03 outubro 2006
Elemento do PKK foi morto em Mardin
Turquia e Estados Unidos discutem estratégia contra o PKK
Erdoğan disse que discutiu com Bush uma estratégia conjunta para o combate ao terrorismo, e caminhos para a adopção de medidas concretas para lidar com o problema.
O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos George W. Bush no Domingo, para discutir uma estratégia de cooperação contra o radicalismo e extremismo e medidas contra o terrorismo.
Bush, numa conferência de imprensa conjunta com Erdoğan, depois de cerca de duas horas de reunião, revelou apoio à entrada da Turquia na União Europeia, evitando no entanto uma declaração clara relativamente às preocupações de Ancara sobre o cessar-fogo proposto pelo ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). “Eu disse claramente ao primeiro-ministro que penso que é do interesse dos Estados Unidos que a Turquia faça parte da União Europeia”, disse Bush aos jornalistas na conferência de imprensa. Disse igualmente que abordaram o extremismo e radicalismo, assim como esforços comuns para “trazer estabilidade para o médio oriente" e a situação Irão e Iraque.
Bush congratulou Erdoğan pelas reformas económicas que “permitiram que a economia turca se tivesse fortalecido para o bem da população turca”, e elogiou-o como “amigo e homem de paz”.
Outro assunto que Bush e Erdoğan discutiram foi a região problemática do Darfur, com Bush a referir que “o nosso grande desejo é melhorar as vidas daqueles que sofrem no Darfur”.
O encontro Erdoğan-Bush foi muito aguardado, principalmente no que diz respeito ao tema da luta contra o PKK. Erdoğan, em declarações antes de partir para os Estados Unidos, disse que iria pedir aos responsáveis norte-americanos para tomarem medidas para acelerar o processo de luta contra o PKK.
Erdoğan disse que discutiu com Bush todos os asuntos importantes entre dois parceiros estratégicos, com maior destaque para o combate ao terrorismo.
Numa conferência de imprensa só para jornalistas turcos, mais tarde, Erdoğan disse que ele e Bush discutiram passos conjuntos para o combate ao terrorismo, e medidas que permitam passos importantes contra o terrorismo. Declinou, contudo, fornecer uma linha cronológica de actuação relativamente a medidas contra o PKK. Disse ainda que os dois países já partilhavam da opinião de que uma plataforma global necessita de ser criada para combater o terrorismo global.
A conversa entre Erdoğan e Bush aconteceu depois do PKK ter anunciado um cessar-fogo unilateral no Sábado, de acordo com uma comunicação do líder Abdullah Öcalan a partir da prisão onde se encontra. O pedido de Öcalan foi precedido de uma declaração feita pelo presidente iraquiano Jalal Talabani, um Curdo, dizendo que o PKK iria anunciar um cessar-fogo nos próximos dias.
Os analistas dizem que a liderança curdo-iraquiana ajudou a projectar um anúncio de cessar-fogo do PKK com a instigação dos Estados Unidos.
Horas antes do encontro Erdoğan-Bush, O comandante geral das Forças Armadas, general Yaşar Büyükanıt, anulou claramente o cessar-fogo unilateral do PKK. “As Forças Armadas turcas disseram que vão manter a luta contra o terrorismo até que não exista um único terrorista armado. Não há uma única mudança na nossa posição, nem haverá”, disse num discurso na Academia Turca de Guerra em Istambul. “A única solução para os membros da organização terrorista é baixarem as armas e renderem-se à justiça turca”. As declarações de Büyükanıt pareceram ser uma resposta às propostas de uma amnistia para o PKK, no sentido de fazer descer os seus militantes das montanhas Kandil no Iraque, e fazê-los largar as armas. Relatos jornalísticos disseram antes do encontro, que os Estados Unidos queriam que a Turquia proclamasse uma amnistia para ajudar a resolver o problema, embora os responsáveis americanos nunca tenham feito declarações públicas que sugerissem isso. “É mencionado [...] um cessar-fogo como se houvessem dois países em guerra”, disse Büyükanıt sobre a declaração do PKK. “Isto foi agendado primeiro por certos indivíduos, instituições e grupos. Depois, pedidos semelhantes foram feitos por membros do parlamento europeu e alguns Estados. Na semana passada, a pessoa que ostenta o título de presidente do Iraque disse que tinha convencido a organização terrorista a cessar-fogo. E depois, a organização terrorista declarou um cessar-fogo. Isto mostra que o assunto se trata de grande plano”.
A Turquia ignorou as anteriores declarações de cessar-fogo do PKK, e os oficiais acreditam que se trata de um mero movimento táctico. Os peritos militares dizem que a chegada do Inverno nas áreas montanhosas do sudeste na fronteira com o Iraque, onde o PKK é particularmente activo, iria forçar o grupo terrorista a abrandar os seus ataques ate à proxima primavera. Büyükanıt disse que a experiência do passado demonstrou que não há outra alternativa senão manter a luta contra o PKK. “Tem-se visto que a organização terrorista arranja ramificações onde quer e até tentou pactuar com o Estado para concretizar alguns objectivos”, disse.
02 outubro 2006
Louis Michel apoia a entrada da Turquia na União Europeia
Falando sobre esse assunto, Michel disse ontem em Bruxelas: "não podem ser apresentados novos critérios políticos à Turquia para a adesão à União Europeia. A Turquia tem uma grande importância para a União Europeia. Basta olhar e ver onde é que as linhas energéticas se cruzam para perceber isso".
Michel focou o papel da Turquia na região, e como estava convencido daquilo a que chama "a grande necessidade da UE relativamente à Turquia". "Basta olhar para os problemas na região. Se olharmos para os problemas no Iraque, Médio Oriente, Irão, reparamos que a Turquia é um país chave em tudo isso[...]. Existem parlamentares no Parlamento Europeu que parecem comportar-se como se a Turquia se fosse tornar membro amanhã. A entrada da Turquia ainda vai demorar algum tempo, e temos de dar tempo ao país para se preparar".
Aumenta a tensão com a França devido ao alegado genocídio arménio
Em resposta à pergunta se a Turquia deveria reconhecer que o massacre de Arménios em 1915-1917 pelo Império Otomano se tratou de um "genocídio", Chirac respondeu: “Sinceramente, penso que sim”.
As relações ente Ancara e Paris foram perturbadas no Sábado pelas declarações que o presidente francês Jacques Chirac fez durante a visita de Estado de dois dias que realizou à Arménia, dizendo que a Turquia devia reconhecer que o massacre de Arménios durante a 1.ª Grande Guerrra foi um “genocídio”, antes da sua possível entrada na União Europeia.
"Todos os países crescem aprendendo com os seus dramas e erros", disse Chirac.
O evento ocorreu no meio dos intensos esforços que a Turquia tem estado a desenvolver para evitar que a Assembleia Nacional Francesa adopte uma resolução reconhecendo que a morte de Arménios no primeiro quarto do século passado se tratou de um “genocídio.” O voto está agendado para o dia 12 de Outubro.
Fontes diplomáticas do ministério turco dos Negócios Estrangeiros, sublinharam a importância que a Turquia atribui às relações bilaterais com a França, e exprimiram preocupação relativamente à adopção de uma medida tão controversa que poderá prejudicar as relações entre as duas nações, assim como os empresários franceses com negócios na Turquia e que negoceiam com a Turquia.
“Mesmo que essa medida seja adoptada, não é possível a Turquia aceitar uma teoria desse tipo”, revelaram as mesmas fontes, acrescentando que Ancara tem estado a contactar responsáveis franceses a todos os níveis para impedir que essa medida seja aprovada.
Os diplomatas turcos chamam a atenção para o facto de que a Arménia, fazendo com que as acusações de genocídio contra a Turquia sejam aceites por outros paises, está a tentar prejudicar as relações bilaterais entre a Turquia e outros países e a garantir benefícios políticos.
“O lobby arménio devia abandonar os jogos de bastidores, e devia apresentar argumentos concretos suportados por factos históricos”, disseram as mesmas fontes diplomáticas referindo-se à proposta que Ancara fez no ano passado para o estabelecimento de um comité conjunto de peritos arménios e turcos para o estudo das alegações de um "genocídio" arménio nos momentos finais do império otomano.
No início do mês passado, durante conversações com o seu homólogo francês, Philippe Douste-Blazy, integradas na visita a França do ministro dos Negócios Estrangeiros turco Abdullah Gül, foi sugerido que a França participasse nesse comité.
Gül disse nessa altura que outros países incluindo a França podiam integrar esse comité composto por académicos turcos e arménios para o estudo das alegações.
Enquanto Ancara emitia no Sábado uma declaração a condenar o incidente, oficiais séniores turcos, referiam que as declarações de Chirac foram “totalmente inaceitáveis” e que iriam certamente ter um sério impacto nas relações políticas e económicas entre os dois países.
No Sábado, Chirac e a sua mulher Bernadette, compareceram numa cerimónia solene no monumento arménio dedicado aos alegados massacres de Arménios de 1915-1917 pelo império otomano.
Esta é a primeira visita de um presidente francês a esta nação pobre do Cáucaso, que tem desavenças com os seus vizinhos túrquicos, Azerbaijão e Turquia.
Chirac colocou flores no monumento Tsitsernakaberd antes de ser conduzido a uma visita ao denominado "Museu do Genocídio".
A França, que tem 400 000 cidadãos originários da Arménia, reconheceu oficialmente os eventos da 1.ª Guerra Mundial como "genocidas" em 2001, arrefecendo as suas relações com a Turquia, país candidato a membro da União Europeia e seu parceiro na NATO.
Muitos países, incluindo os Estados Unidos e Israel, recusaram-se até agora a reconhecer os massacres como "genocídio".
Ancara argumenta que 300 000 Arménios e pelo menos o mesmo número de Turcos morreram num conflito interno despoletado por tentativas de Arménios adquirirem a independência relativamente ao Leste da Anatólia.
A Arménia também tem um conflito com o Azerbeijão relativamente ao enclave étnico de Nagorno Karabakh, sobre o qual ganhou controle numa guerra no início dos anos 90, mas que ainda é reconhecido internacionalmente como parte do Azerbaijão.
29 setembro 2006
Ocalan pede cessar-fogo
28 setembro 2006
As eleições na Holanda e o alegado genocídio arménio
A retirada do candidato do Partido dos Trabalhadores Democratas Erdin Sacan, ocorreu no início desta semana e foi seguida pouco depois pela decisão do Partido Democrata Cristão de retirar Ayhan Tonca e Osman Elmaci da sua lista de candidatos.
27 setembro 2006
Responsáveis pelas mortes de Sivas não beneficiam de lei para terroristas
O directorado de Segurança indeferiu um pedido dos advogados dos réus no caso do crime de incêndio culposo em Sivas, em que solicitavam que os seus clientes fossem autorizados a beneficiar da lei de reintegração na sociedade.
A lei de reintegração concede amnistia a membros de organizações terroristas que não tenham participado em crimes cometidos por essa organização, que tenham deixado de pertencer a essa organização ou a tenham denunciado às autoridades.
Os advogados de acusação Şenal Sarıhan, Kazım Genç e Süleyman Ateş participaram na audiência, que teve lugar no 11.º tribunal criminal de Ancara na segunda-feira. A resposta ao pedido, que tinha sido enviado ao directorado de Segurança Nacional, foi anunciada pelo juiz do tribunal, Mehmet Orhan Karadeniz.
26 setembro 2006
Mesrob II: "Este ano também estou a praticar o jejum"
Vários líderes religiosos da Turquia juntaram-se num grande iftar (refeição que sucede ao jejum durante o Ramadão), organizado pela Câmara Municipal de Şişli, em Istambul.
Em conversa com os jornalistas na tenda do iftar montada em Şişli, o patriarca arménio na Turquia, Mesrob II, referiu: "no cristianismo também temos jejuns. Este ano, penso juntar-me aos meus colegas crentes no jejum".
Também presente no primeiro iftar do Ramadão deste ano, esteve o representante do Vaticano na Turquia, Georges Markovich, assim como os líderes das congregações Suryani na Turquia, Yusuf Sağ e Yusuf Çetin. Markovich referiu que o mês do Ramadão, é um mês em que as orações de pessoas de todo o mundo contribuem para a paz na terra.
Jovem tenente morto numa emboscada do PKK

O ilegalizado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), aunciou ser o responsável pela explosão de um camião na província de Iğdır, uma área onde o PKK não costuma actuar, de acordo com a agência noticiosa pro-PKK, Fırat. O ataque de sábado, que teve lugar perto de um hotel para polícias, feriu 17 pessoas, incluindo cinco oficiais da polícia e quatro jogadores de um pequeno clube de futebol que tinham viajado de Ancara para Iğdır para um jogo.
O grupo também realizou emboscadas às forças de segurança na província de Mardin, no sudeste da Turquia, matando um tenente e ferindo dois guardas, no seu mais recente acto de violência. As forças de segurança efectuavam patrulha quando foram atacadas por militantes do PKK, no domingo, perto de Dargeçit. O tenente Cengiz Evranos, de 24 anos, foi ferido durante os confrontos, vindo a falecer mais tarde no Hospital Militar de Şırnak. Os dois guardas ficaram feridos e continuam hospitalizados. Em resposta a esta emboscada, o exército lançou uma ofensiva na área, apoiada por helicópteros de guerra.
Os confrontos de domingo foram o último incidente violento perpretado pelo PKK no sudeste da Anatólia, depois de ter quebrado o cessar-fogo unilateral de 2004. Mais de 90 militares foram mortos pelo PKK nos primeiros sete meses de 2006. O grupo também reivindicou um outro atentado que aconteceu no sábado e que provocou o descarrilamento de um comboio de carga perto da província de Elazığ, no sudeste da Turquia. As tensões têm aumentado no sudeste do país, desde que uma bomba matou dez pessoas, a maior parte crianças, na cidade de Diyarbakır, no princípio deste mês, acendendo protestos de milhares de pessoas que pedem o fim da violência. O PKK negou responsabilidades nesse ataque.
25 setembro 2006
Chuvas torrenciais na Turquia

Chuvas e ventos fortes estão a afectar a maior parte do centro, sul e oeste da Turquia e espera-se que mais regiões sejam afectadas até quinta-feira, dizem os meteorologistas.
A chuva ontem deslocava-se de noroeste para o sul e centro da Anatólia, afectando particularmente a província de Muğla, na região do mar Egeu. As autoridades avisaram que a queda de chuva irá continuar ao longo do dia de hoje na região sul do Mediterrâneo e na região do mar Negro.
Em Muğla, muitas ruas ficaram inundadas depois de meia hora de chuva torrencial, e as autoridades avisaram as populações para se prepararem para mais inundações e trovoadas.
Na popular vila turística do mar Egeu, Kuşadası, as autoridades mediram 50 litros de chuva por metro quadrado.
A chuva provocou muita destruição na região de Sarıyer em Istambul, onde dezenas de casas e lojas foram inundadas. O trânsito ficou parado porque as ruas também ficaram inundadas. Habitantes dessas áreas criticaram a Câmara Municipal, nomeadamente pelas infra-estruturas de escoamento de água não estarem operacionais. As autoridades disseram que 123 casas e lojas foram inundadas em Istambul, nas áreas de Sarıyer e Beykoz no sábado, num total de 65 litros de água por metro quadrado.
“Penso que estamos perante as chuvas mais fortes dos últimos anos,” disse o presidente da Câmara de Sarıyer, Yusuf Tülün, sobre as inundações de sábado.
Ramadão e consumismo
FIA WTCC em Istambul

24 setembro 2006
A questão das ordens religiosas na Turquia
O evento ocorreu numa região onde os habitantes se comportam e vestem como se fossem controlados por talibãs. Esta situação só foi descoberta após o linchamento e morte do imame pelos crentes.
Nesta região nenhuma loja vende álcool, todas as mulheres usam véu islâmico, todos os homens e rapazes usam longas túnicas islâmicas, e nenhuma agência imobiliária publicita casas nesta área.
A investigação policial inicial e as reportagens jornalísticas, têm revelado que a misteriosa comunidade foi criada pelos seguidores de um líder influente da comunidade de İsmailağa, um ramo poderoso de uma ordem religiosa abrangente.
O crime parece ter sido o resultado de conflitos de interesses dentro da comunidade, que cresceu para ser uma das mais poderosas e ricas sociedades religiosas de Istambul.
A sua crescente riqueza e influência constitui uma preocupação para aqueles que vêem as ordens como um fundamento prático para um Estado teocrático, enquanto alguns conservadores sustentam que as ordens religiosas oferecem a protecção e alívio que os errantes procuram na vida urbana confusa e agitada dos tempos modernos.
23 setembro 2006
O Ramadão começa amanhã
O nutricionista do hospital público de Denizli, Mustafa Yıldız, disse na sexta-feira que aqueles que fazem jejum devem terminá-lo cada dia com uma sopa e iniciar o jantar dez minutos depois. Disse também que, apesar do jejum ser um acto muito saudável, muitas pessoas sofrem de problemas de peso e problemas cardíacos durante o Ramadão, devido a dietas desequilibradas. “Alguns jantares após o jejum são muito fortes. Depois de um dia sem ingestão de alimentos, o organismo não está preparado para digerir tanta comida. Muitas pessoas são hospitalizadas depois de um jantar forte durante o Ramadão.”
O presidente do Crescente Vermelho (Kızılay) de Mersin, Dr. Merthan Tunay, disse na sexta-feira que doar sangue uma hora depois do fim do jejum é benéfico para a saúde, e que as doações de sangue durante o Ramadão baixam consideravelmente. Tunay disse ainda que doar sangue baixa o risco de ataque cardíaco, o nível de gordura no sangue e aumenta a resistência do organismo às doenças. Disse também que as pessoas podem doar sangue de manhã cedo durante o jejum, mas acrescentou não ser aconselhável, porque o jejum provoca a descida do nível de açúcar no sangue. Depois de um dia de jejum, a ingestão de alimentos faz com que o metabolismo trabalhe mais depressa e aumente os níveis de gordura e de colesterol no sangue, sendo recomendada a doação de sangue uma hora depois do jejum terminar.
22 setembro 2006
A União Europeia saudou a absolvição de Elif Şafak
O primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdoğan, também saudou a absolvição de Şafak, dizendo que o seu governo está aberto a propostas de reformas para incentivar a liberdade de expressão. “Claro que a decisão tomada relativamente à senhora Şafak me agradou,” referiu Erdoğan. Assinalou ainda que o governo poderá reformar o Artigo 301 do Código Penal Turco (TCK). No entanto, insistiu que as liberdades não podem ser "ilimitadas”. “O partido do governo e a oposição podem discutir este assunto novamente porque as leis não são eternas,” disse.
O Artigo 301 foi instituído no ano passado e permite sentenças até três anos de prisão por insultos à identidade nacional turca ou às instituições do Estado.
Referindo-se às vastas críticas de que o artigo é muito vago e deixa muita margem de interpretação, Erdoğan disse: “Se existirem propostas alternativas para o tornar mais específico, estamos prontos para as levar em consideração.”
A escritora Elif Şafak foi absolvida
O juiz Irfan Adil Uncu ilibou Elif Şafak de todas as acusações, no 1º Tribunal Criminal de Beyoğlu, em Istambul. A escritora poderia incorrer numa pena de até três anos de prisão, por uma personagem de ficção do seu mais recente livro "O Bastardo de Istambul", referir o genocídio de Arménios na Turquia durante a Primeira Grande Guerra.
Şafak não compareceu no tribunal, por ainda se encontrar num hospital de Istambul depois de ter dado à luz uma menina no passado sábado.
Manifestantes nacionalistas envolveram-se em confrontos com observadores internacionais e apoiantes da escritora à porta do tribunal, ontem de manhã. Os manifestantes empunhavam bandeiras turcas e outras bandeiras onde se lia “AB Faşismi" (Fascismo da UE) com a suástica nazi rodeada por um círculo de estrelas, como na bandeira da União Europeia. Ninguém foi ferido nesta manifestação, mas a policia prendeu duas pessoas.
Observadores europeus e internacionais viram o caso como um teste à vontade da Turquia reformar o seu sistema legal, para ir de encontro às normas da União Europeia no que diz respeito aos direitos humanos básicos como a liberdade de expressão. Şafak disse à cadeia de televisão turca "NTV" estar "muito feliz com a decisão do tribunal", mas expressou preocupação relativamente a uma "cultura de linchamento" em desenvolvimento na Turquia.






