que em 2023, a Turquia se consagre como o destino número um mundial, no que diz respeito a esta variante do turismo.
De acordo com os seus responsáveis governamentais, "irão haver melhoramentos nas regiões que possuam termas naturais, para que possam atrair ainda mais visitantes. Nestes destinos iremos construir unidades para a prática de desportos náuticos, golfe, entre outros." Segundo o ministério da Cultura e Turismo, até 2023 existirão mais de 500 mil camas nestes locais.

(Fonte: Publituris)