25 fevereiro 2013

Merkel reanima (pouco) relações da Turquia com a União Europeia

A visita de Angela Merkel à Turquia destina-se a reanimar um processo de adesão à União Europeia que está praticamente parado. Mas a chanceler, que se encontrou com o presidente, Abdullah Gül, e com o primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdoğan, continua a não deixar a porta totalmente aberta. Isto é, mesmo realçando que é preciso retomar o "longo caminho" das negociações iniciadas em 2005, Merkel não inverteu o discurso habitual sobre esta questão, que tem sido o de estabelecer uma "parceria privilegiada" com a Turquia, em vez de uma entrada de pleno direito no clube europeu.
A chanceler, que visitou a região da Capadócia, e ainda o território junto à fronteira síria, onde a NATO instalou baterias anti-aéreas, enfrenta as sondagens que dizem que 60% dos alemães rejeita a adesão turca. Paris e Berlim têm empatado um processo no qual vários capítulos, incluindo o de Chipre, bloqueiam uma aproximação. O responsável diplomático alemão, Guido Westerwelle, veio declarar que, um dia, poderá ser a Turquia a virar as costas à Europa.
 
(Fonte: Euronews)

24 fevereiro 2013

Adesão da Turquia à UE no centro da visita de Angela Merkel a Ancara

A visita de Angela Merkel à Turquia está a suscitar um grande interesse na comunidade turca da Alemanha, a maior comunidade imigrante do país. Isto porque entre os temas que estão previstos na agenda da chanceler alemã e do primeiro-ministro turco está a eventual retoma das negociações de adesão da Turquia à União Europeia.
Um vendedor no mercado de Kreuzberg, no coração turco de Berlim, diz que “seria melhor se chegassem a acordo sobre a adesão da Turquia à União Europeia, para mostrar que Cristãos e Muçulmanos podem viver juntos em harmonia.”
No podcast semanal da chancelaria, Merkel abordou o tema da adesão de Ancara ao grupo dos Vinte e Sete, afirmando ser a favor de um reinício das negociações, mas numa entrevista concedida este sábado não escondeu um certo cepticismo quanto ao resultado final das negociações. “Acho que o caminho das próximas negociações vai ser longo. Mas apesar de estar céptica, concordei com o reinício das discussões de adesão.” Com ou sem cepticismo, certo é que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, considerou, este sábado em Istambul, positivas as declarações da chanceler alemã. “Tendo em conta as declarações positivas da chanceler Merkel sobre a abertura de um novo capítulo de negociações, vamos conseguir bons resultados durante a presidência da Irlanda.”
Angela Merkel chega este domingo a Ancara e regressa a Berlim na segunda-feira.
 
(Fonte: Euronews)

14 fevereiro 2013

Karaté: David Fernandes destaca-se na Turquia

O karateca David Fernandes, do Karate Clube de Faro, sagrou-se vice-campeão da Europa de karaté na prova técnica (kata), no escalão de cadetes, em prova disputada sexta-feira, na Turquia.
Após uma entrada muito equilibrada frente a um atleta azeri, com vitória por 3-2, o jovem farense eliminou os opositores sueco e sérvio por uma margem mais folgada de 4-1, antes de um novo combate mais equilibrado na meia-final contra um karateca húngaro.
Na final, David Fernandes perdeu contra o atleta inglês Nunkoo, que se apresentou muito forte.
Esta foi a primeira medalha portuguesa em Europeus de karaté, na prova de kata masculino.
 
(Fonte: Diário Online)

13 fevereiro 2013

Turquia paga este ano toda a dívida ao FMI

A Turquia espera ter reembolsado a totalidade da sua dívida junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Maio, afirmou hoje o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan.
"Nós pagámos e pagámos... e, neste momento, a nossa dívida ascende a 860 milhões de dólares" (643 milhões de euros), disse Erdoğan, em declarações à televisão turca, citada pela agência France Presse.
"Assim que regularizarmos a última tranche no mês de Maio, não teremos mais dívida", afirmou Erdoğan.
O ministro das Finanças turco, Mehmet Şimşek, esclareceu que Ancara tinha uma dívida junto do FMI desde 1958, considerando que "a Turquia entra numa nova era, ao não se comprometer com nenhum novo programa e ao pagar totalmente as suas dívidas".
O Estado turco "poderá, por isso, consagrar as receitas fiscais ao investimento em infraestruturas", disse ainda o ministro turco das Finanças.
Durante várias décadas, os governantes da Turquia assinaram um total de 19 acordos com o FMI, conseguindo ajudas financeiras de mais de 50 mil milhões de dólares.
A Turquia e o FMI discutiram, entre o final de 2008 e o início de 2010, a possibilidade de a instituição com sede em Washington conceder um empréstimo ao país, mas não foi alcançado nenhum consenso, tendo Ancara desistido deste crédito.
 
(Fonte: Dinheiro Vivo)

CEFAMOL leva quatro empresas ao mercado turco

A CEFAMOL organizará entre os dias 18 e 22 de fevereiro de 2013, uma missão empresarial na Turquia, com o objectivo de proporcionar às empresas participantes contactos e reuniões de trabalho com alguns dos principais actores do mercado no âmbito da indústria automóvel, de electrodomésticos e embalagem.
Pretende-se assim promover o alargamento da carteira de clientes das empresas nacionais num mercado que tem registado altos índices de crescimento e desenvolvimento económico ao longo dos últimos anos.
Nesta acção irão estar presentes quatro empresas do sector de moldes nacional, nomeadamente a Moldit, PMM, Socem e TJ Moldes. Durante as reuniões, estas empresas terão a oportunidade de apresentar as suas competências, capacidades de produção, case-studies e outras informações de relevo que possam despertar ou renovar o interesse nas empresas portuguesas produtoras de moldes para plástico por parte das entidades turcas.
Esta acção insere-se no Projecto Conjunto de Internacionalização “Engineering & Tooling From Portugal 2013”, o qual foi aprovado no âmbito do Sistema de Incentivos à Qualificação e Internacionalização de PME, do QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, o que irá proporcionar às empresas participantes um apoio financeiro sobre as despesas elegíveis.

Fonte: CEFAMOL

   
voltar

07 fevereiro 2013

Portugal ultrapassado pela Turquia na Feira de Luanda

Portugal poderá deixar de ser o maior participante estrangeiro na 30.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FIL), que se realiza em Julho, ao ser ultrapassado pela Turquia, afirmou hoje o presidente da empresa organizadora do evento. Matos Cardoso, que falava em conferência de imprensa para anunciar o certame, disse que, à semelhança da edição de 2012, a Turquia terá o maior número de empresas estrangeiras expositoras, com um pavilhão de cinco mil metros quadrados. "Já desde o ano passado que a Turquia superou o número de expositores portugueses, mas do nosso ponto de vista esse dado em si não encerra a expectativa daquilo que o mercado angolano espera de Portugal, nem Portugal espera de Angola", referiu Matos Cardoso. Matos Cardoso lembrou que Portugal continua a ser o maior parceiro económico de Angola e que "a larga maioria das empresas (portuguesas) que operam em Angola, se não vieram por intermédio da FIL, já lá estiveram pelo menos uma vez". Apesar de poder deixar de ser o maior participante estrangeiro, Matos Cardoso salientou que Portugal continuará a ser o expositor que mais efectiva negócios com Angola. "É preciso assinalar que não é a quantidade que faz a realização, o que faz é a efectivação dos negócios e nesse ponto de vista acho que Portugal continuará a liderar", disse. Como todos os anos, Portugal participará com um pavilhão próprio, com a dimensão de três mil metros quadrados. Na edição de 2013, que se realiza de 16 a 21 de Julho, os indicadores de participação deverão ultrapassar os habituais, face à participação de novos países com elevada expressão, como a China, com um pavilhão de três mil metros quadrados e a Turquia, com os anunciados cinco mil metros quadrados. De acordo com Matos Cardoso, 35 países que mantêm relações comerciais com Angola já participaram da feira, sendo este ano a Polónia e a Tunísia os estreantes. "Precisamos de investir na atracção de investimento para que possamos descobrir novos mercados, novas empresas, para podermos suprir as nossas necessidades", referiu. Para a edição deste ano vão ser construídos dois novos pavilhões, que terão custos entre os 5,1 milhões e os 7,3 milhões de euros, com as dimensões de três mil e cinco mil metros quadrados. A FIL, que assinala este ano 30 anos de existência, terá como lema "Os Desafios da Atracção de Investimento: Estratégia, Legislação, Instituições, Infraestruturas e Recursos Humanos". Um vasto programa foi elaborado para assinalar o 30.º aniversário daquela instituição, que inclui a sua inscrição na união Internacional de Feiras, a criação da Fundação FILDA, entre outras de carácter cultural.
(Lusa/SOL)

04 fevereiro 2013

Erdoğan critica "lentidão imperdoável" das negociações de adesão à UE

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdoğan, criticou hoje, em Praga, a União Europeia (UE), justificando com a lentidão "imperdoável" das negociações de adesão do seu país ao bloco dos 27 estados, noticia a AFP.
"Estamos à porta [da UE] desde 1959. As negociações oficiais para a adesão começaram em 1963. Tais atrasos são imperdoáveis", afirmou à imprensa, depois de uma reunião com o seu homólogo checo, Petr Necas.
"Nós entendemos que ainda nos falta fazer muito, mas penso que vários estados-membros não preenchem os critérios que a Turquia cumpre", salientou.

(Fonte:Destak)

02 fevereiro 2013

Explosão de carro mata 12 pessoas na fronteira entre a Síria e a Turquia

O Governo turco confirmou a morte de 12 pessoas, vítimas da explosão de um carro, na fronteira entre a Turquia e a Síria.
A explosão ocorreu a cerca de 40 metros do posto fronteiriço de Cilvezoğlu, no espaço de terra de ninguém, que separa os terrítórios turco e sírio.
O carro estava estacionado no meio de outros veículos e tudo leva a crer que estava armadilhado.
Este é o mais grave incidente na fronteira entre a Síria e a Turquia desde que, em Outubro passado, um obus, lançado pelo exército sírio, atingiu a aldeia de Akçakale, mantando cinco pessoas.
Na altura, o exército turco ripostou com obuses em direcção ao território sírio. A tensão diminui desde que o lado sírio da fronteira está ocupado por unidades das forças rebeldes do Exército Livre da Síria. Face ao receio de ver espalhar-se pela região o conflito da Síria, diversos países da NATO posicionaram baterias de mísseis terra-ar em território turco.
 
(Fonte: Euronews)

01 fevereiro 2013

Ağca publica biografia: "Prometeram-me o Paraíso: A Minha Vida e a Verdade Sobre o Atentado Contra o Papa"

Mehmet Ali Ağca, que tentou assassinar o papa João Paulo II na Praça de São Pedro, Vaticano, em Maio de 1981, afirma que o guia da Revolução islâmica no Irão, o ayatolah Khomeini, foi o instigador do ataque.
Ağca, de origem turca, revela esta informação num livro biográfico hoje lançado em Itália. No livro, intitulado "Prometeram-me o Paraíso: A Minha Vida e a Verdade  Sobre o Atentado Contra o Papa", Ali Ağca, que sofre de problemas mentais, conta como chegou ao Irão depois de ter fugido de uma prisão turca, onde cumpria pena pelo assassínio de um jornalista. Ağca recorda que durante a sua estadia em Teerão foi "doutrinado" durante várias semanas, antes de uma reunião nocturna com o guia supremo da revolução iraniana. No encontro, o ayatolah Khomeini terá instruído o Turco a matar João Paulo II, que ficou gravemente ferido mas que sobreviveu à tentativa de assassinato. "Tens de matar o papa em nome de Alá. Tens de matar o porta-voz do diabo na terra", afirmou então o líder iraniano, segundo o testemunho de Ağca. Após a sua detenção, Mehmet Ali Ağca disse inicialmente que o atentado tinha sido organizado pelos serviços secretos russos (KGB) e um grupo de diplomatas búlgaros. Na altura, Mehmet Ali Ağca foi diagnosticado como doente mental. No livro, Ağca conta igualmente pormenores sobre o seu encontro com João Paulo II, que o visitou na prisão em Roma, em 1983. "Quem ordenou a minha morte?", questionou João Paulo II, segundo o relato de Ağca, que acabaria por contar as instruções do líder iraniano. O Turco acrescenta que o pontífice perdoou todos os envolvidos. No mesmo livro, Ağca recorda a sua vida, desde a infância, afirmando "ter vivido durante anos no erro do 'fascismo-nazi' islâmico". "Hoje, sei que Jesus Cristo é a melhor pessoa que andou na terra", escreve ainda Ağca. Mehmet Ali Ağca, de 55 anos, cumpriu 19 anos de prisão em Itália, tendo sido posteriormente deportado para a Turquia, onde cumpriu mais dez anos de prisão. Foi libertado em Janeiro de 2010. Em 2009, o jornal italiano "La Repubblica" noticiou que tinha iniciado o processo para obter a nacionalidade portuguesa.
 
(Fonte: Lusa / SIC Notícias)